domingo, 30 de setembro de 2012

Cientistas americanos descobrem vírus que ataca serpentes constritoras

Jiboias e pítons aparentam estar bêbadas e podem dar nó no próprio corpo.
Doença do Corpúsculo de Inclusão Viral costuma ser mortal para animais.


Cientistas dos Estados Unidos identificaram o vírus responsável por uma doença grave em serpentes, conhecida como Doença do Corpúsculo de Inclusão Viral (IBD, na tradução da sigla do inglês). A contaminação costuma causar comportamento bizarro e até a morte nestes animais.


As cobras infectadas com o vírus parecem estar bêbadas, ficam encarando o vazio e chegam a dar nós no próprio corpo, entre outros sintomas. Os pesquisadores da Universidade da Califórnia estudavam um surto de IBD em um aquário na cidade de São Francisco, quando se depararam com a causa do mal.

Jibóia infectada com IBD

O vírus afeta mais as jiboias e similares da família Boidae e as pítons, dizem os cientistas. O estudo foi publicado na edição do dia 14 deste mês no site “mBio”, publicação da Sociedade Americana para a Microbiologia.

A descoberta representa uma classe totalmente nova de arenavírus, dizem os pesquisadores. Para encontrar a origem da doença, pesquisadores extraíram DNA da pele de cobras afetadas pela doença e usaram técnicas para fazer o sequenciamento do genoma dos animais.

Em praticamente todo o DNA dos exemplares de cobras havia sequências que combinavam com o arenavírus. A partir deste achado, os cientistas puderam isolar o vírus usando pele de cobra manipulada em laboratório.

Cura

A descoberta é o primeiro passo para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos para a doença, de acordo com os cientistas.

Michael Buchmeier, professor de doenças infecciosas da Universidade da Califórnia e um dos responsáveis pela pesquisa, classificou a descoberta de “uma das coisas mais excitantes que aconteceram na virologia em um longo tempo”.

Buchmeier diz que até agora os microorganismos da família dos arenavírus só haviam sido identificados em mamíferos. Encontrá-los em cobras foi uma surpresa, afirma o pesquisador.

Fonte:  G1

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dinossauros tinham sangue quente e não eram 'répteis típicos', diz estudo

Artigo da 'Nature' aponta que dinossauros tinham fluxo sanguíneo intenso.
Répteis atuais, ou típicos, não mantêm temperatura do corpo estável.

Durante muito tempo os cientistas assumiram que os dinossauros eram répteis de sangue frio, mas um estudo espanhol publicado em junho deste ano na revista “Nature” sugere exatamente o oposto.
De acordo com os pesquisadores, os dinossauros não podem ser classificados como “répteis típicos” (nome dado aqueles que não conseguem manter a temperatura do corpo estável), porque teriam uma alta densidade de vasos sanguíneos em seus ossos, parecido com os vasos de mamíferos e aves, por exemplo.
A investigação científica realizada uma equipe do Instituto Catalão de Paleontologia Crusafont Miquel, da Espanha, aponta ainda que um fluxo sanguíneo significativo representaria um crescimento rápido de espécies, ou seja, que os dinossauros teriam um metabolismo acelerado, incompatível com animais de sangue frio, por exemplo.




Sinais característicos

Esta conclusão foi obtida através da detecção de linhas de crescimento nos ossos de alguns animais, como anfíbios e répteis – que têm a mesma função dos anéis nos troncos de árvores que indicam a idade daquela planta.
Os cientistas começaram a trabalhar com a possibilidade de que apenas animais de sangue frio é que apresentariam esses sinais. As linhas evidenciam que aquele animal teve um desenvolvimento lento, praticamente parado por fatores externos, como temperaturas baixas ou falta de alimentos. Além disso, foi alimentada a hipótese de que essas espécies, inclusive os dinossauros, tinham metabolismo lento, típico dos répteis atuais. 

Crocodilos gigantes viveram entre ancestrais humanos

The New York Times

Nova York - Crocodilos gigantes, muito maiores que todos que conhecemos até agora, habitaram o Quênia há dois milhões de anos em meio a nossos ancestrais humanos, de acordo com um novo relatório.

O fóssil de um espécime de 8 metros mostra que a espécie não está estreitamente relacionada ao crocodilo-do-nilo (Crocodylus niloticus), como pensavam alguns cientistas, afirmou Christopher A. Brochu, paleontólogo especialista em vertebrados da Universidade de Iowa e primeiro autor do novo estudo.


Embora os dois se pareçam, a estrutura do crânio e da mandíbula da espécie antiga é diferente. "Existe a concepção errada de que crocodilos são fósseis vivos que não mudaram", afirmou o cientista. "Esta é uma espécie de crocodilos genuína, mas diferente de tudo que conhecemos."

Brochu e seus colegas publicaram o relatório em uma edição recente do periódico The Journal of Vertebrate Paleontology. As descobertas significam que as origens do crocodilo do Nilo continuam um mistério.

Embora os crocodilos sejam antigos, eles evoluíram de forma considerável ao longo do tempo. Atualmente, existem cerca de três a cinco espécies de crocodilos na África, mas em tempos antigos talvez houvesse duas vezes mais, afirmou Brochu.

"Eles seriam um importante elemento na vida de nossos ancestrais", afirmou. "Se existe algo dentro do lago que pode engolir uma pessoa inteira, então iremos pensar em formas de nos aproximarmos da água."

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cobras fêmeas que se reproduzem sem o macho são descobertas nos EUA

Uma espécie de parto virgem foi encontrado em vertebrados selvagens pela primeira vez, por pesquisadores americanos da Universidade de Tulsa, no Estado de Oklahoma.


Os cientistas encontraram fêmeas grávidas de víboras norte-americanas e analisaram geneticamente os filhotes, o que comprovou que elas são capazes de se reproduzirem sem o macho.

O fenômeno se chama partenogênese facultativa e só foi registrado antes em espécies criadas em cativeiro.

Os cientistas dizem que a descoberta pode mudar a compreensão atual sobre a reprodução animal e a evolução dos vertebrados.

Até hoje, pensava-se que era extremamente raro que uma espécie normalmente sexuada se reproduzisse assexuadamente.

Identificadas primeiro em galinhas domésticas, os "partos virgens" foram também registrados recentemente em algumas espécies de cobras, tubarões, lagartos e pássaros.

No entanto, tais nascimentos sempre aconteceram em cativeiro, com as fêmeas sendo mantidas longe dos machos.

Novidades evolutivas

Nascimentos virgens em vertebrados geralmente são vistos como "novidades evolutivas", segundo o professor Warren Booth, que conduziu o estudo questionando a ideia, divulgado na publicação científica Royal Society's Biological Letters.

Ele e seus colaboradores examinaram os nascimentos em populações de duas espécies de víboras norte-americanas já conhecidas e separadas geograficamente.

Em um dos grupos, uma em 22 cobras se reproduziu sem o macho. No outro, isso aconteceu com uma das 37 víboras.

"A frequência foi o que mais nos chocou. Isso quer dizer que entre 2,5 e 5% dos filhotes produzidos nestas populações podem resultar de partenogênese", afirmou Booth.

"Isso é bastante para algo que é considerado novidade na evolução."

Com ou sem sexo

Um parto virgem, ou partenogênese, acontece quando um óvulo cresce e se desenvolve sem ter sido fecundado pelo espermatozóide.

O fenômeno produz um filhote que tem somente o material genético da mãe e é relativamente comum em invertebrados como formigas, abelhas e pulgões.

A reprodução assexuada também acontece com algumas espécies de lagartos, mas ainda é rara em espécies vertebradas sexuadas.

Ainda não está claro se as víboras fêmeas escolheram ativamente se reproduzir desta forma ou se a partenogênese foi estimulada por outro fator, como um vírus ou uma infecção bacteriana.

No entanto, os pesquisadores dizem ser improvável que o mesmo aconteça também entre mamíferos placentários - cujos filhotes se desenvolvem em placentas dentro da mãe.

Isso porque os mamíferos dependem de um processo chamado carimbo genético para se reproduzirem, em que um conjunto de genes de um dos pais domina o outro.

A interação entre os dois materiais genéticos é essencial para que seus embriões se desenvolvam normalmente.

Fonte: BBC Brasil

Origens da Vida - Última Parte

7. Animal por Excelência


8. Ossos, Músculos e Cérebro


Fonte: Youtube

Origens da Vida - Parte II

4. Explosão da Vida



5. Os Conquistadores




6. O Jogo da Sobrevivência



Fonte: Youtube

Origens da Vida - Parte I

1. Origens


2. A Vida em Movimento


3. O Primeiro Caçador


Fonte: Youtube

Documentários - Parte V

1. Sexo Jurássico



2. Parque dos Dinossauros - Parte I


3. Parque dos Dinossauros - Parte II


Fonte: Youtube