quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Novos dinossauros - Parte II


Veja a lista de alguns dinossauros descobertos ou classificados esse ano:


6. Chilesaurus diegosuarezi






7. Wendiceratops Pinhornensis





8. Zhenyuanlong Suni





9. Ugrunaaluk Kuukpikensis



terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Novos dinossauros - Parte I


Veja a lista de alguns dinossauros descobertos ou classificados esse ano:


1. Qijianglong Guokr  - "Dragão de Qijiang"




2. Yi Qi - "Dinossauro Morcego"



3. Saurornitholestes Sullivani



4. Anzu Wyliei - Apelidado de "Frango do Inferno"



5. Regaliceratops Peterhewsi



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Montagens com dinossauros



Feitas como o programa Movie FX Photo Editor, disponível para Android

Uma ótima opção para se divertir com os amigos













quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Dez erros que cometemos ao falar sobre os dinossauros

Nossas percepções e conhecimento sobre esses animais mudaram muito desde a descoberta dos primeiros fósseis e continuam a se transformar à luz de novos achados.

Da BBC



Nossa percepção e nosso entendimento sobre os dinossauros mudaram significativamente desde que os primeiros fósseis foram encontrados - e continuam a mudar, à medida que surgem novas descobertas.

A seguir, veja dez equívocos comuns sobre os dinossauros que foram sendo corrigidos pelos avanços da ciência:

1. Penas da discórdia

Ainda bem que o Tyrannosaurus rex não está por aí para testemunhar o abalo em sua fama após descobrirem que ele tinha penas quando jovem.
Até então se pensava que os dinossauros tivessem apenas escamas, mas nos últimos 20 anos cientistas se convenceram de que muitos carnívoros tinham pelugem ou penas.
"Muitos - se não todos - os dinossauros tinham penas", disse à BBC Radio 4 o professor Mike Benton, da Escola de Ciências da Terra da Universidade de Bristol.

2. Esquentando

No passado, pesquisadores apostavam que os dinossauros deveriam ter sido animais de sangue frio, como lagartos e cobras. Para além de alguma divergência no século 19, essa visão permaneceu até os anos 1970, quando novas pesquisas apontaram que os dinossauros eram bichos de sangue quente e sedentos por energia, como os mamíferos.
Em 2014, cientistas sugeriram que eles tenham sido mesotérmicos - algo entre sangue quente e frio.

3. Pinça com dedão

Investigações sobre os dinossauros do Crystal Palace - uma série de esculturas em tamanho real em um parque no sul de Londres, reveladas ao público em 1854 - causaram certa confusão após a descoberta de um fóssil pequeno e pontudo.
Pensou-se que era um chifre, e uma réplica foi colocada na ponta do nariz de um Iguanodon.
Mais tarde, quando espécimes mais completos foram achados, a conclusão mudou: tratava-se na verdade um osso de dedo polegar, responsável pelo movimento de pinça.

4. A polêmica sobre o fim dos dinossauros

Há inúmeras hipóteses sobre o fim dos dinossauros.
A teoria mais aceita - e que circula desde as últimas décadas - é de que um enorme meteorito atingiu a Terra e exterminou a maioria deles. Mas isso não explica por que o choque não acabou com outros bichos, como pássaros, crocodilos e mamíferos.
Hipótese que cita um meteorito como a causa do fim dos dinossauros deixa lacunas e não explica o que ocorreu com outras espécies
Hipóteses mais antigas focavam em mudanças climáticas e formação de montanhas, enquanto alguns pesquisadores do século 20 defendiam que os dinossauros perderam fôlego como espécie e desistiram da luta.

5. Não tão velhos assim

Você deve imaginar que levava um bom tempo até que os dinossauros maiores atingissem o tamanho de adulto.
Isso, ao lado da hipótese de eram répteis de sangue frio e crescimento lento, levou cientistas a estimar o tempo médio de vida deles em mais de cem anos. Mas hoje sabemos que essas feras cresciam muito rápido, e que poucos dinossauros superavam os 40 ou 50 anos.

6. Falha nossa

O filme Jurassic Park - Parque dos Dinossauros, de Steven Spielberg, lançado em 1993, lotou os cinemas e atiçou a imaginação do público com descrições - imprecisas - dos dinossauros.
Para a maioria dos cientistas, os velociraptors do filme, por exemplo, eram grandes, rápidos e espertos em excesso, distanciando-os da realidade. Mas os animais caçavam em grupos, como o filme mostra.
E desde quando Hollywood deixa os fatos entrarem no caminho de uma boa história?

7. Teoria à prova d'água?

Uma década atrás, especialistas diziam que os maiores dinossauros existentes circulavam apenas em ambientes aquáticos.
O peso monstruoso e a cauda gigante do Diplodocus, por exemplo, não teriam favorecido o trânsito em terra, afirmavam cientistas, sugerindo que eles devem ter vivido em pântanos ou lagos.
Uma década depois, essa teoria naufragou. Cientistas hoje concordam que os herbívoros gigantes viveram em terra firme.

8. Voo da discórdia

Eles dividiram o planeta com o T.Rex e cia., mas os pterossauros não eram dinossauros como todos pensavam.
Esses répteis voadores dos períodos Triássico e Cretáceo - primeiros vertebrados a voar - eram um grupo diferente de animais, assim como os répteis marinhos da época, como os ictiossauros e os plesiossauros.

9. Marcha lenta

No final do século 19, a maioria pensava que o T.Rex era um exímio corredor, alimentando os piores pesadelos. Mas essa visão ficou ultrapassada por volta da metade do século 20, quando o monstro passou a ser considerado como lento e vagaroso.
Hoje, modelos biomecânicos indicam que um meio termo deve ter sido o cenário mais provável.
Enquanto dinossauros do tamanho de galinhas poderiam até assumir o lugar dos cachorros nas corridas atuais, os T.Rex tinham velocidade média estimada em cerca de 29 km/h.

10. Beco sem saída

Por muito tempo consideramos os dinossauros como criaturas que não tinham o padrão evolutivo necessário para sobreviver em meio a mudanças no ambiente.
Nos últimos 20 a 30 anos, contudo, um novo consenso surgiu, apontando que eles foram espécies fantasticamente diversas e resistentes, e que podem se gabar de ter tido milhares de descendentes na forma dos pássaros atuais.
Três coisas que ainda não sabemos sobre dinossauros...
Não se sabe muito sobre os ruídos que os dinossauros faziam, embora haja provas que sustentam uma noção dos anos 1970 de que o Parassaurolofo usava seu peito como uma câmara de ressonância, permitindo a comunicação em longas distâncias.
Não sabemos as cores dos dinossauros, mas pesquisas recentes identificaram a cor das penas em dinossauros como o Sinosauroptreyx, que tinha anéis laranjas e brancos na cauda.
Não sabemos o quão inteligentes eram os dinossauros, porém seus cérebros pequenos em relação à massa corporal sugerem uma capacidade intelectual reduzida.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Universal monta 'dinossauro' gigante para promover ‘Jurassic World’

Sem dúvida, uma das melhores sacadas para o lançamento no mercado de Home Entertainment.

Com sete metros de altura, a escultura de ‘Jurassic World‘ foi montada na madrugada e pegou moradores e turistas de surpresa na Inglaterra.

‘Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros‘ ultrapassou a marca de US$ 1 Bilhão em arrecadação internacional, que corresponde aos países fora da América do Norte (Estados Unidos e Canadá). Com isso, a quantia global do longas dos dinos chega a US$ 1,66 bilhão, a terceira maior na história do cinema mundial – saiba mais!

Pela primeira vez desde 2011, a Marvel Studios não teve a maior bilheteria no mercado norte-americano durante o verão. Com o sucesso de ‘Jurassic World‘, a Universal Pictures conseguiu quebrar recordes e arrecadou inacreditáveis US$ 1,58 bilhão – impulsionada pelos US$ 636 milhões que o filme sobre dinossauros faturou nos EUA.

Com o sucesso, a sequência foi oficialmente confirmada e teve sua estreia marcada para 22 de Junho de 2018.



Colin Trevorrow voltará para a sequência apenas como roteirista.

“Se eu estiver envolvido ou não com as próximas sequências, senti que era minha obrigação definir qual será a próxima história… e eu quero fazer o meu trabalho para criar uma trama rica de histórias, bem planejada e interessante”, afirmou.

Então sobre o que será a sequência?

“[Não será] apenas sobre dinossauros que perseguem as pessoas em uma ilha”, disse Trevorrow. “Isso cansa muito rápido. Teremos uma ação a nível global”, afirmou.

“Eu tenho a ideia de que a sequência não vai se limitar a parques temáticos, e existem aplicações para esta ciência que vão muito além do entretenimento”, afirmou.

“Não é algo que estava no livro, mas é uma semente que eu queria plantar neste filme… e se eles decidirem fazer mais com os dinossauros? E se essa ciência fosse open source? É quase como se InGen fosse o Mac, mas o PC quer colocar as mãos nessa tecnologia? E se existem 15 entidades diferentes ao redor do mundo que podem fazer um dinossauro?”, concluiu.


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Cientistas descobrem mamífero que sobreviveu à extinção dos dinossauros

Uma equipe de cientistas descobriu uma espécie de mamífero pré-histórico que sobreviveu ao evento que levou à extinção dos dinossauros.

Os remanescentes dessa criatura grande e que se assemelha a um roedor, fornece pistas sobre como os mamíferos "dominaram" a Terra após o desaparecimento quando os dinossauros desapareceram.

Kimbetopsalis simmonsae, como foi chamada a recém-descoberta espécie, era herbívoro e se assemelhava a um castor.

A descoberta foi divulgada na publicação científica britânica Zoological Journal of the Lennean Society.

© Foto: Sarah Shelley Fóssil do animal, que se assemelha a um castor, foi encontrado nos Estados Unidos


O paleontólogo que liderou a pesquisa, Stephen Brusatte, da Universidade de Edimburgo, contou que o fóssil foi descoberto por uma aluna, Carissa Raymond, enquanto trabalhava em uma área de prospecção em Novo México, nos Estados Unidos.

"Percebemos rapidamente que esse era um tipo de mamífero totalmente novo, que ninguém conhecia antes", disse Stephen à BBC.

Os pesquisadores ficaram intrigados com os dentes do animal, que eram especializados em mascar plantas, com complicadas linhas de pontas agudas na parte traseira e, na parte da frente, incisivos para roer.


© Foto: Fornecido por BBC

Esse grupo de mamíferos, coletivamente conhecido como multituberculata, teve origem juntamente com os dinossauros, durante o período Jurássico, e prosperou durante mais de 100 milhões de anos até serem aparentemente substituídos por roedores.

"(Durante o período Jurássico) esses animais eram bem pequenos", disse Stephen.

"Então a colisão de um meteorito acabou com os dinossauros e de repente, em termos geológicos, esse grupo de animais começou a crescer e a se proliferar. Foi assim que começou a ascensão dos mamíferos. E o resultado disso é nós estarmos aqui hoje."

Os cientistas afirmam que esta e outras descobertas ajudam a formar o cenário sobre como os mamíferos sobreviveram ao evento que causou a extinção dos dinossauros.

"Muitos mamíferos morreram, mas esse grupo específico acabou se saindo bastante bem", afirmou o pesquisador. "O mundo mudou em um dia. Literalmente."

"A colisão do asteroide e os dinossauros sendo extintos. Parecia que os mamíferos estava apenas esperando a vez deles e, assim que os dinossauros desaparecerem, eles prosperaram."

Fonte: BBC Brasil

Asteroide e vulcões levaram dinossauros à extinção, diz estudo

Cientistas do Museu Universidade do Alasca do Norte descobriram recentemente uma nova espécie de dinossauro, a "Ugrunaaluk kuukpikensis"



Embora inúmeros cientistas argumentem que os dinossauros se extinguiram devido ao impacto de um grande asteroide sobre a Terra há 66 milhões de anos, um novo estudo divulgado nesta quinta-feira revela que a colisão aumentou a atividade vulcânica, e a combinação de ambos fenômenos acabou com eles.

As novas medições da atividade vulcânica nesse período, o Cretáceo, que podem ser as mais precisas até o momento, indicam um forte aumento na taxa de erupção dos vulcões do planalto de Decan (Índia) - onde foi realizado o estudo - durante os 50.000 anos posteriores ao impacto.

Após a queda do meteoro, as erupções vulcânicas passaram a ocorrer com menor frequência, mas quando ocorriam, o faziam de uma maneira mais violenta e expulsando muito mais lava do que até então.

Segundo o estudo, cerca de 70% do volume total de magma acumulado no planalto de Decan foi expulso em erupções maciças.

Sob a direção de Paul Renne, professor da Universidade de Berkeley (Califórnia, EUA) e diretor de seu Centro de Geocronologia, a pesquisa considera que estas novas medições mostram que os fluxos de lava da grande cadeia vulcânica de Decan funcionavam em um ritmo mais lento antes do impacto.

A combinação do impacto do meteoro e o aumento da atividade vulcânica intoxicou o ar e os ecossistemas, enchendo o planeta de substâncias nocivas que provocaram o desaparecimento de várias espécies.

"Baseando-nos em nossas datas de atividade vulcânica, podemos estar bastante seguros de que os dois eventos (o impacto do meteoro e as erupções) provocaram a extinção em massa", explicou Renne por ocasião da divulgação do estudo.

"É quase impossível atribuir - acrescentou - os efeitos atmosféricos a um ou outro. Os dois aconteceram ao mesmo tempo".

Fonte: G1

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Artigo da 'Science' descreve fóssil de cobra com patas encontrado no Brasil

Nova espécie viveu há mais de 120 milhões de anos onde hoje é o Brasil.
A peça é originária da Formação Crato, na Bacia do Araripe, no Ceará.



Eduardo Carvalho Do G1, em São Paulo

Fóssil de espécie de cobra com patas que foi descoberto na Formação Crato, na Bacia do Araripe, no Ceará (Foto: Reprodução/Science)
 
A revista “Science” desta quinta-feira (23) descreve o fóssil de uma nova espécie de cobra que tinha quatro patas e viveu no Brasil há mais de 120 milhões de anos.

Segundo os estudiosos, a peça é originária da Formação Crato, na Bacia do Araripe, no Ceará. A peça encontra-se na Alemanha.

A descrição foi publicada em artigo assinado por David M. Martill, paleontólogo da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, Helmut Tischlinger e Nicholas Longrich.

O material apresenta a espécie Tetrapodophis amplectus, uma cobra de quatro patas que teria vivido no território onde atualmente fica o Brasil quando ainda existia o supercontinente Gondwana, integrante da parte sul da Pangea.

Evolução
Ilustração mostra como seria a espécie Tetrapodophis, descoberta por paleontólogos na região da Formação Crato (Foto: Reprodução/Science/Julius Cstonyu)
 
A ciência atual não tem dúvida de que lagartos e cobras, em termos de evolução, são espécies muito próximas.

O que se tinha comprovado até então é que, com o passar do tempo, os lagartos evoluíram para lagartos com corpo de serpente e patas, e, posteriormente, para serpentes. Agora, o fóssil traz à luz uma peça desta evolução: as cobras com patas.

“É o primeiro fóssil de cobra com quatro patas e cinco dedos. Isso muda a história evolutiva das cobras. Conhecia-se apenas três estágios e agora, eles são quatro”, explica Álamo Feitosa, diretor científico do Geopark Araripe.

O Geopark Araripe tem uma área de 3,7 mil km² e abrange seis cidades cearenses. A região era considerada área de proteção ambiental desde 1997 e, em 2006, foi integrado à Rede Mundial de Geoparques, iniciativa da Unesco, agência da ONU para educação, ciência e cultura, com a União Internacional de Ciências Geológicas.

O objetivo dos geoparques é preservar áreas naturais que tenham um rico valor geológico e paleontológico.

Fonte: G1  

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Pesquisadores encontram fósseis com sangue de dinossauro

Uma equipe de pesquisadores da Imperial College, em Londres, liderada pelo Dr. Sergio Bertazzo, fez uma descoberta insólita e inédita. Trata-se de uma série de fragmentos biológicos (células de sangue e proteína fibrosa) de dinossauro. A revelação é resultado do estudo dos restos fósseis de 75 milhões de anos idade encontrados na província de Alberta, no Canadá. 


A descoberta é verdadeiramente estranha e incomum, uma vez que os fósseis com essa idade costumam conservar apenas materiais duros, como os ossos e, muito raramente, tecidos suaves, como aconteceu dessa vez. Apesar do mau estado de conservação dos fósseis, os pesquisadores puderam estudar o material encontrado e seus resultados sem dúvida contribuirão para o estudo das relações entre diferentes tipos de dinossauros, o aprofundamento de sua fisiologia e a reconstituição do caminho evolutivo que os levou a se transformarem em animais de sangue quente.

Essa grande revelação sugere uma reavaliação das ideias atuais sobre o processo de fossilização. Informações valiosíssimas podem estar passando despercebidas pelo fato de os pesquisadores não procurarem sangue ou tecidos suaves nos fósseis, por pior que seja sua conservação.

Fonte: RT

Crédito da foto: Steffen Foerster/Shutterstock

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Cientistas descobrem na China o maior dinossauro com asas do mundo

Primo do velociraptor, aquele dos filmes de 'Jurassic Park', o 'Zhenyuanlong suni' viveu há 125 milhões de anos e era coberto por plumas coloridas


As penas do novo dinossauro provavelmente funcionavam com propósitos sexuais, para atrair os pares para o acasalamento(Chuang Zhao/Divulgação)

Paleontologistas que trabalhavam na China descobriram o fóssil do maior dinossauro com asas do mundo. O Zhenyuanlong suni viveu há 125 milhões de anos e é um "primo" do velociraptor, famoso por ser um dos principais dinossauros nas histórias dos filmes Jurassic Park e Jurassic World. Seu corpo, com aproximadamente dois metros de comprimento, era coberto de plumas coloridas - assim como os últimos estudos científicos demonstram ser o velociraptor.

Os fósseis do novo dinossauro foram encontrados durante uma expedição na parte ocidental da província de Liaoning, nordeste chinês, região rica em vestígios de dinossauros com penas. O estudo com a descrição completa da nova espécie foi publicado no periódico Scientific Reports.

Segundo os cientistas, as asas do predador não eram usadas para voo por serem muito curtas. Provavelmente funcionavam para propósitos sexuais, pois as cores das penas deveriam atrair os pares (como os pavões de hoje usam sua bela cauda).

Um dos autores do estudo, Junchang Lu, do Instituto de Geologia da Academia Chinesa de Ciências Geológicas, conta que foi surpreendido por encontrar um fóssil de uma espécie ainda desconhecida na região. A parte ocidental da província de Liaoning foi o local onde as primeiras espécies de dinossauros com penas foram achadas, na década de 1990. "Descobrir o Zhenyuanlong suni indica que há uma diversidade ainda maior de dinossauros emplumados do que pensávamos", concluiu Junchang Lu.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cientistas-descobrem-na-china-o-maior-dinossauro-com-asas-do-mundo

terça-feira, 14 de julho de 2015

Presas do maior dinossauro carnívoro do Japão são descobertas em Nagasaki



Dentes fossilizados de dinossauro encontrados em Nagasaki

Paleontólogos japoneses encontraram em Nagasaki, no sul do Japão, duas presas fossilizadas pertencentes ao maior dinossauro carnívoro já descoberto no país asiático, anunciou nesta terça-feira (14) o Museu de Dinossauros de Fukui, no leste do país.

Os fósseis se encontravam em uma camada de terra de aproximadamente 81 milhões de anos, por isso sua datação corresponde ao período Cretáceo Superior, o último no qual viveram a maioria dos grupos de dinossauros.

Acredita-se que as duas presas pertenciam a um dinossauro de aproximadamente dez metros de comprimento, e se trata da primeira descoberta no Japão de um exemplar da família dos tiranossaurídeos (Tyrannosauridae).

As presas foram encontradas em 2014 em uma área de Nagasaki onde também foram encontrados antes outros fósseis, que ainda precisam ser identificados, por isso os especialistas consideram que a área "foi habitat de várias espécies de dinossauros", revelou o responsável pela descoberta, Kazunori Miyata, em entrevista à agência local "Kyodo".

As presas fossilizadas, de cerca de 8 centímetros de comprimento e quase 3 centímetros de espessura, faziam parte da mandíbula inferior do dinossauro, e serão exibidas no Museu de Dinossauros de Fukui a partir de sexta-feira.

Os especialistas consideram que a descoberta permitirá refinar a classificação das espécies de dinossauros que existiram na Ásia e a estimativa de seus tamanhos, em um continente onde foram poucas as descobertas de fósseis pertencentes a grandes carnívoros do Cretáceo.

Os tiranossaurídeos existiram nos continentes americano e asiático entre 83 e 66 milhões de anos atrás e suas diferentes subespécies podiam atingir de cinco a até dez metros de comprimento. 
 
Fonte: EFE

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Dinossauro astro de 'Jurassic Park' teria penas e asas, aponta estudo

Cientistas fizeram reconstrução de parente do velociraptor.
Fóssil descoberto na China é de maior dinossauro com asas descoberto.

Da France Presse

Imaginado por cineastas como um animal de altura mediana, parecido com lagartos verdes e devoradores de homens, o velociraptor era, provavelmente, bem menor e dotado com asas, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira (16).

Ilustração mostra como seria o dinossauro Zhenyuanlong suni, 'primo' do velociraptor, astro de 'Jurassic Park'
(Foto: Chuang Zhao/Divulgação)

A pesquisa de um primo do velociraptor recém-descoberto, que recebeu o nome de Zhenyuanlong suni, revelou que esses animais extintos provavelmente tinham grandes asas e eram cobertos de penas, de acordo com a pesquisa, que foi publicada na revista "Scientific Reports".

"O verdadeiro velociraptor não era um monstro escamoso verde como em 'Jurassic Park'", diz Steve Brusatte, da Universidade de Edimburgo, à AFP.

"O verdadeiro velociraptor parecia com o Zhenyuanlong: um assassino com penas e assas".
Brusatte e sua equipe fizeram uma reconstrução fóssil do Zhenyuanlong, um dos parentes mais próximos do velociraptor, que viveu na província de Liaoning, no nordeste da China, cerca de 125 milhões de anos atrás.

Trata-se do maior dinossauro com asas descoberto até hoje.

Esqueleto bem preservado do dinossauro Zhenyuanlong suni, descoberto na China
(Foto: Junchang Lü/Divulgação)

O Zhenyuanlong tinha cerca de dois metros de comprimento do focinho à cauda, pesava cerca de 20 quilos e era carnívoro.

"O Zhenyuanlong é um dinossauro que se parece muito com um pássaro", afirmou Brusatte por e-mail à AFP - para além das garras afiadas em suas asas e uma boca cheia de dentes.

O fóssil chinês está tão bem preservado que se pode ver claramente diferentes tipos de penas, incluindo plumas semelhantes a pêlos e grandes penas nos braços.

O Zhenyuanlong teria tido "penas densas" em suas asas e cauda, de acordo com a análise da equipe de cientistas.

"Isso levanta realmente um grande mistério: por que tal animal tinha asas?"
Provavelmente tais asas não serviam para o voo: o Zhenyuanlong era muito grande e seus braços muito curtos para permitir que levantasse voo.

A equipe especula que as asas eram utilizadas para exibição ou para proteger seus ovos no ninho.

"E, talvez, isso signifique que inicialmente as asas nem sequer evoluíssem para o voo, mas para outra função!", afirma Brusatte.

"Alguns anos atrás, acredito que a maioria dos paleontólogos diria que as grandes penas e asas evoluíram para o voo. Mas agora não tenho certeza".

Steve Brusatte e Junchang Lü posam ao lado de fóssil do dinossauro Zhenyuanlong suni, da China
(Foto: Martin Kundrat/G1)

Os cientistas já haviam observado pontos de fixação de pena nos braços dos fósseis de velociraptor, mas sem penas reais - o que não permitia saber o tipo ou tamanho das plumas que tinham, ou para que finalidade serviam.

"Tivemos sorte com Zhenyuanlong. Ele foi encontrado em uma área onde vulcões enterraram os dinossauros, preservando detalhes de suas penas", disse Brusatte.

"O Zhenyuanlong nos aponta como as penas de velociraptor provavelmente se pareciam... Ele teria penas como as do Zhenyuanlong e até mesmo grandes asas nos braços", afirma.
"Ele também seria muito menor do que os reconstruídos nos filmes".

"Um velociraptor real era um pouco menor do que o Zhenyuanlong", acrescenta Brusatte. "Teria o tamanho de um cachorro poodle!", garante.

Os paleontólogos acreditam que os primeiros pássaros apareceram há 150 milhões de anos e eram descendentes de pequenos dinossauros emplumados.

Fonte: G1

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Conheça o novo dinossauro chifrudo descoberto no Canadá

O 'Wendiceratops pinhornensis', que viveu há cerca de 80 milhões de anos, tem a face coberta de chifres e é um dos mais antigos membros de seu gênero 
 
Reconstrução do Wendiceratops pinhornensis, um dos mais impressionantes dinossauros chifrudos já descobertos(Danielle Dufault/Reprodução)

Um grupo de cientistas apresentou nesta quarta-feira um novo dinossauro chifrudo, descoberto em Alberta, no Canadá. A espécie Wendiceratops pinhornensis é da mesma família do famoso Triceratops, mas tinha a face coberta de chifres. Com aproximadamente 6 metros, ele pesava mais de uma tonelada e, com 80 milhões de anos, é o mais antigo fóssil de seu grupo já encontrado pelo homem. A descrição do dinossauro foi feita por especialistas do Museu Real de Ontário, no Canada, e do Museu de História Natural de Cleveland, nos Estados Unidos, e publicada no site Plos one.

"O novo dinossauro nos ajuda a compreender o início da evolução da ornamentação do crânio em um grupo de dinossauros caracterizados por faces com chifres. Sua cabeça é rodeada por numerosos chifres curvos, o nariz tinha um grande chifre vertical e tudo indica que ele tinha chifres ao redor dos olhos também. É um dos mais impressionantes dinossauros já descobertos", diz o palentologo David Evans, um dos autores do estudo.

O grande chifre próximo ao nariz, embora representado por amostras fragmentadas, pode representar a primeira ocorrência dessa característica entre o grupo Ceratopsia, à qual pertencem esses dinossauros. De acordo com os pesquisadores, os 200 ossos encontrados no sítio arqueológico eram de pelo menos quatro indivíduos da nova espécie, um jovem e três adultos. Segundo o artigo, a grande diversidade nessa pequena ordem de animais pode estar associada à "radiação adaptativa", fenômeno evolutivo associado à formação de várias espécies em curto espaço de tempo, a partir de uma mesma linhagem ancestral.

Wendiceratops foi o nome escolhido em homenagem ao caçador de fósseis Alberta Wendy Sloboda, que descobriu o sítio arqueológico onde os fósseis foram encontrados.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/conheca-o-novo-dinossauro-chifrudo-descoberto-no-canada

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Conheça a nova descoberta da era dos dinossauros

O Sefapanosaurus é do grupo que deu origem aos herbívoros de pescoço longo, como o Argentinossauro



O novo animal tem 200 milhões de anos e era da África do Sul(Reprodução/VEJA)

Cientistas anunciaram na última semana a descoberta de um novo dinossauro, o Sefapanosaurus. O novo animal, que tem 200 milhões de anos e é da África do Sul, poderia, contudo, ter sido exibido muito antes. Seus fósseis estavam guardados há quase cem anos no Instituto de Estudos Evolutivos (ESI, na sigla em inglês) da Universidade de Witwatersrand, mas os cientistas acreditavam que ele era de outra espécie, a Aardonyx.

Pescoço comprido - Foram os paleontólogos Alejandro Otero e Emil Krupandan que, estudando a coleção do Instituto, perceberam os fósseis misturados. De acordo com o estudo, publicado no periódico Zoological Journal of the Linnaean Society, o novo dinossauro é do grupo dos sauropodomorpha, animais de tamanho médio que deram origem aos dinossauros de pescoço comprido da era Mezozoica (entre 251 milhões e 65,5 milhões de anos atrás), como o Argentinossauro e o diplodoco.

"O Sefapanosaurus é membro da lista crescente de dinossauros que surgem na Argentina e na África do Sul e que estão nos mostrando, cada vez mais, o quanto esses gigantes eram diversificados", explicou o paleontólogo argentino Alejandro Otero.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/conheca-a-nova-descoberta-da-era-dos-dinossauros

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Brasileiros descobrem pterossauro que lembra 'dragão' do filme Avatar

Fósseis do réptil voador 'Ikrandraco avatar' foram encontrados na China.
Descrição foi publicada nesta quinta-feira em revista do grupo 'Nature'.
 

Eduardo Carvalho Do G1, em São Paulo
Ilustração que mostra o Ikrandraco avatar, pterossauro que teria vivido há 120 milhões de anos (Foto: Divulgação/Maurílio Oliveira/Museu Nacional/UFRJ)

Pesquisadores brasileiros e chineses descobriram uma nova espécie de pterossauro, réptil voador que viveu há 120 milhões de anos na Terra, na mesma época que os dinossauros. Ele recebeu o nome Ikrandraco avatar, por ser parecido com o "Na'vi Ikran", tipo de dragão do planeta Pandora, criado pelo diretor James Cameron para o filme Avatar, de 2009.

Os paleontólogos Alexander Kellner, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, e Taissa Rodrigues, da Universidade Federal do Espírito Santo, integram o grupo de pesquisadores que assinaram artigo publicado nesta quinta-feira (11), na revista “Scientific Reports”, do grupo “Nature”. Os demais fazem parte da Academia Chinesa de Ciências.

Os fósseis foram encontrados na Formação Jiufotang, na província de Liaoning. De acordo com a descrição, o Ikrandraco avatar possuía uma envergadura de 2,5 metros e apenas 70 centímetros de corpo. Tinha ainda uma crista na parte de baixo da mandíbula, algo que nunca foi descrito antes.

Voos rasantes
Fósseis da nova espécie de pterossauro que foram encontrados na China por paleontólogos (Foto: Divulgação/Scientific Reports)

Alexander explicou ao G1 que em outros pterossauros não foi encontrada a crista inferior. Outra coisa que deixou o grupo de paleontólogos intrigado, segundo ele, foi a descoberta de uma formação óssea na região da mandíbula que lembrava um “gancho”.

Durante o estudo, foi constatado que a formação óssea se trataria de um saco gular – muito parecido com a bolsa existente em animais atuais, como o pelicano – que seria utilizado para capturar alimento, provavelmente peixes, durante voos rasantes.

“A hipótese que trabalhamos é que essa crista debaixo da mandíbula do pterossauro servia de base para ancorar o saco gular durante a captura de alimentos. Acreditamos que o animal daria rasantes sobre a água, inseria a crista nela para poder manobrar durante o voo, abria a boca e capturava o alimento, provavelmente peixes, antes de voltar para o ninho”, explica.

O paleontólogo do Museu Nacional, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse ainda que a descoberta foi possível graças a uma parceria com a China, firmada há 11 anos, com foco na exploração de fósseis encontrados lá.

Segundo ele, o país é atualmente o principal local do mundo para pesquisa paleontológica e possui muitos recursos investidos para este fim. “É absurda a diversidade de fósseis que encontramos por lá”, comentou. A investigação teve apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Faperj.
Nova espécie de pterossauro recebeu nome em homenagem ao Na'vi Ikran, personagem que lembra um dragão no filme Avatar (Foto: Divulgação/20th Century Fox)
Fonte: G1

terça-feira, 9 de junho de 2015

Como em Jurassic Park, cientistas encontram fósseis de dinossauro com sangue preservado



Will Dunham

Cientistas descobriram que fósseis de 75 milhões de anos tinham estruturas microscópicas que parecem ser células de sangue vermelho contendo núcleos e fibras de colágeno

Eles se pareciam, como disse um pesquisador, com "lixo": oito fósseis de dinossauros aparentemente pouco importantes do Período Cretáceo que estavam em uma coleção de um museu em Londres por mais de um século após serem descobertos no Canadá.

Mas um novo exame revelou que os fósseis de 75 milhões de anos podem ser bastante importantes, apresentando estruturas microscópicas que parecem ser células de sangue vermelho contendo núcleos e fibras de colágeno, disseram cientistas nesta terça-feira (9).

É extraordinariamente raro que tais estruturas antigas de tecido mole sejam preservadas como fósseis, e algumas das poucas descobertas semelhantes no passado foram recebidas com dúvidas.

A descoberta torna-se ainda mais surpreendente se considerado que estes fósseis fragmentados, de diversos dinossauros, não estão especialmente bem-preservados como outros que tinham esses restos de tecido mole, disseram os pesquisadores.

Eles conduziram uma série de exames utilizando sofisticados microscópios e amostras fatiadas, usando um feixe de íon focado a fim de averiguar as estruturas internas.

"Nós tentamos aplicar a quantidade certa de ceticismo, mas sim, eu acho que é justo dizer que nenhum de nós pode considerar nada além do que estas estruturas podem ser", disse a paleontóloga Susannah Maidment, referindo-se ao outro líder do estudo na Universidade College London, o cientista biomédico Sergio Bertazzo.

Células aparentes de sangue vermelho foram encontradas em uma garra que pode ser um membro do carnívoro gorgossauro, que chegava a nove metros de altura.

Outros fósseis da coleção do Museu de História Natural de Londres parecem ter preservado restos de colágeno, a principal proteína estrutural em vários tipos de tecido, incluindo em osso e pelo, e fragmentos de aminoácidos.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Novos fósseis revelam dinossauro que sabia nadar

Esqueleto descoberto no Marrocos tem adaptações para vida na água.
Capacidade de nadar Spinosaurus aegyptiacus é inédita para dinossauros.


Da France Presse

Reconstrução digital do esqueleto do 'Spinosaurus aegyptiacus' (Foto: Tyler Keillor, Lauren Conroy e Erin Fitzgerald, Ibrahim et al./Science/AAAS)

Com um peso de até 20 toneladas, o Spinosaurus aegyptiacus era um dinossauro curioso: uma espécie de cruzamento entre pato e crocodilo que possuía traços anatômicos que sugerem uma adaptação ao meio aquático. A conclusão, que surgiu a partir de uma análise de fósseis descobertos no Marrocos, foi publicada na edição desta semana da revista "Science".

Esse dinossauro carnívoro, que viveu há 95 milhões de anos, tinha até 15 metros de comprimento e possuía vinte dentes afiados em uma boca longa e estreita, com a qual devorava peixes.

O Spinossaurus supera assim o tamanho do famoso Tyrannosaurus rex, que viveu na América do Norte milhões de anos mais tarde, segundo a equipe de cientistas que conduziu o estudo sobre os fósseis.

De acordo com a equipe internacional de pesquisadores, o Spinossaurus é um dos maiores dinossauros predadores conhecidos até hoje, superando em mais de três metros o maior exemplar do T. Rex já descoberto.

O fóssil do mais completo esqueleto de Spinossaurus mostra claramente que ele podia se mover em terra firme e na água, segundo Paul Sereno e Nizar Ibrahim, paleontólogos da Universidade de Chicago, principais responsáveis pela descoberta.

Ossos de partes do crânio, da coluna vertebral, da pélvis e das extremidades foram encontrados ao longo de vários anos em uma zona de sedimentos de água doce no Saara marroquino, sudeste do país.

Vida na água

Paleontólogo Nizar Ibrahin e David Martill examinam um fragmento da espinha do Spinosaurus descoberto no Marrocos (Foto: Cristiano Dal Sasso/Divulgação)


Esses ossos dão sinais claros de que o animal vivia ao menos parte de seu tempo na água, tornando-se assim o primeiro dinossauro conhecido capaz de nadar. Répteis marinhos como os plessiossauros e os mosassauros não era dinossauros, apesar de terem uma aparência semelhante, segundo os pesquisadores.

Entre as características inéditas para dinossauros, os pesquisadores destacaram a presença do nariz no alto da cabeça para evitar a entrada de água. Também mencionaram as patas dianteiras relativamente longas e grandes com membranas que permitiam que nadasse e também caminhasse por solos pantanosos.

O estudo também destaca uma grande densidade óssea nas extremidades, que teria permitido que esse dinossauro pudesse submergir em vez de apenas flutuar.

O anatomista J.G.M. Thewissen, da Universidade de Medicina de Ohio, ressaltou que essa densidade é semelhante à das primeiras baleias ou à dos hipopótamos modernos.

Na visão de Sereno, o Spinossaurus, com sua boca de crocodilo, seu pescoço longo e corpo estirado, devia parecer uma mistura de pato com crocodilo. Os especialistas observaram que este dinossauro devia ter muita dificuldade em terra firme para manter o equilíbrio durante muito tempo, por causa da anatomia de suas patas traseiras. Também possuía uma enorme crista nas costas, que se assemelha à vela de um barco.

Os primeiros ossos do Spinossaurus foram achados em 1912, no Egito, e foram descritos em 1915 pelo paleontólogo alemão Ernst Stromer von Reichenbach, que, no entanto, não conseguiu decifrar suas capacidades de adaptação à água.

Esses ossos, que se encontravam em Munique, foram destruídos pelos bombardeios na Segunda Guerra Mundial e foi necessário esperar quase um século para conseguir outro esqueleto, que teve suas primeiras peças achadas por um nômade, colecionador amador de fósseis no Marrocos.

As notas, desenhos e publicações de Stromer sobreviveram em uma casa de sua família na Baviera e permitiram fazer comparações com os ossos achados no Marrocos.

Os cientistas reconstruíram este esqueleto com os novos ossos e versões digitais das anotações de Stromer, e com a ajuda do exame de um ancestral do Spinossaurus, o Suchomimus, que era bastante diferente.

Fonte: G1

terça-feira, 2 de junho de 2015

Fóssil de pássaro de 115 milhões de anos é descoberto no Ceará

Ave do tamanho de beija-flor viveu no antigo supercontinente de Gondwana.
Trata-se de um dos fósseis de pássaro mais antigos da América do Sul.
 
Fóssil de pássaro de 115 milhões milhões de anos foi encontrada na região que hoje equivale ao Nordeste brasileiro (Foto: Ismar Carvalho/Nature Communications)
 
Pesquisadores descobriram, no Nordeste do Brasil, um fóssil de pássaro excepcionalmente completo do período Cretáceo Inferior. A ave foi encontrada em uma rocha de 115 milhões de anos. Trata-se de um dos fósseis de pássaro mais antigos na América do Sul.

O espécime, encontrado na região da Chapada do Araripe, no Ceará, tem o tamanho de um beija-flor. O fóssil ainda conserva grandes penas na cauda, que ainda apresentam traços das cores originais, e plumas ao longo do corpo. Os autores sugerem que as longas penas tinham função sexual ou de reconhecimento de espécie, e não estavam relacionadas ao equilíbrio ou ao voo.

"Apesar de ser um pássaro jovem e pequeno, esse novo fóssil é uma descoberta muito importante para a compreensão da evolução dos pássaros no paleocontinente de Gondwana. Este fóssil é uma verdadeira jóia da paleontologia brasileira", diz o pesquisador Ismar de Souza Carvalho, diretor do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e um dos autores da pesquisa, que foi publicada nesta terça-feira (2) na revista "Nature Communications"

Os pesquisadores observam que, apesar da juventude do pássaro, a estruturas de suas penas são parecidas com as dos pássaros adultos modernos.

A maioria dos fósseis de pássaros do período Cretáceo já descobertos até hoje, segundo os pesquisadores, foram encontrados no nordeste da China.

Foi a partir deles que se obteve o conhecimento sobre como evoluiram as penas dos pássaros. Agora, com o novo fóssil brasileiro, o conhecimento sobre a estrutura e função das penas pode ser ampliado.


Concepção artística mostra como seria a ave
encontrada fossilizada (Foto: Gabriel Lio/
Nature Communications)


 
Representação artística mostra como seria a ave fossilizada encontrada no Brasil (Foto: Deverson Pepi/Nature Communications)

Trabalho de exploração paleontológica na Chapada do Araripe, no Ceará (Foto: Ismar Carvalho/Nature Communications)

Fonte: G1 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Pesquisa mostra o que acontece dentro de cobra que engoliu jacaré

Fotos e vídeos de cobras devorando outros animais sempre circulam na internet. Mas o que acontece por dentro do corpo de uma serpente quando ela engole, por exemplo, um jacaré?

O biólogo americano Stephen M. Secor, professor da Universidade do Alabama, analisou radiografias de uma píton birmanesa enquanto ela digeria sua presa.

No total, a cobra precisou de seis dias para digerir o jacaré inteiro.

"O jacaré se decompõe lentamente graças à ação combinada do ácido clorídrico e a enzima pepsina", explica Secor à BBC Mundo. "É surpreendente a facilidade com que as pítons podem digerir presas desse tamanho."

Segundo ele, as enzimas no intestino delgado têm a tarefa de romper a pele resistente do jacaré.

Secor e sua equipe já haviam feito o mesmo experimento com cobras engolindo pombas e ratos. Segundo eles, a principal diferença é a de que a serpente gasta mais energia para digerir as duras escamas do réptil do que nos casos anteriores.

Dia 1

É possível ver perfeitamente o corpo do jacaré, com a cabeça no lado esquerdo do raio-X. A serpente expandiu seu corpo para se moldar ao tamanho de sua presa.

© Foto: Fornecido por BBC No primeiro dia, a serpente expande seu corpo para se moldar ao tamanho do jacaré.

Dia 2

No interior do intestino delgado da píton, o tecido mole do jacaré se dissolve e seu esqueleto começa a se romper. A taxa metabólica da cobra aumenta consideravelmente para separar enzimas e ácidos suficientes para fazer a digestão.

© Foto: Fornecido por BBC O esqueleto do jacaré começa a ser rompido no segundo dia de digestão.


Dia 3

As escamas e os ossos do jacaré aparecem sendo digeridos. Durante esses dias, a serpente fica praticamente imóvel e, assim, se torna mais vulnerável a possíveis ataques.



© Foto: Fornecido por BBC Durante quase todo o período de digestão, a cobra fica praticamente imóvel.

Dia 4

No raio-X é possível ver que restam apenas as partes mais resistentes da presa. As enzimas e bactérias do intestino da cobra trabalham a todo o vapor.

© Foto: Fornecido por BBC Após a digestão total, uma píton pode passar semanas sem precisar se alimentar novamente.


Dia 5

Restam apenas alguns fragmentos do jacaré. Nesse momento, a principal tarefa do aparelho digestivo da cobra é eliminar os gases do processo de digestão.

© Foto: Fornecido por BBC No quinto dia, o raio-x mostra que restam apenas alguns fragmentos do jacaré.

Dia 6

A digestão termina. A partir desse ponto, segundo explica o biólogo, a píton pode ficar semanas ou até meses sem a necessidade de comer.

© Foto: Fornecido por BBC

 Fonte: BBC e MSN