sábado, 30 de março de 2013

Milionário australiano anuncia parque temático com dinossauros-robôs


O excêntrico milionário australiano Clive Palmer, famoso por ter encomendado uma réplica em tamanho real do Titanic, revelou neste sábado seu novo projeto, um gigantesco parque temático com mais de uma centena de enormes dinossauros-robôs.

Clive Palmer anuncia os detalhes da construçao do Titanic II, em 2 de março de 2013. Foto: © AFP/Arquivo Leon Neal

Palmer disse ter encomendado uma centena destes robôs a uma empresa chinesa para o parque que instalará na Austrália.

"Teremos a maior exposição de dinossauros do mundo, com 165 modelos", disse Palmer, que no mês passado anunciou sua intenção de colocar o Titanic II para navegar.

O empresário já mostrou dois robôs (chamados de Jeff e Bones) em seu complexo turístico no norte de Brisbane e adiantou que o público "ainda não viu nada".

Alguns dos robôs terão até sete metros de altura e 1,2 tonelada de peso e sua entrega está prevista para abril, indicou.

Clive Palmer, que se tornou milionário graças à mineração, justificou sua decisão de construir o Titanic II porque quer gastar todo o dinheiro que tem antes de morrer.

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quarta-feira, 27 de março de 2013

Ninho de tartarugas é violado na Praia de Piedade, em Jaboatão, PE


Ovos estavam previstos para eclodir no começo de abril.
Prefeitura do município contabiliza outros dez ninhos ao longo da orla.

Um ninho de tartaruga foi violado na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife. De acordo com o técnico em meio ambiente e secretário-executivo do Comitê de Bacias Hidrográficas Metropolitano Sul, Manoel Tabosa Júnior, o ninho foi encontrado na manhã desta quarta-feira (27) pela brigada ambiental, após uma denúncia.
O técnico ambiental lembra que matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes silvestres sem permissão ou licença é crime - ou seja, violar ninho de tartaruga é crime, com punição que vai de um a quatro anos de cadeira, além de multa. "Contando com esse, são dez ninhos na orla. São monitorados de três a quatro vezes por dia, inclusive durante à noite. Mas ainda assim acabam acontecendo crimes como esse. É muito difícil conseguir um flagrante", explica Tabosa.
Segundo o gerente, a eclosão do ninho violado era prevista para o começo de abril.  A área estava sinalizada com estacas de madeira. "Semana passada, outro ninho foi violado. Encontramos três tartaruguinhas mortas. Estavam perto da eclosão. Cada ninho desse tem de 120 a 180 ovos, sendo que os desafios naturais já fazem com que poucas sobrevivam. E ainda vem pessoas de maldade e destroem o ninho?", queixa-se Tabosa. O caso será denunciado à Polícia Civil do município.


Ninho foi encontrado violado na manhã desta quarta-feira (27), na Praia de Piedade. (Foto: Manoel Tabosa Júnior / Acervo pessoal)

Fonte: G1

domingo, 24 de março de 2013

Dinossauro é roubado de um museu na Austrália


A polícia da Austrália procura neste domingo pelos ladrões que levaram um dinossauro de 1,6 metro de altura e três metros de comprimento de um museu em Canberra, a capital do país.

"É bastante pesado e volumoso. É preciso mais de uma pessoa para carregá-lo e não cabe em um carro", disse Ben Wardle do Museu Nacional de Dinossauros de Gold Greek, segundo a emissora de rádio local "ABC".

Modelo de dinossauro Utahraptor no Museu de História Natural de Oxford, na Inglaterra, é similar ao roubado

A peça roubada foi feita em fibra de vidro e representa um Utahraptor, um predador de grandes dimensões.

O exemplar, que vale cerca de US$ 2.400, estava na parte externa do museu quando desapareceu, na quinta-feira passada.

Fonte: UOL

sábado, 23 de março de 2013

Duas novas espécies de lagartos descobertas no Peru


Os lagartos foram encontrados no Parque Nacional Cordilheira Azul, em uma área ainda pouco explorada.
Duas novas espécies de lagartos coloridos foram descobertas nas florestas tropicais peruanas, em uma área pouco explorada das montanhas dos Andes, no nordeste do país.

Ambas as espécies de lagartos têm manchas coloridas verdes e marrons que permitem que eles se camuflem nas florestas tropicais.


Os lagartos foram encontrados no Parque Nacional Cordilheira Azul, o terceiro maior parque no país. Uma das espécies, Enyalioides azulae, foi nomeada pela reserva, de acordo com o estudo detalhando as descobertas, que foram publicadas recentemente na revista ZooKeys.

A segunda espécie, Enyalioides binzayedi, é encontrada na mesma região e tem o nome do homem que ajudou a financiar a pesquisa, o cheique Mohamed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi e vice-comandante supremo do exército dos Emirados Árabes Unidos. Al Nahyan criou o Fundo de Conservação de Espécies Mohamed bin Zayed para preservar várias espécies em todo o mundo, de acordo com um comunicado do editor da revista.

Ambas as espécies fazem parte de um grupo de lagartos que os cientistas acreditavam existir apenas algumas espécies. Desde 2008, no entanto, três novas espécies foram encontradas neste grupo, além de duas novas descobertas, sugerindo "que mais espécies podem estar aguardando descoberta em outras áreas ainda não exploradas próximas dos Andes", escreveram os autores no estudo.

"Graças a essas descobertas, o Peru torna-se o país que detém a maior diversidade desses lagartos", disse o autor do estudo e pesquisador peruano Pablo Venegas, no comunicado. "O Parque Nacional Cordilheira Azul é um verdadeiro tesouro para o Peru e deve ser tratado como uma fonte preciosa de exploração da biodiversidade e preservação."

Fonte: Our Amazing Planet

sexta-feira, 22 de março de 2013

Estudo conclui que fim dos dinossauros 'foi causado por cometa'


BBC

A cratera Chicxulub foi criada por um objeto menor do que o que se imaginava anteriormente

A rocha espacial que atingiu a Terra há 65 milhões de anos e é tida como causadora da extinção dos dinossauros foi provavelmente um cometa, concluiu um estudo divulgado por cientistas americanos.

Segundo a pesquisa, a cratera Chicxulub, no México - que tem 180 km de diâmetro - foi criada por um objeto menor do que o que se imaginava anteriormente.


Estudo publicado em fevereiro na Science confirmava que o impacto de um astro foi o responsável pela extinção dos dinossauros, o que ocorreu há 66 milhões de anos

Muitos cientistas consideram que um asteroide grande e relativamente lento teria sido o responsável.

Os detalhes do estudo, feito por uma equipe do Darthmouth College, universidade no Estado americano de New Hampshire (nordeste do país), foram divulgados na 44ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, realizada no Estado do Texas, no sul dos Estados Unidos.

"O objetivo maior do nosso projeto é caracterizar melhor o que causou o impacto que produziu a cratera na península de Yucatán (no México)", disse Jason Moore, do Dartmouth College, à BBC News.

No entanto, outros pesquisadores ainda são cautelosos a respeito dos resultados da pesquisa.

Química extraterrestre

A colisão da rocha espacial com a Terra criou em todo o planeta uma camada de sedimentos com o elemento químico irídio em concentrações muito mais altas do que o que ocorre naturalmente.

No entanto, a equipe de pesquisadores sugere que os índices de irídio citados atualmente estão incorretos. Usando uma comparação com outro elemento extraterrestre depositado no impacto - o ósmio - eles conseguiram deduzir que a colisão depositou menos resíduos do que o que se acreditava.

Os valores recalculados de irídio sugerem que um corpo celeste menor atingiu a Terra. Na segunda parte do trabalho, os pesquisadores tentaram relacionar o novo valor com as propriedades físicas conhecidas da cratera de Chicxulub.

Para que essa rocha espacial menor tenha produzido uma cratera de 180 km de largura, ela deve ter viajado relativamente rápido.

A equipe calculou que um cometa de longo período se ajustava à descrição muito melhor do que outros possíveis candidatos.

"Seria preciso um asteroide de cerca de 5 km de diâmetro para trazer tanto irídio e ósmio. Mas um asteroide desse tamanho não produziria uma cratera de 200 km de diâmetro", disse Moore.

"Como conseguimos algo que tenha energia suficiente para gerar uma cratera daquele tamanho, mas tenha muito menos material rochoso? Isso nos leva aos cometas."

Cometas de longo período são corpos celestes de poeira, rocha e gelo que têm órbitas excêntricas ao redor do Sol. Eles podem levar centenas, milhares e em alguns casos até milhões de anos para completar uma órbita.

O evento que causou a extinção há 65 milhões de anos é associado, hoje em dia, à cratera no México. O acontecimento teria matado cerca de 70% das espécies na Terra em um curto período de tempo, especialmente os dinossauros.

A enorme colisão teria gerado incêndios, terremotos e imensos tsunamis. O gás e a poeira lançados na atmosfera teriam contribuído para a queda das temperaturas globais por muitos anos.

Perda de massa
Gareth Collins, que pesquisa impactos que produzem crateras na universidade Imperial College London, na região de Londres, disse que a pesquisa da equipe do Dartmouth College é "provocadora".

No entanto, ele disse à BBC que não acha "possível determinar precisamente o tamanho do corpo que causou o impacto apenas com a geoquímica".

"A geoquímica diz - com bastante precisão - somente a massa do material meteorítico que está distribuída globalmente, não a massa total do causador do impacto. Para estimar isso, é preciso saber que fração do corpo celeste estava distribuída na hora do impacto, não foi ejetada para o espaço, nem caiu perto da cratera."

"Os autores (da pesquisa) sugerem que 75% da massa do causador do impacto estava distribuída globalmente, então chegaram a um corpo relativamente pequeno, mas na verdade essa fração pode ser menor do que 20%."

A teoria deixaria a porta a aberta para a hipótese de que um asteroide maior e mais lento, que perdeu teria perdido massa antes do impacto com o solo, tenha sido o causador da extinção.

Os pesquisadores americanos aceitam a hipótese, mas citam estudos recentes que sugerem que a perda de massa do corpo celeste no impacto de Chicxulub esteve entre 11% e 25%.

Nos últimos anos, diversos corpos celestes surpreenderam os astrônomos, servindo como lembrança de que nossa vizinhança cósmica continua atribulada.

No dia 15 de fevereiro de 2013, o DA14, um asteroide com volume equivalente ao de uma piscina olímpica, passou de raspão pela Terra a uma distância de somente 27,7 mil km. Ele só havia sido descoberto no ano anterior.

No mesmo dia, uma rocha espacial de 17 metros explodiu nas montanhas Urais, da Rússia, com uma energia equivalente a cerca de 440 quilotoneladas de TNT. Cerca de mil pessoas ficaram feridas quando o choque do impacto explodiu janelas e sacudiu edifícios.

Cerca de 95% dos objetos próximos da Terra com mais de 1 km de diâmetro já foram descobertos. No entanto, somente 10% dos 13 a 20 mil asteroides acima de 140 metros de diametro estão sendo monitorados.

Programa 'Pé-De-Pincha' começa soltura de quelônios no Amazonas


Atividade começou a partir do Médio Rio Amazonas, Madeira e Negro.
Ao todo, 118 comunidades recebem noções de educação ambiental.

Criado há 14 anos, o projeto Pé-de-Pincha começou a cumprir o cronograma de soltura de quelônios nos dois maiores estados da região Norte: Amazonas e Pará. O programa desenvolve treinamentos junto às comunidades ribeirinhas visando o manejo racional e sustentável de quelônios, em áreas abertas.
Segundo informações dos coordenadores do projeto, professores Paulo César Machado Andrade e Aldeniza Cardoso de Lima, a atividade começou a partir do Médio Rio Amazonas, Madeira e Negro, nos municípios de Nhamundá, Barcelos, Itacoatiara, Parintins e Barreirinha/AM, Terra Santa, Juruti e Oriximiná/PA.

1,3 mil famílias recebem noções de educação ambiental (Foto: Foto: Ricardo Oliveira/Fapeam)

Os professores informaram, ainda, que por meio do programa, 1,3 mil famílias, em 118 comunidades recebem noções de educação ambiental e passam a executar um programa de manejo sustentável da população de quelônios em suas áreas.
Com base no cronograma serão devolvidos à natureza 81173 filhotes de tracajá (Podocnemis unifilis), 101.643 filhotes de tartaruga (P. expansa), 8.445 filhotes de iaçá ou pitiu (P. sextuberculata), 6845 filhotes de irapuca ou calalumã (P.erytrocephala) e 23 filhotes de cabeçudo (Peltocephalus dumerilianus) totalizando 198.130 filhotes de quelônios.
Durante os meses de fevereiro e março, as ações do 'Pé-de-Pincha' passaram pelas comunidades Marau; Barreirinha; Uaicupará; Borba; Careiro Castanho; Barcelos;Terra Santa, no estado do Pará. Em Parintins, entre os dias 1° e 14 de abril.

Top 10: as espécies de cobras mais estranhas


Listamos as serpentes mais bizarras que habitam o planeta

Redação Galileu

Se uma cobrinha comum já te deixa arrepiado, recomendamos que você pare de ler esta matéria agora. As mais de 3 mil espécies diferentes de cobras existentes no mundo tiveram sua origem na mesma época dos dinossauros e, de lá para cá, foram se modificando para adaptarem-se aos mais diferentes ambientes. Confira uma seleção de animais belos e assustadores: 

10. Salamanta, a cobra arco-íris



Este belo animal da espécie epicrates cenchria tem a capacidade de refletir as corres do arco íris em seu corpo. Pode chegar aos dois metros de comprimento, mas não tem presas e glândulas de veneno. Existem subespécies desta serpente nas Américas Central e do Sul, inclusive no Brasil. 

9. A cobra tromba de elefante



As cobras do gênero acrochordus vivem na água e se alimentam de peixes. Como não têm presas inoculadoras de veneno, matam suas presas por estrangulamento. Elas têm este nome por causa da pele cheia de rugas, escamas arredondadas e o couro mais folgado, que parecem maiores do que as cobras comuns. Poder medir até 2,5 metros e vivem na Indonésia.

8. Cobra de tentáculos



A primeira coisa que chama a atenção nos animais desta espécie aquática são os tentáculos localizados próximos à boca. Mas eles não são só enfeites para deixá-la mais simpática, são sensores de movimento que captam qualquer aproximação de peixes que possam servir de alimento. Como os peixes também costumam ser rápidos, a cobra consegue antecipar a fuga e cerca o animal com o corpo.

Ela é venenosa e atinge até 90 centímetros. 

Confira um vídeo dela em ação:



7. Moradora das árvores  

Uma Oxybelis fulgidus encontrada no Equador // Foto: Geoff Gallice

Da família colubridae, esta cobra tem vários parentes semelhantes. Elas vivem em árvores e, ao contrário da maioria das serpentes, enxergam muito bem suas presas do alto. Por serem leves, são capazes de se movimentarem de galho em galho. A coloração ajuda a passar despercebida pro predadores e presas. Algumas são peçonhentas, mas não causam muitos danos aos humanos. No Brasil, as espécies mais comuns são a cobra-cipó e a caninana. 

6.Serpente marinha



Encontradas nos Oceanos Índico e Pacífico, essas espécies de cobras são extremamente bem adaptadas ao fundo do mar. São muito venenosas, porém não costuma acontecer acidentes com humanos.

A maior parte dessas espécies passa toda a vida na água e não bota ovo, assim não precisam ir até a areia para dar a luz, como as tartarugas. Algumas são tão bem adaptadas que conseguem absorver o oxigênio da água através da pele.

5. Pele áspera 

Foto: soulsurvivor08 

Este é um dos casos em que se pode confiar nas aparências. Se você encontrar uma cobra da espécie atheris hispida, é melhor correr: sua picada pode ser mortal. As escamas pontudas e os olhos enormes ajudam a serpente de 70 centímetros a ficar assustadora. Ela vive em florestas africanas. 

4. Víbora-de-chifre

Foto: iwishmynamewasmarsha // Flickr

Conhecida como cerastes, esta serpente vive no deserto africano. Apesar dos chifres assustadores, ela mede cerca de 70 centímetros e seu veneno não é mortal para os humanos. A víbora fica escondida debaixo da areia e deixa apenas os chifres, olhos e nariz de fora esperando para atacar a presa. Ela vive em áreas quase inabitadas e se locomove lateralmente, deixando marcas paralelas no a areia.

3. Cobra dente-de-sabre 



O nome da espécie é atractaspis bibronii . Vive na África, e passa a maior parte do tempo no subterrâneo. Seus dentes aumentados funcionam para inocular o veneno. Ela nem precisa abrir a boca para dar a mordida, assim evita a entrada de sujeira durante a caça. O veneno já causou a morte de crianças. 

2. Cobra voadora

Vivem na Índia e Ásia, e apesar deste nome, não voam, mas são excelentes planadoras. Elas utilizam um técnica de movimentação corporal para planar de uma árvore para outra. Essas cobras conseguem percorrer até 100 metros no ar. São venenosas, mas levam perigo aos humanos. Como vivem a maior parte do tempo em árvores, alimentam-se de pequenos animais que andam por elas.

Veja o vídeo dela em ação:



1. Nariguda


Um macho engolindo sua presa. Foto: http://www.selectreptiles.co.uk/

As cobras da espécie langata nasuta também vivem no alto das árvores. Elas se alimentam de lagartixas e salamandras. Vivem nas florestas tropicais de Madagascar e estão ameaçadas. Seu veneno pode causar muita dor, mas não chega a ameaçar a vida de humanos. Elas são um dos poucos casos onde machos e fêmeas podem ser diferenciados só de olhar, o macho é amarelado e liso, e a fêmea é marrom e tem as escamas ásperas.

Fonte: Revista Galileu

ATHERIS HISPIDA

Atheris hispida é uma espécie de víbora venenosa encontrada na África Central . Ele é conhecido por suas escalas extremamente quilhadas que lhe dão uma aparência quase eriçada. Atualmente, não se sabe quantas subespécies existem.

Descrição

Os machos desta espécie crescer a duração máxima de 73 cm (58 centímetros do corpo, cauda 15 cm). As fêmeas crescem até um máximo de 58 cm. Os machos são surpreendentemente longos e finos em comparação com as fêmeas.
A cabeça tem um focinho curto, ainda mais nos machos do que nas fêmeas. Os olhos são grandes e rodeados por 9-16 na escala circumorbital . As órbitas são separadas por 7-9 escamas. A narina é como uma fenda e é separada do olho por duas escalas. O olho e as supralabiais são separadas por uma única fileira de escamas. O número supralabiais é 7-10, dos quais o quarto é alargado. O corpo é coberto com escamas fortemente alongadas, quilhadas que dão a esta espécie de "peluda", aparência quase eriçada. As escalas ao redor da cabeça e pescoço são as mais longas, diminuindo posteriormente. Já no segmento central, o número na escalas dorsal é 15-19. Existem 149-166 ventrais e 35-64 subcaudaiss . A escala anal é única.

A cobra "Atheris hispida" é uma víbora venenosa encontrada na África Central. Ela é conhecida pelas escamas abertas que lhe dão uma aparência estranha. Os machos chegam a 73 cm enquanto as fêmeas atingem no máximo 58 cm


Nomes comuns

Pele Áspera, Víbora-do-mato, Espinhosa, Víbora-do-arbusto, Víbora-peluda-do-mato, Víbora-cabeluda, dentre outros.
O nome comum "Víbora-peluda-do-mato" deve, no entanto, ser evitado para esta espécie, que provavelmente vai ser confundido com a A. hirsuta, espécie recentemente descoberta, cujo nome específico  significa "peluda".

Distribuição geográfica

África Central: República Democrática do Congo , a sudoeste de Uganda , a oeste do Quênia . A localidade é dada em "Lutunguru, Kivu "(RD Congo).
Há também distribuição de populações isoladas em Kivu e Orientale Províncias na RD Congo, sudeste do Ruwenzori no Uganda e na Floresta Kakamega no oeste do Quênia.

Comportamento

Capaz de subir em juncos e caules, esta espécie é geralmente encontrada em cima de flores e folhas terminais. Atividade principalmente noturna.



Alimentação

Alimenta-se de mamíferos, sapos, lagartos e às vezes pássaros. Às vezes caça por mamíferos como presas no chão.

Reprodução

As fêmeas dão à luz até 12 filhotes de cada vez. Os recém-nascidos têm cerca de 15 cm de comprimento. 

Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
Família: Viperidae
Subfamília: Viperinae
Gênero: Atheris
Espécie: A. hispida (Laurent , 1955)

Sinônimos

  • Atheris squamigera - Schmidt, 1923
  • Atheris squamiger - Witte, 1933
  • Atheris squamigera squamigera - Witte, 1941
  • Atheris hispida - Laurant, 1955
  • Atheris hispida - Meirte, 1992 

O Besouro-dinossauro

Não ele não é um dinossauro! Mas, no mundo dos insetos ele é um dos maiores... Portanto, ele é o gigante dos gigantes em um mundo de pequeninos...



O besouro "Titanus giganteus" é uma espécie brasileira famosa. É um dos maiores insetos do mundo, normalmente encontrado na Amazônia. Quando adulto, pode chegar 16,7 cm Philippe (Wagneur/MHN/MHS).

Fonte: UOL (com adaptações e acréscimos)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Menina descobre fóssil e dá nome a espécie


Uma menina de nove anos de idade, moradora da Ilha de Wight, acabou dando nome a um dinossauro antes desconhecido, depois de encontrar um fóssil.

Daisy Morris tropeçou em restos fossilizados na praia de Atherfield há quatro anos. Um artigo científico informou que a espécie recém-descoberta de pterossauro seria chamada Vectidraco daisymorrisae.

O especialista em fósseis Martin Simpson disse que este era um exemplo de como 'grandes descobertas podem ser feitas por amadores'.

A família Morris procurou Simpson, especialista da Universidade de Southampton, após a descoberta feita pro Daisy em 2009.

'Eu sabia que estava diante de algo muito especial. E estava certo', disse Simpson.

O fóssil revelou-se sendo de uma espécie até então desconhecida de pterossauro pequeno, um réptil voador de 115 milhões de anos, do período Cretáceo Inferior.

A nova espécie e o nome foram confirmados em um artigo científico publicado na segunda-feira.

Simpson disse que a erosão no litoral da ilha teria feito com que o fóssil tivesse sido 'lavado pelo mar e destruído, se não tivesse sido encontrado por Daisy'.

O pterossauro já foi doado para o Museu de História Natural, que recentemente nomeou a Ilha de Wight como a 'capital dos dinossauros da Grã-Bretanha'.

A confirmação do Vectidraco daisymorrisae vem uma semana após a descoberta na ilha de um esqueleto quase completo de um dinossauro de 12 metros de comprimento.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 20 de março de 2013

UFRJ descobre no Brasil maior pterossauro já visto no hemisfério Sul

Pesquisadores do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) apresentaram fósseis de um pterossauro encontrados na bacia do Araripe, que fica entre Piauí, Pernambuco e Ceará, no Nordeste do país. O "Tropeognathus" é o maior indivíduo do grupo encontrado no hemisfério Sul, garante a pesquisa.

Composição artística mostra como foi feita a reconstrução do pterossauro ("Tropeognathus") a partir de fósseis encontrados no Nordeste entre 2003 e 2011

Alex Kellner, professor da UFRJ que liderou a pesquisa, conversa com jornalistas sobre a descoberta dos fósseis de pterossauro na bacia do Araripe, no Nordeste do país, local que reúne alguns dos mais importantes depósitos de fósseis paleontológicos do mundo

Escultura produzida durante um ano e meio no laboratório do Museu Nacional da UFRJ mostra o tamanho real do esqueleto do pterossauro brasileiro. "Este é o réptil voador pré-histórico mais importante encontrado no Brasil e o maior descoberto no hemisfério Sul", anuncia o pesquisador Alex Kellner, do Museu Nacional da UFRJ

Mesa expõe os fósseis pré-históricos encontrados por pesquisadores do Museu Nacional da UFRJ. O maior exemplar de pterossauro já encontrado no hemisfério Sul sobrevoou os céus do Nordeste brasileiro há 110 milhões de anos

Mesa expõe os fósseis pré-históricos encontrados por pesquisadores do Museu Nacional da UFRJ. O maior exemplar de pterossauro já encontrado no hemisfério Sul sobrevoou os céus do Nordeste brasileiro há 110 milhões de anos

Pesquisadores do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) apresentaram fósseis de um pterossauro encontrados na bacia do Araripe, que fica entre Piauí, Pernambuco e Ceará, no Nordeste do país. O "Tropeognathus" é o maior indivíduo do grupo encontrado no hemisfério Sul, garante a pesquisa

Alex Kellner, professor da UFRJ que liderou a pesquisa, posa para fotos após a descoberta dos fósseis de pterossauro no Nordeste brasileiro. A pesquisa de dez anos encontrou três exemplares diferentes na bacia do Araripe: uma asa de um animal jovem, que tinha mais de cinco metros; um animal com quase todo o esqueleto preservado, incluindo seu crânio; e um úmero (osso do braço) 

Fonte: UOL

quinta-feira, 14 de março de 2013

Relatório da ONU prevê 'catástrofe ambiental' no mundo em 2050


Pobreza extrema deve ser motivada também por degradação do planeta.
Estima-se que mais de 3 bilhões vivam na miséria nos próximos 37 anos.

Apesar dos investimentos de vários países em energias renováveis e sustentabilidade, o mundo pode viver uma "catástrofe ambiental" em 2050, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, apresentado nesta quinta-feira (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Ao fim dos próximos 37 anos, são estimadas mais de 3 bilhões de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, das quais pelo menos 155 milhões estariam na América Latina e no Caribe. E essa condição demográfica e social seria motivada também pela degradação do meio ambiente e pela redução dos meios de subsistência, como a agricultura e o acesso à água potável.


Amazônia dá sinais de degradação por causa das mudanças climáticas (Foto: Divulgação/NASA/JPL-Caltech)

De acordo com a previsão de desastre apresentada pelo relatório, cerca de 2,7 bilhões de pessoas a mais viveriam em extrema pobreza em 2050 como consequência do problema ambiental. Desse total, 1,9 bilhão seria composto por indivíduos que entraram na miséria, e os outros 800 milhões seriam aqueles impedidos de sair dessa situação por causa das calamidades do meio ambiente.
No cenário mais grave, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global diminuiria 15% em 2050, chegando a uma redução de 22% no Sul da Ásia (Índia, Paquistão, Sri Lanka, Nepal, Bangladesh, Butão e Maldivas) e de 24% na África Subsaariana (todos os países ao sul do Deserto do Saara).


Chinesa pedala com máscara para se proteger da forte poluição em Pequim (Foto: China Daily/Reuters)

Mudanças climáticas e pressões

As mudanças climáticas e as pressões sobre os recursos naturais e ecossistemas têm aumentado muito, independentemente do estágio de desenvolvimento dos países, segundo o relatório. E o texto também destaca que, a menos que sejam tomadas medidas urgentes, o progresso do desenvolvimento humano no futuro estará ameaçado.
O Pnud aponta, ainda, que os protestos em massa contra a poluição ambiental têm crescido em todo o mundo. Por exemplo, manifestantes em Xangai, na China, lutaram por um duto de águas residuais (provenientes de banhos, cozinhas e uso doméstico em geral) prometido, enquanto na Malásia moradores de um bairro se opuseram à instalação de uma refinaria de metais de terras raras – 17 metais conhecidos como "ouro do século 21", por serem raros, valiosos e de grande utilidade.
O relatório reforça também que as principais vítimas do desmatamento, das mudanças climáticas, dos desastres naturais e da poluição da água e do ar são os países e as comunidades pobres. E, para o Pnud, viver em um ambiente limpo e seguro deve ser um direito, não um privilégio. Além disso, sustentabilidade e igualdade entre os povos estão intimamente ligadas.

Desastres naturais em alta

Além disso, de acordo com o texto divulgado nesta quinta-feira, os desastres naturais estão se intensificando em todo o mundo, tanto em frequência quanto em intensidade, causando grandes danos econômicos e perdas humanas.
Apenas em 2011, terremotos seguidos de tsunamis e deslizamentos de terra causaram mais de 20 mil mortes e prejuízos aos EUA, somando US$ 365 bilhões (R$ 730 bilhões) e 1 milhão de pessoas sem casas.
O impacto mais severo foi para os pequenos países insulares em desenvolvimento, alguns dos quais sofreram perdas de até 8% do PIB. Em 1988, Santa Lucía – localizado nas Pequenas Antilhas, no Caribe – perdeu quase quatro vezes seu Produto Interno Bruto (PIB) por causa do furacão Gilbert, enquanto Granada – outro país caribenho – perdeu duas vezes o PIB em decorrência do furacão Iván, em 2004.

Desafios mundiais

O relatório do Pnud ressalta, ainda, que os governos precisam estabelecer acordos multilaterais e formular políticas públicas para melhorar o equilíbrio das condições de vida, permitir a livre expressão e participação das pessoas, administrar as mudanças demográficas e fazer frente às pressões ambientais.
Um dos grandes desafios para o mundo, segundo o texto, é reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa. Apesar de os lançamentos de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera parecerem aumentar com o desenvolvimento humano, essa relação é muito fraca, destaca o Pnud. Isso porque, em todos os níveis de IDH, alguns países equivalentes têm uma maior emissão de CO2 que outros.
Além disso, pode haver diferenças grandes entre as províncias ou estados de um mesmo país, como é o caso da China. Esses resultados, de acordo com o relatório, reforçam o argumento de que o progresso humano não demanda um aumento no uso de CO2, e que políticas ambientais melhores poderiam acompanhar esse desenvolvimento.
Segundo o Pnud, alguns países já têm se aproximado desse nível de desenvolvimento, sem exercer uma pressão insustentável sobre os recursos ecológicos do planeta. Mas responder globalmente a esse desafio exige que todas as nações adaptem suas trajetórias.
Os países desenvolvidos, por exemplo, precisam reduzir a chamada "pegada ambiental", ou seja, quanto cada habitante polui o planeta (como se fosse um PIB do meio ambiente). Já as nações em desenvolvimento devem aumentar o IDH, mas sem elevar essa pegada. Na visão do Pnud, tecnologias limpas e inovadoras podem desempenhar um papel importante nesse processo.
Mas, para reduzir a quantidade necessária de emissões de gases de efeito estufa, os países dos hemisférios Norte e Sul têm que chegar a um acordo justo e aceitável para todos, como compartilhar as responsabilidades, informa o relatório.

Acordos e investimentos

Na Rio+20, Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro em junho de 2012, foi negociado entre os governos da região da Ásia e do Pacífico um acordo para proteção do maior recife de corais do mundo, o chamado Triângulo de Coral, que se estende desde a Malásia e a Indonésia até as Ilhas Salomão. A área é responsável por fornecer o sustento para mais de 100 milhões de pessoas.
Além disso, alguns países estão trabalhando juntos na bacia do Rio Congo para combater o comércio ilegal de madeira e preservar o segundo maior território florestal do mundo. Bancos regionais de desenvolvimento também apresentaram uma iniciativa que conta com US$ 175 bilhões (R$ 350 bilhões) para promover o transporte público e ciclovias em algumas das principais cidades do mundo.
Outra parceria envolve a China e o Reino Unido, que vão testar tecnologias avançadas de combustão de carvão. Já os EUA e a Índia firmaram um acordo para o desenvolvimento de energia nuclear na Índia.
Alguns países também estão desenvolvendo e compartilhando novas tecnologias verdes. A China, o quarto maior produtor de energia eólica do mundo em 2008, é também a maior fabricante global de painéis solares e turbinas para geração de energia pelo vento. E, na Índia, os investimentos em energia solar aumentaram 62% em 2011, chegando a US$ 12 bilhões (R$ 24 bilhões) – os maiores do planeta. Já o Brasil elevou seus investimentos tecnológicos para energias renováveis em 8%, chegando a US$ 7 milhões (R$ 14 milhões).

Promessas

Até 2020, a China também prometeu cortar suas emissões de dióxido de carbono por unidade de PIB em 40% a 45%. E, em 2010, a Índia anunciou reduções voluntárias de 20% a 25%. Além disso, no ano passado, políticos coreanos aprovaram um programa para reduzir as emissões de fábricas e usinas de energia.
Na Rio+20, Moçambique anunciou ainda uma nova rota de economia verde. E o México promulgou recentemente uma lei para reduzir as emissões de CO2 e apostar em energias renováveis.
No Fórum de Bens de Consumo da Rio+20, as empresas Unilever, Coca-Cola e Wal-Mart – classificadas entre as 20 melhores multinacionais do mundo – também prometeram eliminar o desmatamento de suas cadeias de abastecimento.
Além disso, a Microsoft prometeu que em 2012 se tornaria nula em emissões de carbono. E a companhia Femsa, que engarrafa bebidas – como a Coca-Cola – na América Latina, manifestou que obteria 85% de suas necessidades energéticas no México a partir de recursos renováveis.
Mas, apesar de muitas iniciativas promissoras, ainda existe ainda uma grande diferença entre as reduções de emissões necessárias e essas modestas promessas, destaca o Pnud.

Fonte: G1

Cientistas descobrem novo réptil voador pré-histórico na Transilvânia


Pesquisadores brasileiros da UFRJ integram grupo que fez a descoberta.
Estudo foi publicado em fevereiro no 'PLoS One'.

Cientistas da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, descobriram junto com pesquisadores brasileiros do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) um novo tipo de réptil voador pré-histórico.
Batizado de Eurazhdarcho langendorfensis, o pteurossauro teria habitado uma região onde hoje localiza-se a Romênia, segundo o estudo. A pesquisa foi publicada nesta semana no periódico "PLoS One".

Ilustração mostra como seria o pterossauro recém-descoberto na Romênia (Foto: Divulgação/Universidade de Southampton)

Os fósseis datam do período Cretáceo, têm cerca de 68 milhões de anos e foram encontrados em uma região rica em espécimes extintos na Transilvânia, dizem os cientistas.

"O Eurazhdarcho percente a uma família de grandes pterossauros chamada de Azhdarchidae", aponta o pesquisador Darren Naish, um dos autores do estudo.
"Eles possuíam longos pescoços e bicos, e suas asas eram bem adaptadas a seu tamanho. Estruturas nos seus ossos e asas mostram que eles poderiam recolher as asas e andar nas quatro patas se necessário", diz Naish.
Segundo o cientista, o pterossauro possuía cerca de três metros de uma asa até a outra, o que fazia com que ele fosse grande, "mas não gigante". "Isto está se tornando comum com outros fósseis de animais descobertos na Romênia: eles são em geral pequenos em comparação com seus parentes em outros lugares", afirma.
A descoberta é a mais completa de um Azhdarchidae na Europa até agora, dizem os cientistas.

Fonte: G1

terça-feira, 12 de março de 2013

Polícia apreende quelônios de grande porte e 350kg de pirarucu, no AM


Animais foram apreendidos em um barco no porto da Manaus Moderna.
Proprietário de barco foi preso em flagrante por transporte ilegal de animais.

Eliena Monteiro
Do G1 AM

Após denúncia, policiais do Batalhão de Policiamento Ambiental apreenderam cerca de 350kg de pirarucu salgado e 15 quelônios de grande porte em uma embarcação próximo à feira da Manaus Moderna, localizada no Centro da cidade, nesta segunda-feira (11). Os animais e o pescado, que saíram de Tapauá, a 449 km da capital, foram apreendidos por volta das 15h30.
O proprietário da embarcação foi preso em flagrante. De acordo com o tenente Daniel Abreu, o homem alegou que apenas transportava a mercadoria. "Ele foi preso pelo transporte ilegal de pirarucu, que está com a pesca proibida permanente, e dos quelônios, que estão na lista de animais ameaçados de extinção", disse.

Quelônios e pirarucu chegaram em uma embarcação na Manaus Maderna (Foto: Divulgação/Batalhão Ambiental)

Segundo o tenente, a mercadoria abasteceria feiras da capital esta semana. "Os produtos seriam entregues hoje e comercializados amanhã. Um dos pontos de recepção do material seria a Feira da Panair", disse.
Abreu informou que os quelônios apreendidos são de grande porte. "Há nove tartarugas que medem cerca de um metro", afirmou.
O pescado será encaminhado à Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema), situada na sede da Delegacia Geral, na Avenida Pedro Teixeira, Dom Pedro, Zona Centro-Oeste da capital. Após as providências legais, o peixe será doado a instituições sem fins lucrativos.
Após avaliação de veterinários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os quelônios deverão ser reintroduzidos à natureza. "Amanhã mesmo vamos soltá-los em uma região do rio Negro", disse o tenente Abreu.
Denúncias
A apreensão do pirarucu e dos quelônios foi motivada por uma denúncia anônima. "Pedimos que a população ligue para o 190, informando o local onde está acontecendo a irregularidade e sobre os animais que estão sendo transportados", solicitou o tenente.

Segundo o Batalhão Ambiental, os animais e o pescado seriam comercializados em feiras de Manaus esta semana (Foto: Divulgação/Batalhão Ambiental)

Fonte: G1

Crueldade em nome da moda

O comércio bilionário envolvendo a esfola de animais vivos para produção de bolsas e sapatos infelizmente é algo comum, diz Cecilia Mille, bióloga da organização sueca de direitos animais Djurens Rätt. Ela enfatiza que não se deve comprar de modo algum produtos de pele de répteis. 

De acordo com a bióloga, a experiência da dor vivenciada por répteis é muito próxima à nossa. É um mecanismo de defesa claramente desenvolvido em todos os animais. Podemos imaginar que seja muito parecido com o que seria para nós. 

Lagarto prestes a ser esfolado vivo

Ao ser indagada sobre o motivo pelo qual os animais são esfolados ainda vivos, ela diz que as pessoas que realizam este tipo de trabalho acabam perdendo o senso de empatia. Além disso, é mais rápido e barato. 

Mats Forslund, especialista em comércio de espécies ameaçadas de extinção da WWF, diz que a grande maioria dos répteis é proveniente da América do Sul, Ásia e África. 

Ele explica que se trata de bilhões de dólares negociados anualmente. Um novo relatório de dezembro do ano passado mostra o comércio de pítons da Ásia. O volume de negócios chega a cerca de um bilhão de dólares por ano e envolve aproximadamente 500.000 pítons. Uma grande parte dessas peles, na verdade, vai para a Europa, diz Mats Forslund. As peles são usadas em sapatos, bolsas, pulseiras de relógio e outros acessórios. 

Além disso, Mats atenta para a importância que estes répteis possuem para o ecossistema, e como a exploração da população selvagem pode acarretar sérios danos ambientais. 

A organização sueca Djurens Rätt trabalha para a conscientização dos direitos dos animais nesta questão especialmente com informação ao consumidor. No site da organização pode-se encontrar diversas informações sobre onde encontrar alternativas para este tipo de produto. Um aplicativo que mostra onde os produtos podem ser encontrados também foi criado por nós, podendo ser baixado no celular, diz Cecilia Mille. 

Além disso, o interesse das empresas que querem ser conhecidas como lojas “livres de peles” está aumentando. 

Ela ressalta que, enquanto representante de uma organização de proteção animal, infelizmente não se surpreende ao ver essas imagens. Esse tipo de imagem de crueldade animal é comum, embora ela ainda não havia visto imagens específicas de cobras e lagartos. Ela lembra que existem outros tipos de exploração de peles ainda mais próxima a nós, como o próprio couro de boi e pele de vison. 

Além de todo o sofrimento causado aos animais, uma outra grande preocupação é com as pessoas que trabalham nestes países. De acordo com o relatório da WWF, são pessoas pobres, com renda muito limitada, que recebem um valor correspondente a 0,5% do valor da venda final. Os verdadeiros responsáveis, portanto, são os consumidores que demandam estes produtos. 

Mats Forslund afirma que este tipo de comércio é regulado pela CITES, uma convenção internacional que regula o comércio de vida selvagem. No entanto, a CITES não é obrigatória, servindo como guia para garantir que a negociação seja feita de maneira correta de acordo com as leis dos países de origem dos animais e de onde as peles serão finalmente vendidas. 

Enquanto os defensores do comércio atentam para um comércio legal de peles, onde países de origem e destino tenham permissão para tal, organizações de proteção animal insistem na ideia de que este tipo de comércio deva ser totalmente banido. Infelizmente, muitas celebridades usam peles atualmente e, por serem fortes criadoras de opinião, acabam contribuindo para que o consumo aumente. Devemos, todavia, evitar o consumo de peles em vestuários e acessórios, buscando as diversas alternativas existentes no mercado, desprovidas de dor e morte.

Fonte: http://www.anda.jor.br/27/02/2013/reportagem-com-repteis-sendo-esfolados-vivos-por-couro-causa-grande-discussao-na-suecia 

Bethania Maggi Balielo (da Redação – Suécia)

segunda-feira, 11 de março de 2013

Dois homens ficam gravemente feridos após sofrer ataque de um dragão-de-komodo gigante

Um dragão-de-komodo gigante, que pode atingir até 150 kg, atacou dois homens na região da ilha de Lesser Sunda na Indonésia. Os dois feridos foram levados às pressas para receber tratamento médico em Bali. 

O animal tinha cerca de 1,80 metro de comprimento e é dotado de uma mordida letal

O animal é uma espécie de lagarto encontrada em ilhas da região. As duas vítimas do ataque eram membros do parque nacional de Komodo, uma reserva dedicada a proteger o estranho bicho.

Sem que alguém notasse, um dragão-de-komodo entrou em um dos prédios do parque, quando atacou violentamente um dos funcionários que ali trabalhava.

Um segundo empregado tentou ajudar o colega ferido e acabou sendo mordido na perna pelo lagarto, que tinha aproximadamente 1,80 metros de comprimento.

Ambos foram levados para um hospital em Bali, já que os dragões-de-komodo possuem dentes muito afiados e veneno em suas glândulas maxilares, que podem causar paralisia e até a morte.

De acordo com o site de notícias norte-americano NY Daily News, Heru Rudiharto, um funcionário do parque indonésio, disse que uma das vítimas já havia sofrido um ataque do animal em 2009.

As espécies ameaçadas de Komodo podem atingir até três metros de comprimento,a lém de se alimentarem de grandes mamíferos, pequenos répteis e aves.

Acredita-se que existem apenas 4.000 dragões-de-komodo nas ilhas de Komodo, Rinca e Padar, na Indonésia.

O dragão-de-komodo é uma espécie de lagarto que pode atingir até 3 metros.

Fonte: Notícias R7

O veneno dos dragões de Komodo


Katherine Harmon
Cortesia de Chris Kegelman



Lagartos gigantes (Varanus komodoensis) da Indonésia não têm uma mordida tão poderosa quanto crocodilos, nem são tão grandes quanto ursos cinzentos, mas matam presas enormes, incluindo seres humanos

Imagem de um dragão e sua presa na ilha de Komodo

O poder destruidor desses animais está na mordida e numa dose de veneno ─ mas não de bactérias, como sugeriam pesquisas anteriores. Os dragões de Komodo, que habitam algumas ilhas na Indonésia central, usam seus dentes serrilhados para segurar e rasgar a presa, criando uma ferida profunda. Em seguida é inoculada uma mistura especial de veneno, de acordo com os resultados de um estudo que recém publicado on-line no Proceedings of the National Academy of Sciences. 
“O dragão é de fato peçonhento” observa Stephen Wroe, pesquisador associado de biologia da University of New South Wales, na Austrália, e autor do estudo.

Os biólogos sempre acreditaram que esses enormes lagartos ─ que medem entre dois e três metros e pesam até 100 quilos ─ matavam suas presas infectando-as com bactérias patogênicas. Mas esse novo estudo revela que a saliva desses dragões transporta diferentes patógenos, mas a maior parte dos microrganismos encontrados era comum. 

Ao contrário do que se supunha, os pesquisadores descobriram que os dragões de Komodo podem ter, na verdade, o sistema de inoculação de veneno mais complexo já encontrado em répteis, o que não havia sido notado antes, porque os dentes desses animais diferem completamente dos exibidos pela maioria das criaturas peçonhentas.

Os dragões produzem proteínas tóxicas ─ não muito diferentes daquelas produzidas pelos monstros de Gila e por algumas cobras ─ que provocam queda na pressão sanguínea e diminuem a coagulação das presas. Dutos especiais transportam a peçonha de cinco compartimentos separados para aberturas entre os dentes serrilhados. Depois de o veneno ser introduzido na ferida produzida pela poderosa mordida, as vítimas podem entrar em choque e morrer em consequência de hemorragia.

A descoberta do sistema venenoso dos dragões de Komodo levou os pesquisadores a acreditar que seu parente extinto, o Megalania (Varanus priscus), que chegava a pesar até duas toneladas, pode ter sido o maior animal peçonhento da Terra.

Fonte: Scientific American Brasil

Uma em cada cinco espécies de répteis pode sumir


Por Vanessa Barbosa, de EXAME.com

Lagarto de nariz saliente (Lyriocephalus scutatus)
São Paulo – Durante milênios, os répteis conseguiram viver sossegados nos mais variados habitats terrestres e marinhos do planeta. Não mais. Atualmente, uma em cada cinco espécies de répteis está ameaçada de extinção, segundo um levantamento inédito divulgado hoje pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL), juntamente com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

O estudo, publicado na revista Biological Conservation, é o primeiro de seu tipo a apresentar o estado de conservação de répteis em todo o mundo. Mais de 200 especialistas avaliaram o risco de extinção de 1.500 espécies de répteis, selecionados de forma aleatória.

Segundo a análise, 19% dos répteis do mundo correm risco de extinção. Destas, 12% foram classificadas como espécies “criticamente ameaçadas”, enquanto 41% estão em “perigo” e outros 47% “vulneráveis”. O nível de ameaça permanece particularmente elevado nos trópicos, por causa da conversão do habitat para a agricultura e exploração madeireira.

Outra revelação preocupante é de que o risco de extinção não está igualmente repartido no universo das espécies. Conforme o estudo, 30% do conjunto dos animais de água doce estão próximos da extinção. As tartarugas de água doce, por exemplo, correm um perigo especialmente elevado (50%), refletindo as altas ameaças que a biodiversidade marinha de água doce enfrenta como um todo.

Fonte: Exame/Info

sábado, 9 de março de 2013

Caramujo africano faz parte da dieta dos jacarés


Descoberta sobre hábito alimentar foi feita por pesquisadores da Ufam

Manaus - Apesar de causarem medo e repúdio em grande parte da população da cidade, os crocodilianos têm uma função importante no controle de pragas urbanas.

No último dia 5 deste mês, uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) descobriu que, além de ratos, baratas e insetos, os caramujos africanos também fazem parte da dieta desses répteis.

O estudo da Ufam faz parte do projeto de avaliação populacional dos 12 maiores vertebrados nativos em processo de urbanização na Amazônia Central, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).


O doutor em crocodilianos Ronis da Silveira explicou que a descoberta foi feita por um método de lavagem estomacal, chamado ‘flushing’, realizada nos animais, sem que seja necessário sacrificá-los. “Descobrimos que esses bichos estão comendo caramujos africanos, sejam adultos ou filhotes. Isso é muito bom para a população, pois até onde sabíamos não existia nenhum outro animal predador deste caramujo”, afirmou.

Embora seja provado que os jacarés urbanos são os principais predadores de animais vetores de doenças, a expansão urbana para dentro da floresta traz consequências perigosas para eles.

“Na cidade, a oferta de alimento é constante, enquanto que os jacarés que vivem em ambiente livre comem apenas em setembro e novembro, na época da seca dos rios”, disse Ronis.

Segundo ele, o alimento que o animal ingere tem pouco tempo de permanência no estômago, com exceção das substâncias sólidas. “Algumas coisas que eles comem nos igarapés não são digeridas. Por isso, eles aparentam estar gordos, mas na verdade são pedaços de plásticos acumulados”.

Camisinhas, vidros e seixo também já foram encontrados no estômago dos jacarés da cidade. O pesquisador acredita que a construção civil afeta, principalmente, a biologia dos crocodilianos.

“As obras estão crescendo na floresta. Restos de construções, principalmente seixo, são despejados nos igarapés e acabam virando alimento para eles”. Outra preocupação é a diminuição desses animais nos igarapés de Manaus. “Os igarapés estão cada vez mais poluídos. Como a quantidade de fêmeas é maior que a dos machos, elas sentem dificuldades para fazer o ninho. Já encontramos muitos ninhos feitos de lixo”, contou.

A cada 300 metros de igarapé é possível encontrar de 0 a 11 jacarés na cidade. Entre as espécies mais comuns, está o Jacaretinga, Jacarecoroa e o Jacarepedra.

O veterinário da Reserva Sauim Castanheira, Laérzio Chiegorim, contou que existem populações de crocodilianos em toda a cidade. “Essa condição é interessante do ponto de vista ambiental. Nossa cidade é uma das poucas do Brasil onde você pode encontrar na área urbana um crocodiliano. Somos privilegiados”, disse.

Animal pode coabitar com homem, diz veterinário

Os jacarés têm condições de coabitar com as pessoas. “Existe bastante conflito entre o ser humano e crocodiliano, mas é basicamente pelo fato de que as pessoas começam a morar na beira dos igarapés e depois não querem que os jacarés estejam lá”, disse o veterinário Laérzio Chiegorim.

Ele esclareceu, ainda, que os animais podem conviver pacificamente com o homem. Segundo o médico, não existe uma justificativa plausível para a retirada de um crocodiliano de dentro do âmbito natural.

Eles não são animais com padrão de agressividade, desde que não sejam atacados. “Não existem relatos em Manaus de que um jacaré tenha atacado alguém. Normalmente, quando existe alguma lesão, é do ser humano causado no animal. Eles são inofensivos, mas podem se tornar agressivos, como forma de expulsar um potencial invasor. É uma questão básica de sobrevivência”.

Segundo o veterinário, nesta época os animais costumam aparecer mais por conta da diminuição de área seca. “Quanto mais alagada a área esteja, mais próximo das casas vai estar e aí existe maior chance de contato com os humanos”.

Ele disse que a Reserva Sauim Castanheira já resgatou dezenas de animais feridos por terçadadas, pauladas e tiros. “Resgatamos, cuidamos, e geralmente devolvemos para a mesma bacia que ele veio. Não adianta tirar um crocodiliano do local de origem, porque eles têm um motivo e geralmente é o alimento. Alimento esse que vem da falta de higiene das pessoas. A gente acaba montando uma cadeia alimentar por ações impensadas”.

Fonte: d24am

sexta-feira, 8 de março de 2013

Tartaruga gigante considerada extinta ainda está viva


Animais foram encontrados na Ilhas Galápagos

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Yale descobriu que dezenas de tartarugas gigantes, pertencentes a uma espécie que se acreditava extinta há 150 anos, ainda podem estar vivendo em um lugar remoto nas Ilhas Galápagos. 


Embora não tenha encontrado nenhum membro original da espécie Chelonoidis elephantopus, a equipe descobriu descendentes diretos de pelo menos 38 indivíduos destes animais vivendo nas encostas vulcânicas da costa norte da Ilha Isabela. Esta ilha fica a 320 quilômetros da Ilha Floreana, local onde as tartarugas habitavam antes de desaparecerem por conta da caça indiscriminada. 

Em 2008, o time de pesquisadores retirou amostras de sangue de mais de 1600 tartarugas da região, e os comparou a uma base de dados genética que continha o DNA de tartarugas extintas e vivas. A análise provou que 83 destas tartarugas possuíam a assinatura genética da Chelonoidis elephantopus, mostrando que um de seus pais eram um membro puro da raça. Em 30 desses casos, a tartaruga tinha menos de 15 anos. Como uma tartaruga dessas costuma viver mais de 100 anos, os cientistas concluíram ser grande a possibilidade de os espécimes originais ainda estarem vivos. 

Segundo os pesquisadores, sua intenção é encontrar o membros originais da espécie, para devolvê-los à sua ilha de origem. Isso seria importante, já que os animais teriam grande importância no ecossistema da região. Mesmo que não encontrem os animais, os cientistas acreditam que podem trazer a espécie de volta à vida a partir do cruzamento de seus descendentes.

Fonte: Revista Galileu