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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

‘Monstro marinho’ de 150 milhões de anos é encontrado na Índia

O fóssil é o primeiro ictiossauro descoberto no país; América, Europa e Austrália já tiveram registros da espécie identificados


Fóssil quase intacto de um possível ictiossauro, grupo de répteis marinhos que representavam alguns dos maiores predadores aquáticos na era dos dinossauros (Guntupalli V.R. Prasad/Reprodução)

Um esqueleto fossilizado de um gigantesco réptil marinho pré-histórico foi encontrado no distrito de Kachchh, na Índia, anunciaram paleontólogos nesta quarta-feira. A suspeita é que ele pertença a um ictiossauro (do grego, “lagarto-peixe”) que viveu há 150 milhões de anos. Se a espécie for confirmada, os restos podem ser o primeiro registro de um ictiossauro jurássico no país – até então, pesquisadores só haviam descoberto fósseis semelhantes no continente americano, na Europa e na Austrália.

“Esta é uma descoberta marcante, não só porque é o primeiro ictiossauro jurássico encontrado na Índia, mas também porque ele ajuda a entender a evolução e diversidade dos ictiossauros na região entre Índia e Madagascar no contexto da Gondwana [supercontinente que reunia a maioria dos continentes do Hemisfério Sul], além de revelar a conectividade biológica da Índia com outros continentes durante o período Jurássico”, afirma em comunicado o paleontólogo Guntupalli Prasad, da Universidade de Delhi, na capital indiana.

Prasad e sua equipe publicaram a descoberta no periódico PLoS ONE. Eles ainda não confirmaram que se trata de um ictiossauro, mas acreditam que o esqueleto, que media 5,5 metros de comprimento e estava quase completo quando foi encontrado, pertence à família Ophthalmosauridae. Esses animais viveram entre 165 e 90 milhões de anos atrás.

Ao redor do gigantesco réptil, estavam fósseis de dois cefalópodes carnívoros, semelhantes a lulas, mas envoltos por conchas – os amonites e belenmites. Os padrões de desgaste dentário do predador marinho sugerem que ele se alimentava desses animais menores.

Os pesquisadores acreditam que uma identificação completa poderia informar sobre a possível dispersão oftalmosaurídea entre a Índia e a América do Sul. Eles esperam que desenterrar mais vertebrados jurássicos nesta região possam fornecer mais informações sobre a evolução dos répteis marinhos nesta parte do globo.

Fonte: Veja

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Cientistas descobrem ‘monstro marinho’ de 190 milhões de anos

A criatura pertence a um grupo de predadores que dominou a cadeia alimentar marinha na região da Alemanha durante o período Jurássico


Batizada de 'Arminisaurus schuberti', a criatura pode fornecer pistas sobre a evolução dos dinossauros pertencentes à ordem Plesiosauria e ainda ajudar a compreender a diversidade dos pliossauros, uma subordem dentro desse grupo que viveu 50 milhões de anos depois (Ilustração Joschua Knüppe/Divulgação)

Uma nova espécie de predador marinho do período Jurássico, que viveu há 190 milhões de anos, foi descoberta por uma equipe de pesquisadores alemães e suecos. Os ossos fossilizados do “monstro do mar”, como foi apelidado o dinossauro extinto, foram encontrados em um poço de argila perto da cidade de Bielefeld, na Alemanha, em 1980 – mas só agora foi possível identificar a criatura, um réptil gigante que ocupava o topo da cadeia alimentar marinha na época. As descobertas foram publicadas na última semana na revista Alcheringa.

A criatura, que media cerca de três a quarto metros de comprimento, foi batizada de Arminisaurus schuberti. Ela pertencia à ordem de répteis marinhos Plesiosauria, um dos grupos de predadores mais bem-sucedidos da era dos dinossauros. “O Arminisaurus é significativo porque data um período inicial do Jurássico, do qual temos poucos fósseis de plesiossauros identificáveis”, disse o paleontólogo e autor do estudo Benjamin Kear, curador no Museu da Evolução da Universidade de Uppsala, na Alemanha. “Somente dois outros fósseis já foram nomeados dentro deste misterioso intervalo na evolução plesiossauriana, tornando o Arminisaurus uma nova peça muito importante para o registro global do grupo.”

Além disso, o estudo também mostra que os Arminisaurus compartilhavam características com pliossauros, uma subordem dentro do grupo dos plesiossauros, que viveram 50 milhões de anos depois, já no período Cretáceo. Essa informação poderia ajudar a compreender como esses animais se espalharam pelo globo e fornecer mais dados sobre a diversidade de pliossauros gigantes que habitaram a região na época.

Segundo o pesquisador, a criatura recém descoberta era relativamente pequena se comparada a outros plesiossauros, que podiam chegar a 15 metros de comprimento. Os Arminisaurus provavelmente caçavam peixes, lulas e outras pequenas presas nos antigos mares que cobriam a Alemanha milhões de anos atrás.

Os ossos do Arminisaurus estavam quebrados quando foram encontrados, graças às máquinas que atuam nas minas de extração da região. Porém, os arqueólogos conseguiram recuperar cerca de 40% do esqueleto, incluindo o crânio, algumas vértebras e ossos de membros essenciais para a classificação do animal.

Fonte: Veja

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Monstro marinho do Jurássico sai do anonimato

© Fornecido por AFP Ilustração divulgada pela Universidade de Edimburgo

O monstro marinho do Loch Storr (Lago Storr), de quatro metros de comprimento, que viveu há 170 milhões de anos, saiu do anonimato no museu nacional da Escócia, meio século depois de sua descoberta.

O fóssil desta criatura do Jurássico com ventre volumoso, olhos esbugalhados e uma cabeça com um grande bico dotado de centenas de dentes, foi descoberto em 1966 na ilha escocesa de Sky pelo diretor de uma fábrica elétrica vizinha.

No entanto, "durante meio século o museu o manteve resguardado porque não possuíamos as técnicas necessárias para soltá-lo da imensa rocha que o envolvia e, assim, poder estudá-lo", explicou à AFP Steve Brusatte da Universidade de Edimburgo.

Assunto resolvido: Nigel Larkin, especialista restaurador de fósseis, liberou o monstro da rocha na qual estava preso há milhões de anos.

Uma vez despojado de sua envoltura rochosa, os paleontólogos Steve Brusatte, Nick Fraser e Stig Walsh, do museu escocês, o identificaram como um ictiossauro, família de répteis marinhos extinta desde então.

Conseguiram reconstruir uma imagem clara da enorme criatura, apresentada por eles como uma "joia da coroa da pré-história escocesa".

O feroz predador, digno de um filme de terror, nadava nos oceanos do planeta há 170 milhões de anos, na época em que os dinossauros dominavam o mundo.

"As pessoas estão obcecadas com o mito do Loch Ness (Lago Ness) que é totalmente falso. Mas não se dão conta de que existiram verdadeiros monstros marinhos", explica Steve Brusatte.

Segundo o paleontólogo, "eram maiores, mais horripilantes e mais fascinantes que Nessie", como os escoceses chamam o monstro imaginário.

Os ictiossauros desapareceram bruscamente dos oceanos dezenas de milhares de anos antes dos últimos dinossauros.

Fonte: MSN

quarta-feira, 11 de março de 2015

Fóssil armazenado em museu inglês é uma nova espécie de ictiossauro


Um fóssil guardado no Museu de Doncaster durante 30 anos e que os cientistas acreditavam que fosse apenas uma réplica em gesso revelou ser uma nova espécie de antigo réptil.

Um fóssil armazenado durante anos no museu de Doncaster (norte da Inglaterra) pertence a uma nova espécie até agora não identificada de ictiossauro, um dos répteis marinhos extintos mais antigos conhecidos, conforme publicou nesta quinta-feira a revista britânica "Journal of Vertebrate Paleontology".

A nova espécie deste réptil, descoberta por um jovem paleontólogo, foi batizada como Ichthyosaurus anningae, em honra a Mary Anning, a "caçadora de fósseis" britânica que encontrou o primeiro ictiossauro no litoral de Dorset (sul da Inglaterra) em 1811.

O fóssil, que estava há mais de 30 anos no estoque do museu, já que se pensava que era uma cópia realizada em gesso, é original e pertence a uma nova espécie de ictiossauro.

O jovem paleontólogo Dean Lomax, que trabalha na universidade de Manchester, o encontrou em 2008 e mais tarde iniciou um estudo em parceria com a professora Judy Massare da State University de Nova York para analisar a peça.

Lomax e Massare compararam o fóssil, de cerca de 189 milhões de anos de idade, com outras mil peças de ictiossauro espalhadas por diferentes museus da Europa e dos Estados Unidos, e constataram algumas diferenças.

Este espécime foi descoberto em 1980 no litoral de Dorset, um lugar onde são abundantes fósseis deste réptil - já que o ictiossauro habitou tais águas no período Triássico -, e foi posteriormente destinado ao museu de Doncaster. Ainda não se sabe porquê ele foi armazenado como uma cópia.

Lomax destacou que o fóssil está tão bem conservado que se pode determinar, inclusive, o conteúdo do estômago do ictiossauro.

"No fóssil podem ser observados pequenos restos de tentáculo de lula, por isso que podemos saber qual foi sua última refeição", explicou o paleontólogo em entrevista à emissora pública britânica "BBC".

Fonte: EFE e UOL

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Pescadores encontram suposta cabeça de mesossauro em rio na Rússia

Pescadores tiraram foto de uma "cabeça cheia de dentes" no rio Ruta-Ru

Um objeto que lembra uma cabeça foi encontrado por pescadores no rio Ruta-Ru, na península Yamal, no norte da Rússia.

Integrantes de um clube de pesca contaram que o barco onde estavam bateu contra algo e, quando foram procurar o obstáculo, se depararam com a cabeça "cheia de dentes".

O instrutor do grupo, Oleg Yushkov, enviou algumas fotos para cientistas de Moscou, que acreditam se tratar de um fóssil de mesossauro, um réptil que viveu cerca de 150 milhões de anos atrás.

Zoólogos siberianos estão a caminho do local para extrair o fóssil antes que ele seja coberto por gelo ou levado por enchentes de primavera.

Pavel Kosintsev, diretor do Museu de Zoologia do Instituto de Plantas e Ecologia Animal em Yekaterinburg, disse ao jornal "The Siberian Times" que ficou "muito surpreso ao receber essas fotos que, talvez, mostram um crânio do dinossauro".

Ele disse que já houve outros relatos de fósseis na região, mas este é o primeiro que tem uma foto como prova. Kosintsev ressaltou que ainda não pode dizer que se trata realmente de um réptil antigo. "É necessário examinar cuidadosamente o objeto", finalizou.

Fonte: UOL

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Paleontólogos descobrem predador marinho pré-histórico gigante


Fóssil ajuda a compreender como os ecossistemas marinhos podem se recuperar após grandes extinções


O Thalattoarchon saurophagis era capaz de devorar animais do mesmo tamanho que o seu (Arte de Raul Martin/National Geographic Magazine/Reproduzido mediante permissão)

Um time de pesquisadores americanos e alemães descobriu um novo predador marinho pré-histórico. O fóssil, que mede 8,6 metros, foi descoberto no deserto de Nevada, no oeste dos Estados Unidos. Segundo os paleontólogos, o esqueleto pertenceu ao mais antigo predador marinho capaz de devorar animais do mesmo tamanho que o seu. Por causa disso, o animal foi chamado de Thalattoarchon saurophagis, que significa supremo comedor de lagartos dos mares. A pesquisa que descreve a nova espécie foi publicada nesta segunda-feira na revista PNAS.

O Thalattoarchon foi desenterrado de uma montanha isolada em 2010. A maior parte do esqueleto do animal estava preservada, incluindo crânio, nadadeiras e coluna vertebral completa. Segundo o estudo, o fóssil tem cerca de 244 milhões de anos e é um representante dos ictiossauros, um grupo de répteis marinhos que viveu no mesmo período que os dinossauros.

A partir da análise do fóssil, os pesquisadores concluíram que o animal possuía crânio e mandíbulas grandes, armadas com dentes afiados capazes de prender e cortar outros répteis marinhos. O formato e o tamanho dos dentes indica que ele era capaz de se alimentar de outros animais do mesmo tamanho que o seu. Por causa de seu porte físico e posição no topo da cadeia alimentar, os paleontólogos o compararam às orcas que habitam os oceanos modernos.

O que chamou a atenção dos pesquisadores foi o fato de um predador marinho tão grande ter surgido "apenas" oito milhões de anos após a grande extinção que aconteceu no final do Período Permiano, quando entre 80% e 96% de todas as espécies que viviam nos oceanos da Terra foram mortas.

Segundo os paleontólogos, o surgimento de um predador como o Thalattoarchon documenta a rápida recuperação e evolução dos ecossistemas marinhos depois da extinção. "A cada dia aprendemos mais sobre a biodiversidade de nosso planeta. Descobertas como o Thalattoarchon ajudam a entender a dinâmica de nosso planeta e o impacto que os humanos de hoje têm em seu ambiente”, diz Jörg Fröbisch, pesquisador do Museu de História Natural da Universidade Humboldt, da Alemanha, e um dos autores do estudo, patrocinado pela National Geographic Society.

O fóssil do animal foi encontrado em um deserto no oeste dos Estados Unidos

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Macropredatory ichthyosaur from the Middle Triassic and the origin of modern trophic networks

Onde foi divulgada: revista PNAS

Quem fez: Nadia B. Fröbischa, Jörg Fröbischa, P. Martin Sanderb, Lars Schmitzc

Instituição: Museu de História Natural da Universidade Humboldt, na Alemanha

Dados de amostragem: Um fóssil de 244 milhões de anos recuperado nos Estados Unidos

Resultado: Segundo os pesquisadores, o esqueleto pertenceu a um ictiossauro que se alimentava de outros animais marinhos de tamanho semelhante ao seu. O surgimento de um predador desse tipo apenas oito milhões de anos após uma grande extinção mostra a capacidade de recuperação dos ecossistemas.

Saiba mais

ICTIOSSAUROS 

Répteis marinhos gigantescos que habitaram os mares durante boa parte da Era Mesozoica, mesma época em que os dinossauros dominavam os continentes. Com um corpo que lembrava o dos golfinhos, eles podiam medir até 15 metros e se alimentavam de outros organismos marinhos, como peixes e lulas. Os ictiossauros surgiram há 250 milhões de anos, durante o período Triássico, e dominaram os mares durante milhões de anos. No período Cretáceo, eles foram superados como os maiores predadores marinhos por outras espécies, como os plesiossauros e mosassauros. Foram extintos há 90 milhões de anos, cerca de 25 milhões de anos antes dos dinossauros.

ERA MESOZÓICA

Compreende os períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo, entre 251 milhões de anos até 65,5 milhões de anos atrás. Foi marcada pelo aparecimento e extinção dos dinossauros.

PERÍODO PERMIANO 

Período geológico compreendido entre 299 e 251 milhões de anos atrás. É caracterizado pela formação de vertebrados terrestres que deram origem aos mamíferos e répteis. Em seu final, houve a maior extinção em massa conhecida, eliminando 96% da vida marinha e 70% da terrestre.

Fonte: Veja Online

Pesquisadores descobrem primeiro mosassauro de água doce


Espécie de réptil viveu há 84 milhões de anos, junto aos dinossauros, e teria se adaptado ao ambiente fluvial do mesmo modo que os botos


Os mosassauros eram lagartos gigantescos que habitavam – e dominavam – os mares durante o Cretáceo Superior, período em que os dinossauros ainda povoavam a Terra. Fósseis encontrados na Hungria mostram que, além de serem os principais predadores dos oceanos, eles também poderiam chegar às águas doces do planeta. As características da nova espécie, Pannoniasaurus inexpectatus, estão descritas em um estudo publicado na revista PLOS ONE nesta quarta-feira. 

Os pesquisadores encontraram mais de 100 ossos pertencentes a mosassauros da espécie Pannoniasaurus inexpectatus (Makadi L, Caldwell MW, Osi A (2012)

Segundo os cientistas responsáveis pelo estudo, a espécie viveu há cerca de 84 milhões de anos, e os maiores espécimes podiam medir até seis metros. Os fósseis sugerem que o Pannoniasaurus inexpectatus possuía membros como o dos lagartos terrestres, um crânio achatado semelhante aos dos crocodilos e uma cauda de formato diferente dos outros mosassauros.

Os pesquisadores encontraram mais de uma centena de ossos do animal em um poço no oeste da Hungria. Ali, havia uma planície que, no passado, era constantemente alagada. Segundo os cientistas, os mosassauros foram parar naquele local após uma dessas inundações. Os fósseis são de um grande número de animais, de idades e tamanhos distintos, e se encontram agora no Museu Húngaro de História Natural.

De acordo com os pesquisadores, essa é a primeira espécie de mosassauro descoberta que viveu em água doce. O estudo aponta que o animal teria se adaptado ao novo ambiente do mesmo modo que os botos, parentes próximos dos golfinhos marinhos, se adaptaram aos rios da Amazônia. “A evidência que dispomos deixa claro que, de modo parecido com algumas linhagens de cetáceos, os mosassauros se adaptavam rapidamente a uma grande variedade de ambientes aquáticos, com alguns grupos invadindo habitats de água doce. O tamanho do Pannoniasaurus faz com que ele seja o maior predador conhecido nas águas desse ambiente”, diz o paleontólogo Laszlo Makadi, do Museu Húngaro de História Natural, e um dos autores do estudo.


CONHEÇA A PESQUISA

Título original: The First Freshwater Mosasauroid (Upper Cretaceous, Hungary) and a New Clade of Basal Mosasauroids

Onde foi divulgada: revista PLOS ONE

Quem fez: László Makádi, Michael W. Caldwell, Attila Ősi 

Instituição: Departamento de Paleontologia e Geologia do Museu Húngaro de História Natural

Dados de amostragem: Mais de 100 fósseis encontrados em uma poço no oeste da Hungria

Resultado: Os ossos pertenciam à espécie Pannoniasaurus inexpectatus. Ao contrário de todos os outros mosassauros já descobertos, ela teria se adaptado para viver em ambientes de água doce.


Saiba mais

MOSASSAURO

Lagartos aquáticos gigantes que habitaram os mares ao redor do planeta no Cretáceo Superior. Apesar de também serem répteis gigantes, eles não eram dinossauros. Eles podiam medir de 3 a 12 metros, e eram os maiores predadores marinhos do período. Seu corpo era parecido com o dos lagartos modernos, com barbatanas no lugar das patas. O nome Mosassauro surgiu por causa do primeiro fóssil do animal, que foi encontrado próximo ao rio Mosa, na Holanda, ainda no século 18.

CRETÁCEO SUPERIOR

Intervalo da escala geológica que vai de 100 milhões a 65,5 milhões de anos atrás. É a última etapa de período Cretáceo, quando as temperaturas do planeta eram um pouco maiores do que hoje em dia. Foi em seu final que os dinossauros foram extintos e surgiram as aves.

Fonte: VEJA online

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Fóssil pré-histórico de 'monstro marinho' é descoberto nos EUA


Réptil predador possuía 8,6 metros de comprimento, diz estudo.
'Thalattoarchon saurophagis' viveu há cerca de 244 milhões de anos.

Uma equipe de cientistas descobriu o fóssil de um grande predador marinho encontrado no deserto de Nevada, nos Estados Unidos. Batizado de Thalattoarchon saurophagis, o animal pré-histórico possuía 8,6 metros de comprimento, segundo o estudo publicado no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences", na segunda-feira (7).
O "monstro", cujo fóssil possui 244 milhões de anos, representa o primeiro grande predador dos oceanos, de acordo com a paleontóloga Nadia Fröbisch, do Instituto Leibniz para Pesquisa em Evolução e Biodiversidade, localizado em Berlim, na Alemanha.

Ilustração mostra como seria o 'Thalattoarchon saurophagis', grande predador marinho pré-histórico (Foto: Divulgação/Raul Martin/National Geographic Magazine)

O animal é um tipo primitivo de ictiossauro, grupo de répteis marinhos que viveu na mesma época que os dinossauros e que habitou os oceanos por 160 milhões de anos. Além de um grande crânio, o Thalattoarchon saurophagis possuía grandes dentes usados para devorar várias presas, inclusive outros répteis marinhos, no período triássico.

"A descoberta caracteriza uma estrutura nova e mais avançada de ecossistema para a época", disse a paleontóloga ao site do Instituto Leibniz. "O Thalattoarchon nos ajudará a entender melhor a dinâmica de evolução do planeta."
O fóssil foi inicialmente encontrado em 1997, mas escavado apenas em 2008. Agora ele foi totalmente descoberto, recuperado e identificado. Boa parte dos ossos do animal estavam preservados, incluindo o crânio e a coluna vertebral.
Os cientistas afirnam que, apenas 8 milhões antes do surgimento do réptil gigante, uma grande extinção destruiu de 80% a 96% das espécies de animais nos oceanos, no fim do período conhecido como Permiano. O surgimento de um predador como o Thalattoarchon pode significar uma recuperação mais rápida do ecossistema do que o imaginado, diz o estudo.

Fonte: G1

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

HELVETICOSAURUS ZOLLINGERI


Helveticosaurus zollingeri foi um réptil pré-histórico marinho que viveu dirante o período Triássico, da Era Mesozóica. Seus fósseis foram encontrados na Suíça, em 1955 e foi primeiramente descrito como um primitivo placodonte. Estudos mais cuidadosos no entanto revelaram que ele não parece pertencer com certeza a nenhuma ordem ou família conhecida.
O helveticossauro nadava pelos mares utilizando sua poderosa cauda e suas patas como nadadeiras. Era com certeza um predador, mas de que se constituia seu cardápio ainda não se sabe.



Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Gênero: Helveticosaurus
Espécie: H. zollingeri

THALATTOSAURIA


Thalattosauria é uma ordem de répteis marinhos pré-históricos que viveram durante o período Triássico. Adaptados para a vida oceânica, não se sabe se eles vinham à terra botar seus ovos ou se eram vivíparos. Alguns chegavam a ter 4 metros de comprimento. O nome thalattosauria significa lagartos do oceano.

Classificação

Os thalattossauros são répteis da subclasse diapsida, mas sua posição na árvore genealógica dos répteis ainda é muito incerta. Não se sabe se são parentes mais próximos dos lepidosauria (que incluem os lagartos atuais) ou dos archosauria (que incluem entre outros os crocodilos, pterossauros e dinossauros, estes últimos incluindo as aves).

Ordem Thalattosauria Merriam, 1904


  • Superfamília Askeptosauroidea
  • Gênero Miodentosaurus Cheng, Wu e Sato, 2007
  • Família Askeptosauridae Kuhn-Schnyder, 1952
  • Gênero Anshunsaurus Liu, 1999
  • Gênero Askeptosaurus Nopsaca, 1925
  • Família Endennasauridae Renesto, 1984
  • Gênero Endennasaurus Renesto, 1984
  • Superfamília Thalattosauroidea
  • Gênero Nectosaurus Merriam, 1905
  • Gênero Xinpusaurus Yin, 2000
  • Família Claraziidae Peyer, 1936
  • Gênero Clarazia Peyer, 1936
  • Gênero Hescheleria Peyer, 1936
  • Família Thalattosauridae Merriam, 1904
  • Gênero Agkistrognathus Nicholls e Brinkman, 1993
  • Gênero Paralonectes Nicholls e Brinkman, 1993
  • Gênero Thalattosaurus Merriam, 1904




Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Subclasse: Diapsida
Ordem: Thalattosauria (Merriam, 1904)

Famílias


  • Askeptosauridae
  • Claraziidae
  • Endennasauridae
  • Thalattosauridae

Askeptosaurus

Endennasaurus

Miodentosaurus

QIANOSUCHUS


Qianosuchus foi um réptil marinho pré-histórico que viveu durante o período triássico da era mesozóica, cerca de 240 milhões de anos atrás. Seus fósseis foram encontrados na China. Uma espécie misteriosa, não parece pertencer a nenhuma ordem ou família conhecida.
Com 3 metros de comprimento, o Qianosuchus foi um dos primeiros arcossauros a adaptar-se à vida marinha. Aparentemente ele ainda conseguia se locomover em terra, com suas longas patas, mas passava a maior parte do tempo caçando peixes para se alimentar, nadando com sua poderosa cauda como fazem hoje os crocodilos.



Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Gênero: Qianosuchus
Espécie: Q. mixtus

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

HALISSAURO


Halisaurus é um gênero de répteis marinhos pré-históricos que viveram durante o período Cretáceo da Era Mesozóica. Pertencia à família dos mosassauros: imensos lagartos marinhos pré-históricos. O halissauro possuia 3 a 4 metros de comprimento e era um predador.



Curiosidades

O halissauro apareceu em um episódio da série Walking with Dinosaurs, que mostrou o animal escondendo-se em uma caverna submersa e preparando um ataque surpresa para capturar uma ave aquática.


Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Ordem: Squamata
Família: Mosasauridae
Gênero: Halisaurus

Espécies
  • H. arambourgi
  • H. ortlebi
  • H. platyspondylus

STYXOSAURUS


O Styxosaurus era um réptil marinho (não era dinossauro) da ordem Plesiosauria, que podia chegar até 12 m, sendo das quais metade era só pescoço. Ele viveu no fim do cretáceo na América do Norte, há 75 milhões de anos, quando o continente era coberto por um vasto mar raso. Comia peixes, amonites (moluscos da época, atualmente extintos) e crustáceos. Provavelmente era lento, mas seu pescoço deveria permitir que ele espreitasse por baixo,até que atacasse. Deveria ser presa dos grandes répteis marinhos,como o Tilossauro e dos Tubarões da época. Como os outros répteis de sua família, possuía uma cabeça muito pequena.


Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Plesiosauria
Subordem: Criptoclidus
Família: Elasmosauridae
Género: Styxosaurus (Cope, 1869)

SHASTASAURUS

Shastasaurus foi um réptil marinho pré-histórico da ordem dos Ictiossauros que viveu durante o período Triássico da Era dos Dinossauros nos locais onde hoje ficam a Califórnia e o México.



Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Ordem: Ichthyosauria
Família: Shastasauridae
Gênero: Shastasaurus

Comparação com um humano

PLIOPLATECARPUS

O Plioplatecarpus é um réptil marinho extinto pertencente à família Mosasauridae. Ele viveu no período Cretáceo, há cerca de 83 500 mil anos. Seus restos fósseis foram encontrados principalmente na Europa e América do Norte, mas alguns restos atribuídos a este tipo também foram encontradas na Antártida e na África.

Descrição

Os olhos do Plioplatecarpus são proporcionalmente maiores do que os de muitos gêneros mosassauro, embora o crânio seja relativamente curto. Ele tem menos dentes do que a maioria dos mosassauros, mas eles são muito recurvados. Isto sugere que o Plioplatecarpus teria caçado presas relativamente pequenas de que poderia agarrar com muita precisão.


Classificação

Plioplatecarpus foi descrito pela primeira vez por Louis Dollo em 1882, com base em alguns exemplares incompletos do Maastrichtiano da Bélgica (P. Marshi). Anteriormente, em 1869, Edward Drinker Cope descreveu um mosassauro de New Jersey com o nome de Mosasaurus depressus. Somente após esses restos foram atribuídas a Plioplatecarpus. A espécie Plioplatecarpus primaevus foi descrito pela primeira vez por Dale Russell, em 1967, com base em fósseis do Xisto Pierre Bell, em Dakota do Sul. Outras espécimes mais completas desta espécie foram encontrados em outras partes da América do Norte (Manitoba, Saskatchewan, Alberta, Kansas, Alabama). A espécie Plioplatecarpus houseaui, cerca de 4,5 metros de comprimento, também vem da Bélgica. Uma espécie descrita em 2007 (Plioplatecarpus nichollsae) mais tarde foi atribuída a um novo tipo de mosassauros, Latoplatecarpus.

Crânio do réptil marinho


Descobrimento

Plioplatecarpus foi encontrado pela primeira vez na Europa pelo paleontólogo Louis Dollo (P.marshi) em 1882. Na América do Norte, Edward Drinker Cope encontrou outro mosassauro em 1869, mas tinha identificado como Mosasaurus. Seria reclassificada mais tarde como Plioplatecarpus por Liodon, em 1870. Seria reclassificada como Platecarpus, e mais tarde como Prognathodon. No entanto, o gênero restableria Plioplatecarpus.

Vértebras do réptil marinho


Distribuição

Plioplatecarpus eram encontrados em muitos lugares ao redor do mundo (a maioria dos mosasurios eram bastante extensas). O Pliopltecarpus foi encontrado em Pierre Shale no Kansas, em Demopolis Chalk do Alabama e no Mississippi, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Canadá, Suécia, Países Baixos, e, muito recentemente, Wyoming. A amostra de Wyoming é até agora o único do seu género a ser encontrada no estado, e pode representar uma nova espécie de Plioplatecarpus. Está sendo preparado no Museu Geológico de Tate, e foi nomeada Oomtar.

Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Ordem: Squamata
Família: Mosasauridae
Gênero: Plioplatecarpus

MACROPLATA


O Macroplata era um plesiossauro que viveu no período Jurássico, entre 205 milhões e 185 milhões de anos atrás, onde hoje é a Inglaterra. Tinha aproximadamente 5 metros de comprimento e pesava mais de 1 tonelada. Se alimentava de peixes, moluscos e outros animais marinhos, como invertebrados e répteis menores.
O macroplata tinha o pescoço longo e a cauda pontuda. A cabeça era pequena comparada com o restante do corpo. Ele nadava com movimentos parecidos com os de uma tartaruga marinha, usando suas quatro nadadeiras. Talvez pudesse se mover em terra como as focas.
As narinas do macroplata ficavam na parte de trás da cabeça perto dos olhos. Além da respiração, elas tinham outra utilidade. O bicho deixava a água do mar entrar por sua boca e seguir para as narinas. Assim, ele sentia o cheiro dos seres que estavam nadando por perto e localizava suas presas. Depois a água saia pelas narinas.



Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Ordem: Plesiossauria
Família: Rhomaleosauridae
Gênero: Macroplata
Espécie: M. tenuiceps (Swinton, 1930)

PLEUROSSAURO


Pleurosaurus é uma espécie de réptil marinho pré-histórico que viveu durante o período Jurássico da Era dos Dinossauros. Seus fósseis foram descobertos na Alemanha. De corpo alongado, com aproximadamente 60 centímetros de comprimento, o Pleurossauro era um bom nadador e pertencia à antiga ordem dos Sphenodontida, cujo único membro ainda vivo é o tuatara da Nova Zelândia.


Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Ordem: Sphenodontida
Família: Pleurosauridae
Gênero: Pleurosaurus
Espécie: P. goldfussi

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

GUARINISUCHUS MUNIZI

O Guarinisuchus munizi é uma espécie de crocodilo marinho cuja provável origem se localiza na África, há cerca de 200 milhões de anos. Acredita-se que viveu durante o Paleoceno e resistiu à extinção K-T que extinguiu os grandes dinossauros do planeta.


Os fósseis do réptil foram encontrados em uma mina de calcário em Poty, próxima à Recife, por José Antônio Barbosa, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alexander Kellner, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Maria Somália Sales Viana, da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) de Sobral-Ce.

A denominação Guarinisuchus tem origem na língua tupi e significa "guerreiro", enquanto que Munizi, vem de Muniz, tutor da Profª Somália Viana.

Classificação científica

Domínio:     Eukaryota
Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Reptilia
Subclasse:     Diapsida
Infraclasse:     Archosauromorpha
Superordem:     Crocodylomorpha
Família:     Dyrosauridae
Gênero:     Guarinisuchus
Espécie:     G. munizi