sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

CONHEÇA NHANDUMIRIM, O NOVO DINOSSAURO BRASILEIRO

CARNÍVORO E PEQUENO, O DINOSSAURO É UMA DAS ESPÉCIES MAIS ANTIGAS DO MUNDO!

Os dinossauros encantam e dão medo em muita gente. Extintos há milhares de anos, esses lagartos pré-históricos já foram retratados no cinema e em histórias.

Quem não se lembra do temível Tiranossauro Rex, ou T-Rex para os íntimos, no filme Jurassic Park?

O grandão chegava a medir 4 metros de altura e 12 metros de comprimento. Este rei do período cretáceo (localizado entre 145 e 65 milhões de anos atrás) acaba de ganhar um novo parente e vai precisar dividir seu parque com mais um integrante da família: o Nhandumirim waldsangae.


A nova espécie foi descoberta por paleontólogos no Sul do Brasil, em Santa Maria (RS).

O dino pode ser o mais antigo ancestral da linhagem que deu origem a dinossauros como Tiranossauro e Velociraptor mongoliensis – outra espécie bem famosa nos filmes de Steven Spielberg.

“Apesar de relativamente incompleto, podemos falar que ele pertence ao grupo terópode, bípedes carnívoros, sendo o representante brasileiro mais antigo desse grupo”, informa Max Cardoso Langer, paleontólogo da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do estudo.

Com 233 milhões de anos o fóssil (saiba por que os dinossauros viraram ossos aqui) foi encontrado em 2012 e pertenceu a um dino adolescente. O jovem dinossauro tinha pouco mais de um metro de comprimento, porém, por ser muito novo, não se sabe qual o tamanho ele atingiria na idade adulta.

CARINHA DE LAGARTIXA, CORPINHO DE EMA

Apesar de não ter o tamanho imponente de seu primo distante, o novo dinossauro gaúcho foi um predador de sua era. Mas se engana quem pensa que ele se pareça com os répteis.

Na verdade, seu nome – Nhandumirim waldsangae – é uma mistura de tupi-guarani e latim e significa “ema pequena de Waldsanga”. O nome foi escolhido devido à grande semelhança do dino, no tamanho e nas patas, com a ema e o avestruz.

No local onde o dino foi encontrado já haviam sido descobertas outras duas espécies de dinossauro, igualmente antigas: Saturnalia tupiniquim e Staurikosaurus pricei.

Fonte: Portal Minas Faz Ciência / Autora: Tuany Nathany

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Cientistas descobrem ovos de dinossauros coloridos

Alguns dinossauros punham ovos coloridos, salpicados e manchados com tons extraordinários de azul e marrom, uma descoberta que desafia a ideia de que tais características excepcionais surgiram com os pássaros, disseram cientistas hoje (1).

Uma análise de 12 cascas de ovos de dinossauros fossilizadas da Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul detectou os mesmos dois pigmentos presentes em ovos coloridos de pássaros em um grupo de dinossauros chamado eumaniraptorans, que inclui carnívoros conhecidos como o velociraptor e o pequeno dinossauro de penas que foi ancestral dos pássaros.

A coloração azul-escura dos ovos proporcionava uma vantagem evolutiva aos dinossauros

“Descobrimos que a cor nos ovos não é um traço único de nossos pássaros modernos, mas evoluíram de seus ancestrais dinossauros não-aviários”, disse Jasmina Wiemann, paleontóloga da Universidade Yale que liderou o estudo publicado no periódico científico “Nature”. “Nosso estudo muda fundamentalmente nosso entendimento da evolução da cor nos ovos, e acrescenta cor aos ninhos de dinossauros do ‘Jurassic World’ verdadeiro.”

Um exemplo é o Deinonico, predador de garras em forma de foice que punha ovos azuis com manchas marrons, e o oviraptor, que se parecia a um pássaro por ter um bico sem dentes e colocava ovos azul-escuros.

Os pássaros evoluíram a partir de dinossauros eumaniraptoran do Período Jurássico. O pássaro mais antigo que se conhece, o Archaeopteryx, que viveu cerca de 150 milhões de anos atrás na Alemanha.

Em geral, os eumaniraptorans, parte de um grupo mais amplo de dinossauros carnívoros de duas pernas conhecidos como theropoda, eram pequenos e semelhantes a pássaros, sendo cobertos por uma plumagem colorida. Entre eles havia predadores de até 9 metros de comprimento e pequenos como gatos domésticos, mas não colossos como o Tyrannosaurus rex e o Giganotosaurus.

A cor nos ovos proporcionava uma vantagem evolutiva aos dinossauros que montavam ninhos expostos para seus ovos, ao invés de enterrá-los como o crocodilos e as tartarugas fazem, em parte por criar uma camuflagem contra predadores que comiam ovos, disseram os pesquisadores.

Todos os outros dinossauros estudados produziam ovos brancos comuns, o que indica uma única origem evolutiva de cor nos ovos nos eumaniraptorans que foi transmitida a seus descendentes pássaros.

No caso dos eumaniraptorans, os pesquisadores descobriram indícios de um pigmento azul-esverdeado chamado biliverdina e um pigmento vermelho-marrom chamado protoporfirina IX integrados estruturalmente na matriz cristalina da casca do ovo, assim como ocorre nos pássaros.

Fonte: Reuters e Forbes

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Carnívoro e gigante: nova espécie de dinossauro é descoberta na África

Espécie tinha cerca de três metros de altura e viveu há 200 milhões de anos

FABIEN KNOLL AO LADO DA PEGADA DO DINOSSAURO (FOTO: ARQUIVO PESSOAL/FABIEN KNOLL)

Há 200 milhões de anos, o sul da África era dominado por dinossauros herbívoros e apenas alguns carnívoros. Mas tinha pelo menos um que comia todos eles. É o que descobriu um time internacional de cientistas comandados pelo pesquisador Fabien Koll, da Universidade de Manchester, na Inglaterra.

Em uma região árida do Lesoto, pequeno país no sul da África, o grupo vasculhava uma área que em um passado distante devia ser um leito de rio, quando se depararam com uma pegada. E não era uma qualquer: ela media 57 centímetros de comprimento por 50 centímetros de largura.

O tamanho surpreendeu os pesquisadores. De acordo com seus cálculos, o dono dessa pegada pré-histórica tinha pouco menos de três metros de altura e nove de comprimento. É quatro vezes maior que um leão, atualmente o maior carnívoro da região. “É a primeira evidência de um carnívoro extremamente grande vagando por uma área dominada por herbívoros, onívoros e dinossauros carnívoros muito menores”, afirmou Koll na publicação. “Ele estava no topo da cadeia alimentar”.

Chamada de Kayentapus ambrokholohali, a espécie faz parte de um grupo de dinossauros chamado “Megatheropod”, do qual faz parte os grandes dinossauros carnívoros bípedes, como o famoso Tiranossauro Rex. Até então os registros da época mostravam dinossauros carnívoros com, no máximo, sete metros de comprimento. 


Segundo outra participante da pesquisa, a doutora Lara Sciscip, da Universidade da Cidade do Cabo, a descoberta marca a primeira ocorrência desse tipo de dinossauro de uma época chamada de Jurássico Inferior, no sul de Gondwana, um continente que mais tarde se separaria, dando origem à África. “Existe somente um site conhecido onde se encontram dinossauros desse tamanho dessa época, que é na Polônia”, revela.

Fonte: Revista Galileu

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Cientistas descobrem espécie de dinossauro que vivia na terra e na água

Fóssil com idade estimada de 75 milhões de anos foi encontrado na Mongólia e é um dos poucos exemplares com capacidade anfíbia

REPRODUÇÃO DO HALSZKARAPTOR ESCUILLIEI (FOTO: ANDREA CAU)

Paleontólogos identificaram uma criatura que seria uma espécie de tatatataravó dos patos. Ou quase isso: em artigo publicado no periódico científicoNature, os pesquisadores relataram a descoberta de um fóssil com idade estimada de 75 milhões de anos que tinha a habilidade de viver na terra e na água — uma característica bastante rara em dinossauros. A espécie foi batizada de Halszkaraptor escuilliei e ganhou o apelido de Halszka. 


As características biológicas do dinossauro foram uma surpresa: graças à análise de um fóssil preservado encontrado na Mongólia, os cientistas notaram que a espécie possuía um pescoço longo e asas pequenas, fornecendo indícios de sua capacidade de viver em ambiente aquático.

O formato de suas patas com garras indicava que ele era capaz de percorrer terra firme: para nadar, ele se comportaria de maneira semelhante a um pato. 

DESCRIÇÃO DO FÓSSIL ANALISADO NA PESQUISA (FOTO: REPRODUÇÃO)

As garras em formato de foice e a presença de dentes forneceram pistas da maneira como o dinossauro caçava suas presas — de acordo com os paleontólogos, o Halszka teria um parentesco distante com o Velociraptor, que também era bípede e tinha as garras afiadas como a principal característica de caça. 

De acordo com os pesquisadores, a estrutura corporal do dinossauro é semelhante a espécies dos pássaros modernos capazes de viver em ambientes aquático e de terra firme. O estilo de vida peculiar do réptil, que vivia como um predador em ambiente anfíbio, surpreendeu os paleontólogos por conta da alta capacidade de adaptação da espécie. 

Todas essas características particulares do Halskza fizeram com que os cientistas ficassem com um pé atrás ao localizarem o fóssil: eles realizaram diferentes testes e análises com raios-X para confirmar que o exemplar era verdadeiro.


Nos últimos anos, os pesquisadores especializados no estudo de dinossauros tomaram precauções em relação a novas descobertas para não serem enganados por falsificações. 

EQUIPE DE PESQUISADORES COM O FÓSSIL (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Fonte: Revista Galileu

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Nova espécie de lagarto é encontrada em estômago de dinossauro

O fóssil do animal foi encontrado em bom estado de conservação em estômago de dinossauro que viveu há 150 milhões de anos

REGISTRO DO DINOSSAURO 'COMPSOGNATHUS LONGIPES' (FOTO: DIVULGAÇÃO)

O lanchinho de um dinossauro rendeu uma nova descoberta para a ciência: pesquisadores do Museu Americano de História Natural identificaram uma espécie inédita de lagarto que estava localizada no estômago do fóssil de um dinossauro que viveu há 150 milhões de anos. Conhecido comoCompsognathus longipes, o dinossauro foi encontrado na Alemanha no século 19, mas apenas recursos tecnológicos recentes permitiram uma análise mais detalhada do fóssil. 

Ao realizar um exame de imagem, os cientistas localizaram na região do estômago do fóssil um pequeno lagarto que estava praticamente intacto. Ao comparar a estrutura óssea da espécie com outros registros paleontológicos conhecidos, os pesquisadores concluíram que o lagarto nunca havia sido descoberto, sendo batizado como Schoenesmahl dyspepsia. 

O Compsognathus longipes (também conhecido como compsognato) era bípede, carnívoro e tinha cerca de 75 centímetros de comprimento, sendo um dos menores dinossauros já registrados. De acordo com a análise feita pelos cientistas do Museu Americano de História Natural, o compsognato rasgou sua presa antes de engoli-la.

O banquete, no entanto, teve um final trágico: apesar de não ser possível determinar o motivo de sua morte, é certo que o dinossauro não teve tempo nem ao menos de digerir o pequeno lagarto antes de encontrar a morte. 

Fonte: Revista Galileu

terça-feira, 3 de abril de 2018

Dinossauro com penas coloridas e brilhantes é descoberto na China

Penas fossilizadas há 161 milhões de anos foram analisadas por um microscópio eletrônico

O DINOSSAURO 'CAIHONG JUJI' FOI DESCOBERTO NA CHINA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Se existisse um concurso de moda durante o período Jurássico certamente oCaihong juji concorreria ao título de dinossauro mais estiloso do planeta: pesquisadores chineses localizaram o fóssil da criatura, que viveu há 161 milhões de anos, e conseguiram reproduzir as cores de suas penas graças à análise realizada com um microscópio eletrônico.

Os cientistas concluíram que as penas do Caihong juji eram brilhantes e multicoloridas, com tonalidades de azul, verde e laranja. Por conta disso, ganhou o apelido de "arco-íris".

De acordo com os pesquisadores da Universidade Normal de Shenyang, foi possível realizar a análise das cores porque o fóssil preservara células com características referentes à pigmentação, chamadas melanosomas.

Após escanear o antigo dinossauro com um microscópio capaz de vasculhar as estruturas celulares, os cientistas realizaram uma comparação dos dados obtidos com informações dos melanosomas de pássaros da atualidade.

As estruturas de pigmentação das penas do Caihong juji na região da cabeça, peito e cauda eram semelhantes às encontradas em pássaros como o beija-flor, revelando suas características brilhantes e coloridas.

FÓSSIL LOCALIZADO NA CHINA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Fonte: Revista Galileu

segunda-feira, 5 de março de 2018

Fóssil encontrado no Egito revela trajetória desconhecida dos dinossauros

Espécie foi considerada o "Santo Graal" da paleontologia

CONCEPÇÃO ARTÍSTICA DO RECÉM DESCOBERTO MANSOURASAURUS.
(FOTO: CARNEGIE MUSEUM OF NATURAL HISTORY / ANDREW MCAFEE)
Durante boa parte do tempo que os dinossauros caminharam sobre a Terra, os continentes estavam unidos. O supercontinente Pangea só começou a se dividir, a caminho da configuração geográfica atual, durante o período Cretáceo, entre 145 e 65 milhões de anos atrás. Como os gigantescos e extintos animais lidaram com a separação, no entanto, sempre foi um mistério para os paleontólogos.


Principalmente na África, onde as regiões com maior potencial para encontrar fósseis estão cobertas por florestas, tornando difícil a tarefa de encontrar vestígios de dinossauros que viveram por lá no final do Cretáceo, imediatamente antes do meteoro que os eliminaram da face da Terra.Uma nova descoberta, no entanto, ajuda a preencher essa lacuna na história dos répteis gigantes.

Batizado de Mansourasaurus shahinae, em homenagem à Universidade de Mansoura, de onde saiu o grupo de pesquisa que encontrou os fósseis do animal, foi descoberto próximo ao oásis Dakhla, em meio ao deserto do saara, no Egito. 


Herbívoro, com um longo pescoço e o comprimento de um ônibus, eles são mais parecidos às espécies previamente encontradas na Europa e Ásia que na América do Sul e no sul do continente africano. Esse fato indica que pelo menos alguns dinossauros podem ter se locomovido entre África e Europa pouco antes de serem extintos.

ESQUELETO RECONSTRUÍDO DO MANSOURASAURO. EM AZUL OS OSSOS PRESERVADOS NO FÓSSIL. 
(FOTO: ANDREW MCAFEE, CARNEGIE MUSEUM OF NATURAL HISTORY)

“Os últimos dinossauros da África não estavam completamente isolados, ao contrário do que alguns pesquisadores propuseram no passado”, afirma Eric Gorscak, pesquisador no Museu Field de História Natural, nos Estados Unidos. “Ainda existiam conexões com a Europa."

O Mansorasaurus pertence ao grupo dos titanosauros, que inclui alguns dos maiores dinossauros que existiram, como o Dreadnoughtus e o Argentinosauro. Esse, porém, não era tão grande assim, com peso aproximado de um elefante africano. Sua importância, porém, se deve ao fato de ser o mais completo dinossauro da espécie do fim do Cretáceo encontrado na África.


“Quando eu vi as fotos dos fósseis, meu queixo caiu. Era o Santo Graal que os paleontólogos estavam procurando por um longo, longo tempo”, contou Matt Lamanna, paleontólogo Museu Carnigie de História Natural, coautor do estudo.

Fonte: Revista Galileu

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Rastros de dinossauros são encontrados no estacionamento da NASA

Dinossauros e mamíferos passaram pelo estacionamento da agência espacial norte-americana há 100 milhões de anos

FOTO: NASA

Em 2012, o cientistaRay Stanford se deparou com um pedaço de uma pedra saindo do asfalto do estacionamento do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. Ao analisar a descoberta, ele se deparou com muito mais: pegadas que mamíferos e dinossauros deixaram há pelo menos 100 milhões de anos.

Em estudo publicado no periódico Scientific Reports, Stanford e especialistas da agência espacial americana, um paleontólogo da Universidade do Colorado em Denver e do Museu de História Natural Smithsonian relatam que a descoberta é uma das primeiras evidências das duas classes de animais interagindo entre si no passado.

FOTO: NASA

Com cerca de 2,4 metros de largura, a amostra encontrada possui cerca de 70 pegadas de oito espécies, incluindo mamíferos pequenos e dinossauros enormes. Os pesquisadores acreditam que os animais tenham passado por ali no mesmo período, e que o local tenha sido um pântano onde as espécies deixaram pegadas. "A concentração de pegadas de mamíferos nesse local é de uma magnitude bem maior do que qualquer outro lugar do mundo", afirmou Martin Lockley, paleontólogo da Universidade do Colorado em Denver, em anúncio.

Cada pegada tem sua própria história. A de um nodossauro adulto, por exemplo, vinha acompanhada da de um filhote da espécie, demonstrando que os dois estavam viajando juntos. Também foram identificados rastros de saurópodes, terópodas, dinossauros carnívoras parecidos com o velociraptor e o T-rex, bem como pterossauros.  

FOTO: NASA

Já os mamíferos eram pequenos em sua maioria, do tamanho de esquilos e cachorros, como a maioria dos animais do tipo descobertos da época. Os paleontólogos acreditam que os mamíferos estavam andando juntos em busca de vermes e larvas para se alimentar e provavelmente fugindo das espécies de dinossauros carnívoros.

FOTO: NASA

"É como uma máquina do tempo", afirmou Stanford. "Podemos ter uma noção de como foram alguns dias de atividade desses animais. Vemos a interação e como passaram uns pelos outros. Isso vai nos permitir analisar melhor os primórdios da Terra. É muito empolgante."

Fonte: Revista Galileu