quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Jacaré abocanha tartaruga inteira nos Estados Unidos

Um jacaré faminto foi flagrado abocanhando uma tartaruga inteira num parque florestal localizado na Flórida, nos Estados Unidos. A foto foi feita no Everglades National Park e publicada no Facebook.
Na rede social o parque fez uma legenda bem humorada para a imagem, brincando com a “felicidade” do animal em fazer a refeição: “Pensamentos de Natal de um jacaré americano: Papai Noel realmente existe!”.
O Everglades é considerado a única área sub-tropical preservada da América do Norte. O local é famoso por abrigar uma grande quantidade de pássaros, crocodilos e jacarés.




Fonte: Extra Globo

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Jacaré devora cobra após batalha em parque da Flórida, nos Estados Unidos

Uma batalha entre uma cobra píton e um jacaré do Everglades National Park, nos Estados Unidos, terminou com o jacaré devorando a rival. O flagra da “refeição” foi postado no Facebook na última segunda-feira.
De acordo com informações do parque, uma testemunha viu o jacaré se movendo muito rapidamente para debaixo de uma ponte e, então, resolveu contactar os guardas.
As pítons são consideradas espécies invasoras no Everglades, por não serem naturais do local. Segundo o parque, às vezes, os jacarés são predadores das cobras; outras, são eles que acabam devorados por elas.



Fonte: Extra Globo

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Sexo entre cobras em telhado de casa acorda moradores na Austrália

Casal de répteis escolheu local pelo segundo ano seguido.
Expert afirma que arquitetura da casa é ótima para animais procriarem.


 Um casal de australianos foi surpreendido pela segunda vez por uma dupla que escolheu a casa deles como ‘ninho do amor’. O problema é que se tratam de duas serpentes do gênero Morelia com dois metros de extensão.

De acordo com o site de notícias ‘news.com.au”, Ron and Vicki Degenhart, residentes da cidade de Townsville, afirmaram que os répteis começaram na última semana uma sessão de amor fervorosa. “Eles começaram no teto da casa e você podia ouvi-los fazendo barulhos característicos”, disse o senhor.


Barulho causado pelo casal de répteis acordou os donos da casa (Foto: Reprodução)

 O especialista em vida selvagem afirmou que casas ao estilo arquitetônico Queenslander fornecem um “quarto” com condições ideais para qualquer gambá ou roedor que queira procriar. “Você e sua esposa podem ‘mandar ver’ no quarto, enquanto as cobras fazem o mesmo no telhado”, disse o expert.

Fonte: G1

sábado, 14 de dezembro de 2013

Polícia apreende cobras gigantes em casa nos EUA

Caso ocorreu em Beaumont, no estado do Texas.
Autoridades confiscaram pítons birmanesas de 3,66 e 3,96 m.



Duas cobras de 3,66 e 3,96 metros foram apreendidas na segunda-feira (20) pelas autoridades americanas em uma casa de Beaumont, no Texas. Um veterinário examinou as duas pítons birmanesas e destacou que elas estavam em boas condições de saúde.

Duas pítons de 3,66 e 3,96 m foram apreendidas em Beaumont (Foto: Guiseppe Barranco/The Enterprise/AP)

Fonte: G1

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Perito 'brinca' com cobra venenosa após resgatá-la na Austrália

Cobra foi encontrada na frente de uma residência em Sydney.
Réptil venenoso estava em cima de uma árvore.


 Um perito especialista em cobras retirou o réptil de uma árvore em frente a uma casa de Sydney, na Austrália. Os inquilinos se assustaram com a cobra "bizarra" e ligaram para a emergência.

A cobra verde encontrada no lugar era de uma das espécies mais venenosas, segundo o perito. Ao recolher o animal, o perito brincou com a cobra e a levou para um local apropriado.

A Austrália é o lar de algumas das espécies mais venenosas que prosperam em áreas urbanas, onde caixotes de lixo atraem presas, como ratos e camundongos.

Perito pega cobra encontrada em uma árvore na frente de uma casa em Sydney (Foto: Saeed Khan/ AFP)

Inquilinos da casa se assustaram com réptil e chamaram o perito (Foto: Saeed Khan/ AFP)
Cobra verde encontrada é uma das espécies mais venenosas no país (Foto: Saeed Khan/ AFP)
Fonte: G1

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Professor adota cobra encontrada em tubulação de esgoto nos EUA

Réptil foi encontrado por trabalhadores de uma construção em Nova Jérsei.
Gerald Zelenka 'pegou' a cobra no controle de animais em Clifton.


 Um professor de biologia aposentando adotou um animal inusitado para ter de estimação nos Estados Unidos - uma cobra do gênero píton. Gerald Zelenka conseguiu a "guarda" do animal em um centro de controle na cidade de Clifton, no estado de Nova Jérsei.

Segundo o centro de controle de animais da cidade, trabalhadores de uma construção encontraram o réptil em uma linha de esgoto, a dez metros de profundidade, e o levaram para o abrigo.


Gerald Zelenka, um professor de biologia aposentado, adota uma cobra como animal de estimação nos EUA (Foto: Marko Georgiev, The Record of Bergen County/ AP)

Fonte: G1

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Cobras venenosas são flagradas durante dança do acasalamento

Biúta é uma das cobras mais mortais na África.
Cena ocorreu no Parque Nacional de Nairobi, no Quênia.


Duas  cobras venenosas foram flagradas durante o acasalamento no Parque Nacional de Nairobi, no Quênia. A biúta (Bitis arietans)  é uma das cobras mais mortais na África.



Duas cobras venenosas foram flagradas durante o acasalamento (Foto: Goran Tomasevic/Reuters)
A biúta (Bitis arietans) é uma das cobras mais mortais na África (Foto: Goran Tomasevic/Reuters)

Fonte: G1

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Vídeo falso de cobra gigante que teria sido capturada nos EUA faz sucesso

Vídeo diz que cobra gigante teria sido capturada na Carolina do Norte.
Imagem do réptil circula desde 2012 na web e teria sido feita na Indonésia.


Um falso vídeo publicado no YouTube que mostra um cobra de quase 320 quilos que teria sido capturada em um lago em Proctor, no estado da Carolina do Norte (EUA), alcançou quase 200 mil visualizações. Assista ao vídeo.

Falso vídeo mostra um cobra gigante que teria sido capturada nos EUA (Foto: Reprodução/YouTube/EpicToolTime)

Segundo a emissora de TV Fox, a imagem da cobra gigante apareceu pela primeira vez em novembro de 2012, quando foi postada em um fórum na internet na indonésia.

Pouco tempo depois, a foto virou notícia em um jornal indonésio, que destacou que ela teria sido tirada em 1º de novembro de 2012, no distrito Belinyu, na província indonésia de Bangka-Belitung.

Fonte:
G1

domingo, 1 de dezembro de 2013

Cobra achada em avião provoca cancelamento de voo na Austrália

Voo iria de Sydney (Austrália) para a Tóquio (Japão).
Passageiros foram levados para hotel.


Uma cobra exótica encontrada em um avião da Qantas provocou o cancelamento de um voo que iria de Sydney (Austrália) para a Tóquio (Japão). O réptil foi achado antes de os cerca de 370 passageiros embarcarem na aeronave.



Cobra exótica encontrada em avião da Qantas provocou o cancelamento de voo (Foto: Australian Department of Agriculture/AFP)

Os passageiros foram levados para um hotel e só embarcaram na manhã desta segunda-feira após a companhia conseguir outra aeronave.

Segundo o Departamento Australiano de Agricultura, a cobra encontrada é da espécie Euprepiophis mandarinus,  sendo originária da Ásia.

Fonte: G1

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Esqueleto de dinossauro é vendido por R$ 1,5 milhão na Inglaterra

Fóssil do diplodoco tem 17 m de comprimento e 6 m de altura.
Esqueleto foi vendido nesta quarta-feira em leilão em Londres.

O esqueleto completo de um dinossauro diplodoco foi vendido por 400 mil libras (R$ 1,5 milhão) em um leilão nesta quarta-feira (27) em Londres, na Inglaterra.

Esqueleto completo de um dinossauro diplodoco foi vendido por 400 mil libras (R$ 1,5 milhão) (Foto: Luke MacGregor/Reuters)

Apelidado de Misty, o fóssil de 17 metros de comprimento  e seis metros de altura, que remonta o animal pré-histórico de 150 milhões de anos atrás, foi vendido abaixo do preço estimado, que era de 600 mil libras.
Segundo a casa de leilões "Summers Place", há poucos esqueletos de diplodoco, um dinossauro herbívoro, conhecidos no mundo.

Fonte: G1

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Spa oferece massagem corporal com serpentes na Indonésia

Cliente recebe sessão de massagem corporal com serpentes no spa Bali Heritage, em Jacarta (Indonésia). O contador Ferdi Tilukay, 31, fechou os olhos e sorriu enquanto as três cobras enormes deslizaram por seu corpo.

Romeo Gacad/AFP

Fonte: UOL

Nova espécie de dinossauro é descoberta nos Estados Unidos

'Siats meekerorum' viveu durante o Cretáceo Superior. 
Espécie carnívora conviveu com os tiranossauros há 98 milhões de anos.

Os Siats eram muito maiores do que os tiranossauros, aponta estudo (Foto: Lindsay Zanno, artist: Julio Lacerda)

Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte publicaram nesta sexta-feira (22) estudo em que descrevem uma nova espécie de dinossauro carnívoro que conviveu com os tiranossauros há 98 milhões de anos. Segundo a pesquisa, trata-se de um dos três maiores dinossauros da América do Norte.
O dinossauro descoberto foi nomeado Siats meekerorum. Considerado o “predador ápice” de seu tempo, ele pertence aos Carcarodontossauros, um grupo de carnívoros gigantes que inclui os maiores dinossauros predadores já descobertos, como os Acrocanthossauros, que percorriam a América do Norte 10 milhões de anos antes e foram descobertos em 1950.
O esqueleto parcial do Siats meekerorum foi encontrado pelo paleontóloga Lindsay Zanno e seu colega Peter Makovicky, do Museu de História Natural de Chicago, nas Montanhas Rochosas de Utah, em 2008.
Os ossos encontrados pertenciam a um indivíduo jovem que tinha mais de 9 metros de comprimento e pesava pelo menos 4 toneladas, diz o estudo.

Os pesquisadores estimam que um Siats adulto deveria ter o tamanho de um Acrocanthossaurus, o que faz com que as duas espécies disputassem o posto de segundo maior dinossauro predador, atrás apenas do Tyranossaurus rex.
O Siats pertence ao subgrupo dos Neovenatoridae, que inclui outros de corpo menor e já foram encontrados na Europa, América do Sul, China, Japão e Austrália. É a primeira vez que eles são descobertos na América do Norte. 
Os Siats viveram onde hoje é o estado de Utah durante o período Cretáceo Superior (de 100 milhões de anos a 66 milhões de anos atrás). Até então não se sabia quem eram os maiores carnívoros na América do Norte neste período.
A pesquisa conclui que os Siats teriam impedido os tiranossauros, que inicialmente eram menores, de tomar seu lugar no topo da cadeia alimentar, o que aconteceu apenas depois que os Carcarodontossauros desapareceram. Somente a partir daí é que os tiranossauros teriam evoluído e aumentado de tamanho a ponto de se tornarem os maiores gigantes predadores.
A descoberta preenche a lacuna de mais de 30 milhões de anos nos registros de fósseis, durante o período em que o papel de maior predador passou dos Carcarodontossauros, no Cretáceo Inferior, para os tiranossauros no Cretáceo Superior. O habitat incluía vegetação e água abundante que permitiam a convivência de dinossauros herbívoros, tartarugas, crocodilos e peixes gigantes.
Os pesquisadores afirmam que descobriram mais duas novas espécies de dinossauros que habitavam a região na mesma época, mas elas ainda têm que ser descritas pela equipe.

Ilustração mostra o Siats meekerorum (Foto: Jorge Gonzales)

Fonte: G1

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Esqueleto de dinossauro é posto à venda por R$ 2,1 milhões na Inglaterra

Fóssil do diplodoco tem 17 m de comprimento e 6 m de altura.
Segundo museu, esqueleto completo remonta há 150 milhões de anos.

O esqueleto completo de um dinossauro diplodoco será colocado à venda em um leilão em novembro na Inglaterra.

Esqueleto completo de dinossauro diplodoco será colocado à venda em leilão (Foto: AFP)

Apelidado de Misty, o fóssil de 17 metros de comprimento  e seis metros de altura, que remonta há 150 milhões de anos, tem preço estimado de 600 mil libras (R$ 2,1 milhões).
Segundo a casa de leilões "Summers Place", há poucos esqueletos de diplodoco, um dinossauro herbívoro, conhecidos no mundo.

Fonte: G1

Caçador de fósseis fracassa ao tentar leiloar dinossauros por R$ 20 milhões

Americano Clayton Phipps esperava vender esqueletos de duas espécies.
Fóssil de réptil mais caro já arrematado é de T-Rex e custou quase 19 mi.

Dinossauro provavelmente da espécie 'Nanotyrannus lancensis' é visto em Nova York (Foto: Seth Wenig/AP)

Um "caçador de fósseis" fracassou ao tentar leiloar o esqueleto quase completo de dois dinossauros por US$ 7 milhões a US$ 9 milhões (R$ 15,8 a R$ 20,4 milhões) nos EUA. Morador de Montana, Clayton Phipps fez suas descobertas em 2006, em um rancho vizinho, e colocou as peças à disposição da casa de leilões Bonhams, em Nova York, na terça-feira (19).

O valor máximo oferecido pelos interessados, porém, foi de US$ 5,5 milhões (R$ 12,4 milhões), segundo a agência Reuters. Como o lance mínimo não foi atingido, os objetos poderão ser negociados diretamente com museus americanos.
Até o momento, o preço recorde alcançado por um fóssil de dinossauro posto à venda foi de pouco mais de US$ 8,36 milhões (quase 19 milhões), em outubro de 1997. O esqueleto era de um Tiranossauro Rex encontrado em 1990, no estado de Dakota do Sul, e leiloado pela Sotheby’s. Atualmente, esse fóssil – conhecido como Sue – está exposto no Museu Field de História Natural, em Chicago.
Já os fósseis de Phipps pertencem, provavelmente, às espécies Nanotyrannus lancensis, um parente menor do T-Rex, e Chasmosaurine ceratopsian, parente próximo do Triceratops, que viveu no fim do período Cretáceo, há 65 milhões de anos. Cientistas acreditam que os dois répteis morreram lutando um contra o outro.
"Sou apenas o cara sortudo que acabou tropeçando e encontrando esses dinossauros. Valorizo os paleontólogos profissionais que compreendem a importância do que nós, amadores, estamos fazendo. Espero que os fósseis sejam estudados academicamente, pois quero saber mais sobre eles", disse Phipps à agência Associated Press.

Modelo recria posição em que os dois dinossauros foram encontrados nos EUA (Foto: Seth Wenig/AP)

Esses esqueletos – encontrados ainda com tecido de pele – foram exibidos em uma praça perto da casa Bonhams até o leilão. Eles foram divididos em quatro grandes blocos, pois pesam 40 toneladas no total.
Na opinião de Kirk Johnson, diretor do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian, em Washington, a descoberta é original, significativa e tem certamente grande valor científico e de exibição.
Segundo o codiretor de consultoria de história natural da Bonhams, Thomas Lindgren, os cientistas ainda terão que determinar se o ceratopsian se trata de fato de uma nova espécie. Ainda que não seja, trata-se de um dos espécimes mais raros desse tipo já visto, avaliou.
O paleontólogo Jack Horner, da Universidade do Estado de Montana, fez críticas à descoberta e disse que esses fósseis não valem nada e foram coletados apenas para venda, e não especificamente para a ciência.
Phipps, porém, espera que um comprador rico doe os esqueletos a alguma instituição pública, como foi o caso do T-Rex Sue.

Esqueleto de 'Chasmosaurine ceratopsian' apresentado como parte de leilão na Bonhams, em Nova York (Foto: Shannon Stapleton/Reuters )

Crânio de 'Nanotyrannus lancensis' é exibido em casa de leilões (Foto: Shannon Stapleton/Reuters)


Clayton Phipps com um dos fósseis; garras do que seria um 'Nanotyrannus lancensis' (Foto: Seth Wenig/AP)


Crânio de 'ceratopsian' é apresentado em praça de Nova York (Foto: Seth Wenig/AP)


Imagem de 19 de agosto de 2006, época da descoberta dos dinossauros em Montana (Foto: Seth Wenig/AP)

Pata de 'ceratopsian' exibida em Nova York antes de leilão pela casa Bonhams (Foto: Seth Wenig/AP)

Fonte: G1

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Como funcionam as cobras

por Lacy Perry - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Introdução

Desde seu papel como a criatura que tentou Eva na Bíblia até suas aparições regulares nos livros e filmes de Harry Potter, as cobras têm serpenteado pelo mundo da mitologia e cultura popular em lendas originadas do medo e da fascinação.

Em mais de 130 milhões de anos sobre a face da Terra, as cobras se desenvolveram como vertebrados altamente versáteis, esnobando sua habilidade de escalar verticalmente, arremessar-se na água e em algumas espécies até voar - e tudo sem a presença de membros. Junte toda essa mobilidade, sua onipresença por todo o globo e uma picada às vezes fatal e você entenderá por que elas são mitos tão fenomenais.

Cobra Cottonmouth

Neste artigo vamos verter um pouco do seu mistério. Você aprenderá como as cobras se defendem, como matam e comem suas presas, como atraem seus parceiros e se reproduzem, e ainda vai ficar cobra em conhecer algumas espécies fascinantes. 

Noções básicas sobre as cobras

Existem 2.700 espécies conhecidas de cobras e todos esses répteis compartilham das mesmas características:
têm corpos finos, lineares e sem membros;
são carnívoros;
têm sangue frio (são ectotérmicos), o que significa que sua temperatura interna varia com a temperatura do ambiente.

Foto cedida por Ray Rauch, U.S. Fish e Wildlife Service
Cobra Copperhead
Há uma boa razão para as cobras parecem lagartos sem pernas: ambos constituem a ordem Squamata, que é dividida nas subordens Sauria para os lagartos e Ophidia para as cobras. Como as cobras são alongadas, seus órgãos são dispostos linearmente, mas no restante elas são iguais aos demais vertebrados. Há uma caixa óssea guardando o cérebro e os órgãos sensoriais ficam na cabeça, possuindo quase todos os sentidos que nós humanos, mas com algumas modificações:

Audição - embora as cobras não tenham orelhas, as ondas de som provenientes do ar atingem sua pele e são transferidas dos músculos para o osso. Quando o som atinge o osso do ouvido sob o crânio, envia vibrações para o ouvido interno, sendo o som processado pelo cérebro;

Visão - as cobras não vêem cores, mas seus olhos têm uma combinação de receptores luminosos: bastonetes que provêm uma visão fraca porém indistinta de luz e cones que produzem imagens claras. A complexidade dos olhos varia entre as espécies devido aos seus diferentes estilos de vida. As cobras que vivem primordialmente em locais subterrâneos, por exemplo, têm olhos menores que processam somente claro e escuro, mas cobras que vivem acima do solo e usam a visão para caçar têm visão cristalina e uma boa percepção de profundidade. Algumas espécies, especificamente as jibóias e as pítons, têm um segundo instrumento visual: órgãos receptores dentro de sulcos nas suas cabeças percebem as fontes de calor nos arredores como se fossem óculos infravermelhos, uma habilidade bastante útil para a caça noturna de animais de sangue quente;

Foto cedida pelo Zoológico de Saint Louis
Corallus annulatus
Olfato - como os humanos, as cobras inspiram os odores que há no ar para dentro das aberturas nasais e os levam para uma câmara olfatória onde é feito o processamento; ainda assim, as cobras têm um sistema secundário. Quando uma cobra vibra sua língua, ela está juntando partículas de odor, que são transferidas para duas bolsas cheias de fluido no céu da boca, os órgãos de Jacobson, e depois para uma segunda câmara olfatória menor. A língua é usada apenas para ajudar nesse processo; as cobras não têm o sentido do paladar.



O trato digestório percorre quase toda a extensão do corpo e inclui a boca, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus, todos podendo se distender para digerir presas maiores do que o diâmetro da própria cobra (veja a seção sobre alimentação). Quando sua boca está cheia, ela precisa estender sua traquéia (tubo respiratório) além da comida e para fora de modo a continuar respirando. As cobras não têm um diafragma como as pessoas, portanto fazem o ar entrar e sair dos pulmões estreitando a caixa torácica, para empurrar o ar para fora, e depois alargando-a, para criar um vácuo que suga o ar para dentro. Após cada ciclo respiratório elas experimentam uma apnéia, parada respiratória que dura de poucos segundos até alguns minutos. Para processar o oxigênio, todas as cobras têm um pulmão direito alongado; muitas têm também um pulmão esquerdo menor e algumas têm até um terceiro pulmão ao longo da traquéia.

Cobras de duas cabeças

As cobras de duas cabeças se parecem menos com os assustadores monstros cheios de cabeças da mitologia e mais com gêmeos siameses. Dentro da cobra mãe, um embrião começa a dividir-se para criar gêmeos idênticos, mas o processo não é finalizado, deixando parte da cobra dividida e as outras partes ligadas.

Diferentemente das criaturas mitológicas, cujas múltiplas cabeças as tornam significativamente mais perigosas, as cobras de duas cabeças raramente sobrevivem em um ambiente selvagem. Com duas cabeças, os sentidos ficam duplicados: quando elas percebem a presa, as cabeças disputam para ver quem vai comê-la. Para piorar as coisas, se uma cabeça sentir cheiro de comida na outra, tentará comer a outra cabeça.                                                                
Foto cedida pelo Zoológico de Saint Louis

No início da década de 80, uma cobra-touro com duas cabeças foi doada para o Zoológico de Saint Louis. Ela cresceu até ficar com 90 cm de comprimento e viveu 2 anos e meio, um tempo extraordinariamente longo para animais com duas cabeças. A cobra tinha uma cabeça direita dominante e os funcionários tinham que colocar uma divisória entre as duas cabeças ao alimentar a cobra para que ela não lutasse contra si mesma.

Estrutura e crescimento

O comprimento das cobras varia de 10 cm a mais de 10 metros. Centenas de minúsculas vértebras e costelas cobrem essa distância e se conectam umas às outras através de um sistema complexo de músculos, criando uma flexibilidade incomparável. Uma pele extremamente elástica se prende aos músculos e é coberta por escamas feitas de queratina, a mesma substância das nossas unhas. As escamas são produzidas pela epiderme, a camada externa da pele. À medida que a cobra cresce, o número e padrão das suas escamas permanece o mesmo, embora a cobra troque suas escamas muitas vezes no curso da vida.
Ao contrário das pessoas, que descamam constantemente a pele gasta soltando minúsculos pedaços, as cobras trocam todas as suas escamas e a pele externa de uma vez só durante um processo chamado de troca de pele. Quando a pele e as escamas começam a ficar gastas pelo tempo e atrito, a epiderme começa a criar novas células para separar a pele velha da camada interna que está se desenvolvendo. As novas células se liqüefazem, fazendo a camada externa amolecer. Quando a camada externa está pronta para cair, a cobra raspa as margens da sua boca contra uma superfície dura, como uma pedra, até que a camada externa comece a se enrolar ao redor da cabeça. Ela continua se raspando e rastejando até ficar completamente livre da pele morta. O processo de troca de pele, que leva cerca de 14 dias, é repetido de tempos em tempos - alguns dias ou até alguns meses.
Como as pessoas, as cobras crescem rapidamente até atingirem a maturidade, o que pode levar de 1 a 9 anos; contudo, seu crescimento, embora seja muito mais lento depois da maturidade, nunca pára. Esse é um fenômeno conhecido como crescimento interminável. Dependendo da espécie, as cobras podem viver desde 4 até mais de 25 anos.

Foto cedida por U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration
Crotalus cerastes

Locomoção

A explicação sobre a agilidade das cobras – centenas de vértebras e costelas – está intimamente ligada a sua locomoção: escamas ventrais. Essas escamas retangulares especializadas cobrem a parte de baixo da cobra, correspondendo diretamente ao número de costelas. As margens de baixo das escamas ventrais funcionam como a superfície de um pneu, aderindo ao solo e fazendo a propulsão da cobra para frente.

As cobras têm quatro métodos de movimento:


  • serpentino - esse movimento em forma de S, também conhecido como locomoção ondulatória, é usado pela maioria das cobras terrestres e aquáticas. Começando no pescoço, a cobra contrai seus músculos, impulsionando seu corpo de um lado para o outro, criando uma série de curvas. Na água esse movimento facilmente faz a propulsão da cobra para frente porque em cada contração ela empurra para trás parte do corpo d'água. Na terra, a cobra geralmente encontra pontos de resistência na superfície, como pedras, ramos ou saliências, usando suas escamas para empurrar todos os pontos de uma só vez, impulsionando-se para a frente;

Uma espécie de cascavel usando as pedras como pontos de resistência
  • ondulação lateral - em ambientes com poucos pontos de resistência, as cobras podem usar uma variação do movimento de serpentina para se locomover. Contraindo seus músculos e arremessando o corpo, elas criam uma forma de S que tem apenas dois pontos de contato com o solo; quando se impulsionam, movem-se lateralmente. Uma boa parte do corpo fica fora do solo enquanto ela se move;
  • retilíneo - um método muito mais lento para movimentar-se é o estilo lagarta ou locomoção retilínea. Essa técnica também contrai o corpo em curvas mas essas ondas são bem menores e se curvam para cima e para baixo, ao invés de para os lados. Quando uma cobra usa o movimento de lagarta, os topos de cada curva levantam acima do solo enquanto as escamas ventrais da base empurram o chão, criando um efeito encrespado similar a uma lagarta se movendo;
  • sanfonado - os métodos anteriores funcionam bem para superfícies horizontais, mas as cobras escalam usando a técnica sanfonada. A cobra estende a cabeça e a frente do corpo ao longo da superfície vertical e então encontra um lugar para agarrar com suas escamas ventrais. Para conseguir se firmar bem, ela amontoa o meio do seu corpo em curvas apertadas que agarram a superfície ao mesmo tempo que traciona a parte de trás para cima; ela então salta para frente para encontrar um novo local para agarrar com suas escamas.

Alimentação

Embora as várias espécies de cobras tenham métodos diferentes de encontrar e pegar a presa, todas comem basicamente do mesmo modo. Suas mandíbulas incrivelmente expansíveis possibilitam-lhes capturar animais de tamanho muito maior e engoli-los inteiros. Enquanto a mandíbula superior do homem é fundida ao crânio e portanto imóvel, a mandíbula superior da cobra está ligada à caixa craniana através de músculos, ligamentos e tendões, o que permite mobilidade de frente para trás e de um lado para o outro. A mandíbula superior se liga à mandíbula inferior pelo osso quadrado, que funciona como uma dobradiça dupla de modo que a mandíbula inferior pode se deslocar, permitindo que a boca abra em até 150 graus. Além disso, os ossos que formam os lados das mandíbulas não estão fundidos na frente, como no queixo humano; em vez disso estão ligados pelo tecido muscular, permitindo que os lados se separem e movam independentemente uns dos outros. Toda essa flexibilidade é útil quando a cobra encontra uma presa maior do que a própria cabeça: a cabeça pode esticar para acomodar a presa.



Quando a cobra está pronta para comer, ela abre a boca e começa a "andar" com sua mandíbula inferior em direção à presa, ao mesmo tempo que o dentes curvados para trás seguram o animal (um lado da mandíbula puxa para dentro enquanto o outro se move para a frente para dar a próxima mordida). A cobra molha completamente a presa com saliva e por fim a traciona para dentro do esôfago. A partir daí, usa seus músculos para simultaneamente esmagar a comida e empurrá-la mais para dentro do trato digestório, onde é digerida e os nutrientes resultantes absorvidos.

Mesmo com todas essas vantagens, comer um animal vivo pode ser um desafio. Por causa disso, algumas cobras têm desenvolvido a habilidade de injetar veneno na presa para matar ou subjugar o animal antes de comê-lo. Algum veneno inclusive ajuda a iniciar o processo de digestão. Cobras com esse eficiente instrumento precisam de um modo igualmente eficiente de colocar o veneno dentro do sistema do animal: presas.

À frente ou no fundo de sua mandíbula superior, as cobras venenosas têm dois dentes afiados que são perfurados para permitir que o veneno passe por eles. Assim que uma cobra ataca, inserindo os dentes na presa, o veneno é comprimido das glândulas abaixo de cada olho para dentro do duto de veneno (pensa-se que durante seu trajeto, mais glândulas liberam compostos que o tornam mais eficiente) e sai pelo canal que está dentro das presas.


Nas cobras não venenosas, constritoras, os dentes são fixos; em cobras com presas longas (com sulcos), os dentes se dobram para trás dentro da boca quando não estão em uso; caso contrário, a cobra poderia perfurar a base da própria boca.

Embora as espécies de cobras venenosas, que são apenas um quinto de todas as cobras, tenham cada uma seu próprio veneno especial, mostramos a seguir os três tipos mais importantes de toxinas encontradas no veneno das cobras:

  • neurotoxinas - afetam o sistema nervoso, deprimindo os centros nervosos e geralmente fazendo parar a respiração;
  • cardiotoxinas - deterioram os músculos do coração fazendo com que pare de bater;
  • hemotoxinas - fazem os vasos sangüíneos se romperem, resultando em hemorragia interna generalizada.
Alguns venenos podem incluir também aglutininas, que fazem o sangue coagular, ou anticoagulantes, que deixam o sangue ralo. A maior parte dos venenos de cobra usa vários desses compostos para ter um efeito combinado mortal.
Algumas cobras tiram a vida de sua presa de outra maneira: constrição. Assim que a cobra tem o animal firmemente preso nas suas mandíbulas, ela enrola seu corpo em espirais em torno da presa. Quando o animal expira, deixando sair o ar da cavidade do seu corpo, a cobra contrai seu poderoso sistema de músculos para apertar as espirais, espremendo o corpo de modo que o animal não consegue inspirar novamente. De acordo com um estudo feito em 2002 pela Carnegie Mellon University, dependendo do tamanho, uma cobra constritora pode aplicar 400 a 800 gramas de pressão por centímetro quadrado. Embora essa pressão sufoque a presa por comprimir os pulmões, pode também ter o mesmo efeito no coração, acelerando significativamente a morte.

Sexo das cobras

Alguém pode pensar que não ter membros atrapalha a vida amorosa, mas não é o caso das cobras. Quando uma cobra fêmea está pronta para copular, ela começa a liberar um perfume especial (feromônio) das glândulas da pele que têm nas costas. Quando sai para sua rotina diária, ela deixa um rastro de odor à medida em que se impulsiona sobre os pontos de resistência do solo (veja em Locomoção). Se um macho sexualmente maduro capta seu perfume, ele segue seu rastro até encontrá-la. A cobra macho começa a cortejar a fêmea, batendo com seu queixo na parte de trás da cabeça da fêmea, e rastejando sobre ela. Quando ela está desejosa, levanta a cauda. Nesse ponto, ele enrola sua cauda em torno da cauda dela para que a base de suas caudas se encontrem na cloaca (o ponto de saída para excreções e fluido reprodutivo). O macho insere seus dois órgãos sexuais, os hemipênis, que então se estendem e liberam esperma. O sexo das cobras geralmente dura uma hora, mas pode durar até um dia inteiro.
As cobras fêmeas se reproduzem uma ou duas vezes por ano; contudo, os métodos de parto variam entre as espécies. Algumas cobras dão a luz a filhotes formados (desde 1 até 150 por vez), enquanto que outras colocam ovos (de 1 até 100 por vez); algumas inclusive combinam esses métodos, guardando os ovos internamente até que se rompam, dando à luz filhotes já formados. No geral, as cobras não sentam sobre seus ovos como as galinhas, mas em alguns casos protegem os ovos e filhotes por alguns dias depois que nascem.

Foto cedida por Morguefile
Elaphe guttata se refrescando na água

Fonte: HowStuffWorks Brasil

sábado, 16 de novembro de 2013

Nova espécie de dinossauro achada em MT é estudada por pesquisadores

Fósseis de espécie herbívora foram encontrados no município de Tesouro.
Animal tinha entre 8 e 10m de altura e era da família dos titanossauros.

Carolina Holland
Do G1 MT

O fóssil de uma nova espécie de dinossauro descoberta em Mato Grosso está em fase de estudo por pesquisadores de Mato Grosso e do Rio de Janeiro. Os vestígios do animal, que era herbívoro, tinha entre 8 e 10 metros de altura e pertencia à família dos titanossauros, foram descobertos em 2002, no município de Tesouro, a 385 km de Cuiabá.
Um dos responsáveis pelos trabalhos é o doutor em paleontologia Alexander Kellner, de 52 anos, do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Nascido em Liechtenstein, mas naturalizado brasileiro, ele também foi um dos descreveram o primeiro fóssil de dinossauro encontrado em solo mato-grossense, o abelissauro.
O fóssil atualmente em pesquisa é composto por coluna vertebral, braços e pernas. O paleontólogo evita dar muita informação sobre o dinossauro. “Não se costuma falar muito de um animal que está sendo descrito ainda”, justifica Kellner, que já descreveu cerca de 50 espécies de animais e, entre eles, aproximadamente 10 dinossauros.
O material ficou parado por um bom tempo no museu nacional, diz o estudioso, e não há prazo para que a descrição fique pronta. Além do tamanho dos dinossauros em si, um dos entraves para a pesquisa é a falta de verba, aponta Kellner.
“Até porque os pesquisadores não estudam só essas espécies. E os dinossauros, por serem muito grandes, demandam mais tempo e mais dinheiro. Uma das grandes dificuldades é remover o sedimento que envolve o fóssil”, comenta.
Um dos exemplos da demora nesse processo é a descrição do abelissauro, há pouco mais de uma década. A vértebra caudal e uma vértebra da coluna foram encontrados no distrito Jangada Roncador, de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, na década de 60, mas o animal só foi descrito cerca de 40 anos depois. O fóssil permaneceu décadas no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e acabou sendo estudado por pesquisadores do Museu Nacional do Rio de Janeiro.
O animal ganhou o nome de Pycnonemossaurus nevesi e o apelido de “lagarto de Abel”. O dinossauro era carnívoro, podia chegar a 4 metros de altura e viveu há aproximadamente 70 milhões de anos. Uma réplica de 2,20 metros de altura e 7 de cumprimento pode ser vista no Museu de Pré-História Casa Dom Aquino, na capital.

Pesquisas em MT

A estimativa é que no máximo cinco pesquisadores atuem no estado, nos dias atuais, para estudar fósseis, diz a bióloga e doutora em botânica Silane Caminha, responsável pelo laboratório de paleontologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
“O estado é gigantesco e há pouquíssimas pessoas trabalhando com isso. O potencial é muito grande. Temos vários invertebrados e muitos vertebrados. E há as plantas também. Acho que nossa evolução de conhecimento de dinossauros deveria ser muito além do que está”, afirma.
Porém, a riqueza de Mato Grosso não está relacionada apenas aos vestígios de dinossauros. Aqui, por exemplo, foi encontrado dez anos atrás o fóssil de um peixe, em Alto Garças, a 366 km da capital, que teria vivido há mais ou menos 250 milhões de anos. O autor da descoberta, que ocorreu durante uma aula de campo, foi um aluno do curso de geologia da UFMT.

Fóssil de peixe encontrado por estudante durante aula de campo em Alto Garças (Foto: Carolina Holland/G1)

“É importante porque é um holótipo (espécime único, a partir do qual foi descrita uma espécie ou subespécie). Uma espécie nova. E é o primeiro peixe encontrado aqui no estado. Depois desse achado, não foi encontrado mais nada”, explicou Silane. A publicação da descrição do fóssil, no entanto, nunca saiu. “Já foi submetida, está tudo certo, mas não foi publicada ainda. Essas coisas demoram mesmo, na verdade”, afirma.
De acordo com a doutora, alguns dos lugares com maior potencial paleontológico no estado são a região de Chapada dos Guimarães (dinossauros e braquiópodes - invertebrados que parecem ostras), Guiratinga e Tesouro (dinossauros), e Alto Garças (mesossauro – espécie de lagarto pequeno).
Os vestígios mais comuns encontrados no estado são de braquiópodes. “São 'conchinhas' encontadas com abundância em Chapada. E são importantes porque foram pouco estudadas. Foram alvo de pesquisas nas década de 80 e 90, mas, depois disso  ninguém nunca mais estudou”, diz Silane.
A pesquisadora avalia que os fósseis do estado ainda são pouco conhecidos. E, apesar do potencial, o estado não atrai muita gente de fora. “A impressão que eu tenho quando vou a congressos é que todo mundo quer vir a Mato Grosso. Mas, efetivamente, nunca aconteceu. Tem muitos paleontólogos no Sudeste e Sul do país. Mas eles acabam se envolvendo nas pesquisas locais”, afirma. Essa ausência de interessados é ruim, avalia Alexander Kellner “A falta de pesquisadores faz com que demore a elucidação das pesquisas”, opina.
Outros achados de dinossauros, como coprólitos (restos fecais fossilizados), fêmur e ossos longos desses animais podem ser vistos no Museu de Minerais, Rochas e Fósseis da UFMT.

Ir a campo

As idas a campo em busca de fósseis são sempre incógnitas. Muitas vezes, paleontólogos e estudantes passam dias procurando e nada. Ou quando encontram, são coisas mais soltas, como vértebras e costelas. Achar um animal inteiro é raro.
“A atividade de coleta é de risco. Fica-se muito tempo acampado, tirando muita coisa da terra, dormindo em barraca. Não é fácil. E ainda existe a possibilidade de não encontrar nada”, diz Kellner.
Na UFMT, 40 alunos do curso de geologia vão a campo uma vez por ano para passar de 4 a 7 dias vasculhando. Às vezes encontram alguma coisa. Porém, mas na maioria das vezes, não. “A gente vai preparado para não encontrar nada”, ressalta Silane.
No entanto, quando um fóssil é descoberto, tudo muda. “A comida passa a ser uma delícia e o acampamento vira hotel cinco estrelas”, brinca Kellner.

Fósseis e população

O laboratório de paleontologia da UFMT recebe colaboração de moradores de várias regiões do estado, que avisam quando encontram materiais. Alguns donos de minas também têm exercido papel importante no estímulo à pesquisa. Quando algum trabalhador encontra um fóssil, por exemplo, encaminha à universidade.
Contudo, ocorrem ainda enganos, como o de confundir ossos 'novos' com fósseis. Para saber se o que foi encontrado deve ser objeto de pesquisa para paleontólogos, uma das dicas é verificar a densidade: o fóssil é mais rocha do que osso e, por isso, é pesado como uma pedra. Em outras palavras, o osso recente é muito mais leve porque não é uma rocha ainda.
Para a paleontologia, materiais de até 10 mil anos atrás são subfósseis. E, anteriores a isso, fósseis.

Fóssil de mesossauro encontrado em Mato Grosso está no laboratório de paleontologia da UFMT
(Foto: Carolina Holland/G1)

Fonte: G1

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Mais sobre as cobras

Sucuri: a rainha da selva

A cobra mais pesada que existe é também uma das melhores nadadoras. A sucuri, que pode pesar até 250 kg e medir mais de 30 cm de diâmetro, geralmente vive perto de rios tranqüilos e pântanos nas florestas da América do Sul. Passa a maior parte do tempo na água, onde pode mover-se muito mais rápido do que na terra, usando seus músculos potentes para fazer a propulsão através da água com locomoção ondulatória.
Como um jacaré, os olhos e narinas da sucuri se localizam em cima da cabeça para que possam ver a presa e respirar, ao mesmo tempo mantendo o resto do corpo escondido embaixo da água. Quando fica completamente submersa, a sucuri pode prender a respiração por até 10 minutos. Essas cobras também copulam e dão à luz dentro da água (veja a seção Sexo das cobras). Para se alimentar, a sucuri, que não é venenosa, usa constrição para sufocar e geralmente afogar sua presa (veja a seção Alimentação).

As cobras podem voar?

Há cinco espécies diferentes de cobras "voadoras". Essas cobras venenosas, que habitam as árvores, são encontradas no Sri Lanka e sudeste da Ásia.
Elas se penduram em um galho alto e balançam no ar. Então fazem seu corpo se achatar alargando suas muitas costelas e usam movimentos laterais em forma de S para se manter no ar. Essas cobras não podem voar para cima, mas conseguem planar por uma boa distância.


Jiboia: o abraço mais apertado

Foto cedida pelo Zoológico de Saint Louis
Corallus caninus

A jiboia tem algumas semelhanças à sucuri, porém a maior diferença está relacionada com o fato da jibóia permanecer fora da água a maior parte do tempo, contrariamente à sucuri, que permanece a maior parte do tempo dentro d’água.

Essa cobra não venenosa da América do Sul e Central, que pode pesar mais de 27 kg e crescer até 3 metros, usa o processo de constrição para sufocar e matar sua presa antes de comê-la inteira. Sabe-se que ela espreme e come macacos, roedores e outros répteis, usando com freqüência a preensão com a cauda para pendurar nas árvores e cair sobre a presa.

Fonte: HowStuffWorks Brasil

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Serpentes são hóspedes nada bem-vindos nas casas australianas

Na Austrália, algumas serpentes que estão entre as mais venenosas do mundo se instalam nas residências e lá vivem tranquilas até serem descobertas.... com frequência em meio a gritos.

O país abriga algumas das espécies de serpentes mais venenosas do mundo, como a mortal serpente marrom, que vive em áreas urbanas, onde procura nas latas de lixo presas como ratos e camundongos.


Elas costumam passar o inverno enroscadas confortavelmente em um celeiro ou em um refúgio de jardim, a menos que os moradores as descubram, quase sempre por acaso.

O encontro não é dos mais agradáveis. "Algumas pessoas morrem de medo, começam a gritar", contou Andrew Melrose, especialista em serpentes de Sydney que se vê forçado a intervir com certa frequência.

Inclusive "pensam em vender a casa e se mudar para lugares como Nova Zelândia, onde não há serpentes", explicou.

No entanto, os humanos muitas vezes compartilham a casa com répteis durante anos sem saber. E os descobrem por alguma circunstância particular, como uma mudança ou obras na casa, disse Melrose.

Na Austrália moram animais que estão entre os mais venenosos do mundo: serpentes, como a temida taipan, aranhas, polvos, águas-vivas... que podem matar um ser humano em questão de minutos.

No entanto, são poucos os mortos por mordidas de serpente, de um a quatro por ano, porque esses animais fogem do contato com o homem.

"A maior parte do tempo não vemos as serpentes", disse Ken Winkel, diretor da Unidade de Pesquisas sobre Venenos da Universidade de Melbourne (sul).

"Nós somos mais uma ameaça para as serpentes australianas do que o contrário. Um australiano médio tem poucas chances de ver em sua vida uma serpente perigosa", destacou.

A maioria dos acidentes graves acontece no campo ou no interior do país, embora às vezes também ocorram em meio urbano.

Winkel cita o caso de uma idosa que morreu mordida por uma serpente-tigre em 2003, enquanto cuidava dos cultivos de maracujá em Melbourne, e de um jovem de 16 anos, morto em 2007 mordido por uma cobra marrom em Sydney.

A taipan mora principalmente no interior. A cobra marrom ou 'Pseudonaja textilis', com mais de dois metros, é menos perigosa, mas causa mais mortes na Austrália porque está mais espalhada pelo território.

"É uma serpente muito comum em todo o continente australiano e não é exigente com comida", segundo Finkel, acrescentando que esta espécie sobrevive sem problemas em áreas urbanas.

Embora as serpentes costumem fugir dos humanos, a curiosidade das crianças pode ser um problema.

Em 2012, uma criança de 3 anos do estado de Queensland (nordeste) se livrou de um ataque ao encontrar ovos, que guardou em uma caixa de plástico em um armário. Os ovos eram de serpente marrom oriental e ela teve sorte de não ter sido mordida.

A maioria dos telefonemas que Melrose recebe é de gente que diz ter uma serpente marrom em casa ou no jardim, mas, na maior parte dos casos, não é da espécie mortal, mas de serpentes marrons comuns ou lagartos.

Ela recomenda não incomodá-los. "Não são perigosos" e "em muitas áreas vivem em perfeita harmonia com os moradores", garante.

Jim e Carolyn Bland dividiram durante anos sua casa, em Sydney, com um ninho de serpentes que vivia confortavelmente sobre suas cabeças.

"Encontramos várias peles de serpente no jardim (n.r: provenientes da muda)", explicou Jim à AFP. "Mas não caí em conta de que pudesse haver serpentes morando em casa".

Por fim, uns operários que mudavam o telhado da casa descobriram três serpentes verdes, 'Dendrelaphis punctulata', inofensivas.

"Nunca nos preocupamos porque ignorávamos sua presença", declarou Carolyn Bland, acrescentando que pior teria sido ter barulhentos gambás sob os telhados.

Fonte: Portal Terra e AFP

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Tubarão-cobra: Desafios para a sobrevivência de um verdadeiro fóssil vivo

Mariana Aprile

O tubarão-cobra é um espécime raríssimo que habita as profundezas dos oceanos e conserva as características de seus antepassados mais distantes. A baixa capacidade reprodutora e a ação predadora do homem colocam em risco sua sobrevivência. É um verdadeiro fóssil vivo que está em risco de extinção.

No dia 27 de janeiro de 2007, pescadores encontraram no Japão um peixe muito estranho nadando próximo à superfície do mar. O animal foi identificado como o tubarão-cobra (Chlamydoselachus anguineus), espécie raríssima que habita as profundezas oceânicas de quase todo o mundo.

O tubarão-cobra, nome português do Chlamydoselachus anguineus

Considerado um verdadeiro fóssil vivo pelos cientistas - existem fósseis dessa espécie que datam cerca de 80 milhões de anos - o tubarão-cobra possui poucas alterações em relação aos seus ancestrais.

Existem poucos estudos sobre esse o tubarão-cobra, pois ele costuma viver em profundidades que ficam além do alcance humano. Entretanto, as raras informações coletadas por estudiosos no assunto revelam dados muito interessantes sobre o Chlamydoselachus anguineus.

Campeão de mergulho

Segundo o ictiologista (especialista em estudos sobre peixes) japonês Tadashi Kubota, o tubarão-cobra encontrado estava desorientado e doente, provavelmente por causa de alterações nas correntes marítimas. Essas alterações podem ter sido causadas pelo derretimento das geleiras, devido ao aquecimento global.

Normalmente, o tubarão-cobra vive em profundidades iguais ou superiores a 600 metros. Para termos uma idéia da dificuldade de acesso ao seu habitat, podemos lembrar que um mergulhador autônomo desce, no máximo, a 40 metros de profundidade.

Humanos fora de perigo

A forma do corpo de um tubarão cobra assemelha-se ao de uma enguia, mas a cabeça desse bicho, falando em termos de morfologia, é o que o coloca na família dos tubarões. Graças à presença das fendas branquiais e às ampolas de Lorenzini, os cientistas puderam classificá-lo como tubarão. Enquanto a maioria dos tubarões possuem cinco pares de brânquias, os tubarões-cobra possuem seis.

Assim como seus irmãos, o tubarão-cobra é um predador, mas não apresenta perigo para os seres humanos, apesar de seu tamanho poder chegar aos dois metros de comprimento.

Os estudos sobre esse animal revelaram características tão particulares que os especialistas criaram para o tubarão cobra um único gênero, chamado Chlamydoselachus.

Esse peixe possui a mandíbula longa e equipada com 300 dentes pontiagudos, distribuídos em 25 fileiras. Fazem parte de seu cardápio as lulas, peixes teleósteos (ósseos) e eventualmente tubarões menores.

Período de gestação do tubarão-cobra

Já era sabido que o tubarão cobra é ovovivíparo. Um estudo recente feito por Sho Tanaka, um biólogo da Universidade de Tokai, no Japão, mostra que o período de gestação do Chlamydoselachus anguineus dura três anos e meio, isto é, quase duas vezes o período de gestação de uma fêmea de elefante africano (22 meses).

Em seu trabalho, Sho Tanaka examinou 264 tubarões-cobra. Os animais não demonstraram uma estação reprodutiva, o que significa que podem se reproduzir em qualquer época do ano. Isso pode ter sido uma adaptação relacionada com o longo período de gestação, segundo o cientista.

Outro dado interessante revelado pelo estudo de Tanaka é que o tubarão-cobra produz o menor número de filhotes, dentre as espécies de sua ordem (a Hexanxiformes). O tubarão-cobra produz uma média de seis filhotes a cada gestação.

Sobrevivência

O tubarão-cobra encontra-se ameaçado de extinção devido à ação humana. Seu valor comercial é baixo, mas por vezes esse animal fica preso nas redes de pesca e morre. Sua demora em produzir filhotes não pode competir com a demanda da indústria pesqueira. Além disso, o aquecimento global é outro fator que contribui para sua extinção.

O Chlamydoselachus anguineus enfrentou 80 milhões de anos de mudanças no planeta Terra, mas parece não poder resistir à ação do homem.

Fonte: Educação UOL

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Crocodilo gigante devora cabeça de porco em parque das Filipinas

“Too Long” (muito longo) é um crocodilo de 4,9 metros de comprimento que tem uma fome proporcional ao seu tamanho. Nesta quarta-feira, o animal de água salgada devorou uma cabeça de porco de 6,5 quilos num parque de crocodilos de Pasay, nas Filipinas.
A refeição exagerada aconteceu durante o horário de alimentação de Too Long. De acordo com um porta-voz do parque, ele é o maior crocodilo da região metropolitana de Manila, a capital filipina.




Fonte: Extra Globo

Gerente flagra crocodilo mordendo tromba de elefante na África

Cena ocorreu no Parque Nacional de South Luangwa, em Zâmbia.
Após lutar, elefante conseguiu se soltar e, em seguida, fugiu com manada.

Gerente flagra crocodilo mordendo tromba de elefante na África
Cena ocorreu no Parque Nacional de South Luangwa, em Zâmbia.
Após lutar, elefante conseguiu se soltar e, em seguida, fugiu com manada.

O gerente de um alojamento flagrou o exato momento em que um crocodilo abocanhou a tromba de um elefante quando o paquiderme tomava água em um rio no Parque Nacional de South Luangwa, em Zâmbia. A cena foi registrada por Ian Salisbury.

Ian Salisbury flagrou momento em que crocodilo abocanhou tromba de elefante (Foto: Ian Salisbury/Caters News Agency)

Salisbury, de 62 anos, disse que registrou o duelo épico logo após um cliente ver um crocodilo tentando um ataque similar em outro elefante. Segundo ele, o ataque foi muito rápido, durou menos de dois segundos.
Ele destacou que teve a "sorte" de estar apontando a câmera na direção e hora certas. "Tendo passado a maior parte dos últimos 30 anos na África, eu percebo o quão sortudo eu fui, não só ao ver algo que nunca havia visto, mas também registrar com a câmera", contou Ian.
Após lutar, o elefante conseguiu se soltar do ataque do réptil e, em seguida, fugiu com o restante da manada. "Ele literalmente gritou muito alto e sacudiu o crocodilo", concluiu Salisbury.

Fonte: G1

domingo, 10 de novembro de 2013

Crocodilo canibal devora ‘amigo’ após caça mal sucedida em rio australiano

Um crocodilo de dois metros de comprimento, chamado Eric, foi flagrado devorando um outro crocodilo bem menor no Rio Daintree, em Queensland, na Austrália.
Eric estava caçando camarões e peixes pequenos, mas sem sucesso na busca, partiu para cima de outro um crocodilo. Em vez de ignorar o colega, Eric o matou e devorou, começando pela cabeça, em um raro espetáculo de canibalismo.

Mesmo sendo pequeno, o crocodilo devorado era grande para a boca de Eric, que preferiu nadar e terminar a refeição longe dos olhares dos curiosos.
- Dias depois, ele estava com um barrigão. Eu trabalho no rio Daintree há 15 anos e essa é apenas a terceira vez que vejo algo assim acontecer - disse o condutor de barcos de passeio David White, que fez as imagens do momento de canibalismo.




Fonte: Extra Globo

No AM, tartaruga albina 'comemora' aniversário em centro de quelônios

Camila Henriques e Marina Souza

'Nevina' tem seis anos de idade e vive em Balbina, próximo a Manaus.
Durante visita, G1 também acompanhou nascimento de tracajás.

Tartaruga albina tem seis anos de idade e nasceu nas proximidades do Rio Uatumã (Foto: Camila Henriques/G1 AM)

Em Balbina, distrito de Presidente Figueiredo, município a 117 km de Manaus, uma espécie de tartaruga-da-Amazônia chama a atenção pela falta de pigmentação no corpo. Batizada de Nevina - uma junção de neve com Balbina - a fêmea é a única tartaruga albina em cativeiro no Amazonas, segundo o engenheiro-agrônomo e especialista em animais silvestres, Paulo Henrique Oliveira. Em novembro, Nevina celebra idade nova no Centro de Proteção e Pesquisa de Quelônios Aquáticos (CPPQA).

A tartaruga-da-Amazônia, cujo nome científico é Podocnemis expansa, vive no CPPQA, que pertence ao complexo da Hidrelétrica de Balbina, administrado pela Eletrobrás Amazonas Energia. Paulo Oliveira conta que o animal nasceu em uma praia artificial próxima à barragem do Rio Uatumã. "Entre 88 filhotes, ela foi a única albina. Essa tartaruga completa seis anos neste mês de novembro", disse.
O engenheiro-agrônomo explica que Nevina é saudável, apesar de sofrer com as condições do clima no Amazonas. "É um animal de sangue frio, que só executa as suas atividades quando o sol está bem quente. Ela sente mais os efeitos do tempo aqui. Quando chove, ela precisa ficar mais tempo na água", exemplifica.

Tartaruga albina foi batizada de Nevina, uma junção de neve com Balbina (Foto: Camila Henriques/G1 AM) 

O pesquisador afirma que a tartaruga albina é mais visível aos predadores e, caso vivesse em um ambiente natural, teria mais dificuldades para caçar. Paulo Henrique também garante que a condição do animal não deve impedir a reprodução da espécie. "Como é um gene recessivo, precisamos de alguns cuidados. Se uma tartaruga assim cruza com uma normal, a chance de os filhotes nascerem albinos é de 25%. Como ela só tem seis anos e a reprodução começa a partir dos 12, ainda tem muito tempo para se preparar", explicou Paulo Henrique Oliveira.

Albinismo

O albinisno é uma condição caracterizada pela ausência de melanina, classe de compostos poliméricos cuja principal função é a pigmentação e protecção contra a radiação solar.
De acordo com o pós-doutor em quelônios e répteis e pesquisador titular do Instituto  Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Richard Carl Vogt, a probabilidade de uma tartaruga nascer com albinismo é de uma em 2 milhões. No entanto, como a Amazônia ainda registra uma grande população - em constante crescimento - da espécie, a ocorrência já não é considerada tão rara. "Soltamos, na região do Trombetas, cerca de 3 milhões de filhotes por ano. Assim as tartarugas albinas deixem de ser tão raras. Todo ano vemos pelo menos uma", explicou.
O pesquisador, que já atuou no Instituto de Biologia da Universidad Nacional Autonoma de Mexico, afirmou ainda que em quase 20 anos de estudos no México viu somente dois casos parecidos com o de Nevina no país, confirmando a teoria da maior incidência na Amazônia.
O albinismo pode ocorrer em qualquer espécie animal, segundo Vogt, mas o sistema reprodutivo da tartaruga-da-Amazônia favorece esta condição. "Estes animais albinos nascem quando machos cruzam com irmãs, tias ou mães. Isto acaba se tornando mais comum entre as tartarugas-da-Amazônia porque cada ninho é fertilizado por cinco a oito machos. No rio Trombetas, 95% dos filhotes são fêmeas. Os machos costumam viver de 50 a 100 anos, então eles reproduzem muitas vezes. Sendo assim, acabam fertilizando suas irmãs e é mais provável encontrar uma tartaruga albina do que um peixe-boi albino, por exemplo", completou.
Pesquisando répteis e quelônios na Amazônia há 25 anos, Vogt destacou que já verificou albinismo também em outros animais. Outros em que a característica genética ocorre com frequência não tão rara são jiboias e muçuãs, uma outra espécie de tartaruga encontrada na região.

Nascimento de tracajás

Durante visita ao CPPQA em Balbina, o G1 registrou o "nascimento" de dois filhotes de tracajás, na praia artificial construída para a desova da espécie no local. "Agora estamos em um período de reprodução, que começa em agosto e vai até novembro. Nessa época, os agentes vão nas nossas praias artificiais por volta das 5h30 todos os dias fazer o monitoramento", afirma o engenheiro-agrônomo.
Atualmente, o criadouro do Centro de Quelônios conta com 130 tartarugas-da-Amazônia, 100 tracajás e 35 jabutis. Trabalhando no local há sete anos, Paulo Henrique Oliveira destaca ainda o trabalho feito com oito comunidades de uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Rio Uatumã. "Todos os anos soltamos pelo menos 20 mil animais. A gente conserva as tartarugas no Rio Uatumã com o envolvimento comunitário. Aliamos o trabalho técnico ao social. Quando vamos fazer a soltura desses animais, convidamos toda a comunidade a participar desse momento", finaliza.

Em Balbina, G1 registrou o nascimento de filhote de tracajá (Foto: Camila Henriques/G1 AM)

Fonte: G1