quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Esqueleto de dinossauro é vendido por R$ 1,5 milhão na Inglaterra

Fóssil do diplodoco tem 17 m de comprimento e 6 m de altura.
Esqueleto foi vendido nesta quarta-feira em leilão em Londres.

O esqueleto completo de um dinossauro diplodoco foi vendido por 400 mil libras (R$ 1,5 milhão) em um leilão nesta quarta-feira (27) em Londres, na Inglaterra.

Esqueleto completo de um dinossauro diplodoco foi vendido por 400 mil libras (R$ 1,5 milhão) (Foto: Luke MacGregor/Reuters)

Apelidado de Misty, o fóssil de 17 metros de comprimento  e seis metros de altura, que remonta o animal pré-histórico de 150 milhões de anos atrás, foi vendido abaixo do preço estimado, que era de 600 mil libras.
Segundo a casa de leilões "Summers Place", há poucos esqueletos de diplodoco, um dinossauro herbívoro, conhecidos no mundo.

Fonte: G1

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Spa oferece massagem corporal com serpentes na Indonésia

Cliente recebe sessão de massagem corporal com serpentes no spa Bali Heritage, em Jacarta (Indonésia). O contador Ferdi Tilukay, 31, fechou os olhos e sorriu enquanto as três cobras enormes deslizaram por seu corpo.

Romeo Gacad/AFP

Fonte: UOL

Nova espécie de dinossauro é descoberta nos Estados Unidos

'Siats meekerorum' viveu durante o Cretáceo Superior. 
Espécie carnívora conviveu com os tiranossauros há 98 milhões de anos.

Os Siats eram muito maiores do que os tiranossauros, aponta estudo (Foto: Lindsay Zanno, artist: Julio Lacerda)

Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte publicaram nesta sexta-feira (22) estudo em que descrevem uma nova espécie de dinossauro carnívoro que conviveu com os tiranossauros há 98 milhões de anos. Segundo a pesquisa, trata-se de um dos três maiores dinossauros da América do Norte.
O dinossauro descoberto foi nomeado Siats meekerorum. Considerado o “predador ápice” de seu tempo, ele pertence aos Carcarodontossauros, um grupo de carnívoros gigantes que inclui os maiores dinossauros predadores já descobertos, como os Acrocanthossauros, que percorriam a América do Norte 10 milhões de anos antes e foram descobertos em 1950.
O esqueleto parcial do Siats meekerorum foi encontrado pelo paleontóloga Lindsay Zanno e seu colega Peter Makovicky, do Museu de História Natural de Chicago, nas Montanhas Rochosas de Utah, em 2008.
Os ossos encontrados pertenciam a um indivíduo jovem que tinha mais de 9 metros de comprimento e pesava pelo menos 4 toneladas, diz o estudo.

Os pesquisadores estimam que um Siats adulto deveria ter o tamanho de um Acrocanthossaurus, o que faz com que as duas espécies disputassem o posto de segundo maior dinossauro predador, atrás apenas do Tyranossaurus rex.
O Siats pertence ao subgrupo dos Neovenatoridae, que inclui outros de corpo menor e já foram encontrados na Europa, América do Sul, China, Japão e Austrália. É a primeira vez que eles são descobertos na América do Norte. 
Os Siats viveram onde hoje é o estado de Utah durante o período Cretáceo Superior (de 100 milhões de anos a 66 milhões de anos atrás). Até então não se sabia quem eram os maiores carnívoros na América do Norte neste período.
A pesquisa conclui que os Siats teriam impedido os tiranossauros, que inicialmente eram menores, de tomar seu lugar no topo da cadeia alimentar, o que aconteceu apenas depois que os Carcarodontossauros desapareceram. Somente a partir daí é que os tiranossauros teriam evoluído e aumentado de tamanho a ponto de se tornarem os maiores gigantes predadores.
A descoberta preenche a lacuna de mais de 30 milhões de anos nos registros de fósseis, durante o período em que o papel de maior predador passou dos Carcarodontossauros, no Cretáceo Inferior, para os tiranossauros no Cretáceo Superior. O habitat incluía vegetação e água abundante que permitiam a convivência de dinossauros herbívoros, tartarugas, crocodilos e peixes gigantes.
Os pesquisadores afirmam que descobriram mais duas novas espécies de dinossauros que habitavam a região na mesma época, mas elas ainda têm que ser descritas pela equipe.

Ilustração mostra o Siats meekerorum (Foto: Jorge Gonzales)

Fonte: G1

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Esqueleto de dinossauro é posto à venda por R$ 2,1 milhões na Inglaterra

Fóssil do diplodoco tem 17 m de comprimento e 6 m de altura.
Segundo museu, esqueleto completo remonta há 150 milhões de anos.

O esqueleto completo de um dinossauro diplodoco será colocado à venda em um leilão em novembro na Inglaterra.

Esqueleto completo de dinossauro diplodoco será colocado à venda em leilão (Foto: AFP)

Apelidado de Misty, o fóssil de 17 metros de comprimento  e seis metros de altura, que remonta há 150 milhões de anos, tem preço estimado de 600 mil libras (R$ 2,1 milhões).
Segundo a casa de leilões "Summers Place", há poucos esqueletos de diplodoco, um dinossauro herbívoro, conhecidos no mundo.

Fonte: G1

Caçador de fósseis fracassa ao tentar leiloar dinossauros por R$ 20 milhões

Americano Clayton Phipps esperava vender esqueletos de duas espécies.
Fóssil de réptil mais caro já arrematado é de T-Rex e custou quase 19 mi.

Dinossauro provavelmente da espécie 'Nanotyrannus lancensis' é visto em Nova York (Foto: Seth Wenig/AP)

Um "caçador de fósseis" fracassou ao tentar leiloar o esqueleto quase completo de dois dinossauros por US$ 7 milhões a US$ 9 milhões (R$ 15,8 a R$ 20,4 milhões) nos EUA. Morador de Montana, Clayton Phipps fez suas descobertas em 2006, em um rancho vizinho, e colocou as peças à disposição da casa de leilões Bonhams, em Nova York, na terça-feira (19).

O valor máximo oferecido pelos interessados, porém, foi de US$ 5,5 milhões (R$ 12,4 milhões), segundo a agência Reuters. Como o lance mínimo não foi atingido, os objetos poderão ser negociados diretamente com museus americanos.
Até o momento, o preço recorde alcançado por um fóssil de dinossauro posto à venda foi de pouco mais de US$ 8,36 milhões (quase 19 milhões), em outubro de 1997. O esqueleto era de um Tiranossauro Rex encontrado em 1990, no estado de Dakota do Sul, e leiloado pela Sotheby’s. Atualmente, esse fóssil – conhecido como Sue – está exposto no Museu Field de História Natural, em Chicago.
Já os fósseis de Phipps pertencem, provavelmente, às espécies Nanotyrannus lancensis, um parente menor do T-Rex, e Chasmosaurine ceratopsian, parente próximo do Triceratops, que viveu no fim do período Cretáceo, há 65 milhões de anos. Cientistas acreditam que os dois répteis morreram lutando um contra o outro.
"Sou apenas o cara sortudo que acabou tropeçando e encontrando esses dinossauros. Valorizo os paleontólogos profissionais que compreendem a importância do que nós, amadores, estamos fazendo. Espero que os fósseis sejam estudados academicamente, pois quero saber mais sobre eles", disse Phipps à agência Associated Press.

Modelo recria posição em que os dois dinossauros foram encontrados nos EUA (Foto: Seth Wenig/AP)

Esses esqueletos – encontrados ainda com tecido de pele – foram exibidos em uma praça perto da casa Bonhams até o leilão. Eles foram divididos em quatro grandes blocos, pois pesam 40 toneladas no total.
Na opinião de Kirk Johnson, diretor do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian, em Washington, a descoberta é original, significativa e tem certamente grande valor científico e de exibição.
Segundo o codiretor de consultoria de história natural da Bonhams, Thomas Lindgren, os cientistas ainda terão que determinar se o ceratopsian se trata de fato de uma nova espécie. Ainda que não seja, trata-se de um dos espécimes mais raros desse tipo já visto, avaliou.
O paleontólogo Jack Horner, da Universidade do Estado de Montana, fez críticas à descoberta e disse que esses fósseis não valem nada e foram coletados apenas para venda, e não especificamente para a ciência.
Phipps, porém, espera que um comprador rico doe os esqueletos a alguma instituição pública, como foi o caso do T-Rex Sue.

Esqueleto de 'Chasmosaurine ceratopsian' apresentado como parte de leilão na Bonhams, em Nova York (Foto: Shannon Stapleton/Reuters )

Crânio de 'Nanotyrannus lancensis' é exibido em casa de leilões (Foto: Shannon Stapleton/Reuters)


Clayton Phipps com um dos fósseis; garras do que seria um 'Nanotyrannus lancensis' (Foto: Seth Wenig/AP)


Crânio de 'ceratopsian' é apresentado em praça de Nova York (Foto: Seth Wenig/AP)


Imagem de 19 de agosto de 2006, época da descoberta dos dinossauros em Montana (Foto: Seth Wenig/AP)

Pata de 'ceratopsian' exibida em Nova York antes de leilão pela casa Bonhams (Foto: Seth Wenig/AP)

Fonte: G1

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Como funcionam as cobras

por Lacy Perry - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Introdução

Desde seu papel como a criatura que tentou Eva na Bíblia até suas aparições regulares nos livros e filmes de Harry Potter, as cobras têm serpenteado pelo mundo da mitologia e cultura popular em lendas originadas do medo e da fascinação.

Em mais de 130 milhões de anos sobre a face da Terra, as cobras se desenvolveram como vertebrados altamente versáteis, esnobando sua habilidade de escalar verticalmente, arremessar-se na água e em algumas espécies até voar - e tudo sem a presença de membros. Junte toda essa mobilidade, sua onipresença por todo o globo e uma picada às vezes fatal e você entenderá por que elas são mitos tão fenomenais.

Cobra Cottonmouth

Neste artigo vamos verter um pouco do seu mistério. Você aprenderá como as cobras se defendem, como matam e comem suas presas, como atraem seus parceiros e se reproduzem, e ainda vai ficar cobra em conhecer algumas espécies fascinantes. 

Noções básicas sobre as cobras

Existem 2.700 espécies conhecidas de cobras e todos esses répteis compartilham das mesmas características:
têm corpos finos, lineares e sem membros;
são carnívoros;
têm sangue frio (são ectotérmicos), o que significa que sua temperatura interna varia com a temperatura do ambiente.

Foto cedida por Ray Rauch, U.S. Fish e Wildlife Service
Cobra Copperhead
Há uma boa razão para as cobras parecem lagartos sem pernas: ambos constituem a ordem Squamata, que é dividida nas subordens Sauria para os lagartos e Ophidia para as cobras. Como as cobras são alongadas, seus órgãos são dispostos linearmente, mas no restante elas são iguais aos demais vertebrados. Há uma caixa óssea guardando o cérebro e os órgãos sensoriais ficam na cabeça, possuindo quase todos os sentidos que nós humanos, mas com algumas modificações:

Audição - embora as cobras não tenham orelhas, as ondas de som provenientes do ar atingem sua pele e são transferidas dos músculos para o osso. Quando o som atinge o osso do ouvido sob o crânio, envia vibrações para o ouvido interno, sendo o som processado pelo cérebro;

Visão - as cobras não vêem cores, mas seus olhos têm uma combinação de receptores luminosos: bastonetes que provêm uma visão fraca porém indistinta de luz e cones que produzem imagens claras. A complexidade dos olhos varia entre as espécies devido aos seus diferentes estilos de vida. As cobras que vivem primordialmente em locais subterrâneos, por exemplo, têm olhos menores que processam somente claro e escuro, mas cobras que vivem acima do solo e usam a visão para caçar têm visão cristalina e uma boa percepção de profundidade. Algumas espécies, especificamente as jibóias e as pítons, têm um segundo instrumento visual: órgãos receptores dentro de sulcos nas suas cabeças percebem as fontes de calor nos arredores como se fossem óculos infravermelhos, uma habilidade bastante útil para a caça noturna de animais de sangue quente;

Foto cedida pelo Zoológico de Saint Louis
Corallus annulatus
Olfato - como os humanos, as cobras inspiram os odores que há no ar para dentro das aberturas nasais e os levam para uma câmara olfatória onde é feito o processamento; ainda assim, as cobras têm um sistema secundário. Quando uma cobra vibra sua língua, ela está juntando partículas de odor, que são transferidas para duas bolsas cheias de fluido no céu da boca, os órgãos de Jacobson, e depois para uma segunda câmara olfatória menor. A língua é usada apenas para ajudar nesse processo; as cobras não têm o sentido do paladar.



O trato digestório percorre quase toda a extensão do corpo e inclui a boca, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus, todos podendo se distender para digerir presas maiores do que o diâmetro da própria cobra (veja a seção sobre alimentação). Quando sua boca está cheia, ela precisa estender sua traquéia (tubo respiratório) além da comida e para fora de modo a continuar respirando. As cobras não têm um diafragma como as pessoas, portanto fazem o ar entrar e sair dos pulmões estreitando a caixa torácica, para empurrar o ar para fora, e depois alargando-a, para criar um vácuo que suga o ar para dentro. Após cada ciclo respiratório elas experimentam uma apnéia, parada respiratória que dura de poucos segundos até alguns minutos. Para processar o oxigênio, todas as cobras têm um pulmão direito alongado; muitas têm também um pulmão esquerdo menor e algumas têm até um terceiro pulmão ao longo da traquéia.

Cobras de duas cabeças

As cobras de duas cabeças se parecem menos com os assustadores monstros cheios de cabeças da mitologia e mais com gêmeos siameses. Dentro da cobra mãe, um embrião começa a dividir-se para criar gêmeos idênticos, mas o processo não é finalizado, deixando parte da cobra dividida e as outras partes ligadas.

Diferentemente das criaturas mitológicas, cujas múltiplas cabeças as tornam significativamente mais perigosas, as cobras de duas cabeças raramente sobrevivem em um ambiente selvagem. Com duas cabeças, os sentidos ficam duplicados: quando elas percebem a presa, as cabeças disputam para ver quem vai comê-la. Para piorar as coisas, se uma cabeça sentir cheiro de comida na outra, tentará comer a outra cabeça.                                                                
Foto cedida pelo Zoológico de Saint Louis

No início da década de 80, uma cobra-touro com duas cabeças foi doada para o Zoológico de Saint Louis. Ela cresceu até ficar com 90 cm de comprimento e viveu 2 anos e meio, um tempo extraordinariamente longo para animais com duas cabeças. A cobra tinha uma cabeça direita dominante e os funcionários tinham que colocar uma divisória entre as duas cabeças ao alimentar a cobra para que ela não lutasse contra si mesma.

Estrutura e crescimento

O comprimento das cobras varia de 10 cm a mais de 10 metros. Centenas de minúsculas vértebras e costelas cobrem essa distância e se conectam umas às outras através de um sistema complexo de músculos, criando uma flexibilidade incomparável. Uma pele extremamente elástica se prende aos músculos e é coberta por escamas feitas de queratina, a mesma substância das nossas unhas. As escamas são produzidas pela epiderme, a camada externa da pele. À medida que a cobra cresce, o número e padrão das suas escamas permanece o mesmo, embora a cobra troque suas escamas muitas vezes no curso da vida.
Ao contrário das pessoas, que descamam constantemente a pele gasta soltando minúsculos pedaços, as cobras trocam todas as suas escamas e a pele externa de uma vez só durante um processo chamado de troca de pele. Quando a pele e as escamas começam a ficar gastas pelo tempo e atrito, a epiderme começa a criar novas células para separar a pele velha da camada interna que está se desenvolvendo. As novas células se liqüefazem, fazendo a camada externa amolecer. Quando a camada externa está pronta para cair, a cobra raspa as margens da sua boca contra uma superfície dura, como uma pedra, até que a camada externa comece a se enrolar ao redor da cabeça. Ela continua se raspando e rastejando até ficar completamente livre da pele morta. O processo de troca de pele, que leva cerca de 14 dias, é repetido de tempos em tempos - alguns dias ou até alguns meses.
Como as pessoas, as cobras crescem rapidamente até atingirem a maturidade, o que pode levar de 1 a 9 anos; contudo, seu crescimento, embora seja muito mais lento depois da maturidade, nunca pára. Esse é um fenômeno conhecido como crescimento interminável. Dependendo da espécie, as cobras podem viver desde 4 até mais de 25 anos.

Foto cedida por U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration
Crotalus cerastes

Locomoção

A explicação sobre a agilidade das cobras – centenas de vértebras e costelas – está intimamente ligada a sua locomoção: escamas ventrais. Essas escamas retangulares especializadas cobrem a parte de baixo da cobra, correspondendo diretamente ao número de costelas. As margens de baixo das escamas ventrais funcionam como a superfície de um pneu, aderindo ao solo e fazendo a propulsão da cobra para frente.

As cobras têm quatro métodos de movimento:


  • serpentino - esse movimento em forma de S, também conhecido como locomoção ondulatória, é usado pela maioria das cobras terrestres e aquáticas. Começando no pescoço, a cobra contrai seus músculos, impulsionando seu corpo de um lado para o outro, criando uma série de curvas. Na água esse movimento facilmente faz a propulsão da cobra para frente porque em cada contração ela empurra para trás parte do corpo d'água. Na terra, a cobra geralmente encontra pontos de resistência na superfície, como pedras, ramos ou saliências, usando suas escamas para empurrar todos os pontos de uma só vez, impulsionando-se para a frente;

Uma espécie de cascavel usando as pedras como pontos de resistência
  • ondulação lateral - em ambientes com poucos pontos de resistência, as cobras podem usar uma variação do movimento de serpentina para se locomover. Contraindo seus músculos e arremessando o corpo, elas criam uma forma de S que tem apenas dois pontos de contato com o solo; quando se impulsionam, movem-se lateralmente. Uma boa parte do corpo fica fora do solo enquanto ela se move;
  • retilíneo - um método muito mais lento para movimentar-se é o estilo lagarta ou locomoção retilínea. Essa técnica também contrai o corpo em curvas mas essas ondas são bem menores e se curvam para cima e para baixo, ao invés de para os lados. Quando uma cobra usa o movimento de lagarta, os topos de cada curva levantam acima do solo enquanto as escamas ventrais da base empurram o chão, criando um efeito encrespado similar a uma lagarta se movendo;
  • sanfonado - os métodos anteriores funcionam bem para superfícies horizontais, mas as cobras escalam usando a técnica sanfonada. A cobra estende a cabeça e a frente do corpo ao longo da superfície vertical e então encontra um lugar para agarrar com suas escamas ventrais. Para conseguir se firmar bem, ela amontoa o meio do seu corpo em curvas apertadas que agarram a superfície ao mesmo tempo que traciona a parte de trás para cima; ela então salta para frente para encontrar um novo local para agarrar com suas escamas.

Alimentação

Embora as várias espécies de cobras tenham métodos diferentes de encontrar e pegar a presa, todas comem basicamente do mesmo modo. Suas mandíbulas incrivelmente expansíveis possibilitam-lhes capturar animais de tamanho muito maior e engoli-los inteiros. Enquanto a mandíbula superior do homem é fundida ao crânio e portanto imóvel, a mandíbula superior da cobra está ligada à caixa craniana através de músculos, ligamentos e tendões, o que permite mobilidade de frente para trás e de um lado para o outro. A mandíbula superior se liga à mandíbula inferior pelo osso quadrado, que funciona como uma dobradiça dupla de modo que a mandíbula inferior pode se deslocar, permitindo que a boca abra em até 150 graus. Além disso, os ossos que formam os lados das mandíbulas não estão fundidos na frente, como no queixo humano; em vez disso estão ligados pelo tecido muscular, permitindo que os lados se separem e movam independentemente uns dos outros. Toda essa flexibilidade é útil quando a cobra encontra uma presa maior do que a própria cabeça: a cabeça pode esticar para acomodar a presa.



Quando a cobra está pronta para comer, ela abre a boca e começa a "andar" com sua mandíbula inferior em direção à presa, ao mesmo tempo que o dentes curvados para trás seguram o animal (um lado da mandíbula puxa para dentro enquanto o outro se move para a frente para dar a próxima mordida). A cobra molha completamente a presa com saliva e por fim a traciona para dentro do esôfago. A partir daí, usa seus músculos para simultaneamente esmagar a comida e empurrá-la mais para dentro do trato digestório, onde é digerida e os nutrientes resultantes absorvidos.

Mesmo com todas essas vantagens, comer um animal vivo pode ser um desafio. Por causa disso, algumas cobras têm desenvolvido a habilidade de injetar veneno na presa para matar ou subjugar o animal antes de comê-lo. Algum veneno inclusive ajuda a iniciar o processo de digestão. Cobras com esse eficiente instrumento precisam de um modo igualmente eficiente de colocar o veneno dentro do sistema do animal: presas.

À frente ou no fundo de sua mandíbula superior, as cobras venenosas têm dois dentes afiados que são perfurados para permitir que o veneno passe por eles. Assim que uma cobra ataca, inserindo os dentes na presa, o veneno é comprimido das glândulas abaixo de cada olho para dentro do duto de veneno (pensa-se que durante seu trajeto, mais glândulas liberam compostos que o tornam mais eficiente) e sai pelo canal que está dentro das presas.


Nas cobras não venenosas, constritoras, os dentes são fixos; em cobras com presas longas (com sulcos), os dentes se dobram para trás dentro da boca quando não estão em uso; caso contrário, a cobra poderia perfurar a base da própria boca.

Embora as espécies de cobras venenosas, que são apenas um quinto de todas as cobras, tenham cada uma seu próprio veneno especial, mostramos a seguir os três tipos mais importantes de toxinas encontradas no veneno das cobras:

  • neurotoxinas - afetam o sistema nervoso, deprimindo os centros nervosos e geralmente fazendo parar a respiração;
  • cardiotoxinas - deterioram os músculos do coração fazendo com que pare de bater;
  • hemotoxinas - fazem os vasos sangüíneos se romperem, resultando em hemorragia interna generalizada.
Alguns venenos podem incluir também aglutininas, que fazem o sangue coagular, ou anticoagulantes, que deixam o sangue ralo. A maior parte dos venenos de cobra usa vários desses compostos para ter um efeito combinado mortal.
Algumas cobras tiram a vida de sua presa de outra maneira: constrição. Assim que a cobra tem o animal firmemente preso nas suas mandíbulas, ela enrola seu corpo em espirais em torno da presa. Quando o animal expira, deixando sair o ar da cavidade do seu corpo, a cobra contrai seu poderoso sistema de músculos para apertar as espirais, espremendo o corpo de modo que o animal não consegue inspirar novamente. De acordo com um estudo feito em 2002 pela Carnegie Mellon University, dependendo do tamanho, uma cobra constritora pode aplicar 400 a 800 gramas de pressão por centímetro quadrado. Embora essa pressão sufoque a presa por comprimir os pulmões, pode também ter o mesmo efeito no coração, acelerando significativamente a morte.

Sexo das cobras

Alguém pode pensar que não ter membros atrapalha a vida amorosa, mas não é o caso das cobras. Quando uma cobra fêmea está pronta para copular, ela começa a liberar um perfume especial (feromônio) das glândulas da pele que têm nas costas. Quando sai para sua rotina diária, ela deixa um rastro de odor à medida em que se impulsiona sobre os pontos de resistência do solo (veja em Locomoção). Se um macho sexualmente maduro capta seu perfume, ele segue seu rastro até encontrá-la. A cobra macho começa a cortejar a fêmea, batendo com seu queixo na parte de trás da cabeça da fêmea, e rastejando sobre ela. Quando ela está desejosa, levanta a cauda. Nesse ponto, ele enrola sua cauda em torno da cauda dela para que a base de suas caudas se encontrem na cloaca (o ponto de saída para excreções e fluido reprodutivo). O macho insere seus dois órgãos sexuais, os hemipênis, que então se estendem e liberam esperma. O sexo das cobras geralmente dura uma hora, mas pode durar até um dia inteiro.
As cobras fêmeas se reproduzem uma ou duas vezes por ano; contudo, os métodos de parto variam entre as espécies. Algumas cobras dão a luz a filhotes formados (desde 1 até 150 por vez), enquanto que outras colocam ovos (de 1 até 100 por vez); algumas inclusive combinam esses métodos, guardando os ovos internamente até que se rompam, dando à luz filhotes já formados. No geral, as cobras não sentam sobre seus ovos como as galinhas, mas em alguns casos protegem os ovos e filhotes por alguns dias depois que nascem.

Foto cedida por Morguefile
Elaphe guttata se refrescando na água

Fonte: HowStuffWorks Brasil

sábado, 16 de novembro de 2013

Nova espécie de dinossauro achada em MT é estudada por pesquisadores

Fósseis de espécie herbívora foram encontrados no município de Tesouro.
Animal tinha entre 8 e 10m de altura e era da família dos titanossauros.

Carolina Holland
Do G1 MT

O fóssil de uma nova espécie de dinossauro descoberta em Mato Grosso está em fase de estudo por pesquisadores de Mato Grosso e do Rio de Janeiro. Os vestígios do animal, que era herbívoro, tinha entre 8 e 10 metros de altura e pertencia à família dos titanossauros, foram descobertos em 2002, no município de Tesouro, a 385 km de Cuiabá.
Um dos responsáveis pelos trabalhos é o doutor em paleontologia Alexander Kellner, de 52 anos, do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Nascido em Liechtenstein, mas naturalizado brasileiro, ele também foi um dos descreveram o primeiro fóssil de dinossauro encontrado em solo mato-grossense, o abelissauro.
O fóssil atualmente em pesquisa é composto por coluna vertebral, braços e pernas. O paleontólogo evita dar muita informação sobre o dinossauro. “Não se costuma falar muito de um animal que está sendo descrito ainda”, justifica Kellner, que já descreveu cerca de 50 espécies de animais e, entre eles, aproximadamente 10 dinossauros.
O material ficou parado por um bom tempo no museu nacional, diz o estudioso, e não há prazo para que a descrição fique pronta. Além do tamanho dos dinossauros em si, um dos entraves para a pesquisa é a falta de verba, aponta Kellner.
“Até porque os pesquisadores não estudam só essas espécies. E os dinossauros, por serem muito grandes, demandam mais tempo e mais dinheiro. Uma das grandes dificuldades é remover o sedimento que envolve o fóssil”, comenta.
Um dos exemplos da demora nesse processo é a descrição do abelissauro, há pouco mais de uma década. A vértebra caudal e uma vértebra da coluna foram encontrados no distrito Jangada Roncador, de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, na década de 60, mas o animal só foi descrito cerca de 40 anos depois. O fóssil permaneceu décadas no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e acabou sendo estudado por pesquisadores do Museu Nacional do Rio de Janeiro.
O animal ganhou o nome de Pycnonemossaurus nevesi e o apelido de “lagarto de Abel”. O dinossauro era carnívoro, podia chegar a 4 metros de altura e viveu há aproximadamente 70 milhões de anos. Uma réplica de 2,20 metros de altura e 7 de cumprimento pode ser vista no Museu de Pré-História Casa Dom Aquino, na capital.

Pesquisas em MT

A estimativa é que no máximo cinco pesquisadores atuem no estado, nos dias atuais, para estudar fósseis, diz a bióloga e doutora em botânica Silane Caminha, responsável pelo laboratório de paleontologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
“O estado é gigantesco e há pouquíssimas pessoas trabalhando com isso. O potencial é muito grande. Temos vários invertebrados e muitos vertebrados. E há as plantas também. Acho que nossa evolução de conhecimento de dinossauros deveria ser muito além do que está”, afirma.
Porém, a riqueza de Mato Grosso não está relacionada apenas aos vestígios de dinossauros. Aqui, por exemplo, foi encontrado dez anos atrás o fóssil de um peixe, em Alto Garças, a 366 km da capital, que teria vivido há mais ou menos 250 milhões de anos. O autor da descoberta, que ocorreu durante uma aula de campo, foi um aluno do curso de geologia da UFMT.

Fóssil de peixe encontrado por estudante durante aula de campo em Alto Garças (Foto: Carolina Holland/G1)

“É importante porque é um holótipo (espécime único, a partir do qual foi descrita uma espécie ou subespécie). Uma espécie nova. E é o primeiro peixe encontrado aqui no estado. Depois desse achado, não foi encontrado mais nada”, explicou Silane. A publicação da descrição do fóssil, no entanto, nunca saiu. “Já foi submetida, está tudo certo, mas não foi publicada ainda. Essas coisas demoram mesmo, na verdade”, afirma.
De acordo com a doutora, alguns dos lugares com maior potencial paleontológico no estado são a região de Chapada dos Guimarães (dinossauros e braquiópodes - invertebrados que parecem ostras), Guiratinga e Tesouro (dinossauros), e Alto Garças (mesossauro – espécie de lagarto pequeno).
Os vestígios mais comuns encontrados no estado são de braquiópodes. “São 'conchinhas' encontadas com abundância em Chapada. E são importantes porque foram pouco estudadas. Foram alvo de pesquisas nas década de 80 e 90, mas, depois disso  ninguém nunca mais estudou”, diz Silane.
A pesquisadora avalia que os fósseis do estado ainda são pouco conhecidos. E, apesar do potencial, o estado não atrai muita gente de fora. “A impressão que eu tenho quando vou a congressos é que todo mundo quer vir a Mato Grosso. Mas, efetivamente, nunca aconteceu. Tem muitos paleontólogos no Sudeste e Sul do país. Mas eles acabam se envolvendo nas pesquisas locais”, afirma. Essa ausência de interessados é ruim, avalia Alexander Kellner “A falta de pesquisadores faz com que demore a elucidação das pesquisas”, opina.
Outros achados de dinossauros, como coprólitos (restos fecais fossilizados), fêmur e ossos longos desses animais podem ser vistos no Museu de Minerais, Rochas e Fósseis da UFMT.

Ir a campo

As idas a campo em busca de fósseis são sempre incógnitas. Muitas vezes, paleontólogos e estudantes passam dias procurando e nada. Ou quando encontram, são coisas mais soltas, como vértebras e costelas. Achar um animal inteiro é raro.
“A atividade de coleta é de risco. Fica-se muito tempo acampado, tirando muita coisa da terra, dormindo em barraca. Não é fácil. E ainda existe a possibilidade de não encontrar nada”, diz Kellner.
Na UFMT, 40 alunos do curso de geologia vão a campo uma vez por ano para passar de 4 a 7 dias vasculhando. Às vezes encontram alguma coisa. Porém, mas na maioria das vezes, não. “A gente vai preparado para não encontrar nada”, ressalta Silane.
No entanto, quando um fóssil é descoberto, tudo muda. “A comida passa a ser uma delícia e o acampamento vira hotel cinco estrelas”, brinca Kellner.

Fósseis e população

O laboratório de paleontologia da UFMT recebe colaboração de moradores de várias regiões do estado, que avisam quando encontram materiais. Alguns donos de minas também têm exercido papel importante no estímulo à pesquisa. Quando algum trabalhador encontra um fóssil, por exemplo, encaminha à universidade.
Contudo, ocorrem ainda enganos, como o de confundir ossos 'novos' com fósseis. Para saber se o que foi encontrado deve ser objeto de pesquisa para paleontólogos, uma das dicas é verificar a densidade: o fóssil é mais rocha do que osso e, por isso, é pesado como uma pedra. Em outras palavras, o osso recente é muito mais leve porque não é uma rocha ainda.
Para a paleontologia, materiais de até 10 mil anos atrás são subfósseis. E, anteriores a isso, fósseis.

Fóssil de mesossauro encontrado em Mato Grosso está no laboratório de paleontologia da UFMT
(Foto: Carolina Holland/G1)

Fonte: G1

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Mais sobre as cobras

Sucuri: a rainha da selva

A cobra mais pesada que existe é também uma das melhores nadadoras. A sucuri, que pode pesar até 250 kg e medir mais de 30 cm de diâmetro, geralmente vive perto de rios tranqüilos e pântanos nas florestas da América do Sul. Passa a maior parte do tempo na água, onde pode mover-se muito mais rápido do que na terra, usando seus músculos potentes para fazer a propulsão através da água com locomoção ondulatória.
Como um jacaré, os olhos e narinas da sucuri se localizam em cima da cabeça para que possam ver a presa e respirar, ao mesmo tempo mantendo o resto do corpo escondido embaixo da água. Quando fica completamente submersa, a sucuri pode prender a respiração por até 10 minutos. Essas cobras também copulam e dão à luz dentro da água (veja a seção Sexo das cobras). Para se alimentar, a sucuri, que não é venenosa, usa constrição para sufocar e geralmente afogar sua presa (veja a seção Alimentação).

As cobras podem voar?

Há cinco espécies diferentes de cobras "voadoras". Essas cobras venenosas, que habitam as árvores, são encontradas no Sri Lanka e sudeste da Ásia.
Elas se penduram em um galho alto e balançam no ar. Então fazem seu corpo se achatar alargando suas muitas costelas e usam movimentos laterais em forma de S para se manter no ar. Essas cobras não podem voar para cima, mas conseguem planar por uma boa distância.


Jiboia: o abraço mais apertado

Foto cedida pelo Zoológico de Saint Louis
Corallus caninus

A jiboia tem algumas semelhanças à sucuri, porém a maior diferença está relacionada com o fato da jibóia permanecer fora da água a maior parte do tempo, contrariamente à sucuri, que permanece a maior parte do tempo dentro d’água.

Essa cobra não venenosa da América do Sul e Central, que pode pesar mais de 27 kg e crescer até 3 metros, usa o processo de constrição para sufocar e matar sua presa antes de comê-la inteira. Sabe-se que ela espreme e come macacos, roedores e outros répteis, usando com freqüência a preensão com a cauda para pendurar nas árvores e cair sobre a presa.

Fonte: HowStuffWorks Brasil