quinta-feira, 6 de junho de 2013

Instituto belga encontra esqueleto completo de dinossauro do Jurássico

Animal foi descoberto na China e é precursor das aves modernas.
Estudo revela que estrutura óssea é a mesma da família dos pássaros.

Esqueleto da espécie 'Aurornis xui', que viveu no período Jurássico na China (Foto: Thierry Hubin/IRSNB)

O Instituto Real Belga de Ciências Naturais descobriu recentemente um esqueleto completo, com características bem preservadas, de um dinossauro precursor das aves pertencente à espécie Aurornis xui.

O animal foi encontrado na província de Liaoning, na China, e acredita-se que ele tenha vivido durante a segunda metade do período Jurássico.
De acordo com os cientistas, que publicaram o estudo na revista "Nature" desta quarta-feira (29), o achado ajuda a entender como as aves evoluíram e aprenderam a voar.
Além disso, a pesquisa revelou que espécies com essa estrutura óssea pertencem à família dos pássaros na escala evolutiva. Os resultados também recolocam o dinossauro alado Archaeopteryx no grupo Avialae, que inclui aves e familiares evoluídos a partir dos répteis gigantes.
O trabalho esclarece, ainda, a classificação e a ramificação de outros pássaros que habitaram a Terra no Jurássico e no Cretáceo. Segundo os autores, a diversificação das aves e dos dinossauros ocorreu na Ásia, durante o Jurássico Médio.

Reconstrução visual de como seria o 'dinossauro alado' 'Aurornis xui' (Foto: Jonica Dos Remedios/IRSNB )

Mais uma concepção artística de como seria o animal pré-histórico do Jurássico (Foto: Masato Hattori)

Fonte: G1

terça-feira, 4 de junho de 2013

Imagens estranhas com dinossauros

1. Um homem montado em um Tiranossauro que, por sua vez, está montado em um tubarão...


2. Seria um dinossauro contra o mitológico Octopus?


3. Um guerreiro medieval montado em um dinossauro...



Análise de fósseis revela detalhes de asas ancestrais

Estudo diz que animais pré-históricos passavam muito tempo em árvores.
Penas evoluíram para isolamento térmico, exibicionismo e depois para voo.

Novo estudo publicado em 2012 na revista científica "Current Biology" mostra que uma espécie de pássaro pré-histórico e outra de dinossauro alado tinham uma versão bastante primitiva de asas.
A pesquisa liderada por Nicholas Longrich, da Universidade Yale, nos EUA, mostra que esses animais passavam a maior parte do tempo em árvores. Segundo o autor, após analisar fósseis com bastante cuidado, será possível entender como essas espécies evoluíram.

Em cima, asa esquerda de 'Archaeopteryx lithographica' e close de coberturas primárias e dorsais de penas do animal (dir.); abaixo, asa direita e detalhes de coberturas primárias (Foto: Current Biology/Divulgação)

"Isso nos faz repensar a capacidade aérea nas fases iniciais da evolução aviária", disse o coautor Anthony Russell, da Universidade de Calgary, no Canadá. Também contribuiu para o estudo o pesquisador Jakob Vinther, da Universidade de Bristol, no Reino Unido.
O arranjo de penas disposto nas asas dos pássaros atuais teria evoluído em algumas dezenas de milhões de anos, e se mantido estável nos 130 milhões de anos seguintes. De acordo com Longrich, o Archaeopteryx lithographica tinha várias camadas de penas para voos longos. Já o Anchiornis huxleyi apresentava tiras de penas sobrepostas, de forma semelhante a um pinguim.

Detalhe do interior de uma asa de 'Anchiornishuxleyi' (Foto: Current Biology/Divulgação)

Esses "elos perdidos" representaram uma transição entre os dinossauros e os pássaros atuais. Lentamente, as asas do Anchiornis e do Archaeopteryx se tornaram mais avançadas, até chegar à versão de hoje.
"Vemos que as penas evoluíram inicialmente para isolamento térmico. Outras mais complexas evoluíram para serem exibidas. Estas acabaram se mostrando excelentes membranas que poderiam ser usadas para locomoção aérea, o que só mais tarde se tornou o que consideramos 'bater voo'", disse Vinther.
Os autores destacam que as asas primitivas trabalhavam como simples aerofólios usados para planar, e talvez fossem movimentadas em alta velocidade. Mas voos em baixa velocidade e decolagens do solo seriam muito mais difíceis ou mesmo impossíveis.

Fonte: G1

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Australianos convivem com crocodilos no jardim

Phil Mercer
Correspondente da BBC News em Sydney


População de crocodilos vem crescendo desde a década de 70

A população de crocodilos na Austrália explodiu nos últimos anos e já se tornou algo comum ouvir relatos de pessoas que se depararam com os répteis passeando por seus quintais ou rondando suas casas.
Por trás de uma cerca de metal, Harold, um crocodilo adulto de 4,6 metros de comprimento, me encara com olhos suspeitos.
Apesar da segurança, é inquietante estar tão perto de um predador amedrontador que não tira os olhos de mim.
Mas no Estado australiano de Território Norte, crocodilos de água salgada como Harold vem se multiplicando em riachos, rios e pântanos.
Os números da população da espécie estão de volta a níveis não vistos desde que a caça foi banida, em 1971. À medida que a população destes répteis aumenta, também cresce a ameaça a residentes e turistas.
Os ataques vêm aumentando. Em abril, um francês lutou com um crocodilo de dois metros que o abocanhou pela cabeça perto da cidade de Nhulunbuy.
Há registros de ao menos uma morte por ano e pipocam histórias espetaculares de pessoas que escaparam por pouco de virar presa do réptil.
"Há crocodilos passeando nos quintais das pessoas", afirma Rachel Pearce, da Comissão de Parques e Vida Selvagem do Território Norte.
"Muitas pessoas vivem perto de riachos aqui e moram em casas grandes", diz ela. "Quando o nível da água sobe, os crocodilos vão para onde querem. Muito frequentemente eles vão parar nos quintais dessas dessas pessoas em busca de seus cachorros ou outras coisas".

Perto da sala

Um crocodilo de dois metros encontrado na entrada de uma casa, ao lado da sala de estar, perto da cidade de Darwin foi apreendido por um guarda-florestal que pulou por trás do animal para capturá-lo com segurança.
Autoridades recomendam que quem encontrar um predador desses ao lado de casa que fique longe da fera e peça ajuda a profissionais especializados imediatamente.
Estima-se que cerca de 80 mil crocodilos habitem na região de Território Norte e 50 mil estejam em Queensland e Austrália Ocidental. Cientistas acreditam que os números estejam se estabilizando depois do aumento registrado desde que caçadores foram forçados a aposentar seus rifles há mais de 40 anos.
O número de crocodilos na área conhecida como Austrália tropical já é comparado à população de Darwin, capital do Território Norte, onde autoridades estão concentrando esforços para proteger residentes e turistas.
A maioria das vítimas não são turistas, que ignoram as placas de advertência e acabam entrando em apuros, mas os residentes.
Para muitos, nadar em rios e riachos da infância está fora de cogitação.

Fonte: BBC

sábado, 1 de junho de 2013

Projeto de pesquisa visa preservação das tartarugas marinhas no estado

Trabalho é feito em São Luís, Barreirinhas, Balsas, Ilha do Caju e Baixada.
Estudo vai ajudar na observação do ciclo de vida das espécies.

Do G1 MA


Pesquisa “Ecologia e Conservação de Tartarugas do Estado do Maranhão” é realizada há 13 anos (Foto: Divulgação/Secom)

Projeto realizado pela pesquisadora Larissa Nascimento Barreto, em parceria com alunos dos cursos de Biologia e Oceanografia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), visa a preservação das tartarugas marinhas presentes no estado. De acordo com estudiosos do universo da espécie, a cada mil filhotes do animal que nascem no litoral brasileiro, apenas uma vai alcançar a idade reprodutiva, aos 30 anos.
O trabalho de pesquisa, que este ano conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico do Maranhão (Fapema) é realizado em São Luís, Barreirinhas, Balsas, na Ilha do Caju e na Baixada Maranhense, e conta também com a participação de alunos de mestrado e do professor doutor Juarez Pezzuti, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e do doutor George Rebelo, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
Há 13 anos a pesquisadora Larissa Nascimento desenvolve a pesquisa “Ecologia e Conservação de Tartarugas do Estado do Maranhão”. Até agora, ao longo desse tempo, duas espécies são mais observadas: a Kinosternon scorpioides (jurara) e Trachemys adiutrix (capininga), na área de estudo chamada Ilha de Curupu.
“Das duas espécies, temos dados de estrutura populacional que mostra a variação do número de machos e fêmeas e de diferentes classes de tamanho ao longo dos meses. Esses dados nos ajudam a observar se as populações estão em equilíbrio ao longo desses 13 anos”, explicou a pesquisadora Larissa Barreto.

A cada mil filhotes do animal que nascem no litoral brasileiro, apenas uma vai alcançar a idade reprodutiva (Foto: Divulgação/Secom)

O levantamento, também, apurou a forma como as espécies se alimentam (a maioria é herbívora quando adultas e carnívoras quando jovens) e analisou as glândulas reprodutivas para saber a idade de maturação sexual das tartarugas. Esses resultados vão servir como base para a conservação e medidas de manejo mais adequadas para as espécies, em princípio, àquelas que estão na zona costeira.
“Ao longo dos 13 anos foram observados vários impactos, principalmente morte em redes de pesca. Os trabalhos com as espécies marinhas se concentram em observar encalhes e as causas da morte”, informou a pesquisadora.
Desafios
Os pesquisadores elencam os maiores desafios para a continuidade do projeto como, por exemplo, a realização do estudo de ecologia de ninhos. De acordo com a pesquisadora Larissa Barreto, esse estudo vai ajudar na observação do ciclo de vida das tartarugas desde o período de incubação, passando pelo número de ovos, a postura até a taxa de mortalidade dos recém-nascidos. “Isso não foi possível ainda, pois não conseguimos encontrar um número suficiente para a realização das análises”, afirmou.
Para chegar a esse processo, rádios (telemetria) estão sendo instalados para acompanhar as fêmeas no momento da desova para facilitar o encontro dos ninhos e coletar os dados das tartarugas.
Apoio
A pesquisa “Ecologia e Conservação de Tartarugas”, apoiada pela Fapema, está em vigência desde 2000 e foi aprovada pelo Edital Universal em alguns anos e, também, pelo edital Rebax - Projeto Rede de Pesquisa da Baixada Maranhense.
A intenção é que com o novo aporte de recursos, pesquisas sejam realizadas no município de Paulino Neves, para a ecologia de alimentação, além de difundir os estudos na Baixada Maranhense.

Fonte: G1

Fóssil pode ajudar a explicar como surgiu o casco de tartaruga

Animal que viveu há 250 milhões de anos representa um elo evolutivo.
Vestígios do ser pré-histórico foram achados na África do Sul.

Do G1, em São Paulo

Comparação entre o casco de uma tartaruga
moderna e o 'Eunotosaurus' (Foto: Luke Norton/
Divulgação)

Um fóssil encontrado na África do Sul apresenta um animal que deve servir como um elo para explicar o surgimento do casco de tartaruga. O animal, que recebeu o nome de Eunotosaurus africanus, viveu há cerca de 250 milhões de anos.
O casco de tartaruga mais antigo já encontrado data de 210 milhões de anos atrás e tem todas as características dos cascos modernos. Isso, na verdade, deixava os cientistas um pouco frustrados, porque não revelava os passos evolutivos que levaram à formação desse tipo de estrutura nos animais.
O Eunotosaurus ainda não tinha um casco propriamente dito, mas seu tronco tem muitas características típicas da ordem dos quelônios, à qual pertencem as tartarugas modernas. Essas características dizem respeito principalmente à formação das costelas, que são bem largas e não possuem músculos entre os ossos.
“Há vários traços anatômicos e evolutivos que indicam que o Eunotosaurus é um representante antigo da linhagem da tartaruga. No entanto, sua morfologia é intermediária entre o casco especializado encontrado nas tartarugas modernas e traços primitivos encontrados em outros vertebrados. Assim, o Eunotosaurus ajuda a ligar a lacuna entre as tartarugas e os demais répteis”, afirmou o autor do estudo, Tyler Lyson, em material divulgado pelo Museu Smithsoniano de História Natural, nos EUA, onde ele conduziu a pesquisa, publicada pela revista "Current Biology".
O próximo passo dos cientistas é entender como a respiração das tartarugas se adaptou à estrutura óssea. Em geral, as costelas têm certa mobilidade para ajudar os pulmões no processo, mas isso não acontece nesses animais.

Fonte: G1