quarta-feira, 9 de maio de 2018

Nova espécie de lagarto é encontrada em estômago de dinossauro

O fóssil do animal foi encontrado em bom estado de conservação em estômago de dinossauro que viveu há 150 milhões de anos

REGISTRO DO DINOSSAURO 'COMPSOGNATHUS LONGIPES' (FOTO: DIVULGAÇÃO)

O lanchinho de um dinossauro rendeu uma nova descoberta para a ciência: pesquisadores do Museu Americano de História Natural identificaram uma espécie inédita de lagarto que estava localizada no estômago do fóssil de um dinossauro que viveu há 150 milhões de anos. Conhecido comoCompsognathus longipes, o dinossauro foi encontrado na Alemanha no século 19, mas apenas recursos tecnológicos recentes permitiram uma análise mais detalhada do fóssil. 

Ao realizar um exame de imagem, os cientistas localizaram na região do estômago do fóssil um pequeno lagarto que estava praticamente intacto. Ao comparar a estrutura óssea da espécie com outros registros paleontológicos conhecidos, os pesquisadores concluíram que o lagarto nunca havia sido descoberto, sendo batizado como Schoenesmahl dyspepsia. 

O Compsognathus longipes (também conhecido como compsognato) era bípede, carnívoro e tinha cerca de 75 centímetros de comprimento, sendo um dos menores dinossauros já registrados. De acordo com a análise feita pelos cientistas do Museu Americano de História Natural, o compsognato rasgou sua presa antes de engoli-la.

O banquete, no entanto, teve um final trágico: apesar de não ser possível determinar o motivo de sua morte, é certo que o dinossauro não teve tempo nem ao menos de digerir o pequeno lagarto antes de encontrar a morte. 

Fonte: Revista Galileu

terça-feira, 3 de abril de 2018

Dinossauro com penas coloridas e brilhantes é descoberto na China

Penas fossilizadas há 161 milhões de anos foram analisadas por um microscópio eletrônico

O DINOSSAURO 'CAIHONG JUJI' FOI DESCOBERTO NA CHINA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Se existisse um concurso de moda durante o período Jurássico certamente oCaihong juji concorreria ao título de dinossauro mais estiloso do planeta: pesquisadores chineses localizaram o fóssil da criatura, que viveu há 161 milhões de anos, e conseguiram reproduzir as cores de suas penas graças à análise realizada com um microscópio eletrônico.

Os cientistas concluíram que as penas do Caihong juji eram brilhantes e multicoloridas, com tonalidades de azul, verde e laranja. Por conta disso, ganhou o apelido de "arco-íris".

De acordo com os pesquisadores da Universidade Normal de Shenyang, foi possível realizar a análise das cores porque o fóssil preservara células com características referentes à pigmentação, chamadas melanosomas.

Após escanear o antigo dinossauro com um microscópio capaz de vasculhar as estruturas celulares, os cientistas realizaram uma comparação dos dados obtidos com informações dos melanosomas de pássaros da atualidade.

As estruturas de pigmentação das penas do Caihong juji na região da cabeça, peito e cauda eram semelhantes às encontradas em pássaros como o beija-flor, revelando suas características brilhantes e coloridas.

FÓSSIL LOCALIZADO NA CHINA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Fonte: Revista Galileu

segunda-feira, 5 de março de 2018

Fóssil encontrado no Egito revela trajetória desconhecida dos dinossauros

Espécie foi considerada o "Santo Graal" da paleontologia

CONCEPÇÃO ARTÍSTICA DO RECÉM DESCOBERTO MANSOURASAURUS.
(FOTO: CARNEGIE MUSEUM OF NATURAL HISTORY / ANDREW MCAFEE)
Durante boa parte do tempo que os dinossauros caminharam sobre a Terra, os continentes estavam unidos. O supercontinente Pangea só começou a se dividir, a caminho da configuração geográfica atual, durante o período Cretáceo, entre 145 e 65 milhões de anos atrás. Como os gigantescos e extintos animais lidaram com a separação, no entanto, sempre foi um mistério para os paleontólogos.


Principalmente na África, onde as regiões com maior potencial para encontrar fósseis estão cobertas por florestas, tornando difícil a tarefa de encontrar vestígios de dinossauros que viveram por lá no final do Cretáceo, imediatamente antes do meteoro que os eliminaram da face da Terra.Uma nova descoberta, no entanto, ajuda a preencher essa lacuna na história dos répteis gigantes.

Batizado de Mansourasaurus shahinae, em homenagem à Universidade de Mansoura, de onde saiu o grupo de pesquisa que encontrou os fósseis do animal, foi descoberto próximo ao oásis Dakhla, em meio ao deserto do saara, no Egito. 


Herbívoro, com um longo pescoço e o comprimento de um ônibus, eles são mais parecidos às espécies previamente encontradas na Europa e Ásia que na América do Sul e no sul do continente africano. Esse fato indica que pelo menos alguns dinossauros podem ter se locomovido entre África e Europa pouco antes de serem extintos.

ESQUELETO RECONSTRUÍDO DO MANSOURASAURO. EM AZUL OS OSSOS PRESERVADOS NO FÓSSIL. 
(FOTO: ANDREW MCAFEE, CARNEGIE MUSEUM OF NATURAL HISTORY)

“Os últimos dinossauros da África não estavam completamente isolados, ao contrário do que alguns pesquisadores propuseram no passado”, afirma Eric Gorscak, pesquisador no Museu Field de História Natural, nos Estados Unidos. “Ainda existiam conexões com a Europa."

O Mansorasaurus pertence ao grupo dos titanosauros, que inclui alguns dos maiores dinossauros que existiram, como o Dreadnoughtus e o Argentinosauro. Esse, porém, não era tão grande assim, com peso aproximado de um elefante africano. Sua importância, porém, se deve ao fato de ser o mais completo dinossauro da espécie do fim do Cretáceo encontrado na África.


“Quando eu vi as fotos dos fósseis, meu queixo caiu. Era o Santo Graal que os paleontólogos estavam procurando por um longo, longo tempo”, contou Matt Lamanna, paleontólogo Museu Carnigie de História Natural, coautor do estudo.

Fonte: Revista Galileu

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Rastros de dinossauros são encontrados no estacionamento da NASA

Dinossauros e mamíferos passaram pelo estacionamento da agência espacial norte-americana há 100 milhões de anos

FOTO: NASA

Em 2012, o cientistaRay Stanford se deparou com um pedaço de uma pedra saindo do asfalto do estacionamento do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. Ao analisar a descoberta, ele se deparou com muito mais: pegadas que mamíferos e dinossauros deixaram há pelo menos 100 milhões de anos.

Em estudo publicado no periódico Scientific Reports, Stanford e especialistas da agência espacial americana, um paleontólogo da Universidade do Colorado em Denver e do Museu de História Natural Smithsonian relatam que a descoberta é uma das primeiras evidências das duas classes de animais interagindo entre si no passado.

FOTO: NASA

Com cerca de 2,4 metros de largura, a amostra encontrada possui cerca de 70 pegadas de oito espécies, incluindo mamíferos pequenos e dinossauros enormes. Os pesquisadores acreditam que os animais tenham passado por ali no mesmo período, e que o local tenha sido um pântano onde as espécies deixaram pegadas. "A concentração de pegadas de mamíferos nesse local é de uma magnitude bem maior do que qualquer outro lugar do mundo", afirmou Martin Lockley, paleontólogo da Universidade do Colorado em Denver, em anúncio.

Cada pegada tem sua própria história. A de um nodossauro adulto, por exemplo, vinha acompanhada da de um filhote da espécie, demonstrando que os dois estavam viajando juntos. Também foram identificados rastros de saurópodes, terópodas, dinossauros carnívoras parecidos com o velociraptor e o T-rex, bem como pterossauros.  

FOTO: NASA

Já os mamíferos eram pequenos em sua maioria, do tamanho de esquilos e cachorros, como a maioria dos animais do tipo descobertos da época. Os paleontólogos acreditam que os mamíferos estavam andando juntos em busca de vermes e larvas para se alimentar e provavelmente fugindo das espécies de dinossauros carnívoros.

FOTO: NASA

"É como uma máquina do tempo", afirmou Stanford. "Podemos ter uma noção de como foram alguns dias de atividade desses animais. Vemos a interação e como passaram uns pelos outros. Isso vai nos permitir analisar melhor os primórdios da Terra. É muito empolgante."

Fonte: Revista Galileu

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Descoberta uma nova espécie de dinossauro

Era um herbívoro e do tamanho de um carro médio

Ilustração representando o Mansourasaurus shahinae© Andrew McAfee/
Carnegie Museum of Natural History/Handout via REUTERS
Cientistas descobriram no deserto do Saara egípcio um fóssil de uma nova espécie de dinossauro, que seria tão pesada quanto um elefante adulto, divulgou hoje a revista científica Nature Ecology and Evolution.

A espécie, designada com o nome científico de "Mansourasaurus shahinae", aparentava ter um longo pescoço.

O novo dinossauro, um herbívoro do tamanho de um autocarro médio e com peso semelhante ao de um elefante adulto, pertence à família dos saurópodes, os maiores animais terrestres que alguma vez existiram.

O fóssil, o mais completo até agora descoberto em África, data do fim do Cretáceo, período compreendido entre 145 milhões e 66 milhões de anos. Os dinossauros extinguiram-se há 65 milhões de anos, fruto, segundo a tese prevalecente, do impacto de um asteroide na Terra.

De acordo com a universidade norte-americana de Ohio, que participou na investigação, foram encontrados no Saara ossos do crânio, a mandíbula inferior, vértebras, costelas, uma pata dianteira e outra traseira.

Para a equipa de paleontólogos, a descoberta representa o "Santo Graal", uma vez que muito poucos fósseis do Cretáceo foram encontrados em África.

Os peritos sustentam que o "Mansourasaurus shahinae" era mais próximo dos dinossauros da Europa e da Ásia do que dos dinossauros do Sul de África e da América do Sul.

"Os últimos dinossauros de África não estavam completamente isolados, contrariamente ao que foi avançado no passado", afirmou, citado pela agência noticiosa AFP, um dos coautores do estudo, Eric Gorscak, da Universidade de Ohio.

Fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Blog Reptossaurus - Sete anos no ar!


No dia 25 de fevereiro de 2018 o Blog Reptossaurus completará 07 anos no ar!


O blog é um dos mais visitados do Brasil e do mundo, com conteúdo de altíssima qualidade, com artigos e notícias selecionadas.


Com quase 1.500 postagens e com material dividido por temas e marcações o estudante, ou simplesmente aqueles que gostam de répteis (principalmente de dinossauros) tem muito o que explorar.


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Ninho de ovos de dinossauro com 130 milhões de anos é encontrado

Os fósseis foram encontrados por acaso, graças à construção de uma nova escola na área

Os ovos foram identificados como pertencentes ao período Cretáceo

Trinta ovos de dinossauros em estado fossilizado foram encontrados na cidade de Ganzhou, na província chinesa de Jiangxi. A área, conhecida como cidade natal dos dinossauros, leva este nome devido às grandes descobertas de fósseis da espécie ali encontrados. Acredita-se que esses ovos tenham, em média, 130 milhões de anos.

Os fósseis foram encontrados por acaso, graças à construção de uma nova escola na área. Após uma explosão para quebrar uma grande rocha que atrapalhava a arquitetura da construção, trabalhadores observaram um ninho de ovos no local da cratera. Com a descoberta, a polícia local foi acionada, assim como especialistas do Museu Dayu County.

Os ovos foram identificados como pertencentes ao período Cretáceo, que veio imediatamente após o Período Jurássico, cerca de 145 milhões de anos atrás. Os dinossauros que viveram nesse período foram os tiranossauros rex, o Velociraptor e  os triceratops de três chifres. De acordo com informações do jornal britânico Mirror, os ovos foram coletados e estão sendo mantidos no museu do condado para estudos futuros.

Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Operários acham osso de dinossauro durante obra no interior de SP

Os restos, encontrados na cidade de Jaci, pertencem a um titanossauro. A descoberta foi levada para o Museu de Paleontologia de Uchoa


O fóssil, que é a parte inferior de um fêmur, pesa 25 quilos e mede 40 centímetros (TV TEM/TV Globo/Reprodução)

O osso de um dinossauro que viveu há 40 milhões de anos no interior de São Paulo foi encontrado na última semana por operários de uma obra na zona rural de Jaci, na região de São José do Rio Preto. O fóssil de 25 quilos e 40 centímetros foi identificado como sendo a parte inferior do fêmur de um titanossauro pelo paleontólogo Fabiano Iori, que esteve no local.

Esses dinossauros herbívoros de cauda e pescoço longos andavam em bandos pelo território em que se localizam atualmente as regiões norte e oeste paulista. A peça foi levada para o Museu de Paleontologia de Uchoa, cidade próxima.

De acordo com o administrador Leonardo Silva Paschoa, o osso foi localizado durante obras para um empreendimento imobiliário. Os operários avisaram o dono do imóvel e ele conseguiu retirar o fóssil.

“Por sorte, o osso estava em terreno macio e ele conseguiu fazer a retirada sem fragmentar a peça. É raro encontrar um fóssil em tão bom estado.” Segundo Paschoa, também foi achado um dente de dinossauro carnívoro próximo ao pedaço do fêmur. “A equipe de prospecção do museu vai ao local em dezembro para um trabalho de campo, já que temos autorização federal para fazer essas escavações.”

O fóssil será tombado, catalogado e passará por análise. Em seguida, será exposto no museu, que é municipal e já tem no acervo outros fósseis de animais pré-históricos, como dentes de um abelissauro e a vértebra de um megaraptor, ambos dinos carnívoros.

As peças foram encontradas em Uchoa e cidades próximas. O diretor de Turismo de Uchoa, Gustavo Dalla Dea, conta que os achados fósseis já renderam à cidade a inclusão no rol de municípios de interesse turístico do Estado de São Paulo. “Estamos construindo réplicas de dinossauros em concreto para instalar em nossa entrada principal”, disse.

Fonte: Veja