sábado, 7 de setembro de 2013

A origem mitológica das tartarugas – A ninfa Quelone

De acordo com a mitologia Greco-romana, as tartarugas que hoje conhecemos vieram ao mundo como uma forma de castigo à Quelone, uma ninfa miseravelmente preguiçosa.  Acompanhe abaixo a história.

Figura 1. Jovem de tartaruga cabeçuda (Caretta caretta). Fotografia de Daniel Passos

Era casamento de Júpiter, o rei do universo, e Juno, a rainha dos céus. Todos haviam sido convidados para a grande festa no Olimpo. Na entrada do palácio, era feita a conferência dos convidados, com identificação de cada um dos que chegavam. Quando avisado da ausência de Quelone, Mercúrio, o deus dos pés ligeiros, apressou as sandálias aladas e foi ao encontro da ninfa, temendo que, se Juno descobrisse sua ausência, matasse-a. Quelone não sentia vontade de fazer nada e, embora houvesse cogitado algumas vezes ir ao casamento, desistiu todas elas ao se lembrar da trabalheira que daria se arrumar de maneira adequada e se deslocar até o Olimpo. Quando Mercúrio a encontrou, Quelone estava descansando. A ninfa deu algumas desculpas, até que, convencida, resolveu acompanhar Mercúrio. No entanto, Quelone insistia em atrasar a chegada dos dois. Temendo a reação de Juno caso notasse a sua ausência, Mercúrio resolveu ir à frente. Sozinha, Quelone sentou na estrada do arco-íris e adormeceu. Somente no dia seguinte, quando os convidados voltavam das bodas, Quelone se deu conta de que não havia conseguido ir à festa. Levantou-se assustada. Ensaiou algumas desculpas, mas resolveu voltar pra casa. Quando chegou, Mercúrio já a esperava.  Sem paciência para explicações, o deus pegou a ninfa pelos pés e a jogou dentro de um lago e, em seguida, lançou também sua casa. Foi o castigo de Quelone.  Agora, a ninfa tinha quatro patas e seu rosto havia ficado enrugado. Sua casa se transformou em uma carapaça, que era carregada em suas costas. E Quelone nunca havia sido tão lenta quanto agora! Havia sido transformada em uma tartaruga.

Figura 2. Trachemys sp. Fotografia de Daniel Passos


Figura 3. Jabuti. Fotografia de Luan Pinheiro

E assim a mitologia Greco-romana nos conta a história de Quelone, a ninfa preguiçosa que foi transformada em tartaruga. Como sabemos, o grupo dos quelônios abriga não somente as tartarugas (Figura 1), mas também os cágados e os jabutis (Figuras 2 e 3, respectivamente) (Leia mais em: Existe diferença entre tartaruga, cágado e jabuti?), que, como narra a mitologia, são largamente conhecidos pelo seu lento modo de locomoção. No entanto, embora sejam mais lentos que muitos outros animais (há registros de cágados movimentando-se a 0,27km/h), nem sempre os quelônios imprimem velocidades de deslocamento tão baixas. Para as tartarugas, por exemplo, há relatos de deslocamentos em velocidade de até 35km/h.
Por: Laís Feitosa Machado, colaboradora do Projeto NUROF-UFC nas Nuvens

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FRANCHINI, A.S.; SEGANFREDO, C. 2012. As melhores histórias da mitologia – Deuses, heróis, monstros e guerras da tradição Greco-romana. Volume 1. Porto Alegre: L&PM POCKET, 320p. McFARLAN, D. 1991. Guinness Book of Records 1992. New York: Facts on File, 320p.
POUGH, H. F.; JANIS, C. M.; HEISER, J. B. 2008. A vida dos vertebrados. 4ª ed. São Paulo: Atheneu, 684p.
REES, A.F.; JONY, M.; MARGARITOULIS, D.; GODLEY, B.J. 2008. Satellite tracking of a Green Turtle, Chelonia mydas, from Syria further highlights importance of North Africa for Mediterranean turtles. Zoology in the Middle East, p.49-54.

Fonte: http://blogdonurof.wordpress.com/2013/09/07/a-origem-mitologica-das-tartarugas-a-ninfa-quelone/

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Banhistas encontram tartaruga de cerca de 300 kg em praia de Maceió

Animal da espécie Caretta Caretta pesava aproximadamente 300 quilos.
Tartaruga não tinha marcas de mordida e já estava em decomposição.

Biólogos do Instituto Biota tiram medida de animal morto (Foto: Jonathan Lins/G1)

Uma tartaruga da espécie Caretta Caretta, conhecida como “Cabeçuda”, foi encontrada morta na tarde desta sexta-feira (6), na praia da Pronta Verde, em Maceió, Alagoas. Os banhistas acionaram o Instituto Biota de Conservação para resgatar o animal. De acordo com Bruno Stefanis, biólogo do Biota, a tartaruga não tinha nenhuma marca de mordida e já apresentava sinais de decomposição.
A tartaruga, de 1,45m e aproximadamente 300 quilos, já estava em estado de decomposição. Segundo Stefanis, um dos principais motivos para a morte de tartarugas é a ingestão de lixo, que é frequentemente confundido com alimento pelo animal.
No fim do ano passado, várias tartarugas da mesma espécie foram encontradas mortas no litoral alagoano. “Tivemos um período de 15 dias em que praticamente se encontrava uma por dia”, explicou a bióloga Mariana Santiago.
Por conta do tamanho, o animal precisou ser enterrado na areia da praia. "Quando encontramos um animal desse porte é necessário enterrá-lo na areia porque simplesmente não há logistica para o retirar do local", explicou Mariana.

Foram necessárias 5 pessoas para levar animal para uma área mais afastada da linha d'água (Foto: Jonathan Lins/G1)

Fonte: G1

Família Dinossauro - Parte 5

Episódio 24

Episódio 25

Episódio 26

Episódio 27

Episódio 28

Episódio 29

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Família Dinossauro - Parte 4

Episódio 18

Episódio 19

Episódio 20

Episódio 21

Episódio 22


Episódio 23

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Tartarugas são resgatadas e levadas para tratamento em Rio Grande, RS

Quinze tartarugas-verdes estavam em praia de São José do Norte. 
Outros 20 exemplares da mesma espécie foram encontrados mortos.


Quinze tartarugas marinhas foram resgatadas na última semana em São José do Norte, no litoral sul do estado, por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Os animais da espécie tartaruga-verde (Chelonia Mydas) foram encontrados na beira da praia, junto com outros 20 exemplares da mesma espécie já mortos.
Desidratadas, as tartarugas foram levadas para o Centro de Recuperação de Animais Marinhos da universidade (Cram-Furg), onde receberão tratamento até terem condições de serem devolvidas ao mar. “A gente faz alimentação todo o dia, mantém a temperatura da água mais morna. A gente vai fazer com que a liberação desses animais seja passo a passo”, diz o veterinário do centro, Rodolfo da Silva.
Segundo os biólogos da Furg, as tartarugas são juvenis e apresentavam características de animais que acabaram de sair do processo de hibernação. Os animais foram localizados durante uma saída de campo dos pesquisadores do projeto Tartarugas no Mar, iniciado pelo Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema) da Furg em agosto desse ano.

Fonte: G1

Fóssil de dinossauro quase completo revelado na Lourinhã

Tem 150 milhões de anos

O paleontólogo Octávio Mateus anunciou hoje a descoberta, no litoral sul do concelho da Lourinhã, daquele que deverá ser o esqueleto mais completo em todo o mundo de um dinossauro carnívoro com 150 milhões de anos.


"É seguramente o dinossauro mais completo que temos em Portugal e um dos mais completos do Jurássico Superior em todo o mundo e isso vai permitir estudar como os dinossauros evoluíram e como, neste caso, deram origem às aves", afirmou à agência Lusa Octávio Mateus, investigador do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa.
A descoberta tem de ser ainda confirmada em laboratório e há expectativas de ser uma nova espécie, mas o paleontólogo acredita tratar-se de um celurossauros, um grupo de dinossauros carnívoros de pequeno porte, com menos de dois metros de comprimento, do Jurássico Superior (150 milhões de anos), raros em Portugal.


Trata-se de um novo dinossauro descoberto na Lourinhã, local representativo a nível mundial do Jurássico Superior.
Na campanha de escavações deste verão do Museu da Lourinhã, que terminou no final de agosto, o paleontólogo deparou-se com "um dinossauro com o esqueleto quase completo desde os ombros à anca, com as costelas muito bem conservadas e todos os ossos articulados, e ainda com a zona do joelho e uma pata".
"É invulgar no Jurássico Superior da Lourinhã, porque normalmente descobrimos um ou outro osso isolados e, quando descobrimos mais material, está desarticulado", explicou Octávio Mateus, acrescentando que mesmo a nível mundial os celurossauros, sendo raros, "eram conhecidos por dentes e ossos isolados"
"Portanto este é o primeiro celurossauro articulado", concluiu.
Nas escavações, a equipa do museu descobriu também pegadas de dinossauros saurópodes, ornitópodes e pterossauros, uma das quais com 120 centímetros, sendo por isso "uma das maiores que se conhece", além da mandíbula de um mamífero raro.
A campanha reuniu uma dezena de voluntários do museu.

Fonte: Diário de Notícias (Portugal)

Jim Morrison vira "rei lagarto" de 40 milhões de anos

Um lagarto que viveu há cerca de 40 milhões de anos recebeu o nome de "Barbatuex Morrisoni", em referência ao vocalista da banda The Doors, Jim Morrison (1943-1971), cujo apelido era "rei lagarto". O animal, que habitava as florestas do sudeste asiático, é apontado como um dos maiores lagartos que já pisaram na Terra, com 1,8 metro de comprimento e 27 quilos. A descoberta, cuja ilustração só foi divulgada agora, fornece novas pistas sobre a evolução dos répteis herbívoros e sua relação com mamíferos e com o clima do planeta Divulgação e Angie Fox/Nebraska State Museum of Natural History/AFP
Uma equipe de paleontólogos anunciou nesta terça-feira (4) que batizou um lagarto gigante de mais de 40 milhões de anos de Barbaturex morrisoni, em homenagem ao vocalista da banda The Doors, Jim Morrison, famoso por seu fascínio pelos répteis e pelo xamanismo.



"Eu sou o rei Lagarto. Eu posso tudo", escrevia Jim Morrison em seu poema The celebration of the Lizard. O cantor morreu em 1971, aos 27 anos, em Paris.

Barbaturex morrisoni, cujo fóssil foi encontrado em Mianmar, é um dos maiores lagartos já conhecidos que viveu sobre a Terra, como descrevem os paleontólogos na revista britânica da Royal Society.

Ele media cerca de 1,80 metro da cabeça até a cauda, pesava até 30 kg e era herbívoro. O fóssil data do Eoceno Médio-Superior, um período em que a Terra era tão quente que não havia gelo nos polos. Barbaturex, que significa "rei barbudo", remete às cristas na parte inferior do maxilar do lagarto, que lembram uma barba.



"Nós acreditamos que o clima quente durante esse período tenha permitido a evolução de lagartos de grande porte, herbívoros, capazes de rivalizar, eficazmente, com os mamíferos", declarou Jason Head, da Universidade do Nebraska-Lincoln, nos Estados Unidos, que conduziu o estudo.

Fonte: UOL

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Família Dinossauro - Parte 3

Episódio 12


Episódio 13 


Episódio 14

Episódio 15

Episódio 16

Episódio 17