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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

CONHEÇA NHANDUMIRIM, O NOVO DINOSSAURO BRASILEIRO

CARNÍVORO E PEQUENO, O DINOSSAURO É UMA DAS ESPÉCIES MAIS ANTIGAS DO MUNDO!

Os dinossauros encantam e dão medo em muita gente. Extintos há milhares de anos, esses lagartos pré-históricos já foram retratados no cinema e em histórias.

Quem não se lembra do temível Tiranossauro Rex, ou T-Rex para os íntimos, no filme Jurassic Park?

O grandão chegava a medir 4 metros de altura e 12 metros de comprimento. Este rei do período cretáceo (localizado entre 145 e 65 milhões de anos atrás) acaba de ganhar um novo parente e vai precisar dividir seu parque com mais um integrante da família: o Nhandumirim waldsangae.


A nova espécie foi descoberta por paleontólogos no Sul do Brasil, em Santa Maria (RS).

O dino pode ser o mais antigo ancestral da linhagem que deu origem a dinossauros como Tiranossauro e Velociraptor mongoliensis – outra espécie bem famosa nos filmes de Steven Spielberg.

“Apesar de relativamente incompleto, podemos falar que ele pertence ao grupo terópode, bípedes carnívoros, sendo o representante brasileiro mais antigo desse grupo”, informa Max Cardoso Langer, paleontólogo da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do estudo.

Com 233 milhões de anos o fóssil (saiba por que os dinossauros viraram ossos aqui) foi encontrado em 2012 e pertenceu a um dino adolescente. O jovem dinossauro tinha pouco mais de um metro de comprimento, porém, por ser muito novo, não se sabe qual o tamanho ele atingiria na idade adulta.

CARINHA DE LAGARTIXA, CORPINHO DE EMA

Apesar de não ter o tamanho imponente de seu primo distante, o novo dinossauro gaúcho foi um predador de sua era. Mas se engana quem pensa que ele se pareça com os répteis.

Na verdade, seu nome – Nhandumirim waldsangae – é uma mistura de tupi-guarani e latim e significa “ema pequena de Waldsanga”. O nome foi escolhido devido à grande semelhança do dino, no tamanho e nas patas, com a ema e o avestruz.

No local onde o dino foi encontrado já haviam sido descobertas outras duas espécies de dinossauro, igualmente antigas: Saturnalia tupiniquim e Staurikosaurus pricei.

Fonte: Portal Minas Faz Ciência / Autora: Tuany Nathany

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Cientistas descobrem ovos de dinossauros coloridos

Alguns dinossauros punham ovos coloridos, salpicados e manchados com tons extraordinários de azul e marrom, uma descoberta que desafia a ideia de que tais características excepcionais surgiram com os pássaros, disseram cientistas hoje (1).

Uma análise de 12 cascas de ovos de dinossauros fossilizadas da Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul detectou os mesmos dois pigmentos presentes em ovos coloridos de pássaros em um grupo de dinossauros chamado eumaniraptorans, que inclui carnívoros conhecidos como o velociraptor e o pequeno dinossauro de penas que foi ancestral dos pássaros.

A coloração azul-escura dos ovos proporcionava uma vantagem evolutiva aos dinossauros

“Descobrimos que a cor nos ovos não é um traço único de nossos pássaros modernos, mas evoluíram de seus ancestrais dinossauros não-aviários”, disse Jasmina Wiemann, paleontóloga da Universidade Yale que liderou o estudo publicado no periódico científico “Nature”. “Nosso estudo muda fundamentalmente nosso entendimento da evolução da cor nos ovos, e acrescenta cor aos ninhos de dinossauros do ‘Jurassic World’ verdadeiro.”

Um exemplo é o Deinonico, predador de garras em forma de foice que punha ovos azuis com manchas marrons, e o oviraptor, que se parecia a um pássaro por ter um bico sem dentes e colocava ovos azul-escuros.

Os pássaros evoluíram a partir de dinossauros eumaniraptoran do Período Jurássico. O pássaro mais antigo que se conhece, o Archaeopteryx, que viveu cerca de 150 milhões de anos atrás na Alemanha.

Em geral, os eumaniraptorans, parte de um grupo mais amplo de dinossauros carnívoros de duas pernas conhecidos como theropoda, eram pequenos e semelhantes a pássaros, sendo cobertos por uma plumagem colorida. Entre eles havia predadores de até 9 metros de comprimento e pequenos como gatos domésticos, mas não colossos como o Tyrannosaurus rex e o Giganotosaurus.

A cor nos ovos proporcionava uma vantagem evolutiva aos dinossauros que montavam ninhos expostos para seus ovos, ao invés de enterrá-los como o crocodilos e as tartarugas fazem, em parte por criar uma camuflagem contra predadores que comiam ovos, disseram os pesquisadores.

Todos os outros dinossauros estudados produziam ovos brancos comuns, o que indica uma única origem evolutiva de cor nos ovos nos eumaniraptorans que foi transmitida a seus descendentes pássaros.

No caso dos eumaniraptorans, os pesquisadores descobriram indícios de um pigmento azul-esverdeado chamado biliverdina e um pigmento vermelho-marrom chamado protoporfirina IX integrados estruturalmente na matriz cristalina da casca do ovo, assim como ocorre nos pássaros.

Fonte: Reuters e Forbes

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Carnívoro e gigante: nova espécie de dinossauro é descoberta na África

Espécie tinha cerca de três metros de altura e viveu há 200 milhões de anos

FABIEN KNOLL AO LADO DA PEGADA DO DINOSSAURO (FOTO: ARQUIVO PESSOAL/FABIEN KNOLL)

Há 200 milhões de anos, o sul da África era dominado por dinossauros herbívoros e apenas alguns carnívoros. Mas tinha pelo menos um que comia todos eles. É o que descobriu um time internacional de cientistas comandados pelo pesquisador Fabien Koll, da Universidade de Manchester, na Inglaterra.

Em uma região árida do Lesoto, pequeno país no sul da África, o grupo vasculhava uma área que em um passado distante devia ser um leito de rio, quando se depararam com uma pegada. E não era uma qualquer: ela media 57 centímetros de comprimento por 50 centímetros de largura.

O tamanho surpreendeu os pesquisadores. De acordo com seus cálculos, o dono dessa pegada pré-histórica tinha pouco menos de três metros de altura e nove de comprimento. É quatro vezes maior que um leão, atualmente o maior carnívoro da região. “É a primeira evidência de um carnívoro extremamente grande vagando por uma área dominada por herbívoros, onívoros e dinossauros carnívoros muito menores”, afirmou Koll na publicação. “Ele estava no topo da cadeia alimentar”.

Chamada de Kayentapus ambrokholohali, a espécie faz parte de um grupo de dinossauros chamado “Megatheropod”, do qual faz parte os grandes dinossauros carnívoros bípedes, como o famoso Tiranossauro Rex. Até então os registros da época mostravam dinossauros carnívoros com, no máximo, sete metros de comprimento. 


Segundo outra participante da pesquisa, a doutora Lara Sciscip, da Universidade da Cidade do Cabo, a descoberta marca a primeira ocorrência desse tipo de dinossauro de uma época chamada de Jurássico Inferior, no sul de Gondwana, um continente que mais tarde se separaria, dando origem à África. “Existe somente um site conhecido onde se encontram dinossauros desse tamanho dessa época, que é na Polônia”, revela.

Fonte: Revista Galileu

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Cientistas descobrem espécie de dinossauro que vivia na terra e na água

Fóssil com idade estimada de 75 milhões de anos foi encontrado na Mongólia e é um dos poucos exemplares com capacidade anfíbia

REPRODUÇÃO DO HALSZKARAPTOR ESCUILLIEI (FOTO: ANDREA CAU)

Paleontólogos identificaram uma criatura que seria uma espécie de tatatataravó dos patos. Ou quase isso: em artigo publicado no periódico científicoNature, os pesquisadores relataram a descoberta de um fóssil com idade estimada de 75 milhões de anos que tinha a habilidade de viver na terra e na água — uma característica bastante rara em dinossauros. A espécie foi batizada de Halszkaraptor escuilliei e ganhou o apelido de Halszka. 


As características biológicas do dinossauro foram uma surpresa: graças à análise de um fóssil preservado encontrado na Mongólia, os cientistas notaram que a espécie possuía um pescoço longo e asas pequenas, fornecendo indícios de sua capacidade de viver em ambiente aquático.

O formato de suas patas com garras indicava que ele era capaz de percorrer terra firme: para nadar, ele se comportaria de maneira semelhante a um pato. 

DESCRIÇÃO DO FÓSSIL ANALISADO NA PESQUISA (FOTO: REPRODUÇÃO)

As garras em formato de foice e a presença de dentes forneceram pistas da maneira como o dinossauro caçava suas presas — de acordo com os paleontólogos, o Halszka teria um parentesco distante com o Velociraptor, que também era bípede e tinha as garras afiadas como a principal característica de caça. 

De acordo com os pesquisadores, a estrutura corporal do dinossauro é semelhante a espécies dos pássaros modernos capazes de viver em ambientes aquático e de terra firme. O estilo de vida peculiar do réptil, que vivia como um predador em ambiente anfíbio, surpreendeu os paleontólogos por conta da alta capacidade de adaptação da espécie. 

Todas essas características particulares do Halskza fizeram com que os cientistas ficassem com um pé atrás ao localizarem o fóssil: eles realizaram diferentes testes e análises com raios-X para confirmar que o exemplar era verdadeiro.


Nos últimos anos, os pesquisadores especializados no estudo de dinossauros tomaram precauções em relação a novas descobertas para não serem enganados por falsificações. 

EQUIPE DE PESQUISADORES COM O FÓSSIL (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Fonte: Revista Galileu

terça-feira, 3 de abril de 2018

Dinossauro com penas coloridas e brilhantes é descoberto na China

Penas fossilizadas há 161 milhões de anos foram analisadas por um microscópio eletrônico

O DINOSSAURO 'CAIHONG JUJI' FOI DESCOBERTO NA CHINA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Se existisse um concurso de moda durante o período Jurássico certamente oCaihong juji concorreria ao título de dinossauro mais estiloso do planeta: pesquisadores chineses localizaram o fóssil da criatura, que viveu há 161 milhões de anos, e conseguiram reproduzir as cores de suas penas graças à análise realizada com um microscópio eletrônico.

Os cientistas concluíram que as penas do Caihong juji eram brilhantes e multicoloridas, com tonalidades de azul, verde e laranja. Por conta disso, ganhou o apelido de "arco-íris".

De acordo com os pesquisadores da Universidade Normal de Shenyang, foi possível realizar a análise das cores porque o fóssil preservara células com características referentes à pigmentação, chamadas melanosomas.

Após escanear o antigo dinossauro com um microscópio capaz de vasculhar as estruturas celulares, os cientistas realizaram uma comparação dos dados obtidos com informações dos melanosomas de pássaros da atualidade.

As estruturas de pigmentação das penas do Caihong juji na região da cabeça, peito e cauda eram semelhantes às encontradas em pássaros como o beija-flor, revelando suas características brilhantes e coloridas.

FÓSSIL LOCALIZADO NA CHINA (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Fonte: Revista Galileu

segunda-feira, 5 de março de 2018

Fóssil encontrado no Egito revela trajetória desconhecida dos dinossauros

Espécie foi considerada o "Santo Graal" da paleontologia

CONCEPÇÃO ARTÍSTICA DO RECÉM DESCOBERTO MANSOURASAURUS.
(FOTO: CARNEGIE MUSEUM OF NATURAL HISTORY / ANDREW MCAFEE)
Durante boa parte do tempo que os dinossauros caminharam sobre a Terra, os continentes estavam unidos. O supercontinente Pangea só começou a se dividir, a caminho da configuração geográfica atual, durante o período Cretáceo, entre 145 e 65 milhões de anos atrás. Como os gigantescos e extintos animais lidaram com a separação, no entanto, sempre foi um mistério para os paleontólogos.


Principalmente na África, onde as regiões com maior potencial para encontrar fósseis estão cobertas por florestas, tornando difícil a tarefa de encontrar vestígios de dinossauros que viveram por lá no final do Cretáceo, imediatamente antes do meteoro que os eliminaram da face da Terra.Uma nova descoberta, no entanto, ajuda a preencher essa lacuna na história dos répteis gigantes.

Batizado de Mansourasaurus shahinae, em homenagem à Universidade de Mansoura, de onde saiu o grupo de pesquisa que encontrou os fósseis do animal, foi descoberto próximo ao oásis Dakhla, em meio ao deserto do saara, no Egito. 


Herbívoro, com um longo pescoço e o comprimento de um ônibus, eles são mais parecidos às espécies previamente encontradas na Europa e Ásia que na América do Sul e no sul do continente africano. Esse fato indica que pelo menos alguns dinossauros podem ter se locomovido entre África e Europa pouco antes de serem extintos.

ESQUELETO RECONSTRUÍDO DO MANSOURASAURO. EM AZUL OS OSSOS PRESERVADOS NO FÓSSIL. 
(FOTO: ANDREW MCAFEE, CARNEGIE MUSEUM OF NATURAL HISTORY)

“Os últimos dinossauros da África não estavam completamente isolados, ao contrário do que alguns pesquisadores propuseram no passado”, afirma Eric Gorscak, pesquisador no Museu Field de História Natural, nos Estados Unidos. “Ainda existiam conexões com a Europa."

O Mansorasaurus pertence ao grupo dos titanosauros, que inclui alguns dos maiores dinossauros que existiram, como o Dreadnoughtus e o Argentinosauro. Esse, porém, não era tão grande assim, com peso aproximado de um elefante africano. Sua importância, porém, se deve ao fato de ser o mais completo dinossauro da espécie do fim do Cretáceo encontrado na África.


“Quando eu vi as fotos dos fósseis, meu queixo caiu. Era o Santo Graal que os paleontólogos estavam procurando por um longo, longo tempo”, contou Matt Lamanna, paleontólogo Museu Carnigie de História Natural, coautor do estudo.

Fonte: Revista Galileu

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Rastros de dinossauros são encontrados no estacionamento da NASA

Dinossauros e mamíferos passaram pelo estacionamento da agência espacial norte-americana há 100 milhões de anos

FOTO: NASA

Em 2012, o cientistaRay Stanford se deparou com um pedaço de uma pedra saindo do asfalto do estacionamento do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. Ao analisar a descoberta, ele se deparou com muito mais: pegadas que mamíferos e dinossauros deixaram há pelo menos 100 milhões de anos.

Em estudo publicado no periódico Scientific Reports, Stanford e especialistas da agência espacial americana, um paleontólogo da Universidade do Colorado em Denver e do Museu de História Natural Smithsonian relatam que a descoberta é uma das primeiras evidências das duas classes de animais interagindo entre si no passado.

FOTO: NASA

Com cerca de 2,4 metros de largura, a amostra encontrada possui cerca de 70 pegadas de oito espécies, incluindo mamíferos pequenos e dinossauros enormes. Os pesquisadores acreditam que os animais tenham passado por ali no mesmo período, e que o local tenha sido um pântano onde as espécies deixaram pegadas. "A concentração de pegadas de mamíferos nesse local é de uma magnitude bem maior do que qualquer outro lugar do mundo", afirmou Martin Lockley, paleontólogo da Universidade do Colorado em Denver, em anúncio.

Cada pegada tem sua própria história. A de um nodossauro adulto, por exemplo, vinha acompanhada da de um filhote da espécie, demonstrando que os dois estavam viajando juntos. Também foram identificados rastros de saurópodes, terópodas, dinossauros carnívoras parecidos com o velociraptor e o T-rex, bem como pterossauros.  

FOTO: NASA

Já os mamíferos eram pequenos em sua maioria, do tamanho de esquilos e cachorros, como a maioria dos animais do tipo descobertos da época. Os paleontólogos acreditam que os mamíferos estavam andando juntos em busca de vermes e larvas para se alimentar e provavelmente fugindo das espécies de dinossauros carnívoros.

FOTO: NASA

"É como uma máquina do tempo", afirmou Stanford. "Podemos ter uma noção de como foram alguns dias de atividade desses animais. Vemos a interação e como passaram uns pelos outros. Isso vai nos permitir analisar melhor os primórdios da Terra. É muito empolgante."

Fonte: Revista Galileu

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Conheça o mais novo dinossauro ‘blindado’

Segundo pesquisadores, o 'Borealopelta markmitchelli', que viveu há 110 milhões de anos, no Canadá era o equivalente a um ‘tanque de guerra’


O novo dinossauro possuía uma pele completamente encouraçada.
(Royal Tyrell Museum of Palaeontoloy/Reprodução)

Um novo estudo revela que um fóssil encontrado no Canadá em 2011 é de uma nova espécie e gênero de dinossauro “blindado”. Batizado de Borealopelta markmitchelli, o animal que viveu há 110 milhões de anos possuía uma pele completamente encouraçada.

“Entre os dinossauros, era o equivalente a um tanque de guerra”, disse um dos autores do estudo, Caleb Brown, do Museu Royal Tyrrell, em Alberta, no Canadá. A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira na revista científica Current Biology.

Dinossauro “blindado”

A análise feita pelos cientistas mostrou que o Borealopelta tinha 5,5 metros de comprimento e pesava mais de 1,3 tonelada. Ele pertencia à família dos nodossauros, grandes quadrúpedes herbívoros blindados que viveram no período Cretáceo (de 145 milhões a 65 milhões de anos atrás).

Todas as conclusões se basearam na análise da pele do animal. Segundo Brown, o extraordinário estado de conservação dos fósseis chamou a atenção dos pesquisadores.


Ilustração do dinossauro ‘Borealopelta markmitchelli’, que viveu há 110 milhões de anos
(Royal Tyrell Museum of Palaeontoloy/Reprodução)

“Esse nodossauro é realmente notável, por ser completamente recoberto por uma pele de grossas escamas preservadas, ainda preservadas tridimensionalmente, o que manteve o formato original do animal”, disse o cientista. “A aparência do animal é a mesma agora e no início do Cretáceo. Nem é preciso muita imaginação para reconstruí-lo. Se você olhar de relance, parece até que ele está dormindo. Ele entrará para a história da ciência como um dos mais belos e bem preservados espécimes de dinossauros.”

O estudo também mostrou que, além da blindagem, o Borealopelta exibia “contrassombra”, um tipo comum de camuflagem no qual o animal tem a parte inferior mais clara que a superior.

Segundo Brown, o fato de combinar a blindagem à camuflagem sugere que esses nodossauros sofriam grande pressão de predadores carnívoros. “A forte predação sobre um dinossauro robusto e pesadamente blindado ilustra bem como deviam ser perigosos os predadores de dinossauros do Cretáceo”, afirmou.

Descoberta por acidente

O espécime foi encontrado por acidente no dia 21 de março de 2011 por Shawn Funk, operador de uma máquina de uma mineradora localizada em Alberta. Ele notou que havia algo incomum em algumas formações rochosas do local. O Museu Royal Tyrrell foi notificado e enviou ao local uma equipe que incluía o curador de dinossauros Donald Henderson. Eles logo perceberam que as estranhas rochas continham um dinossauro blindado.

“Encontrar os restos de um dinossauro blindado que foi levado pelas águas para longe do mar já foi uma grande surpresa. O fato de estar tão bem preservado foi uma surpresa ainda maior”, disse Henderson.

Nos cinco anos e meio após a chegada do fóssil ao museu, o técnico Mark Mitchell passou mais de 7.000 horas removendo minuciosamente a rocha ao redor do espécime, para revelar seu excepcional estado de conservação. O nome da espécie do animal foi uma homenagem a Mitchell.

“Ele entrará para a história da ciência como um dos mais bem preservados espécimes de dinossauros”, disse Caleb Brown.
(Royal Tyrell Museum of Palaeontoloy, Drumheller, Canadá/Divulgação)

Fonte: Veja

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Razana, o crocodilo gigante que tinha dentes de ‘T. rex’

Parente dos répteis atuais, a criatura habitava a região de Madagascar há 170 milhões de anos e estava no topo da cadeia alimentar terrestre

Representação paleoartística de um 'Razanandrongobe sakalavae' devorando um saurópode no Jurássico Médio
(Fabio Manucci/Divulgação)

Uma enorme criatura semelhante a um crocodilo com dentes de Tiranossauro rex já ocupou o topo da cadeia alimentar terrestre em Madagascar há 170 milhões de anos, revelou um estudo publicado nesta terça-feira no periódico PeerJ. Segundo os cientistas, a espécie, descoberta originalmente em 2006, seria o maior e mais antigo animal do grupo Notosuchia – que agrupa vários crocodilomorfos (répteis semelhantes a crocodilos) do período Jurássico Médio. Apelidado de Razana, seu nome científico, Razanandrongobe sakalavae, significa “ancestral de lagarto gigante da região de Sakalava”.

Os resultados descritos são mais uma peça para compreender a evolução dos répteis, especialmente em regiões como a América do Sul, África e Ásia, onde os Notosuchia viviam. Baseando-se na análise de restos cranianos de animal descobertos recentemente, os cientistas puderam ter uma ideia mais detalhada do corpo desses animais, documentando um dos primeiros eventos de aumento exacerbado de tamanho na história evolutiva do grupo.

“Sua posição geográfica durante o período em que Madagascar se separou de outras massas terrestres é fortemente sugestiva de uma linhagem endêmica”, observa um dos autores do estudo, o paleontólogo Simone Maganuco, do Museu de História Natural de Milão, na Itália, em comunicado. “Ao mesmo tempo, representa um sinal adicional de que os Notosuchia se originaram no sul de Gondwana (supercontinente que deu origem aos continentes do hemisfério Sul).”

Dentes de Tiranossauro

Os ossos maxilares profundos e maciços, armados com enormes dentes serrilhados de tamanho e forma semelhantes aos de um T. rex, sugerem que esses animais, assim como o famoso dinossauro, também se alimentavam de ossos, tendões e outros tecidos duros. Ou seja, eram ferozes predadores. O Razana podia ter até 1 tonelada e 23 metros de comprimento.

Segundo os cientistas, a combinação de características anatômicas situa o Razana bem no início da árvore evolutiva dos Notosuchia jurássicos, próximo aos baurusuchídeos e sebecia, ambos predadores terrestres sul-americanos.

“Como esses e outros crocodilianos gigantes do Cretáceo, [Razana] poderia superar mesmo os dinossauros de terópodes, no topo da cadeia alimentar”, diz o também paleontólogo do Museu de História Natural de Milão, Cristiano dal Sasso, coautor da pesquisa.

Reconstrução de como seria a cabeça do ‘Razanandrongobe sakalavae’.
(Fabio Manucci/Divulgação)

Fonte: Veja

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Cientistas descobrem nova espécie de ‘mamífero-réptil’ brasileiro

Fósseis encontrados no Rio Grande do Sul têm características do gênero Aleodon, répteis com características de mamífero que só haviam sido achados na África


Reconstrução artística do 'Aleodon cromptoni', animal do período triássico descoberta por cientistas brasileiros.
(Voltaire Paes Neto/Divulgação)

Uma equipe de cientistas brasileiros identificou no Rio Grande do Sul os primeiros fósseis de Aleodon, um gênero de “mamífero-réptil” que só havia sido achado na África. De acordo com o estudo, publicado nesta quarta-feira na revista científica Plos One, os fósseis, que datam do Triássico (período entre 250 e 200 milhões de anos atrás), pertencem a uma nova espécie e a outras sete espécies já identificadas que conviveram com os precursores dos dinossauros e com outros animais que, eventualmente, deram origem aos mamíferos.

Os fósseis foram encontrados no município de Vale Verde e, há quarenta anos, os cientistas acreditavam que eles pertencessem ao gênero Chiniquodon, outro grupo de “mamífero-réptil” (répteis que exibem características similares aos mamíferos) que habitou a América do Sul. Contudo, a equipe dirigida pelo paleontólogo Augustín Martinelli resolveu reexaminar crânios, mandíbulas e dentes dessas criaturas carnívoras e compará-las aos Aleodon africanos. Verificando a morfologia e outras características dos animais, que têm o tamanho aproximado de uma onça, os pesquisadores perceberam que os fósseis eram mais parecidos com os exemplares africanos e propuseram a reclassificação.

Nova espécie

A análise mais profunda revelou uma nova espécie do grupo Aleodon, que os cientistas batizaram de A. cromptoni, em homenagem a Alfred Crompton, o primeiro cientista a descrever os Aleodon. Os pesquisadores também reclassificaram sete outras espécies que, acreditava-se, faziam parte dos Chiniquodon.

(Voltaire Paes Neto/Divulgação)

Segundo os pesquisadores, a descoberta mostra que havia uma grande diversidade de animais na origem dos mamíferos e que algumas regiões da África, como Namímbia e Tanzânia, onde os primeiros Aleodon foram identificados, tinham uma fauna muito parecida com a do Sul do Brasil.

Fonte: Veja

sexta-feira, 12 de maio de 2017

‘Bebê dinossauro’ chinês é uma nova espécie, afirmam cientistas

O fóssil de 38 centímetros, encontrado há quase 15 anos, é o embrião de um dinossauro gigante que pesava até uma tonelada


Ilustração de como seria Baby Louie dentro de sua casca. O dinossauro gigante é parente das aves e tem o corpo cheio de penas (Foto/Divulgação)

Um fóssil de 38 centímetros descoberto na China, em 1993, é o embrião de uma espécie até agora desconhecida de dinossauro gigante, descobriram cientistas. Batizado de Baby Louie, o ovo fossilizado foi descrito em um estudo publicado na revista Nature Communications nesta terça-feira. Ele tem entre 89 milhões e 100 milhões de anos e foi o primeiro já encontrado em um ninho de dinossauros. A espécie à qual pertence, que podia chegar a até 12 toneladas, foi batizada de Beibeilong sinensis – que significa “bebê dragão chinês”.

Até agora, pesquisadores não haviam descrito a espécie cientificamente. O animal era um oviraptossauro, que pertence a um grupo de dinossauros gigantes, parente das aves. De acordo com os autores da publicação, há grande abundância de ovos de dinossauros fossilizados do período Cretáceo na província de Henan, onde foi feita a descoberta. “Por muito tempo, a espécie de dinossauro naquele ovo foi um mistério. Como ovos de grandes terópodes, como o tiranossauro, também são encontrados nas rochas de Henan, alguns especialistas pensavam que se tratava de um de tiranossauro”, disse uma das autoras da pesquisa, Darla Zelenitsky, da Universidade de Calgary.

O enorme ninho – de cerca de 2 metros de diâmetro – onde foi encontrado o Baby Louie tinha alguns dos maiores ovos de dinossauros já localizados. Mais de 20 ovos foram descobertos no local, mas os demais não tinham fósseis em seu interior.

“Graças a esse fóssil, agora sabemos que aqueles ovos pertenciam a gigantescos oviraptossauros. Devia ser uma visão marcante um animal de mais de uma tonelada sentado sobre aqueles ninhos chocando esses ovos”, afirmou a cientista.

Comércio de fósseis

A abundância de ovos de dinossauros na região de Henan levou um intenso comércio entre colecionadores, e inúmeras peças foram exportadas – incluindo o Baby Louie, que foi repatriado recentemente, depois de uma longa temporada nos Estados Unidos. Durante o “exílio”, o Baby Louie foi bem tratado, de acordo com os cientistas chineses.

“Fósseis nessa situação costumam ser danificados, a informação sobre sua localização original se perde, ou eles acabam desaparecendo nas mãos de colecionadores particulares”, disse Zelenitsky. Porém, durante todo o tempo, os cientistas chineses sabiam onde ele estava. Entre 1993 e 2001, o fóssil permaneceu na empresa The Stone Company, na cidade de Boulder, no Estado americano do Colorado. Dirigida pelo pesquisador especializado em tratamento de fósseis Charlie Magovern, a empresa comercializa fósseis e espécimes relacionados a história natural.

A partir de 2001, o ovo, cuidadosamente preparado por Magovern, ficou em exposição no Museu das Crianças em Indianápolis, no Estado de Indiana, também nos Estados Unidos. Em 2013, finalmente foi repatriado para o Museu Geológico Henan, na China, e pode ser estudado pelos cientistas.

Fonte: Veja

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Minerador encontra fóssil de dinossauro tão perfeito que parece estátua

Exemplar tem 110 milhões de anos se assemelha a um filhote de lagarto com leão, coberto por um casco

FOTO: ROBERT CLARK /NATIONAL GEOGRAPHIC/REPRODUÇÃO

Um fóssil de Nodossauro foi encontrado tão bem preservado que até parece uma estátua. Pelo menos é isso que a National Geographic conta em sua reportagem sobre o animal. 

O espécime foi encontrado no Canadá, em 2011, mas será exposto só agora no Museu Real de Paleontologia Tyrrel do Canadá.

Outro fato curioso é que o fóssil foi achado pelo minerador Shawn Funk enquanto escavava a Mina Millenium de Alberta: “[Bati em algo] muito mais duro que a rocha que o circundava”, afirma ele na reportagem. O objeto pesava mais de uma tonelada e logo foi levado para o museu de Alberta para ser estudado.

Segundo o Science Alert, o Nodossauro se assemelha a um filhote de lagarto com leão, coberto com um casco. O dinossauro viveu há cerca de 110 milhões de anos. O animal encontrado, em particular, media 5,4 metros e pesava 1.360 quilos.

Segundo os especialistas, o fato de o animal ter afundado no mar ajudou na preservação. Logo após imergir, seu corpo foi coberto por minerais, que se infiltraram no fóssil e garantiram sua aparência "jovial". Como afinal Michael Grenshko, da Narional Geographic, encontrar um fóssil desse tipo “é tão raro quanto ganhar na loteria”.

FOTO: REPRODUÇÃO

VEJA O VÍDEO COM O FÓSSIL DO DINOSSAURO



Fonte: Revista Galileu

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Ancestrais dos dinossauros eram diferentes do que se imaginava

Uma nova descoberta se contrapôs às conclusões mantidas durante décadas pelos cientistas

Por AFP

Teleocrater rhadinus: o primeiro fóssil dessa espécie foi descoberto em 1933 (Nature Publishing Group/Mark Witton/AFP)

Os ancestrais ​​dos dinossauros tinham quatro patas, não duas, e se pareciam com os crocodilos, revelou um estudo sobre fósseis encontrados na Tanzânia, cujas conclusões foram divulgadas na revista científica Nature.

Durante décadas, os cientistas imaginaram esses ancestrais como mini-dinossauros do tamanho de uma galinha que se moviam sobre duas patas, mas isso mudou com a descoberta de um Teleocrater rhadinus, um carnívoro parecido com um crocodilo, de 2 a 3 metros de comprimento, com um pescoço longo e quatro patas.

O primeiro fóssil dessa espécie foi descoberto em 1933 e foi estudado nos anos 1950 no Museu de História Natural de Londres, mas o esqueleto estava incompleto.

Os novos exemplares encontrados no sul da Tanzânia permitiram identificar o Teleocrater como “o elo perdido entre os dinossauros e o ancestral comum que eles compartilham com os crocodilos”, explicou Ken Angielczyk, do Museu Field de Chicago, um dos autores do estudo.

“Surpreendentemente, os ancestrais dos dinossauros não se pareciam com eles”, acrescentou Angielczyk. “O Teleocrater parece um crocodilo e isso nos obriga a rever completamente tudo o que pensávamos da evolução” dos dinossauros, explicou.

O Teleocrater viveu há mais de 245 milhões de anos, no período Triássico.

Fonte: Exame

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pesquisa atesta: Brasil também foi lar de dinossauros gigantes

Com 25 metros, nova espécie tem quase duas vezes o tamanho do maior dinossauro brasileiro que se conhecia até aqui

Comparações entre dinossauros brasileiros, do menor para o maior: Gondwanatitan faustoi (8 metros), Maxakalisaurus topai (13 metros) e Austroposeidon magnificus (25 metros). (Divulgação)
 
Um grupo de cientistas brasileiros anunciou nesta quarta-feira, no Museu de Ciências da Terra do Rio de Janeiro, a descoberta do maior dinossauro já identificado no Brasil. A espécie media aproximadamente 25 metros de comprimento (maior que alguns ônibus biarticulados que circulam em várias capitais brasileiras, cujo comprimento varia entre 24 e 28 metros) e viveu no período Cretáceo, cerca de 70 milhões de anos atrás.

“O resultado do estudo mostra que o Brasil também foi lar de dinossauros gigantes, como os fósseis descobertos na Argentina”, disse Kamila Bandeira, autora da pesquisa e, atualmente, doutoranda do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O título de gigante da América do Sul, por enquanto, é da Argentina. Em 2014, pesquisadores descobriram um novo dinossauro gigantesco – e também o mais bem preservado. Com 26 metros de comprimento e quase 65 toneladas, o Dreadnoughtus schrani é o maior animal terrestre cuja massa já tenha sido calculada.

Inicialmente, os fósseis do dinossauro foram dados a Kamila como material de estudo do seu mestrado, em agosto de 2013. “Observei que se tratava de uma espécie diferente no momento em que o comparei com o Maxakalisaurus, de 13 metros de comprimento” afirmou a estudante. A autora refere-se ao Maxakalisaurus topai, até então o maior dinossauro já encontrado no país.

A pesquisa mostra que o dinossauro encontrado fez parte do grupo dos titanossauros, espécie herbívora, de cauda e pescoço longos, quadrúpede totalmente terrestre e cerca de 20 toneladas. Foi batizado Austroposeidon magnificus, segundo explica Kamila, como referência ao deus grego do mar, também responsável pelos terremotos. “Pode-se imaginar o tremor que vários dinossauros dessa espécie poderiam causar só de caminhar juntos”, contou ela.

As vértebras do pescoço e da coluna vertebral do dinossauro foram encontradas na década de 1950, perto de Presidente Prudente, em São Paulo, por Llewellyn Ivor Price, paleontólogo brasileiro falecido em 1980. O pesquisador guardou a ossada no Museu de Ciências da Terra, na Zona Sul do Rio Janeiro, local onde trabalhava na época.

Os ossos do magnificus foram analisados com a ajuda de um tomógrafo e o resultado mostrou a presença de dois tipos de tecidos ósseos, quando normalmente outros titanossauros têm apenas um tipo.

A partir desta quinta-feira, as vértebras originais estarão expostas ao público no Museu de Ciências da Terra, no bairro da Urca, na Zona Sul do Rio.

Fonte: Veja

Conheça o Pycnonemossauro, o dinossauro brasileiro primo do T-rex

© image/jpeg Pycnonemosaurus
O Pycnonemosaurus nevesi, um dinossauro que viveu em uma região que atualmente corresponde ao Mato Grosso, há 70 milhões de anos, é o maior exemplar da família Abelisauridae. Cientistas brasileiros concluíram que a espécie tinha 8,9 metros, da ponta das mandíbulas à ponta da cauda. Com a descoberta, o Pycnonemossauro brasileiro ultrapassa por um metro o dinossauro argentino Carnotaurus sastrei, que os pesquisadores acreditavam que era o maior do grupo dos Abelisauridae.

A pesquisa, publicada recentemente na revista científica Cretaceous Research, foi conduzida pelos brasileiros Orlando Grillo, paleobiólogo e zoólogo do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Rafael Delcourt, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP). A equipe de cientistas analisou fósseis de 37 dinossauros da família Abelisauridae, que reúne carnívoros bípedes, de fortes membros posteriores e crânios cobertos com sulcos e depressões.

“Há muita confusão nas estimativas do tamanho dos dinossauros, pois os métodos utilizados divergem de um trabalho para outro. Anteriormente, o Pycnonemossauro brasileiro havia sido descrito como um dos menores de seu grupo. Conhecer o tamanho de um dinossauro é importante para nossos estudos, como de paleoecologia e biomecânica”, explica Grillo.
Tamanho dos dinossauros

Segundo o pesquisador, o mais comum é que as espécies descritas pelos cientistas tenham seu tamanho estimado por meio de proporções diretas, feitas com regra de três que comparam os ossos de outros dinossauros. O método é geralmente impreciso, já que as medidas corporais variam bastante entre os animais.

Para uniformizar a dimensão das espécies analisadas no estudo, a equipe comandada por Grillo e Delcourt utilizou um mesmo método em todos os fósseis. Foram feitas regressões lineares baseadas no tamanho das vértebras e tíbia, cujas correlação com o comprimento corporal total é de 95 a 98%. “São valores muito altos, o que indica que o cálculo é muito preciso”, disse Orlando.
Predadores carnívoros

O nome Pycnonemosaurus significa ‘lagarto da mata densa’, em alusão ao Mato Grosso, onde os fósseis da espécie foram encontrados em 1952. O animal, que vivia na Chapada dos Guimarães era tido como o segundo maior dinossauro brasileiro, perdendo apenas para Oxalaia, um terópode de 12 a 14 metros de comprimento que viveu há 95 milhões de anos no lugar que hoje corresponde ao Maranhão.

O Carnotauro argentino, que até então era descrito como o maior desse grupo de dinossauros, com 7,8 metros de comprimento, é conhecido por ser uma das espécies descritas no livro Mundo Perdido, de Michael Crichton, que inspirou o grande vilão de Jurassic World, último filme da série Parque dos Dinossauros, o dinossauro Indominus Rex. Sua aparência é marcante, com chifres no topo da cabeça — mas, em comprimento, como descobriu a equipe brasileira, ele perde em pouco mais de um metro.

A pesquisa também identificou que as espécies da família Abelisauridade cresceram ao longo de sua evolução. A suspeita é que eles tenham acompanhado o aumento de tamanho de suas presas.

“Muitas vezes acontecem evoluções paralelas entre caça e caçador. Se as presas aumentam de tamanho durante a evolução, isso lhes confere maior vantagem por serem mais difíceis de abater. O que acaba favorecendo que predadores maiores sejam selecionados ao longo da evolução. Abelissaurídeos provavelmente se alimentavam de dinossauros saurópodes do grupo Titanosauria que também cresceram durante os anos”, disse Orlando.

Fonte: Veja e MSN

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Estudo detalha como frio e escuridão mataram os dinossauros

Cientistas simulam a hipótese de que uma nuvem de ácido sulfúrico levantada após o impacto do enorme asteroide foi responsável pelo fim dos dinossauros

A enorme nuvem bloqueava a passagem da luz solar, resfriando o planeta e extinguindo muitas espécies, como plantas e dinossauros (Arno Burgi)
 

Um estudo divulgado semana passada no periódico Geophysical Research Letters revela que talvez a extinção dos dinossauros tenha sido um evento muito mais complexo do que a imaginávamos – e o motivo são pequenas e aparentemente inofensivas gotículas. Cientistas do Instituto Potsdam de Pesquisa sobre Impacto Climático (PIK, sigla em alemão), na Alemanha, reproduziram como gotas de ácido sulfúrico na atmosfera, levantadas pelo impacto de um asteroide gigante com a Terra, podem ter levado a um longo período de resfriamento global ao qual muitas espécies de dinossauros não conseguiram resistir.

“Agora nós podemos contribuir com novos conhecimentos para compreender a tão debatida causa para a extinção dos dinossauros no fim do período Cretáceo”, afirma Julia Brugger, pesquisadora no PIK e líder do estudo, em comunicado. Para investigar o fenômeno, os cientistas utilizaram pela primeira vez um tipo específico de simulação computadorizada, um modelo climático capaz de reproduzir a atmosfera, os oceanos e mares congelados que normalmente é usado para outros tipos de estudo.

Era do gelo

A hipótese mais conhecida para a extinção dos dinossauros é que um imenso asteroide caiu na Península de Yucatán, no México, originando a cratera de Chicxulub. Estudos anteriores já haviam levantado a teoria de que o impacto causado pela colisão 66 milhões de anos atrás teria espalhado uma enorme nuvem de fuligem contendo enxofre e ácido sulfúrico pela atmosfera, impedindo a passagem da luz e provocando quedas abruptas de temperatura e chuvas ácidas. A nova pesquisa testou essa hipótese a partir de simulações para desvendar exatamente como essas mudanças climáticas afetaram espécies que habitavam a Terra.

Com uma imensa nuvem bloqueando o Sol, as temperaturas caíram abruptamente, passando de 27 graus Celsius para meros 5 graus Celsius nos trópicos. Em outras partes do globo, mais próximas aos polos, o clima era tão frio que chegava a valores abaixo dos 3 graus Celsius negativos. Com temperaturas tão baixas e pouca luz chegando ao solo, a fotossíntese se tornou impossível, e muitas espécies de plantas e dinossauros não sobreviveram. Levou cerca de 30 anos para que o clima se recuperasse, segundo o estudo.

Os cientistas afirmam que a circulação dos oceanos também foi impactada, contribuindo também para a extinção de algumas espécies aquáticas. Conforme a água na superfície se resfriou, ficando mais densa e pesada, a água das profundezas que estava mais quente subiu, carregando nutrientes que levaram à proliferação de algas. Esses seres, ao se multiplicar massivamente, podem ter produzido algumas substâncias tóxicas que também afetaram a vida nas regiões costeiras. Ainda assim, sabe-se que que nem todas as espécies que habitavam os oceanos morreram – o grupo dos crocodilia, por exemplo, que hoje inclui jacarés e crocodilos, mas, na época, era formado de grandes animais, conseguiu sobreviver.

“O resfriamento a longo-prazo causado pelos aerossóis de sulfato foi muito mais importante para a extinção massiva do que a poeira que ficou na atmosfera por apenas um período relativamente curto”, diz o co-autor do estudo, Georg Feulner. “Também foi mais importante do que eventos locais, como o calor extremo perto do impacto, incêndios ou tsunamis.”

Para o pesquisador, o estudo ilustra como o clima é importante para todas as formas de vida no planeta. “Ironicamente, hoje a ameaça mais imediata não vem de um resfriamento natural, mas de um aquecimento global provocado pelo homem”, afirma.

Fonte: Veja

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Pela 1ª vez, rabo de dinossauro é encontrado preservado em âmbar

A cauda de 99 milhões de anos é recoberta de penas, um indício a mais de que os dinossauros, especialmente os predadores, eram cobertos de plumas coloridas


Imagem do âmbar que preservou a cauda do dinossauro, encontrado em um mercado em Mianmar. (Current Biology/Divulgação)
 
Pela primeira vez, cientistas encontraram uma cauda completa de dinossauro preservada em âmbar. Com 3,6 centímetros e recoberta de plumas, ela pertence a um pequeno exemplar do grupo Terópoda, do qual faz parte o Tiranossauro rex e o velociraptor. Segundo os cientistas, a descoberta é uma evidência a mais de que os dinossauros – especialmente os carnívoros – eram recobertos de plumas coloridas.

“É uma descoberta única. É uma cauda com oito vértebras de um indivíduo jovem, recoberta de plumas preservadas em três dimensões e que guarda detalhes microscópicos”, afirmou em comunicado o paleontólogo Ryan McKellar, do Royal Saskatchewan Museum, no Canadá, e um dos autores do estudo com a descrição da descoberta, publicado nesta quinta-feira no periódico científico Current Biology.

Segundo os pesquisadores, a cauda pertencia da um dinossauro que morreu há 99 milhões de anos e era do tamanho de um pardal. A cauda era marrom na parte exterior e mais clara na porção interior, perto dos ossos. Segundo os pesquisadores, não há qualquer dúvida de que a cauda encontrada era de um dinossauro.

“Podemos ter certeza porque o rabo é longo e flexível, com as penas presas em todos os lados. Em outras palavras, as penas são, definitivamente, de um dinossauro e não de um pássaro pré-histórico”, afirma McKellar.



Detalhe da cauda de dinossauro com penas encontrada em Mianmar (Current Biology/Divulgação)

Dinossauros com penas

A peça de âmbar, que está sendo recebida com entusiasmo por cientistas de todo o mundo, estava polida e pronta para ser transformada em joia. Por sorte, Lida Xing, pesquisador da Universidade de Geociências de Pequim, na China, e um dos autores do estudo, percebeu que a peça, que estava sendo vendida em um mercado em Mianmar, não preservava um vegetal, mas algo diferente. O cientista levou a peça para seu laboratório e a análise revelou que a cauda do dinossauro ainda estava cheia de líquidos quando foi incorporada pelo âmbar – o que indica que o animal ainda poderia estar vivo quando isso aconteceu.


Concepção artística de como seria o dinossauro encontrado pelos cientistas (Cheung Chung-tat/Divulgação)

A preservação foi tão bem sucedida que mesmo traços de pigmentos das penas e do sangue do animal puderam ser encontrados.  Segundo os pesquisadores, o maior valor da descoberta é que ela revela como as plumas eram dispostas nos dinossauros – os fósseis, a maior fonte de informações sobre esses animais pré-históricos, costumam mostrar os animais comprimidos em duas dimensões, o que dificulta na reconstrução das estruturas em 3D.

“Quanto mais vemos esses dinossauros emplumados e quão abundantes são suas penas, algo como um velociraptor escamoso parece cada vez menos possível – em linhas gerais, eles são muito parecidos com pássaros. Os dinossauros estão muito longe de serem os monstros do tipo Godzilla que acreditávamos que eram”, disse McKellar à rede de televisão americana CNN.

Fonte: Veja

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Pesquisadores dizem ter descoberto o maior dinossauro do Brasil

Fóssil tem 25 metros de comprimento e foi encontrado no interior de SP.
Ele será exposto no Museu de Ciências da Terra a partir desta quinta (6).

Cientistas de várias instituições do país anunciaram, na manhã desta quarta-feira (5), a descoberta do que dizem ser o maior dinossauro já encontrado no Brasil, com 25 metros de comprimento. O fóssil que levou à conclusão foi encontrado em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. O animal viveu no país há 70 milhões de anos, segundo os pesquisadores.

A descoberta, anunciada no Museu de Ciências da Terra, na Urca, Zona Sul do Rio, revela novas informações sobre as espécies que habitaram o território brasileiro. O Austroposeidon magnificus, como foi chamado, teve vértebras do pescoço e da coluna vertebral encontradas no local onde uma estrada estava sendo aberta.

Com base nas características anatômicas, o animal pode ser classificado no grupo dos titanossauros, que eram dinossauros herbívoros com um corpo bem desenvolvido, pescoço e cauda longa e um crânio relativamente pequeno. Habitaram o mundo principalmente durante o período cretáceo, nas áreas onde atualmente são a América do Sul, a África, a Antártida e a Oceania.

A descoberta do fóssil aconteceu na década de 50, pelo paleontólogo Llewellyn Ivor Price, que faleceu em 1980 e não chegou a ver sua descoberta reconhecida.  A demora no anúncio se deve ao tempo necessário para estudar o material.

"Price se preocupou em criar um ambiente de pesquisa. Graças a isso, conseguimos criar uma equipe que vem trabalhando, um laboratório adequado e fazer os trabalhos científicos que precedem uma grande descoberta", afirmou o diretor do Museu de Ciências da Terra, Diógenes Campos.

Alex Kellner, paleontólogo do Museu Nacional (UFRJ), destaca que uma das principais causas da demora foi a falta de dinheiro e apoio à ciência no Brasil.

"Apenas quando tivemos que financiar uma pesquisa contínua é que pudemos fazer essa preparação. Também não é um material fácil de manusear. Por último, temos que lembrar que paleontologia não é só feita no Rio", explicou Kellner.

A tecnologia também ajudou a desvendar os segredos do maior dinossauro brasileiro. Um aparelho de tomografia foi usado para analisar o material encontrado, para estudar a parte interna dos ossos. O estudo revelou características novas para os titanossauros, como anéis de crescimento intercalados com um tecido ósseo mais denso, cujo significado ainda não foi compreendido completamente pelos pesquisadores.

Para que o material ainda tivesse condições de estudo mais de 50 anos depois, o cuidado foi fundamental para preservar os ossos. Eles ficaram em prateleiras de madeira, com temperatura ambiente controlada e a retirada cuidadosa de todos os sedimentos de terra e rocha.

No Brasil, já foram descobertas nove espécies de titanossauros. Antes da descoberta, o maior era o Maxakalisaurus topai, com mais de 13 metros de comprimento.

"Essa espécie entra para o hall das espécies brasileiras e mostra que temos um gigante", destacou Camila Bandeira, aluna do doutorado do Museu Nacional/ UFRJ e que participou da pesquisa.

De acordo com o diretor do Museu de Ciências da Terra, o Brasil ainda pode descobrir parte de seu passado e até espécies que podem rivalizar em tamanho com o dinossauro anunciado nesta quarta (5).

"A região central do Brasil é riquíssima e com certeza possui muitas descobertas a fazer", revelou Diógenes Campos.

O estudo é um esforço conjunto de pesquisadores do Museu de Ciências da Terra, do Museu Nacional/UFRJ, da Petrobras, e da Universidade Federal de Pernambuco. O estudo foi financiado pela Faperj e pelo CNPq.

"A importância é mostrar que levando em consideração as descobertas da Argentina, em algum momento tivemos uma fauna em comum. Isso ajuda a definir quem foi para onde e como a área se desenvolveu até hoje", contou Kellner.

Pesquisadores anunciaram a descoberta do fóssil nesta quarta-feira (5) (Foto: Cristina Boeckel / G1)

Descoberta do fóssil foi anunciada no Museu de Ciências da Terra, na Urca, Zona Sul do Rio (Foto: Cristina Boeckel / G1)
Fóssil foi encontrado em Presidente Prudente, no interior do estado de São Paulo. (Foto: Cristina Boeckel / G1)

Animal pode ser classificado no grupo dos titanossauros (Foto: Cristina Boeckel / G1)


Fóssil será exposto no Museu de Ciências da Terra (Foto: Cristina Boeckel / G1)
Fonte: G1

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Pesquisadores encontram uma das maiores pegadas de dinossauro

A pegada foi descoberta no Deserto de Gobi, na Mongólia. Pesquisadores acreditam um dinossauro da espécie Titanossauro seja o dono.

A pegada, na foto, tem 106 centímetros de comprimento e 77 de largura. (Okayama University of Science/Divulgação)
 
Uma equipe de especialistas mongóis e japoneses revelou nesta sexta-feira a descoberta de uma das maiores pegadas de dinossauro do mundo, com 106 centímetros de comprimento e 77 de largura.

Paleontólogos da Universidade de Okayama, do Japão, e da Academia de Ciências, da Mongólia, encontraram o vestígio em agosto deste ano, mas optaram por esperar os resultados das pesquisas que confirmava a autenticidade da pegada e a espécie à qual pertenceu.

De acordo com a Montsame, agência de notícias da Mongólia, o grupo de pesquisadores acredita que o dono da pegada é um Titanossauro. Os dinossauros dessa espécie tinham um longo pescoço, eram herbívoros e viveram no período Cretáceo.

O animal, de cerca de 30 metros de comprimento e 20 de altura, possivelmente deixou a pegada de uma de suas patas esquerdas em um solo que depois, com a desertificação da zona, ficou recheada de areia, o que ajudou na sua conservação. Os estudiosos encontraram a pegada em uma camada geológica de entre 70 e 90 milhões de anos, afirmou a agência mongol.

“É uma descoberta muito especial, já que se trata de uma pegada fossilizada muito bem conservada, de mais de um metro de comprimento e sinais das garras”, afirmou um comunicado da Universidade de Ciências de Okayama.

(Com Agência EFE)

Fonte: Veja

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Coloridos e com cara de pássaro: assim eram os dinossauros

Cientistas britânicos divulgaram a representação mais realista já feita de um dinossauro, com base em fósseis encontrados na China
 
Representação do Psitacosauro, que ajuda a compreender como a pele colorida ajudava o animal a se esconder nas florestas do período Cretáceo (entre 145 milhões e 65 milhões de anos atrás) (Bob Nicholls/Paleocreations.com 2015)

A cara é como a de um papagaio, mas o porte é de um grande peru. Dois chifres rodeiam o crânio e a pele rosada é lisa e coberta por pintas marrom escuro. Divulgada na última semana, a recriação do Psitacosauro (que ganhou o apelido de “lagarto-papagaio”) é a representação mais fiel de um dinossauro já feita pelos cientistas. O modelo em 3D, descrito na última edição da revista científica Current Biology, foi feito com base em fósseis extremamente preservados, encontrados na China, que ainda guardavam vestígios dos pigmentos dos animais. Segundo os pesquisadores, o modelo ajuda a compreender como a pele colorida ajudava dinossauro a se esconder dos predadores nas florestas do período Cretáceo (entre 145 milhões e 65 milhões de anos atrás), em que vivia.

“Ficamos impressionados ao ver como os padrões de cores da pele funcionavam como uma camuflagem para o pequeno dinossauro”, explicou o paleontólogo Jakob Vinther, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, um dos autores do estudo, em comunicado.

Dinossauro colorido

Para reproduzir o corpo e as cores que cobriam a pele do animal, os pesquisadores examinaram os fósseis com lasers que ressaltavam os vestígios de pigmentos. Em seguida, observaram as estruturas que armazenavam os pigmentos em células e tecidos em microscópios eletrônicos. O esqueleto e a musculatura do Psitacosauro foram medidos e analisados pelos cientistas e, com o desenho pronto, o paleoartista Robert Nicholls fez o modelo e reproduziu o animal em tamanho natural.


Modelo fotografado no Jardim Botânico de Bristol, na Inglaterra (Jakob Vinther/University of Bristol/Divulgação)

Em seguida, o boneco foi fotografado no Jardim Botânico de Bristol, para que os pesquisadores conseguissem visualizar como as cores da pele poderiam funcionar para camuflar o dinossauro.

“Foi um processo longo e doloroso, mas agora temos a melhor sugestão de como um dinossauro realmente vivia”, afirmou Nicholls.

Em estudos posteriores, os cientistas pretendem explorar outros tipos de camuflagem existentes nos registros fósseis (como as penas coloridas) e usá-las para compreender a relação entre os predadores, suas presas e o ambiente do período dos dinossauros. Essas pistas podem ajudar a revelar como se deu a evolução da biodiversidade até os dias atuais.

Fonte: Veja