quinta-feira, 10 de setembro de 2015

90 pegadas de dinossauro são encontradas na Alemanha

De acordo com os paleontólogos, as pisadas foram feitas por um saurópode há cerca de 140 milhões de anos 

Benjamin Englich, líder da excavação, examina a pegada de um dinossauro em Hannover, na Alemanha. Alexander Koerner/Getty Images



Em uma pedreira em Rehburg-Loccum, cidade localizada em Hannover, na Alemanha, paleontólogos encontraram mais de 90 raras pegadas de um dinossauro. Segundo os especialistas, a trilha pode ter sido feita por um saurópode entre 135 milhões e 145 milhões de anos atrás. A espécie tinha como característica principal o pescoço comprido. 

Para os paleontólogos, a trilha de pegadas foi considerada uma grande descoberta, pois estava completamente preservada. O dinossauro responsável pelos vestígios provavelmente pesava de 25 a 30 toneladas, pois deixou impressões com cerca de 1,20 metro de diâmetro e 43 centímetros de profundidade no solo. 

“A forma do pé e do tipo de passo é típica dos dinossauros de pescoço longo. Eles têm pegadas parecidas com as de elefante”, contou Benjamin Englich, diretor da escavação, em entrevista à agência notícias alemã DPA. Além disso, de acordo com os pesquisadores, as impressões que ficaram no solo dão indícios de que o saurópode pode ter deixado mais rastros e, por isso, os paleontólogos removerão uma rocha para continuar a verificação da trilha. 

Pegadas de milhões de anos – Apesar de serem raros, não é a primeira vez que os cientistas identificam rastros de dinossauros. Uma descoberta semelhante foi feita em 2009, na França. Na Alemanha, entre 2009 e 2011, outras pegadas de um dinossauro menor foram encontradas perto de Münchehagen. 

Os saurópodes foram um dos dois grandes grupos de dinossauros. Além de corpos gigantes, pescoço muito comprido e cabeça pequena, eram quadrúpedes. A alimentação era inteiramente vegetariana. O braquiossauro é o exemplar mais conhecido dos saurópodes. 

Fonte: Veja

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Dez erros que cometemos ao falar sobre os dinossauros

Nossa percepção e nosso entendimento sobre os dinossauros mudaram significativamente desde que os primeiros fósseis foram encontrados - e continuam a mudar, à medida que surgem novas descobertas.

A seguir, veja dez equívocos comuns sobre os dinossauros que foram sendo corrigidos pelos avanços da ciência:

1. Penas da discórdia

Ainda bem que o Tyrannosaurus rex não está por aí para testemunhar o abalo em sua fama após descobrirem que ele tinha penas quando jovem.

Até então se pensava que os dinossauros tivessem apenas escamas, mas nos últimos 20 anos cientistas se convenceram de que muitos carnívoros tinham pelugem ou penas.

"Muitos - se não todos - os dinossauros tinham penas", disse à BBC Radio 4 o professor Mike Benton, da Escola de Ciências da Terra da Universidade de Bristol.

2. Esquentando

No passado, pesquisadores apostavam que os dinossauros deveriam ter sido animais de sangue frio, como lagartos e cobras. Para além de alguma divergência no século 19, essa visão permaneceu até os anos 1970, quando novas pesquisas apontaram que os dinossauros eram bichos de sangue quente e sedentos por energia, como os mamíferos.

Em 2014, cientistas sugeriram que eles tenham sido mesotérmicos - algo entre sangue quente e frio.

3. Pinça com dedão

Investigações sobre os dinossauros do Crystal Palace - uma série de esculturas em tamanho real em um parque no sul de Londres, reveladas ao público em 1854 - causaram certa confusão após a descoberta de um fóssil pequeno e pontudo.

A análise de fósseis mais completos permitiu mudar concepções até então consensuais sobre os dinossauros (AFP)

Pensou-se que era um chifre, e uma réplica foi colocada na ponta do nariz de um Iguanodon.

Mais tarde, quando espécimes mais completos foram achados, a conclusão mudou: tratava-se na verdade um osso de dedo polegar, responsável pelo movimento de pinça.

4. A polêmica sobre o fim dos dinossauros

Há inúmeras hipóteses sobre o fim dos dinossauros.

A teoria mais aceita - e que circula desde as últimas décadas - é de que um enorme meteorito atingiu a Terra e exterminou a maioria deles. Mas isso não explica por que o choque não acabou com outros bichos, como pássaros, crocodilos e mamíferos.

Hipótese que cita um meteorito como a causa do fim dos dinossauros deixa lacunas e não explica o que ocorreu com outras espécies (SPL)

Hipóteses mais antigas focavam em mudanças climáticas e formação de montanhas, enquanto alguns pesquisadores do século 20 defendiam que os dinossauros perderam fôlego como espécie e desistiram da luta.

5. Não tão velhos assim

Você deve imaginar que levava um bom tempo até que os dinossauros maiores atingissem o tamanho de adulto.

Isso, ao lado da hipótese de eram répteis de sangue frio e crescimento lento, levou cientistas a estimar o tempo médio de vida deles em mais de cem anos. Mas hoje sabemos que essas feras cresciam muito rápido, e que poucos dinossauros superavam os 40 ou 50 anos.

6. Falha nossa

O filme Jurassic Park - Parque dos Dinossauros, de Steven Spielberg, lançado em 1993, lotou os cinemas e atiçou a imaginação do público com descrições - imprecisas - dos dinossauros.

Os velociraptors não eram grandes e ágeis como mostraram os filmes da série Jurassic Park

Para a maioria dos cientistas, os velociraptors do filme, por exemplo, eram grandes, rápidos e espertos em excesso, distanciando-os da realidade. Mas os animais caçavam em grupos, como o filme mostra.

E desde quando Hollywood deixa os fatos entrarem no caminho de uma boa história?

7. Teoria à prova d'água?

Uma década atrás, especialistas diziam que os maiores dinossauros existentes circulavam apenas em ambientes aquáticos.

O peso monstruoso e a cauda gigante do Diplodocus, por exemplo, não teriam favorecido o trânsito em terra, afirmavam cientistas, sugerindo que eles devem ter vivido em pântanos ou lagos.

Esqueleto de Diplocodus em exposição (Thinkstock)

Uma década depois, essa teoria naufragou. Cientistas hoje concordam que os herbívoros gigantes viveram em terra firme.

8. Voo da discórdia

Eles dividiram o planeta com o T.Rex e cia., mas os pterossauros não eram dinossauros como todos pensavam.

Esses répteis voadores dos períodos Triássico e Cretáceo - primeiros vertebrados a voar - eram um grupo diferente de animais, assim como os répteis marinhos da época, como os ictiossauros e os plesiossauros.

9. Marcha lenta

No final do século 19, a maioria pensava que o T.Rex era um exímio corredor, alimentando os piores pesadelos. Mas essa visão ficou ultrapassada por volta da metade do século 20, quando o monstro passou a ser considerado como lento e vagaroso.

Hoje, modelos biomecânicos indicam que um meio termo deve ter sido o cenário mais provável.

De rápido e mortal, o T.Rex passou a ser visto como um animal lento (SPL)

Enquanto dinossauros do tamanho de galinhas poderiam até assumir o lugar dos cachorros nas corridas atuais, os T.Rex tinham velocidade média estimada em cerca de 29 km/h.

10. Beco sem saída

Por muito tempo consideramos os dinossauros como criaturas que não tinham o padrão evolutivo necessário para sobreviver em meio a mudanças no ambiente.

Nos últimos 20 a 30 anos, contudo, um novo consenso surgiu, apontando que eles foram espécies fantasticamente diversas e resistentes, e que podem se gabar de ter tido milhares de descendentes na forma dos pássaros atuais.

Três coisas que ainda não sabemos sobre dinossauros...

Não se sabe muito sobre os ruídos que os dinossauros faziam, embora haja provas que sustentam uma noção dos anos 1970 de que o Parassaurolofo usava seu peito como uma câmara de ressonância, permitindo a comunicação em longas distâncias.

Não sabemos as cores dos dinossauros, mas pesquisas recentes identificaram a cor das penas em dinossauros como o Sinosauroptreyx, que tinha anéis laranjas e brancos na cauda.

Não sabemos o quão inteligentes eram os dinossauros, porém seus cérebros pequenos em relação à massa corporal sugerem uma capacidade intelectual reduzida.

Fonte: BBC News

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Artigo da 'Science' descreve fóssil de cobra com patas encontrado no Brasil

Nova espécie viveu há mais de 120 milhões de anos onde hoje é o Brasil.
A peça é originária da Formação Crato, na Bacia do Araripe, no Ceará.



Eduardo Carvalho Do G1, em São Paulo

Fóssil de espécie de cobra com patas que foi descoberto na Formação Crato, na Bacia do Araripe, no Ceará (Foto: Reprodução/Science)
 
A revista “Science” desta quinta-feira (23) descreve o fóssil de uma nova espécie de cobra que tinha quatro patas e viveu no Brasil há mais de 120 milhões de anos.

Segundo os estudiosos, a peça é originária da Formação Crato, na Bacia do Araripe, no Ceará. A peça encontra-se na Alemanha.

A descrição foi publicada em artigo assinado por David M. Martill, paleontólogo da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, Helmut Tischlinger e Nicholas Longrich.

O material apresenta a espécie Tetrapodophis amplectus, uma cobra de quatro patas que teria vivido no território onde atualmente fica o Brasil quando ainda existia o supercontinente Gondwana, integrante da parte sul da Pangea.

Evolução
Ilustração mostra como seria a espécie Tetrapodophis, descoberta por paleontólogos na região da Formação Crato (Foto: Reprodução/Science/Julius Cstonyu)
 
A ciência atual não tem dúvida de que lagartos e cobras, em termos de evolução, são espécies muito próximas.

O que se tinha comprovado até então é que, com o passar do tempo, os lagartos evoluíram para lagartos com corpo de serpente e patas, e, posteriormente, para serpentes. Agora, o fóssil traz à luz uma peça desta evolução: as cobras com patas.

“É o primeiro fóssil de cobra com quatro patas e cinco dedos. Isso muda a história evolutiva das cobras. Conhecia-se apenas três estágios e agora, eles são quatro”, explica Álamo Feitosa, diretor científico do Geopark Araripe.

O Geopark Araripe tem uma área de 3,7 mil km² e abrange seis cidades cearenses. A região era considerada área de proteção ambiental desde 1997 e, em 2006, foi integrado à Rede Mundial de Geoparques, iniciativa da Unesco, agência da ONU para educação, ciência e cultura, com a União Internacional de Ciências Geológicas.

O objetivo dos geoparques é preservar áreas naturais que tenham um rico valor geológico e paleontológico.

Fonte: G1  

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Pesquisadores encontram fósseis com sangue de dinossauro

Uma equipe de pesquisadores da Imperial College, em Londres, liderada pelo Dr. Sergio Bertazzo, fez uma descoberta insólita e inédita. Trata-se de uma série de fragmentos biológicos (células de sangue e proteína fibrosa) de dinossauro. A revelação é resultado do estudo dos restos fósseis de 75 milhões de anos idade encontrados na província de Alberta, no Canadá. 


A descoberta é verdadeiramente estranha e incomum, uma vez que os fósseis com essa idade costumam conservar apenas materiais duros, como os ossos e, muito raramente, tecidos suaves, como aconteceu dessa vez. Apesar do mau estado de conservação dos fósseis, os pesquisadores puderam estudar o material encontrado e seus resultados sem dúvida contribuirão para o estudo das relações entre diferentes tipos de dinossauros, o aprofundamento de sua fisiologia e a reconstituição do caminho evolutivo que os levou a se transformarem em animais de sangue quente.

Essa grande revelação sugere uma reavaliação das ideias atuais sobre o processo de fossilização. Informações valiosíssimas podem estar passando despercebidas pelo fato de os pesquisadores não procurarem sangue ou tecidos suaves nos fósseis, por pior que seja sua conservação.

Fonte: RT

Crédito da foto: Steffen Foerster/Shutterstock

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Cientistas descobrem na China o maior dinossauro com asas do mundo

Primo do velociraptor, aquele dos filmes de 'Jurassic Park', o 'Zhenyuanlong suni' viveu há 125 milhões de anos e era coberto por plumas coloridas


As penas do novo dinossauro provavelmente funcionavam com propósitos sexuais, para atrair os pares para o acasalamento(Chuang Zhao/Divulgação)

Paleontologistas que trabalhavam na China descobriram o fóssil do maior dinossauro com asas do mundo. O Zhenyuanlong suni viveu há 125 milhões de anos e é um "primo" do velociraptor, famoso por ser um dos principais dinossauros nas histórias dos filmes Jurassic Park e Jurassic World. Seu corpo, com aproximadamente dois metros de comprimento, era coberto de plumas coloridas - assim como os últimos estudos científicos demonstram ser o velociraptor.

Os fósseis do novo dinossauro foram encontrados durante uma expedição na parte ocidental da província de Liaoning, nordeste chinês, região rica em vestígios de dinossauros com penas. O estudo com a descrição completa da nova espécie foi publicado no periódico Scientific Reports.

Segundo os cientistas, as asas do predador não eram usadas para voo por serem muito curtas. Provavelmente funcionavam para propósitos sexuais, pois as cores das penas deveriam atrair os pares (como os pavões de hoje usam sua bela cauda).

Um dos autores do estudo, Junchang Lu, do Instituto de Geologia da Academia Chinesa de Ciências Geológicas, conta que foi surpreendido por encontrar um fóssil de uma espécie ainda desconhecida na região. A parte ocidental da província de Liaoning foi o local onde as primeiras espécies de dinossauros com penas foram achadas, na década de 1990. "Descobrir o Zhenyuanlong suni indica que há uma diversidade ainda maior de dinossauros emplumados do que pensávamos", concluiu Junchang Lu.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cientistas-descobrem-na-china-o-maior-dinossauro-com-asas-do-mundo

terça-feira, 14 de julho de 2015

Presas do maior dinossauro carnívoro do Japão são descobertas em Nagasaki



Dentes fossilizados de dinossauro encontrados em Nagasaki

Paleontólogos japoneses encontraram em Nagasaki, no sul do Japão, duas presas fossilizadas pertencentes ao maior dinossauro carnívoro já descoberto no país asiático, anunciou nesta terça-feira (14) o Museu de Dinossauros de Fukui, no leste do país.

Os fósseis se encontravam em uma camada de terra de aproximadamente 81 milhões de anos, por isso sua datação corresponde ao período Cretáceo Superior, o último no qual viveram a maioria dos grupos de dinossauros.

Acredita-se que as duas presas pertenciam a um dinossauro de aproximadamente dez metros de comprimento, e se trata da primeira descoberta no Japão de um exemplar da família dos tiranossaurídeos (Tyrannosauridae).

As presas foram encontradas em 2014 em uma área de Nagasaki onde também foram encontrados antes outros fósseis, que ainda precisam ser identificados, por isso os especialistas consideram que a área "foi habitat de várias espécies de dinossauros", revelou o responsável pela descoberta, Kazunori Miyata, em entrevista à agência local "Kyodo".

As presas fossilizadas, de cerca de 8 centímetros de comprimento e quase 3 centímetros de espessura, faziam parte da mandíbula inferior do dinossauro, e serão exibidas no Museu de Dinossauros de Fukui a partir de sexta-feira.

Os especialistas consideram que a descoberta permitirá refinar a classificação das espécies de dinossauros que existiram na Ásia e a estimativa de seus tamanhos, em um continente onde foram poucas as descobertas de fósseis pertencentes a grandes carnívoros do Cretáceo.

Os tiranossaurídeos existiram nos continentes americano e asiático entre 83 e 66 milhões de anos atrás e suas diferentes subespécies podiam atingir de cinco a até dez metros de comprimento. 
 
Fonte: EFE

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Dinossauro astro de 'Jurassic Park' teria penas e asas, aponta estudo

Cientistas fizeram reconstrução de parente do velociraptor.
Fóssil descoberto na China é de maior dinossauro com asas descoberto.

Da France Presse

Imaginado por cineastas como um animal de altura mediana, parecido com lagartos verdes e devoradores de homens, o velociraptor era, provavelmente, bem menor e dotado com asas, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira (16).

Ilustração mostra como seria o dinossauro Zhenyuanlong suni, 'primo' do velociraptor, astro de 'Jurassic Park'
(Foto: Chuang Zhao/Divulgação)

A pesquisa de um primo do velociraptor recém-descoberto, que recebeu o nome de Zhenyuanlong suni, revelou que esses animais extintos provavelmente tinham grandes asas e eram cobertos de penas, de acordo com a pesquisa, que foi publicada na revista "Scientific Reports".

"O verdadeiro velociraptor não era um monstro escamoso verde como em 'Jurassic Park'", diz Steve Brusatte, da Universidade de Edimburgo, à AFP.

"O verdadeiro velociraptor parecia com o Zhenyuanlong: um assassino com penas e assas".
Brusatte e sua equipe fizeram uma reconstrução fóssil do Zhenyuanlong, um dos parentes mais próximos do velociraptor, que viveu na província de Liaoning, no nordeste da China, cerca de 125 milhões de anos atrás.

Trata-se do maior dinossauro com asas descoberto até hoje.

Esqueleto bem preservado do dinossauro Zhenyuanlong suni, descoberto na China
(Foto: Junchang Lü/Divulgação)

O Zhenyuanlong tinha cerca de dois metros de comprimento do focinho à cauda, pesava cerca de 20 quilos e era carnívoro.

"O Zhenyuanlong é um dinossauro que se parece muito com um pássaro", afirmou Brusatte por e-mail à AFP - para além das garras afiadas em suas asas e uma boca cheia de dentes.

O fóssil chinês está tão bem preservado que se pode ver claramente diferentes tipos de penas, incluindo plumas semelhantes a pêlos e grandes penas nos braços.

O Zhenyuanlong teria tido "penas densas" em suas asas e cauda, de acordo com a análise da equipe de cientistas.

"Isso levanta realmente um grande mistério: por que tal animal tinha asas?"
Provavelmente tais asas não serviam para o voo: o Zhenyuanlong era muito grande e seus braços muito curtos para permitir que levantasse voo.

A equipe especula que as asas eram utilizadas para exibição ou para proteger seus ovos no ninho.

"E, talvez, isso signifique que inicialmente as asas nem sequer evoluíssem para o voo, mas para outra função!", afirma Brusatte.

"Alguns anos atrás, acredito que a maioria dos paleontólogos diria que as grandes penas e asas evoluíram para o voo. Mas agora não tenho certeza".

Steve Brusatte e Junchang Lü posam ao lado de fóssil do dinossauro Zhenyuanlong suni, da China
(Foto: Martin Kundrat/G1)

Os cientistas já haviam observado pontos de fixação de pena nos braços dos fósseis de velociraptor, mas sem penas reais - o que não permitia saber o tipo ou tamanho das plumas que tinham, ou para que finalidade serviam.

"Tivemos sorte com Zhenyuanlong. Ele foi encontrado em uma área onde vulcões enterraram os dinossauros, preservando detalhes de suas penas", disse Brusatte.

"O Zhenyuanlong nos aponta como as penas de velociraptor provavelmente se pareciam... Ele teria penas como as do Zhenyuanlong e até mesmo grandes asas nos braços", afirma.
"Ele também seria muito menor do que os reconstruídos nos filmes".

"Um velociraptor real era um pouco menor do que o Zhenyuanlong", acrescenta Brusatte. "Teria o tamanho de um cachorro poodle!", garante.

Os paleontólogos acreditam que os primeiros pássaros apareceram há 150 milhões de anos e eram descendentes de pequenos dinossauros emplumados.

Fonte: G1

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Conheça o novo dinossauro chifrudo descoberto no Canadá

O 'Wendiceratops pinhornensis', que viveu há cerca de 80 milhões de anos, tem a face coberta de chifres e é um dos mais antigos membros de seu gênero 
 
Reconstrução do Wendiceratops pinhornensis, um dos mais impressionantes dinossauros chifrudos já descobertos(Danielle Dufault/Reprodução)

Um grupo de cientistas apresentou nesta quarta-feira um novo dinossauro chifrudo, descoberto em Alberta, no Canadá. A espécie Wendiceratops pinhornensis é da mesma família do famoso Triceratops, mas tinha a face coberta de chifres. Com aproximadamente 6 metros, ele pesava mais de uma tonelada e, com 80 milhões de anos, é o mais antigo fóssil de seu grupo já encontrado pelo homem. A descrição do dinossauro foi feita por especialistas do Museu Real de Ontário, no Canada, e do Museu de História Natural de Cleveland, nos Estados Unidos, e publicada no site Plos one.

"O novo dinossauro nos ajuda a compreender o início da evolução da ornamentação do crânio em um grupo de dinossauros caracterizados por faces com chifres. Sua cabeça é rodeada por numerosos chifres curvos, o nariz tinha um grande chifre vertical e tudo indica que ele tinha chifres ao redor dos olhos também. É um dos mais impressionantes dinossauros já descobertos", diz o palentologo David Evans, um dos autores do estudo.

O grande chifre próximo ao nariz, embora representado por amostras fragmentadas, pode representar a primeira ocorrência dessa característica entre o grupo Ceratopsia, à qual pertencem esses dinossauros. De acordo com os pesquisadores, os 200 ossos encontrados no sítio arqueológico eram de pelo menos quatro indivíduos da nova espécie, um jovem e três adultos. Segundo o artigo, a grande diversidade nessa pequena ordem de animais pode estar associada à "radiação adaptativa", fenômeno evolutivo associado à formação de várias espécies em curto espaço de tempo, a partir de uma mesma linhagem ancestral.

Wendiceratops foi o nome escolhido em homenagem ao caçador de fósseis Alberta Wendy Sloboda, que descobriu o sítio arqueológico onde os fósseis foram encontrados.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/conheca-o-novo-dinossauro-chifrudo-descoberto-no-canada