terça-feira, 24 de maio de 2011

Répteis Squamata do Cerrado

O Cerrado é o segundo maior domínio morfoclimático da América do Sul e a savana com maior diversidade biológica do planeta, tendo sido reconhecido recentemente como uma das 25 regiões globais prioritárias para a conservação de biodiversidade. Entretanto, apesar de sua riqueza biológica, extensão territorial e da rápida destruição de suas paisagens naturais, o Cerrado permanece como uma das regiões sul-americanas menos estudadas quanto à diversidade faunística. Documentar e compreender a fauna do Cerrado é, portanto, tarefa urgente e prioritária. 

Squamata: origens e relações evolutivas

Os répteis Squamata incluem os lagartos, as serpentes e as anfisbenas, e constituem o segundo mais diverso grupo de vertebrados terrestres. Fósseis de prováveis ancestrais de Squamata foram encontrados em sedimentos datados de mais de 245 milhões de anos, do Permiano superior da África.
Os Squamata apresentam mais de 60 características derivadas e exclusivas (que permitem reconhecê-los como linhagem evolutiva independente), sendo a principal a presença de órgãos copuladores pares e eversíveis (hemipênis). Outras características são compartilhadas com os répteis de sua linhagem-irmã, os Rhynchocephalia, representados pelo gênero Sphenodon, atualmente restrito a duas espécies relictuais em ilhas costeiras da Nova Zelândia, Oceania. Dentre as várias características comuns e exclusivas de Squamata e Rhynchocephalia podem ser citadas a ocorrência de eventos periódicos de troca completa da pele e a cloaca com abertura transversal ao eixo do corpo (longitudinal nos demais grupos de répteis, como aves, crocodilianos e quelônios).
A hipótese de parentesco mais aceita atualmente divide os Squamata em duas linhagens evolutivas irmãs: os Iguania e os Scleroglossa. Estas duas linhagens dividem-se, por sua vez, em diversos outros grupos, incluindo várias famílias de lagartos, além das serpentes (Serpentes) e anfisbenas (Amphisbaenia). O grupo dos lagartos, conforme reconhecido coloquialmente, não representa unidade evolutiva natural e independente, pois algumas linhagens de lagartos (ver famílias de Scleroglossa) são mais próximos a Serpentes ou a Amphisbaenia do que a outros grupos de lagartos.

Relações de parentesco entre os répteis Squamata e as principais linhagens de vertebrados 

Relações de parentesco entre os grupos de Squamata, divididos em duas linhagens principais: Iguania e Scleroglossa. Os ramos terminais (exceto Serpentes) representam famílias.

Fonte: http://www.ib.usp.br/~crinog/index3.htm

SERPENTES MARINHAS

 
Serpente marinha em ilustração da História dos Povos do Norte, de Olaus Magnus


As serpentes marinhas, geralmente avistadas por marinheiros, são uma das mais insistentes das lendas do mar. Céticos costumam identificá-las como observações de lulas gigantes, elefantes-marinhos, golfinhos nadando em fileiras, baleias de comportamento incomum, formações incomuns de ondas, canoas emborcadas e outros objetos flutuantes. Por estranho que pareça, a maioria daqueles que ainda hoje consideram seriamente a possibilidade de sua existência tendem a pensar que se tratam de espécies desconhecidas de mamíferos e não de répteis ou peixes. A razão é que a maioria dos testemunhos afirma que elas se movem com ondulações verticais, o que é típico de mamíferos: répteis e peixes se movem com ondulações horizontais.

Classificação das Serpentes Marinhas

Ao longo dos séculos XIX e XX, houve mais de 1.200 observações de supostas serpentes marinhas, cujas descrições freqüentemente são muito diferentes entre si. Para aqueles que acreditam na existência desses animais, isso pode ser um indício de que se trataria não de uma só espécie desconhecida, mas de várias. Vários esquemas de classificação das serpentes marinhas foram propostos para dar conta dessa variedade. 

Bernard Heuvelmans (1965)

  

Basilosaurus, em mural de Mark Heine para parque temático na Itália. Uma sobrevivência dessa baleia de 16 a 24 metros de comprimento, que viveu no Eoceno (entre 40 milhões e 34 milhões de anos) foi proposta por Heuvelmans como explicação para algumas serpentes marinhas.

 

Esta classificação foi originalmente proposta em Le Grand-Serpent-de-Mer, le problème zoologique et sa solution. Paris: Plon, 1965:
  1. Serpente-de-pescoço-longo (Megalotaria longicollis): Um leão-marinho de 18 metros, de pescoço comprido e cauda curta. Pelo e bigodes relatados. Cosmopolita.
  2. Cavalo-marinho (Halshippus olai-magni): Um pinípede com 18 metros de comprimento, cabeça de cavalo, pescoço médio e olhos grandes. Freqüentemente tem bigodes. É também cosmopolita.
  3. Serpente-de-muitas-corcovas (Plurigibbosus novae-angliae): Um arqueoceto (baleia primitiva, como o Basilosaurus) de 18 metros a 30 metros, pescoço médio e corpo comprido. Tem uma série de corcovas ou uma crista na espinha, como um cachalote ou baleia cinzenta. Vive apenas no Atlântico Norte.
  4. Superlontra (Hyperhydra egedei): Um arqueoceto de 20 metros a 30 metros, de pescoço médio e corpo comprido, que lembra uma lontra. Move-se com numerosas ondulações verticais (6-7). Vivia perto da Noruega e Groenlãndia e Heuvelmans presumia que estava extinta.
  5. Serpente-de-muitas-barbatanas (Cetioscolpenda aelani): Um arqueoceto de 18 a 21 metros, de pescoço curto. Tem certo número de projeções laterais que parecem barbatanas dorsais, mas viradas para o lado contrário. Lembra a couraça do Desmatosuchus, mas muito mais proeminente.
  6. Super-enguias: Um grupo de grandes enguias, possivelmente não relacionadas entre si. Heuvelmans teorizou que pudessem ser enguias, simbranquiformes (enguias dos pântanos) ou elasmobrânquios (peixes cartilaginosos, como arraias e tubarões). Cosmopolitanas. O conceito baseou-se parcialmente em larvas de enguia Leptocephalus giganteus, de 89 cm a 1,80 m de comprimento, o que levava o zoólogo neozelandês P. H. J. Casle, que as descreveu em 1959, a hipotetizar adultos de 16 a 32 metros. Mais tarde, verificou-se que os adultos dessa e de outras espécies similares são, na realidade, menores que as larvas.
  7. Réptil marinho: Um crocodilo ou animal similar (mosassauro, pliossauro etc.) de 15 a 18 metros de comprimento.
  8. Barriga-amarela: Um animal muito grande (30 cm a 60 metros), listrado de amarelo e negro, com a forma de um girino. Depois abandonado.
  9. Mãe-de-todas-as-tartarugas: Uma tartaruga gigante. Depois abandonada.
  10. Invertebrados gigantes: colônias gigantes de ctenóforos e tunicados. Acrescentado.

Loren Coleman e Patrick Huyghe (2003)

Esta classificação foi proposta em The Field Guide to Lake Monsters, Sea Serpents and Other Mystery Denizens of the Deep:
  1. Serpente marinha clássica: Um animal alongado, quadrúpede, que parece ter muitas corcovas quando está nadando. Abrange a serpente-de-muitas-corcovas, a superlontra e as super-enguias de Heuvemans. Os autores sugerem o Basilosaurus como candidato ou, possivelmente, remingtoncetídeos (também baleias priitivas).
  2. Cavalo-do-mar: Um grande pinípede, que abrange a serpente-de-pescoço-longo e o cavalo-marinho de Heuvemans. Só os machos têm crina, mas as fêmeas parecem ter snorkels. Os olhos são pequenos. São vistos tanto em água doce quanto em água salgada.
  3. Cetáceos misteriosos: Uma categoria de espécies desconhecidas de baleias, golfinhos e orcas, incluindo baleias e golfinhos com nadadeiras duplas, cachalotes com barbatanas dorsais, baleias de bico, um tipo desconhecido de orca e outros.
  4. Tubarão gigante: Uma sobrevivência do Megalodon.
  5. Jamanta misteriosa: Uma pequena arraia jamanta com marcas dorsais.
  6. Grande Centopéia Marinha: A serpente de muitas barbatanas de Heuvemans. Os autores sugerem que as barbatanas podem ser retráteis e a aparência escamosa causada por parasitas.
  7. Réptil misterioso: O réptil marinho de Heuvemans.
  8. Quelônio críptico: Ressurreição da mãe-de-todas-as-tartarugas.
  9. Sirenídeo misterioso: Sobrevivência da vaca-marinha de Steller.
  10. Polvo gigante (Octopus giganteus ou Otoctopus giganteus): Um grande cefalópode do Atlântico tropical.

Bruce Champagne (2005)



Várias espécies hipotéticas de serpentes marinhas, em escala aproximada. Arte de Cameron McCormick, segundo a orientação de Bruce Champagne (2005)
Esta classificação foi inicialmente proposta em A Preliminary Evaluation of a Study of the Morphology, Behavior, Autoecology, and Habitat of Large, Unidentified Marine Animals, Based on Recorded Field Observations e depois complementada por comunicações em fóruns de criptozoologia :
  • 1: Serpentes marinhas de pescoço comprido:
    • 1A: Um leão-marinho de 9 metros com pescoço e cauda longos. O pescoço é de largura igual ou menor que a cabeça. Pelos relatados. Capaz de se locomover em terra. Cosmopolita.
    • 1B: Similar ao anterior, mas com mais de 17 metros de comprimento e muito mais robusto. O pescoço é menos espesso que a cabeça. Visto apenas perto da Grã-Bretanha e Dinamarca. 
  • 2: Serpentes marinhas semelhantes a enguias:
    • 2A: Um réptil de 6 a 9 metros, coberto de escamas ou couraçado. Distingue-se por uma cabeça pequena e quadrada, de presas proeminentes. Porta-se na superfície como uma "lancha a motor". Vive apenas no Atlântico Norte.
    • 2B: Uma baleia bicuda de 7,5 a 9 metros. Distingue-se por uma cabeça pontuda e uma crista dorsal. Porta-se como "lancha a motor". Vive no Atlântico e Pacífico. Possivelmente extinta.
    • 2C: Um réptil alongado de 18 a 21 metros, sem apêndices. A cabeça é muito grande, semelhante à de uma vaca ou reptiliana, com dentes semelhantes aos de uma foca-caranguejeira. Comportamento de "lancha a motor". Habita o Atlântico, o Pacífico e o Mar da China do Sul. Possivelmente extinto.
  • 3: Serpente marinha de muitas corcovas: 9 a 18 metros de comprimento. Um possível réptil com crista dorsal e capacidade de se locomover com muitas ondulações. A cabeça tem uma aparência distintamente "camelóide. Seria idêntica ao Cadborosaurus willsi e estaria por trás da carcaça de Naden Harbor.
  • 4: Serpentes marinhas de barbatana de vela:
    • 4A: Uma baleia bicuda de 9 a 21 metros. Distingue-se por uma cabeça muito pequena e uma barbatana dorsal muito grande. Encontrada apenas no noroeste do Atlântico. Possivelmente extinta.
    • 4B: Um animal alongado, possivelmente mamífero ou réptil, com 3,6 a 26 metros de comprimento. Tem um pescoço comprido, com uma cabeça semelhante à de uma tartaruga e uma longa e contínua barbatana dorsal. Cosmopolita.
  • 5: Animal de carapaça: Uma grande tartaruga ou criatura semelhante a uma tartaruga (mamífero?) de 3 a 14 metros de comprimento. A carapaça é descrita como articulada, segmentada e de placas. Pode exibir uma crista dorsal de "espinhos" e um tipo de pelo oleoso. Cosmopolita.
  • 6: Réptil: Um grande crocodilo ou animal semelhante ao crocodilo de 1 a 20 metros de comprimento. Encontrado no Atlântico Norte e no Mediterrâneo.
  • 7: Animal segmentado/de muitos membros: Um mamífero alongado de até 20 metros com a aparência de segmentação e muitas barbatanas. Encontrado no Atlântico Ocidental, Índico e Pacífico.
  • 8: Animal marinho de quatro membros, com cauda preênsil. Cada membro possui até cinco dedos opostos, possivelmente arranjados dois contra três. A cabeça se aparece com a de um camaleão, com olhos grandes e proeminentes e dentes fortes e agudos. Narinas foram também relatadas. Pele grossa, aparentemente sem escamas e rosada, vermelha ou marrom. O comprimnto total do corpo para animais adultos é de aproximadamente 1,22 metro.
  • 9: Animal serpentiforme. Cabeça quadrada, escamas visíveis, 6 a 18 metros de comprimento. Relatado no Atlântico, em latitudes de 39º a 58º, mas não visto desde 1880. Possivelmente extinto.













Avistamentos Famosos 

Serpente vista em Gloucester, Nova Inglaterra, 1817

No século XIX, os avistamentos de grandes serpentes marinhas se multiplicaram ao largo da costa da Nova Inglaterra e sua existência chegou a ser aceita por cientistas. Em 18 de agosto de 1817, um encontro da New England Linnaean Society chegou a dar a uma serpente terrestre deformada o nome de Scoliophis atlanticus, supondo que fosse uma forma juvenil de uma serpente marinha vista nas imediações, na costa de Gloucester. 



A serpente marinha vista pelo Daedalus (1848)

Um avistamento particularmente famoso foi feito pelos marinheiros do HMS Daedalus em agosto de 1848 durante uma viagem para Santa Helena, no Atlântico Sul. Segundo eles, a criatura tinha 18 metros de comprimento e sustentava sobre a água uma cabeça peculiar, com crina. A observação causou grande agitação entre os jornais londrinos e Sir Richard Owen, biólogo inglês, declarou que a criatura era um elefante-marinho; outros acreditam que possa ter sido uma lula gigante ou uma canoa emborcada. A serpente do Daedalus foi classificada como uma Super-enguia ou animal tipo 2C.
Outra observação célebre deu-se em 1905, nas costas do Brasil. A tripulação do Valhalla e dois naturalistas, Michael J. Nicoll e E. G. B. Meade-Waldo, viram uma criatura de pescoço comprido, pescoço longo e cabeça de tartaruga, com uma grande barbatana dorsal. Alguns peritos vêem nela um mamífero marinho. Foi classificada como Super-enguia ou Tipo 4B.
Outras observações na mesma época e região foram classificadas como Serpentes-de-muitas-corcovas, Serpentes marinhas clássicas, monstros das profundezas e animais Tipo 3. 

A Serpente marinha de Olaus Magnus



 
Serpente marinha em ilustração de outra edição da História dos Povos do Norte, de Olaus Magnus.                 


Sem contar os monstros marinhos mitológicos como o Leviatã bíblico, o Ceto grego e a serpente Jörmungandr da mitologia nórdica, os relatos mais antigos de seres serpentiformes no mar parecem ser os dos lindorm do folclore escandinavo. Na História dos Povos do Norte, de 1555, o clérigo sueco Olaus Magnus deu a seguinte descrição de uma serpente marinha:
Todos que navegam ao longo da costa da Noruega para comerciar ou pescar contam a notável história de como uma serpente de tamanho assustador, 60 metros de comprimento e 6 metros de largura, vive nas fendas e cavernas ao largo de Bergen. Em noites claras de verão, esta serpente deixa as cavernas para comer bezerros, cordeiros e porcos, ou sai para o mar e se alimenta de águas-vivas, caranguejos e outros animais marinhos. Tem uma crina de uma vara (1,1 metro) de comprimento que pende de seu pescoço, escamas negras e aguçadas e olhos vermelhos e flamejantes. Ataca navios e apanha e engole pessoas ao se erguer da água como uma coluna".
A Serpente marinha de Oudemans




Serpente marinha (Megophias megophias, segundo Oudemans (1892)


Em 1892, o biólogo holandês Anthonid Cornelis Oudemans publicou um livro chamado A Grande Serpente Marinha, estudando os muitos relatos já disponíveis. Oudemans concluiu que tais animais seriam uma espécie desconhecida de foca gigante, à qual deu o nome científico de Megophias megophias. Bernard Heuvelmans sugeriu, mais tarde, que essa foi a obra fundadora da criptozoologia.
Segundo sua descrição, eram relatados comprimentos de 6 a 75 metros, na maioria dos casos entre 15 metros e 30 metros. A cabeça é cerca de 4% do comprimento total, focinho comprido, com bigodes, freqüentemente comparada com uma cobra, cão, morsa, foca ou leão marinho. Os olhos são muito grandes e negros, com um brilho avermelhado. A boca é transversa e dobras são freqüentemente vistas nessa área. O pescoço é 20% do comprimento total, mais estreito que a cabeça e claramente distinto do corpo. Na base do pescoço há um par de apêndices, como barbatanas de tartaruga ou foca e duas barbatanas menores estão também presentes na base da cauda. O corpo é mais largo na frente que atrás e termina em uma enorme cauda, que é cilíndrica e mais fina que o corpo e representa 50% do comprimento total.
O animal geralmente é descrito como liso, mas às vezes se fala de pelos (e em dois casos, de escamas). Freqüentemente é mencionada uma crina, provavelmente distingue os dois sexos. O animal é marrom por cima e branco por baixo. Parece ser capaz de usar ambos os pares de nadadeiras, bem como ondulações verticais para se locomover. É de distribuição cosmopolita (global) e só não foi vista no Antártico. É dado como tímido e brincalhão e não há nenhum relato de ataque a seres humanos. 

Fonte: Fantatispedia

COBRA-DE-PESTANA

A Cobra-de-pestana ou víbora-de-pestana (Bothriechis schlegeli) é uma víbora arborícola que vive nas florestas que vão do México até a Venezuela.

Possui um colorido vivo e berrante, que vai do amarelo até o verde musgo, e seu nome é devido a um grupo de escamas localizado acima da cabeça.

Tem um veneno hemotóxico forte, e se a vítima não tiver um socorro imediato, pode levar à amputação do membro afetado.

Classificação científica
Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Reptilia
Ordem:     Squamata
Subordem:     Serpentes
Família:     Viperidae
Gênero:     Bothriechis
Espécie:     B.schlegeli
Nome binomial: Bothriechis schlegeli

sábado, 21 de maio de 2011

GORGOSSAURO ou NANOTIRANO

 
O gorgossauro (Gorgosaurus libratus também chamado de Nanotirano, do latim "lagarto de Gorgon") foi uma espécie de dinossauro carnívoro e bípede que viveu durante o período Cretáceo. Media cerca de 9 metros de comprimento e cerca de 3 toneladas.
O gorgossauro viveu na América do Norte e seus fósseis foram encontrados em Alberta, Montana e Novo México. Ao que tudo indica o gorgossauro era um predador solitário e só andava com outros da mesma espécie em épocas de procriação. O gorgossauro em questões de tempo de duração da espécie foi o tiranossaurídeo que por mais tempo habitou a terra de 83 a 65 milhões de anos atrás.
O ambiente em que o gorgossauro vivia era muito hostil, ele dividiu território com os dromeossaurídeos: deinychus e utahraptor. Além dos também tiranossaurídeos: daspletossauro e albertossauro, que eram um pouco maior que o gorgossauro. O gorgossauro já foi classificado como uma espécie do albertosssauro, chamado de Albertosaurus libratus, porém hoje sabe-se que os dois são espécies diferentes, pertencentes apenas a mesma família. Quanto a isto o gorgossauro herdou às características típicas da família como: cabeça grande e robusta, braços curtos e com dois dedos, dentes grandes, cônicos e grossos feitos para estraçalhar ossos, olfato extremamente aguçado além de uma velocidade boa para seu tamanho.

 

Dados do Dinossauro: 

Comprimento: até 9 m.
Peso: cerca de 3 toneladas.
Altura: até 3,5 m.
Período: cretáceo.
Continente: América do norte em Alberta, Montana e Novo México.
Estado de conservação: extinto (fóssil).

Classificação científica

Reino:     Animalia
Filo:     Chordata
Classe:     Reptilia
Superordem:     Dinosauria
Ordem:     Saurischia
Subordem:     Theropoda
Infraordem:     Tetanurae
Micro-ordem:     Carnosauria
Família:     Tyrannosauridae
Género:     Gorgossaurus

Cliparts de Dinossauros

Abrictosaurus
Achelousaurus
Afrovenatos
Alamosaurus
Anchiceratops
           Ankylosaurus
Aucasaurus
Avaceratops
Centrosaurus
Edmontonia
Gastonia Burgei
Iguanodont
Megalosaurus
Nanshiungosauros
Pentaceratops
Prenoceratops
Zalmoxes 

Fonte: http://www.clipartsegifs.com.br/clip_dinossauros.php

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Tartaruga-marinha: um espetáculo da natureza

As tartarugas marinhas podem medir 2 m de comprimento e chegar a pesar até 600 kg. Elas vivem em águas tropicais e estão mais adaptadas às águas frias devido a sua derme grossa e oleosa. Elas possuem extremamente desenvolvidos os sentidos da visão, do olfato e da audição, além de terem um senso de orientação impressionante.

A característica mais marcante da tartaruga de couro, por exemplo, é a consistência de sua carapaça que não é constituída de placas ósseas, mas sim recoberta por uma pele grossa e coriácea (semelhante ao couro).

As tartarugas-marinhas se alimentam basicamente de águas-vivas e de sua fauna acompanhante. Infelizmente, elas confundem sacos plásticos ou celofane com águas-vivas e correm o risco de morrerem por indigestão. Utiliza as patas como nadadeiras e nada a uma velocidade de 20 km/h.

A espécie de tartaruga verde se alimenta de algas e, por isso, é encontrada em grande quantidade no litoral brasileiro. Quando atinge a idade adulta, ou seja, 20 a 25 anos, a espécie vive dispersa na imensidão dos mares e sabe exatamente o momento e o local da reunião para reprodução. Nessa época, as tartarugas verdes viajam longas distâncias para retornarem às ilhas oceânicas onde nasceram para iniciar a desova.


O filhote de tartaruga tem todas as unhas, mas ele as perde quando se torna adulto. Apenas o macho conserva uma unha, grande e recurvada, com a qual ele se agarra às costas da fêmea durante o acasalamento. Isto é necessário porque o acasalamento ocorre enquanto as tartarugas nadam.

A fêmea escolhe um entre vários machos. A cópula dura várias horas, a fecundação é interna e uma fêmea pode ser fecundada por vários machos.

Em geral, as fêmeas desovam de 4 a 6 vezes por temporada, com 61 a 126 ovos por ninho. Porém, mais da metade do ninho consiste de ovos não férteis. A incubação varia de 50 a 78 dias e a temperatura ideal é em torno de 29º C.

A ilha de Trindade é o maior ponto de desova da tartaruga verde no Brasil. As tartarugas tomam conta das praias para depositarem os seus ovos. Nas praias da Tartaruga e de Andradas, a areia é totalmente moldada por grande buracos, cada um com mais ou menos 2 metros de diâmetro, feitos pelas fêmeas para abrigar seus ninhos.

A luta pela sobrevivência da espécie impressiona e comove. Estima-se que, de cada mil tartarugas nascidas, apenas uma ou duas chegarão à idade adulta.

O governo Federal norte-americano listou a tartaruga-de-couro como em extinção mundial. A estimativa atual é de que existam apenas de 20 mil a 30 mil tartarugas de couro fêmeas em todo o mundo. 


Tamar 

O Projeto Tamar funciona há 21 anos e atua em 20 bases distribuídas por oito Estados da costa brasileira. A principal função do projeto é pesquisar o comportamento e elaborar ações para preservar as espécies, que servem para orientar o homem na redução dos efeitos nocivos no ambiente em que vivem os animais, como a pesca, a iluminação artificial e o tráfego de veículos nas áreas de desova.

Para facilitar as pesquisas, as tartarugas encontradas na costa são marcadas com grampos de identificação, possibilitando o acompanhamento do crescimento e das rotas do animal.


Nas principais bases, pontos de desova e de alimentação, o Tamar mantém algumas espécies em cativeiro, que servem para estudos e principalmente para divulgação da importância do projeto e a conscientização da comunidade.

Para conhecer mais sobre as pesquisas e o trabalho de preservação do Projeto Tamar, acesse o site www.projetotamar.com.br

VOCÊ SABIA QUE... 

- Ao beber água do mar, a tartaruga marinha absorve muito sal. Para não morrer com o excesso dessa substância, ela costuma eliminar o sal através de suas lágrimas.

- A maior tartaruga-de-couro que foi registrada era um macho encalhado na Costa Ocidental de Gales em 1988. Ele pesou 916 kg.

- A maior tartaruga marinha, a alaúde, consegue colocar 100 ovos em apenas dez minutos.

Origem e História

As tartarugas marinhas surgiram há mais ou menos 150 milhões de anos e conseguiram sobreviver a todas as mudanças ocorridas no planeta ao longo de todo este tempo. Porém, a sua origem foi na terra e, na sua aventura para o mar, evoluíram diferenciando-se de outros répteis.

Assim, o número de suas vértebras diminuiu e as vértebras restantes se fundiram às costelas, formando uma carapaça resistente, embora leve. As tartarugas perderam os dentes, ganharam uma espécie de bico e suas patas se transformaram em nadadeiras. Tudo isso para se adaptarem à vida no mar.

Fonte: Portal Pet Friends

Leis de proteção às Tartarugas Marinhas

No Brasil, a Portaria do Ibama, nº. 1.522, de 19/12/89, é o instrumento legal em vigor que declara as tartarugas marinhas ameaçadas de extinção. Foi redigida com base na lista mundial de espécies ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), da qual fazem parte as sete espécies de tartarugas marinhas. As cinco espécies que ocorrem no Brasil também integram a lista brasileira, desde a primeira publicação até a mais recente atualização, realizada em 2008. Os Estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo também incluíram as tartarugas marinhas em suas listas locais de espécies ameaçadas.

Para os casos de práticas ilegais como captura, matança, coleta de ovos, consumo e comércio de produtos e sub-produtos de tartarugas marinhas são aplicadas as sansões e penas previstas na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9605 de 12 de fevereiro de 1998) e no Decreto nº 3179, de 21 de setembro de 1999.

Também como forma de proteger as tartarugas marinhas, a Instrução Normativa nº 31, do Ministério do Meio Ambiente, de 13 de dezembro de 2004, determina a obrigatoriedade do uso de dispositivos de escape de tartarugas (TED) nas embarcações utilizadas na pesca de arrasto de camarões.

A Instrução Normativa nº 21, do Ibama, de 30 de março de 2004, proíbe a pesca do camarão, entre o norte da Bahia e a divisa de Alagoas e Pernambuco, no período de 15 de dezembro a 15 de janeiro de cada ano. O objetivo é proteger as tartarugas oliva, que nessa época estão no pico da temporada reprodutiva. A instrução foi elaborada com  a participação dos pescadores que atuam na pesca de arrasto de camarão.

Há também diversas leis estaduais que regulamentam aspectos específicos relacionados à proteção das tartarugas marinhas, como iluminação artificial (Portaria do IBAMA nº 11, de 31/1/1995) e trânsito de veículos nas praias (Portaria do IBAMA nº 10, de 30/1/1995).

O Brasil é signatário de vários tratados e acordos internacionais, inclusive da Convenção Interamericana para Conservação das Tartarugas Marinhas, que ajudou a criar. É um tratado que já conta com 13 países e contempla exclusivamente medidas de conservação destas espécies e dos habitats dos quais elas dependem. O Decreto Federal no 3.842, de 13 de junho de 2001, confirma que o disposto na Convenção Interamericana deve ser executado e cumprido no Brasil.

Fonte: Portal Projeto Tamar

Ameaçadas de Extinção

As espécies ameaçadas de extinção, animais ou vegetais, são aquelas em risco de desaparecer, em um futuro próximo. Incontáveis espécies já se extinguiram nos últimos milhões de anos, devido a causas naturais, como mudanças climáticas, e incapacidade de adaptação a novas condições de sobrevivência.

Mas hoje o homem interfere decisivamente no processo natural de extinção de espécies, através de ações como, por exemplo, destruição dos habitats, exploração dos recursos naturais e introdução de espécies exóticas (vindas de outros locais). Essas e outras atitudes provocam declínio das espécies em taxas jamais observadas na história da humanidade. 



As cinco espécies de tartarugas marinhas encontradas no Brasil continuam ameaçadas de extinção, segundo critérios da lista brasileira e mundial de espécies ameaçadas. Das cinco, quatro desovam no litoral - e, por estarem mais expostas, são as mais ameaçadas: cabeçuda (Caretta caretta), de pente (Eretmochelys imbricata), oliva (Lepidochelys olivacea) e de couro (Dermochelys coriacea).

A tartaruga verde (Chelonia mydas) está menos exposta, pois desova principalmente nas ilhas oceânicas (Atol das Rocas, Fernando de Noronha e Trindade), onde a ação predatória do homem é mais controlada, o que contribui para a estabilidade da sua população.

De cada mil filhotes que nascem, somente um ou dois conseguem atingir a maturidade. São inúmeros os obstáculos que enfrentam para sobreviver, mesmo quando se tornam juvenis e adultos. Mas, além dos predadores naturais, as ações do homem estão entre as principais ameaças às populações de tartarugas marinhas, destacando-se as seguintes: aquecimento global, destruição do habitat para desova, devido a ocupação desordenada do litoral; poluição dos oceanos; e, principalmente, a pesca incidental, ao longo de todo litoral, com redes de espera, e em alto mar, com anzóis e redes de deriva.

Fonte: Portal Projeto Tamar