Fonte: Veja
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
A mais antiga reconstrução errada de um fóssil
Novo dinossauro é descoberto no interior de São Paulo
Descrição da espécie 'Brasilotitan nemophagus' foi publicada este mês.
Fóssil encontrado incluía fragmento craniano, o que é raro no Brasil.
Uma nova espécie de dinossauro foi descoberta na área de Presidente Prudente, região oeste do estado de São Paulo. O Brasilotitan nemophagus, como foi batizado, é um titanossauro. Esse gênero viveu no fim do período Cretáceo e faz parte do grupo dos saurópodes, caracterizados por terem caudas e pescoços longos.
A descoberta, publicada este mês em um artigo da revista científica internacional "Zootaxa", foi o resultado de uma parceria entre um paleontólogo do Museu de Paleontologia de Marília e pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
De acordo com o paleontólogo William Nava, coordenador do Museu de Paleontologia de Marília e um dos autores do artigo, o dinossauro descoberto tinha de 8 a 9 metros de comprimento.
Ele alimentava-se provavelmente de vegetações rasteiras e vivia em uma região que, na época, era bastante quente e seca, pontilhada por pequenos lagos e rios. Segundo Nava, eram esses os locais onde a espécie se alojava para tentar sobreviver ao lado de crocodilos e tartarugas. Quando morriam, eram cobertos por sedimentos.
Os fósseis que deram origem à descoberta foram coletados por Nava em 2000 e incluem parte da dentição, vértebras cervicais e sacrais e fragmento da região pélvica. O paleontólogo conta que a presença de parte da mandíbula do animal, região raramente encontrada, facilitou que os fósseis fossem comparados com os poucos titanossauros cujos fósseis também incluíam a região.
Comparação
“Existem 7 ou 8 exemplares da família dos titanossauros que têm o ramo mandibular preservado. Foi feita a comparação com esses dinossauros de regiões como a Argentina e a Ilha de Madagascar, e foi constatado que o dentário era diferente”, explica. Juntamente com a análise das vértebras, que também continham características peculiares, foi possível constatar que a espécie era nova.
Nava conta que trabalha com fósseis há 20 anos na região de Marília. Quando encontrou os fósseis dessa nova espécie, estava viajando para Presidente Prudente e percebeu vários blocos de rocha às margens da Rodovia Raposo Tavares.
“Isso me chamou a atenção. Fui investigar e de início já fui descobrindo vários restos ósseos quebrados. Estavam fazendo um corte no terreno para alargamento da rodovia e jogaram vários pacotes de rochas no terreno”, conta.
Ele diz que muitos dos fósseis estavam partidos e ele precisou fazer um salvamento paleontológico. “Tive que fazer o resgate para aquilo não ser destruído. Encontrei fragmento de mandíbula, dentário, o que chamou a atenção. Encontrar material craniano, particularmente no Brasil, é bem difícil. Foi isso que permitiu estudos comparativos e anatômicos para estabelecer a espécie nova”, diz.
Quando mostrou o material para um grupo da UFRJ, em 2004, foi estabelecida uma parceria com a instituição, que iniciou o estudo morfológico desses fósseis a partir de 2005. Até o momento, há oito espécies de titanossauros que já foram encontradas no Brasil.
Fonte: G1
Fóssil encontrado incluía fragmento craniano, o que é raro no Brasil.
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| Imagem mostra costela encontrada junto aos materiais da nova espécie de dinossauro. (Foto: William Nava/Divulgação) |
Uma nova espécie de dinossauro foi descoberta na área de Presidente Prudente, região oeste do estado de São Paulo. O Brasilotitan nemophagus, como foi batizado, é um titanossauro. Esse gênero viveu no fim do período Cretáceo e faz parte do grupo dos saurópodes, caracterizados por terem caudas e pescoços longos.
A descoberta, publicada este mês em um artigo da revista científica internacional "Zootaxa", foi o resultado de uma parceria entre um paleontólogo do Museu de Paleontologia de Marília e pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
De acordo com o paleontólogo William Nava, coordenador do Museu de Paleontologia de Marília e um dos autores do artigo, o dinossauro descoberto tinha de 8 a 9 metros de comprimento.
Ele alimentava-se provavelmente de vegetações rasteiras e vivia em uma região que, na época, era bastante quente e seca, pontilhada por pequenos lagos e rios. Segundo Nava, eram esses os locais onde a espécie se alojava para tentar sobreviver ao lado de crocodilos e tartarugas. Quando morriam, eram cobertos por sedimentos.
Os fósseis que deram origem à descoberta foram coletados por Nava em 2000 e incluem parte da dentição, vértebras cervicais e sacrais e fragmento da região pélvica. O paleontólogo conta que a presença de parte da mandíbula do animal, região raramente encontrada, facilitou que os fósseis fossem comparados com os poucos titanossauros cujos fósseis também incluíam a região.
Comparação
“Existem 7 ou 8 exemplares da família dos titanossauros que têm o ramo mandibular preservado. Foi feita a comparação com esses dinossauros de regiões como a Argentina e a Ilha de Madagascar, e foi constatado que o dentário era diferente”, explica. Juntamente com a análise das vértebras, que também continham características peculiares, foi possível constatar que a espécie era nova.
Nava conta que trabalha com fósseis há 20 anos na região de Marília. Quando encontrou os fósseis dessa nova espécie, estava viajando para Presidente Prudente e percebeu vários blocos de rocha às margens da Rodovia Raposo Tavares.
“Isso me chamou a atenção. Fui investigar e de início já fui descobrindo vários restos ósseos quebrados. Estavam fazendo um corte no terreno para alargamento da rodovia e jogaram vários pacotes de rochas no terreno”, conta.
Ele diz que muitos dos fósseis estavam partidos e ele precisou fazer um salvamento paleontológico. “Tive que fazer o resgate para aquilo não ser destruído. Encontrei fragmento de mandíbula, dentário, o que chamou a atenção. Encontrar material craniano, particularmente no Brasil, é bem difícil. Foi isso que permitiu estudos comparativos e anatômicos para estabelecer a espécie nova”, diz.
Quando mostrou o material para um grupo da UFRJ, em 2004, foi estabelecida uma parceria com a instituição, que iniciou o estudo morfológico desses fósseis a partir de 2005. Até o momento, há oito espécies de titanossauros que já foram encontradas no Brasil.
Fonte: G1
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Jacaré de 3,6 m era mantido como 'guarda' e alimentado com gatos
Americanos chamaram a polícia após descobrirem animal em terreno.
Réptil de 181 kg estava amarrado a árvore próxima a apartamentos.
Na cidade de Tampa, na Flórida (EUA), policiais e agentes da FWC (sigla em inglês para a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida) ficaram impressionados ao encontrarem um aligátor (conhecido como jacaré-americano) de 3,6 m de comprimento, amarrado à uma árvore como se fosse um animal de estimação.
De acordo com o jornal “The Tampa Tribune”, a polícia foi chamada por moradores que viram o réptil enorme em um terreno próximo a um complexo de apartamentos, com uma corda no corpo e amarrada em uma árvore, como se fosse um animal de estimação.
Os oficiais afirmam também que o animal pesava 181 kg estava saudável e bem alimentado, e que pessoas não identificadas estariam dando gatos da vizinhança como comida para o animal. “Quando um animal selvagem é alimentado, ele perde o medo de humanos e os associa a comida, o que é perigoso”, explicou o oficial da FWC Baryl Martin.
Foi necessário, no entanto, abater o animal, já que ele era muito grande e perigoso e, de acordo com uma lei estadual, jacarés não podem ser realocados para muito longe de onde foram encontrados.
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| Animal de 3,6 m estava sendo mantido como animal de estimação e era alimentado por gatos (Foto: Divulgação/Florida Fish and Wildlife Conservation Commission) |
Fonte: G1
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Tubarões sobreviveram à Grande Extinção por 120 milhões de anos
Uma linhagem de pequenos tubarões pré-históricos, que acreditava-se que tivesse desaparecido na Grande Extinção de 250 milhões de anos atrás, na verdade viveu outros 120 milhões de anos, afirmaram cientistas nesta terça-feira (29) que encontraram amostras fósseis dos minúsculos dentes.
A estranha criatura - que não tinha mais que 30 centímetros de comprimento e, provavelmente, ostentava uma protusão similar a um gancho no lugar da barbatana dorsal - pode ter sobrevivido à calamidade escondendo-se em mares profundos, escreveram os pesquisadores em artigo publicado no periódico Nature Communications.
A pior extinção em massa que o planeta viveu acabou com 95% das espécies marinhas e 70% das terrestres no final do período Permiano, quando se acredita que a Terra tivesse um único continente cercado por um único oceano.
Entre as explicações para a catástrofe estão o impacto de um asteroide que sufocou o planeta em uma nuvem de poeira que ocultou o Sol e fez a vegetação secar ou um período de intensa atividade vulcânica que causou uma mistura letal de chuva ácida e aquecimento global.
Entre as criaturas que se acredita terem desaparecido nesse evento estavam os tubarões com dentição cladodonte, parentes distantes dos tubarões modernos, que tinham mandíbulas com várias fileiras de dentes minúsculos e afiados.
Mas agora, uma equipe de cientistas do Museu Natural de Genebra e da Universidade de Montpellier, na França, encontrou seis dentes desse tipo, que datam do período Cretáceo inferior em sedimentos, perto da cidade dessa cidade do Sul francês. Essa área pode ter ficado submersa durante esse período da história do planeta.
Os dentes, com menos de 2 milímetros, eram de diferentes espécies do tipo cladodontes, agora extintos, que viveram há 135 milhões de anos atrás.
"Nossas descobertas mostram que esta linhagem sobreviveu a extinções em massa, mais provavelmente, por buscar refúgio no fundo do mar durante eventos catastróficos", destacou o estudo.
Fonte: UOL
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Descoberto ornitorrinco gigante
Cientistas acham restos de ornitorrinco carnívoro extinto há milhões de anos
Um grupo de cientistas achou em uma remota zona do norte da Austrália os restos de um ornitorrinco carnívoro de um metro de comprimento, a espécie de maior tamanho descoberta até o momento, informaram nesta terça-feira fontes acadêmicas.

Os restos do animal, batizado como "Obdurodon tharalkooschild", foram identificados a partir de dentes encontrados na jazida Riversleigh, uma área considerada como Patrimônio da Humanidade por sua riqueza paleontológica.
Os restos fósseis não foram datados, mas acredita-se que estes têm entre 5 e 15 milhões de anos de antiguidade, segundo um comunicado da Universidade de Nova Gales do Sul.
A descoberta, publicada na revista científica "Journal os Vertebrate Paleontology", foi realizada por Rebecca Pian, que aspira um doutorado na Universidade de Columbia, junto a Mike Archer e Suzanne Hand, ambos da universidade australiana.
Segundo os cálculos dos restos fósseis, a espécie extinta tinha o dobro do tamanho dos ornitorrincos modernos.
Além disso, ao contrário de seus descendentes, os ornitorrincos pré-históricos tinham dentes funcionais que acredita-se que foram utilizados para matar e consumir uma grande gama de animais.
"Da mesma forma que outros ornitorrincos, provavelmente era um mamífero principalmente aquático que vivia ao redor das fontes de água doce das florestas que cobriram a área de Riversleigh há milhões de anos", expôs Hand.
A cientista acrescentou que os "Obdurodon tharalkooschild" eram ornitorrincos com dentes muito desenvolvidos que provavelmente se alimentavam de caranguejos de rio e outros crustáceos de água doce, assim como pequenos vertebrados como rãs ou tartarugas pequenas.
Além disso, a descoberta desta nova espécie supôs uma grande surpresa porque os fósseis de ornitorrincos achados há pouco sugeriam que sua evolução era linear e agora se coloca uma ramificação na árvore genealógica desta espécie.
Os anteriores descobrimentos paleontológicos realizados no planeta registram a existência de um ornitorrinco dentado, o "Monotrematum sudamericanum" que povoou América do Sul há 61 milhões de anos", enquanto a espécie mais antiga achada na Austrália era o "Obdurodon insignis", um exemplar dentado menor que povoou o centro do país oceânico há 26 milhões de anos.
Outros restos fósseis achados em Riversleigh, o "Obdurodon dicksoni", era um pouco maior que o "Obdurodon insignis" e habitou a zona há mais de 15 milhões de anos.
Mas com o novo descobrimento, os cientistas se deram conta que um galho desta árvore estava composta por ornitorrincos gigantes, segundo Archer.
O nome "Obdurodon" é derivado do grego dente durável e foi dado para distinguir as espécies de ornitorrincos dentados das espécies modernas, segundo o comunicado da Universidade de Nova Gales do Sul.
"Tharalkooschild" é um nome que honra um mito aborígine sobre a origem dos ornitorrincos que relata a existência de um pato fêmea chamada "Tharalkoo", cujos pais lhe proibiram de nadar rio abaixo por temor do rato aquático "Bigoon".
Mas "Tharalkoo" desobedeceu e foi estuprada pelo rato e ao retornar para sua família, ao invés de dar a luz a patos, saíram os primeiros ornitorrincos.
domingo, 27 de outubro de 2013
sábado, 26 de outubro de 2013
Antigo dinossauro semelhante a aves comia peixes
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