segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

THALATTOSAURIA


Thalattosauria é uma ordem de répteis marinhos pré-históricos que viveram durante o período Triássico. Adaptados para a vida oceânica, não se sabe se eles vinham à terra botar seus ovos ou se eram vivíparos. Alguns chegavam a ter 4 metros de comprimento. O nome thalattosauria significa lagartos do oceano.

Classificação

Os thalattossauros são répteis da subclasse diapsida, mas sua posição na árvore genealógica dos répteis ainda é muito incerta. Não se sabe se são parentes mais próximos dos lepidosauria (que incluem os lagartos atuais) ou dos archosauria (que incluem entre outros os crocodilos, pterossauros e dinossauros, estes últimos incluindo as aves).

Ordem Thalattosauria Merriam, 1904


  • Superfamília Askeptosauroidea
  • Gênero Miodentosaurus Cheng, Wu e Sato, 2007
  • Família Askeptosauridae Kuhn-Schnyder, 1952
  • Gênero Anshunsaurus Liu, 1999
  • Gênero Askeptosaurus Nopsaca, 1925
  • Família Endennasauridae Renesto, 1984
  • Gênero Endennasaurus Renesto, 1984
  • Superfamília Thalattosauroidea
  • Gênero Nectosaurus Merriam, 1905
  • Gênero Xinpusaurus Yin, 2000
  • Família Claraziidae Peyer, 1936
  • Gênero Clarazia Peyer, 1936
  • Gênero Hescheleria Peyer, 1936
  • Família Thalattosauridae Merriam, 1904
  • Gênero Agkistrognathus Nicholls e Brinkman, 1993
  • Gênero Paralonectes Nicholls e Brinkman, 1993
  • Gênero Thalattosaurus Merriam, 1904




Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Subclasse: Diapsida
Ordem: Thalattosauria (Merriam, 1904)

Famílias


  • Askeptosauridae
  • Claraziidae
  • Endennasauridae
  • Thalattosauridae

Askeptosaurus

Endennasaurus

Miodentosaurus

QIANOSUCHUS


Qianosuchus foi um réptil marinho pré-histórico que viveu durante o período triássico da era mesozóica, cerca de 240 milhões de anos atrás. Seus fósseis foram encontrados na China. Uma espécie misteriosa, não parece pertencer a nenhuma ordem ou família conhecida.
Com 3 metros de comprimento, o Qianosuchus foi um dos primeiros arcossauros a adaptar-se à vida marinha. Aparentemente ele ainda conseguia se locomover em terra, com suas longas patas, mas passava a maior parte do tempo caçando peixes para se alimentar, nadando com sua poderosa cauda como fazem hoje os crocodilos.



Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Gênero: Qianosuchus
Espécie: Q. mixtus

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Dinossauro descoberto nos Estados Unidos ganha nome de Obama


Um pequeno lagarto que viveu há 65 milhões de anos foi batizado com o nome de "Obamadon", uma homenagem ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pois assim como o líder o animal possuia uma dentição "forte e saudável", segundo os cientistas.

"O lagarto tinha dentes longos e estreitos que permitiram caracterizá-lo e distingui-lo das outras espécies", disseram os pesquisadores das universidades de Yale e Harvard em declarações divulgadas pelos jornais da Nova Inglaterra, onde ambas as instituições ficam localizadas.

"Obama é um modelo de conduta a ser imitado no mundo todo por sua boa higiene bucal", prosseguiram os cientistas, que desta forma justificaram a escolha do nome formado por "Obama" e "odon", termo grego que significa dentes.

O pequeno lagarto comedor de insetos Obamadon gracilis (azul) é retratado em imagem

Embora o lagarto tenha sido redescoberto e batizado há alguns meses, a publicação oficial da nova espécie só ocorreu agora na tradicional revista científica a "Proceedings" of the National Academy of Sciences". O animal foi descoberto junto com outros oito tipos de lagartos.

O achado foi um "redescobrimento" pois os fósseis a partir dos quais foi possível classificar o "Obamadon gracilis" foram desenterrados no estado de Montana em 1974, mas "erroneamente" catalogados ou confundidos como pertencentes a outras espécies.

O paleontólogo Nicholas Longrich, de Yale, explicou ao jornal "The Boston Globe" que apesar de se tratar de uma "homenagem" ao presidente, os pesquisadores pensaram "seriamente" em modificar o nome do lagarto caso Obama tivesse perdido as eleições de 6 de novembro.

"Poderia ter parecido que nos estávamos zombando dele, dando um nome de um lagarto que se extinguiu. Poderia ter parecido inclusive cruel", ponderou.

O redescobrimento destas novas espécies de lagartos permitiu aos cientistas se aprofundarem nas teorias que indicam que ao contrário do que se pensava, os lagartos e serpentes não teriam sido imunes ao impacto do grande asteróide que acabou com os dinossauros há 65 milhões de anos.

Fonte: UOL

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Descoberto o dinossauro mais antigo, com 245 milhões de anos


Por Chris Wickham

LONDRES - Pesquisadores descobriram, nos corredores do Museu de História Natural de Londres, aquele que pode ser o mais antigo dinossauro conhecido.

O misterioso fóssil está há décadas no acervo do museu, e agora identificou-se que ele provavelmente era um dinossauro que viveu há cerca de 245 milhões de anos - 10 a 15 milhões a mais do que qualquer amostra anteriormente descoberta.


A criatura, chamada "Nyasasaurus parringtoni", tinha mais ou menos o tamanho de um cão labrador. Ele deve seu nome ao lago Niassa, na África Oriental, e ao cientista Rex Parrington, da Universidade de Cambridge, que recolheu o fóssil próximo ao lago, na década de 1930.

"Foi o caso de olhar para o material com um par de olhos frescos", disse à Reuters Paul Barrett, do Museu de História Natural, que participou do estudo. "Isso fecha uma lacuna nos registros fósseis e faz recuar a existência dos dinossauros."

Um estudo anterior desse fóssil, na década de 1950, havia sido inconclusivo, segundo Barrett. "Era um mistério sobre o que era... Virou esse animal mítico."

Duas características no fóssil de Londres, junto com uma amostra semelhante localizada posteriormente no Museu Sul-Africano Iziko, na Cidade do Cabo, trazem fortes indícios de que o animal era um dinossauro.

Os tecidos ósseos do antebraço mostram marcas de crescimento rápido, comum em dinossauros, e também apresentam a chamada crista deltopeitoral alongada, que ancorava os músculos do antebraço, algo exclusivo dos dinossauros.

"Embora só conheçamos o 'Nyasasaurus' de fragmentos fósseis, a anatomia do osso do antebraço e dos quadris tem características que são únicas para os dinossauros, o que nos deixa confiantes de que estamos lidando com um animal muito próximo da origem dos dinossauros", disse Barrett.

Os pesquisadores acreditam que o Nyasasaurus provavelmente andava ereto, com 1 metro de altura até o quadril, 2 a 3 metros da cabeça à cauda, e 20 a 60 quilos de peso.

Ele viveu numa época em que os continentes estavam unidos em uma vasta massa de terra chamada Pangea. A área da Tanzânia onde os fósseis foram achados ficava no sul da Pangea, o que incluía as futuras África, América do Sul, Antártida e Austrália.

Fonte: Reuters

Grand Canyon existe desde a era dos dinossauros, diz estudo


Um estudo da Universidade de Colorado em Boulder e do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, após analisar grãos minerais do Grand Canyon, nos Estados Unidos, indica que o vale foi moldado há cerca de 70 milhões de anos, quando os dinossauros ainda existiam. A equipe usou um método que explora a decadência radioativa de átomos de urânio e tório a átomos de hélio em um mineral raro conhecido como apatite, segundo Rebecca Flowers, do departamento de ciências geológicas da universidade.


De acordo com Flowers, os átomos de hélio foram trancados nos grãos minerais conforme esfriavam e se moviam próximos à superfície durante a formação do Grand Canyon, que tem cerca de 450 km de comprimento. As variações de temperatura a níveis baixos na Terra são influenciadas pela topografia (ciência que estuda acidentes geográficos), e o histórico térmico gravado pelos grãos de apatite permitiu que a equipe deduzisse quanto tempo havia se passado desde que houve uma escavação natural do local. O estudo foi publicado na revista Science na última quinta-feira.
"Nossa pesquisa sugere que o Grand Canyon foi moldado a centenas de metros de profundidade há cerca de 70 milhões de anos", afirmou Flowers. Ela também afirmou que existem controvérsias entre cientistas sobre a questão da idade da evolução do Grand Canyon. Uma variedade de dados sugere que o local teve uma história complicada, e que pode não ter sido moldado todo ao mesmo tempo.
"Um antigo Grand Canyon tem importantes implicações para o entendimento da evolução de paisagens, topografia e hidrologia no oeste dos Estados Unidos e zonas montanhosas em geral", disse Flowers.
"A principal característica permitida por essa técnica é a detecção de variações na estrutura de temperatura em níveis mais rasos da crosta terrestre", afirma . "Desde que essas variações são induzidas em parte pela topografia da região, nós obtemos dados que nos permitem construir uma linha do tempo do Grand Canyon", conclui a pesquisadora.
Flowers e Kenneth Farley, professor do Instituto de Tecnologia da Califórnia, levaram a técnica dos dados de urânio, tório e hélio a um nível mais sofisticado analisando a distribuição espacial dos átomos de hélio próximos à margem de cristais minerais. "Conhecendo não apenas quanto de hélio está presente nos grãos, mas também como ele é distribuído, temos informações adicionais sobre o tempo de esfriamento das rochas", explicou a professora.
Paleontologistas acreditam que dinossauros desapareceram quando um asteroide gigante colidiu com a Terra há 65 milhões de anos, resultando em grandes nuvens de poeira que impediam os raios de sol de alcançar a superfície da Terra, esfriando o planeta e matando a maioria dos animais e plantas.
Por causa do grande número de teorias, dados e debates sobre a idade do Grand Canyon, geologistas redobraram seus esforços, disse Flowers. "Houve um ressurgimento de trabalhos neste problema nos últimos anos por que agora nós temos novas técnicas que permitem datar a idade das pedras, o que não podíamos fazer antes."

Fonte: Reuters

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

300 mil visitas

Este mês ultrapassamos a marca de 300 mil acessos...

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Descobertas em veneno de jararaca podem contribuir para criação de remédios


Trinta novas moléculas, algumas com potencial ação farmacológica, foram descobertas no Instituto Butantan, em São Paulo, durante uma pesquisa que mapeou o conjunto de peptídeos existente no veneno de três espécies de serpentes do gênero Bothrops, entre elas a jararaca, informa a Agência Fapesp.

"O objetivo do trabalho era descrever a complexidade do peptidoma, ou conjunto de peptídeos, presente no veneno das espécies B. jararaca, B. cotiara e B. fonsecai", explica Solange Maria de Toledo Serrano, coordenadora da pesquisa. Peptídeo é qualquer substância com dois ou mais aminoácidos conjugados, exercendo funções específicas no organismo.



Foram sequenciados 44 peptídeos, dos quais 30 ainda eram desconhecidos. Entre as novas moléculas, pelo menos quatro já testadas apresentaram atividade de potenciação da bradicinina e inibição da atividade da enzima conversora de angiotensina, substâncias envolvidas no controle da pressão arterial.

As serpentes do gênero Bothrops são responsáveis por cerca de 90% dos acidentes ofídicos que ocorrem no país, revela o estudo. A grande maioria dos casos envolve a jararaca, comum no país inteiro. Já a B. cotiara está presente apenas nas regiões de mata araucária e a B. fonsecai, na Mata Atlântica.

O primeiro peptídeo potenciador de bradicinina isolado no veneno da jararaca, ainda nos anos 1960, deu origem a toda uma classe de medicamentos anti-hipertensivos à qual pertence, por exemplo, o Captopril. Os resultados do estudo, considerado o mais profundo já realizado sobre peptidomas de venenos de serpentes, foram divulgados em artigo publicado na edição de novembro da revista Molecular & Cellular Proteomics.

Fonte: Estadão

Veneno de cobra aumenta 70% sobrevida nos casos de câncer de pele e pode virar remédio


O Instituto Butantan, em São Paulo, desenvolve uma pesquisa inédita com uma toxina isolada do veneno da cascavel, a crotamina, para ajudar em casos de câncer de pele. Pesquisa feita em camundongos com melanoma, a sobrevida das cobaias aumentou em até 70%, além de retardar o desenvolvimento do tumor e inibir a sua formação por completo.

“Demonstramos que a crotamina serve como protótipo para o desenvolvimento de novas drogas com propriedades parecidas”, explica a geneticista Irina Kerkis, coordenadora do projeto.

Antes de ser testada em seres humanos, os pesquisadores estão trabalhando para obter a crotamina na forma sintética. “A partir daí, podemos começar os testes clínicos. Podemos ter medicamento para melanoma ou outros tipos de câncer em até cinco anos.”



Toxina do veneno

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a crotamina tem grandes vantagens quando comparada a outras drogas anticancerígenas. Ela é solúvel em diferentes solventes, não induz grave reação alérgica (que pode causar choque anafilático) e tem ação tóxica seletiva no organismo, ou seja, não atinge as células saudáveis dos pacientes.

Como ela reconhece a diferença entre as células normais e as tumorais, a toxina também é usada pelos pesquisadores como uma ferramenta biotecnológica para desvendar as variedades das células. Isto poderá ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos de combate ao câncer.

A crotamina, no entanto, ainda não interfere no processo de divisão celular das células normais, diferente das outras drogas anticancerígenas que se acumulam dentro do tumor. Mas como ela permane nas células cancerígenas por cerca de 24 horas, ela poderá ser usada como droga de dose única no futuro.

Fonte: UOL